-
Coxo, ClaudicaçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
de modo que, como diziam os inimigos de Jeremias: “Para que possamos prevalecer contra ele e vingar-nos dele.” (Jer. 20:10; Sal. 38:16, 17) Os inimigos de Jesus Cristo queriam vê-lo tropeçar ou titubear em sua linguagem, a fim de enlaçá-lo. — Mat. 22:15.
Uso proverbial
“Como alguém que mutila seus pés [o que o tornaria coxo], como alguém que bebe apenas violência, é aquele que confia assuntos à mão de um estúpido”, disse o sábio Rei Salomão. Na verdade, o homem que emprega uma pessoa insensata para cuidar de qualquer projeto para ele comete violência mutiladora contra os seus próprios interesses. Com certeza verá entrar em colapso a obra que propõe, com danos para si mesmo. — Pro. 26:6.
Os Provérbios continuam com uma ilustração parecida: “Acaso as pernas do coxo puxaram água? Então há um provérbio na boca de gente estúpida.” (Pro. 26:7) Nos tempos antigos, especialmente nas cidades construídas sobre aterros artificiais, amiúde era mister descer uma escada ou uma longa escadaria para retirar água dum poço. A possibilidade de palavras verídicas, claras e sábias procederem da boca dum insensato é quase igual à de um coxo transportar para cima a água de tal poço; e um insensato que tenta falar ou aplicar um provérbio é tão desajeitado e ineficaz quanto um coxo que tenta trazer água para cima por uma escadaria.
A nação antiga de Deus
Ao falar da restauração de seu povo, Jeová prometeu fortalecê-lo para que partisse de Babilônia e empreendesse a perigosa jornada de retorno para a Jerusalém desolada. Qualquer claudicação, hesitação ou indecisão espiritual seria removida. Mediante o profeta Isaías, Deus os incentivou: “Naquele tempo o coxo estará escalando como o veado.” (Isa. 35:6) A nação de Deus tinha mancado e caído em cativeiro, mas “naquele dia”, disse Jeová, “vou ajuntar aquela que manquejava; . . . E certamente constituirei aquela que manquejava em um restante e aquela que fora removida para longe em uma nação poderosa”. — Miq. 4:6, 7; Sof. 3:19.
Confortando ainda mais seu povo, Jeová prometeu, como Rei deles, protegê-los dos agressores. Descreveu a impotência dos inimigos de Sião como um navio com seus cabos soltos, seu mastro bamboleando e sem velas. Daí, disse: “Naquele tempo, até mesmo o despojo [do inimigo] em abundância terá de ser dividido; os próprios coxos tomarão realmente um grande saque.” Mesmo aqueles que geralmente não podiam tomar parte no saque mostrar-se-iam, naquele tempo, fortes o bastante para participar dele. — Isa. 33:23.
Consideração pelos coxos espirituais
O escritor cristão da carta aos hebreus indicou que, entre eles, havia muitos espiritualmente imaturos, que deviam estar fazendo maior progresso. (Heb. 5:12-14) Daí, depois de falar sobre a disciplina, disse: “Persisti em endireitar as veredas para os vossos pés, para que o coxo não fique desconjuntado, mas, antes, para que sare.” (Heb. 12:13) Até mesmo os mais fortes devem manter-se cuidadosamente vigilantes de como andam em seu proceder cristão, de modo que os espiritualmente “coxos”, e mais fracos, não tropecem nem se firam. Se os mais fortes na fé usassem sua liberdade espiritual para fazer certas coisas que em si eram lícitas, os mais fracos na fé talvez tropeçassem por causa das ações deles. — Rom. 15:1.
O apóstolo Paulo estabelece como exemplo deste princípio a questão do comer e do beber. (Rom. 14:13-18, 21) Neste trecho, ele aconselha, em parte: “Tomai esta decisão, de não pordes diante dum irmão uma pedra de tropeço ou uma causa para cair.” Afirma ele: “É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer algo que faça teu irmão tropeçar.” — Compare com 1 Coríntios 8:7-13.
Por outro lado, mostra o apóstolo, o cristão deve fortalecer suas próprias ‘pernas’ espirituais a fim de não mancar nem tropeçar com o que ocorre, ou pelo que outrem faça. Deve tornar-se forte, de modo a manter-se constante no proceder cristão. Paulo afirma: “Quem come não menospreze ao que não come, e quem não come não julgue aquele que come, pois Deus tem acolhido a esse.” (Rom. 14:3) Este princípio foi expresso pelo salmista: “Paz abundante pertence aos que amam a tua lei, e para eles não há pedra de tropeço.” (Sal. 119:165) Não há coisa alguma que faça os que amam a lei de Deus mancar com claudicação espiritual.
CURA COMPLETA
A claudicação tem provocado muitas lágrimas. Assim como Jesus Cristo curou muitos mancos e aleijados quando estava na terra, até mesmo restaurando partes ressequidas ou amputadas do corpo (Mar. 3:1, 5; Luc. 22:50, 51), por meio dum “novo céu”, o Filho de Deus novamente realizará tais curas. Ele fará isso cabalmente como Sumo Sacerdote e Rei de Deus, enxugando toda lágrima dos olhos da humanidade. — Mat. 8:16, 17; Rev. 21:1, 4.
-
-
Cozinhar, Utensílios De CozinhaAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
COZINHAR, UTENSÍLIOS DE COZINHA
Cozer e assar, em geral, eram comumente considerados deveres das mulheres na casa hebréia, mas, em certas ocasiões, as refeições eram preparadas por homens. (Gên. 18:6-8; 27:3-9, 14, 30, 31; 1 Sam. 8:13; 2 Sam. 13:8) Quando moravam em tendas, os hebreus provavelmente cozinhavam ao ar livre, na maior parte. Quando se fixaram em Canaã, morando em casas de pedras, cozinhavam um pouco dentro de casa, especialmente durante o tempo inclemente. (Juí. 6:19; 2 Sam. 13:7-11) A maior parte da tarefa de cozinhar era feita para o jantar, a principal refeição do dia. (Luc. 14:12; Rev. 3:20) Nada podia ser cozido no dia de sábado regular, pois a Lei proibia até mesmo que se acendesse uma fogueira. — Êxo. 35:3.
Os hebreus empregavam vários utensílios e equipamentos para preparar alimentos. Havia o moinho manual, operado pelas mulheres da casa. (Deut. 24:6; Mat. 24:41; veja MOINHO.) Para os temperos ou pequenas quantidades de cereal, bastavam o gral e o pilão. (Núm. 11:8; veja PILÃO [GRAL]). A massa de pão era misturada numa amassadeira (Êxo. 12:34), e cozida numa lareira ou num forno. — Êxo. 8:3; 1 Crô. 9:31.
No tabernáculo e, mais tarde, no templo, empregavam-se garfos. (Êxo. 27:3; 2 Crô. 4:16) Menciona-se o garfo de três dentes usado pelos sacerdotes. (1 Sam. 2:12-14) Cozinheiras domésticas talvez usassem um garfo similar para retirar carne duma panela. Elas dispunham de facas de diversos tipos para cortar a carne a ser cozida. Não existe nenhuma indicação bíblica de que usassem garfos e facas para comer.
As panelas usadas para cozinhar eram geralmente feitas de barro, embora algumas delas fossem de cobre, estas sendo mencionadas de forma especial em relação ao santuário. (Lev. 6:28) Entre os utensílios domésticos de cozinha havia panelas e caçarolas redondas, que variavam consideravelmente de tamanho. Panelas de bronze que se erguiam sobre pernas são representadas em pinturas em túmulos egípcios, e é possível que os israelitas queixosos no deserto tivessem presente tais recipientes quando falaram de ‘sentar-se junto às panelas de carne’ no Egito. (Êxo. 16:3) A palavra hebraica traduzida “panelas”, neste trecho, é uma palavra geralmente usada para designar a panela de boca larga, que poderia ser usada para lavagem (Sal. 60:8) ou para se cozinhar nela. (2 Reis 4:38-41; Eze. 24:3-5) Estas existiam em tamanhos variados, desde a de tamanho médio, de cerca de 30 cm de diâmetro, até as bem grandes. Exemplares primitivos deste tipo relativamente raso de panela não tinham alças, mas, durante o tempo do reino dividido de Israel, veio a ser utilizada uma variedade de duas alças.
Têm-se encontrado panelas de boca estreita, com uma ou duas alças. Possuem um formato mais ou menos esférico, de cerca de 10 a 35 cm de diâmetro.
Os israelitas também possuíam frigideiras ou panelas fundas, e também chapas de assar. Com freqüência, as ofertas de cereais eram preparadas nelas. (Lev. 2:5, 7; 7:9; 1 Crô. 23:29) Amostras de chapas de barro de assar foram descobertas em Gezer. Estas possuíam pequenas depressões, comparáveis às chapas atuais para waffles. Chapas de ferro também eram usadas. — Eze. 4:1-3.
-
-
Crescente FértilAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
CRESCENTE FÉRTIL
Termo geográfico cunhado por James H. Breasted para descrever a estreita faixa de terra fértil que se estende, como um semicírculo, desde o golfo Pérsico, atravessa a Mesopotâmia, curva-se na direção O, para a Síria e o Líbano, e então se volta para o SO, descendo a Fenícia e a Palestina. Este corredor de terra cultivável forma assim uma estrada agrícola e econômica que se curva em volta do inteiro extremo N do amplo deserto da Arábia, ao passo que cadeias montanhosas limitam o “crescente” do outro lado, até que finalmente o mar Mediterrâneo se torna sua fronteira O. Alguns situam a ponta SO do Crescente Fértil em Gaza, na Filístia, abaixo da qual começa o deserto; outros preferem que se estenda além deste trecho relativamente curto do deserto e continue até o delta do Nilo, descendo o vale do Nilo, no Egito, até Tebas.
A característica distintiva desta região é a quantidade de precipitação pluviométrica que recebe, em comparação com as regiões áridas fronteiriças, e sua irrigação pelas águas do Eufrates, Tigre, Orontes, Jordão e outros rios. Crescem em abundância, no Crescente Fértil, o trigo, a cevada, as uvas, as azeitonas, os figos, as laranjas, os limões e as romãs.
A maioria dos eventos registrados na Bíblia tiveram como cenário parte do Crescente Fértil. Provavelmente, no segundo século depois do Dilúvio, a planície de Sinear foi palco do esforço abortivo da construção da Torre de Babel, frustrado pela ação divina. (Gên. 11:5-9) Cerca de três centúrias depois, Abraão deixou Ur dos Caldeus, no longínquo canto SE do Crescente Fértil, e partiu para Canaã. Ao invés de tentar atravessar diretamente o deserto inóspito com uma caravana de camelos, ele seguiu a rota regular que levava ao N, até Harã, importante cruzamento, e então seguiu para o S, através da Síria até a Palestina, finalmente penetrando no Egito, no outro extremo do Crescente Fértil.
-