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  • O Congresso de Lausana — Pentecostes ou Babel?

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  • O Congresso de Lausana — Pentecostes ou Babel?
  • Despertai! — 1975
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Despertai! — 1975
g75 8/5 pp. 12-15

O Congresso de Lausana — Pentecostes ou Babel?

“NUNCA antes havia acontecido algo como Lausana”, observa a revista Eternity. “Esta — o Congresso Internacional Sobre Evangelização Mundial — foi uma conferência missionária diferente.”

‘Foi como Pentecostes’, é o modo em que outros descreveram o caleidoscópio de nações, culturas e formações variadas representadas no congresso de 16 a 24 de julho de 1974 em Lausana, Suíça. Seu alvo declarado era considerar meios e métodos de “Deixar que a terra ouça Sua Voz”, isto é, como poderiam pregar o conceito deles sobre a mensagem de Jesus Cristo em todo o mundo até o ano 2000.

Ao passo que muitos observadores não chegariam ao ponto de chamar Lausana de outro “Pentecostes”, a maioria provavelmente concordaria que era deveras “diferente”. Houve um surto de evangelismo e de conferências missionárias nos meses recentes. Lausana, contudo, de modo sofisticado, foi além dos limites sectários e reuniu 2.700 representantes seletos de vários grupos evangélicos e 150 países. Dezenas de línguas estavam representadas; sete línguas oficiais foram faladas nas sessões.

Fez-se esforço especial de convidar amplo leque do mundo evangélico — não apenas pessoas de diferentes nações e culturas, mas mulheres, clérigos, leigos, evangelistas, missionários, educadores, jovens e idosos. Muitos dentre os mais de mil delegados das ‘nações do Terceiro Mundo’ usaram o equivalente ao salário de várias semanas apenas para pagar a taxa de registro.

O congresso de Lausana também foi diferente no sentido de que se compôs de sessões de trabalho. Foram preparados relatórios pormenorizados, de antemão, explicando o âmbito dos esforços missionários da cristandade em toda parte da terra. Deu-se também ênfase a como entrar em contato com pessoas usualmente inacessíveis do mundo “cristão”, tais como as que moram em apartamentos ou as que trabalham em grandes prédios de escritórios. Tão determinados estavam os organizadores de que o congresso consistisse em mais do que simples teologia e teoria que os delegados foram chamados de “participantes”.

Este congresso também mereceu grande dose de ostentação por parte das relações públicas. Amplo interesse por ele foi gerado pela promoção inicial do congresso feita por Billy Graham, e ele mais tarde serviu como seu presidente de honra e um dos oradores principais. Meses de planejamento foram dedicados ao evento, que por fim custou mais de Cr$ 22,5 milhões.

Por Que Agora?

Subitamente parece que ocorreu a esses líderes religiosos a necessidade de ardorosa evangelização. Há apenas quatro anos, uma enquete mundial revelou que a maioria não estava então a favor de tal conferência. Mudaram de conceito menos de dois anos depois, e começou o trabalho preparatório do Congresso de Lausana. “A onda é a favor do testemunho evangélico ao redor do mundo”, disse um dos diretores, “e o consenso era que deveríamos aproveitar a onda em direção ao alvo da evangelização mundial neste século”. Por que a mudança de atitudes em tão pouco tempo?

Ninguém em Lausana parecia saber com certeza. Mas, numerosos oradores observaram que as ‘condições mundiais favorecem o testemunho sobre Cristo’. Os Guinness, da Suíça, expressou a opinião de que as pessoas se acham abertas de forma ímpar à mensagem cristã agora, devido à “falência do pensamento secular”. Outro orador principal, Malcolm Muggeridge, da Grã-Bretanha, secundou a Guiness, afirmando: “Há muito me parece claro, além de qualquer sombra de dúvida, de que aquilo que ainda é chamado de Civilização Ocidental se acha num estágio avançado de decomposição, e que outra Idade Obscura logo virá sobre nós, se, deveras, já não começou.

Naturalmente, porém, a questão premente para os evangélicos dessas numerosas religiões é — sem considerar a causa do evidente interesse súbito pela mensagem bíblica de Cristo — pode-se esperar que eles evangelizem o mundo inteiro?

Podem os “Evangélicos” Evangelizar o Mundo?

Não se pode criticar o desejo de fazer isso, visto que Jesus instruiu: “Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado.” — Mat. 28:19, 20, Almeida: Novo Testamento Revisado.

É necessário, porém, mais do que a simples compreensão de que isto deve ser feito. Os que tentam ir a “todas as nações” precisam eles mesmos observar “todas as coisas” que Jesus mandou. Eles mesmos têm de ouvir a voz de Jesus. Ademais, visto que as ordens de Jesus não são contraditórias, todos os que obedecem a ele devem necessariamente estar unidos uns com os outros. Lembre-se dos seguidores de Jesus em Pentecostes, no primeiro século. Não estavam todos em paz uns com os outros, tendo a mesma mentalidade? Naturalmente que sim. — Atos, capítulo 2.

Mas, em Lausana, evidenciava-se entre os delegados a verdadeira união, baseada na real obediência às palavras de Jesus? Para verificar isso, por que não comparar o que foi dito e feito ali com os ensinos reais de Jesus?

Jesus disse sobre seus seguidores: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo . . . a fim de que todos sejam um.” (João 17:16, 21) Obviamente não tencionava que as fronteiras nacionais ou raciais erguessem barreiras entre seus seguidores. Todavia, em Lausana, as arestas nacionalistas e raciais mundanas estavam bem em evidência.

Os delegados de certo país asiático ficaram transtornados devido à bandeira de outro país asiático ter sido deixada do lado de fora por outro congresso anterior. Certos delegados Africanos se queixaram de que na maioria tinham sido designados a alojamentos segregados. Outros Africanos sugeriram possível ‘moratória missionária’ — que os estrangeiros ficassem longe de seu país. “Em certo número de casos”, afirma Christianity Today, forte apoiador da reunião, “os participantes levaram a Lausana as divisões que existiam em seus países, e os períodos de estratégia nacional amiúde foram tensos e tempestuosos”.

Os líderes do congresso não desconheciam tais rivalidades, e até mesmo as trouxeram à atenção. Mas, daí, o Pacto de Lausana, assinado pelo menos por 1.900 delegados e observadores, e chamado de ‘consenso evangélico sobre os assuntos que mais importam’, incluía incoerentemente como seu ponto número cinco:: “O evangelismo e o envolvimento sócio-político são ambos parte de nosso dever cristão”! (O grifo é nosso.) A voz de Jesus afirma que seus seguidores “não fazem parte do mundo”, assim movendo aqueles que realmente ouvem a ele a demonstrar uma união que transcende as barreiras. Mas, o congresso de Lausana instava a que se seguisse o proceder oposto.

Daí, adicione-se a tais problemas a desunião religiosa representada no Congresso. Jesus concitou seus verdadeiros seguidores a ‘permanecerem em união’ com ele. (João 15:4) Estavam os delegados em Lausana unidos com Jesus? Como poderiam estar?

Como poderiam anglicanos, batistas, “discípulos de Cristo”, metodistas livres, luteranos, menonitas, presbiterianos reformados e outros representados em Lausana, cada um dos quais com ensinos diferentes e contraditórios, estarem todos em união com Jesus? Isso simplesmente não é possível. (1 Cor. 1:10) Assim tanto religiosamente como de outra forma, havia pouca união como a de Cristo em Lausana.

Mas, mesmo que estivessem unidos, como podem os “evangélicos” esperar “fazer discípulos de todas as nações”? Apenas nos dez dias de sua reunião, a população da terra cresceu vertiginosamente em quase dois milhões de pessoas a mais — em outras palavras, 650 pessoas para cada delegado oficial em Lausana. Os líderes evangélicos admitem sua necessidade de ajuda em pregar ao mundo. Para onde se voltam em busca de ajuda? Para os “leigos”.

Podem os “Leigos” Ajudar?

O espírito santo moveu tonos os homens e mulheres, jovens e idosos, que estavam presentes em Pentecostes, no primeiro século, a falar das “coisas magníficas de Deus”. (Atos 2:11) O professor H. Snyder, do Brasil, sublinhou a obrigação que paira sobre todos os cristãos, e não apenas os clérigos, de falar o que sabem sobre o Evangelho. George W. Peters, do Seminário Teológico de Dallas, destacou semelhantemente a mesma necessidade de utilizar “as massas de membros crentes das igrejas” como o “principal recurso de potencial humano para o evangelismo”.

Mas, esse “principal recurso de potencial humano” talvez resulte ser uma fonte seca. O membro mediano de igreja, lembrou aos delegados o batista Rene Padilla, da Argentina, só deu um pouco mais do que o assentimento mental ás palavras de Jesus. A maioria, disse ele aceitou um “evangelho truncado” on abreviado, adicionando: “Meio-evangelhos não possuem nenhuma dignidade e nenhum futuro. Como a famosa mula, não têm nem o orgulho dos ancestrais nem a esperança da posteridade.”

Em outras palavras, como muitos oradores deixaram bem claro, as igrejas precisam primeiro converter seu próprio povo antes que possam chegar a esperar evangelizar o resto do mundo. Os “leigos” não se compõem de “cristãos engajados”, como foi bem ilustrado por certo incidente em Lausana. Um participante lembrou que aos missionários irlandeses enviados à Índia foi dito que voltassem para casa e evangelizassem a Irlanda”, por causa da guerra exterminadora entre católicos e protestantes naquele país. Os irlandeses, embora tentassem defender-se, não podiam negar as acusações, admitindo: “Os perpetradores da violência não são cristãos engajados — embora afirmem alguma aderência nominal a uma denominação.” Pelo que parece não há suficientes ‘cristãos engajados” para parar a guerra! No entanto, que outra nação que afirme ser cristã pode dizer honestamente que seu povo está mais ‘engajado a Cristo’?

Por que os membros das igrejas tão amiúde se mostram surdos às palavras de Cristo? Porque o clero não os ensinou. Os próprios clérigos não crêem nos ensinos de Jesus. Alguns em Lausana, como Samuel Escobar, do Peru, disseram que os leigos têm de ser encorajados a “aplicar o ensino e o exemplo de Cristo em sua vida familiar”. Mas, será que o relatório sobre a pregação àqueles cuja religião permite a poligamia indica que seus compiladores realmente crêem nisso? Suponhamos que um homem com várias esposas ‘aceite a Cristo’. Daí, o que segue? O relatório aconselha: “É um assunto delicadíssimo, porém, a maioria daqueles que prepararam este relatório crêem que ele não deve deixar suas esposas; ao mesmo tempo, insistem que não deve adquirir novas.” Isto equivale a endossar que se permita que a poligamia entre na congregação cristã.

Todavia, Jesus disse, sobre o casamento: “Os dois” — um homem e uma mulher — “serão uma só carne”. (Mat. 19:5) O relatório oficial do congresso se dispunha a tentar amainar as palavras de Jesus; será surpreendente que o membro mediano de igreja, mesmo se chegar a conhecer os ensinos de Jesus sobre as questões familiares, não as aplique em sua vida? Como podem tais ser o “principal recurso de potencial humano” para evangelizar o mundo?

Procure a Cristo em Outra Parte

Muitas pessoas honestas ao redor do mundo escutam a voz de Jesus. Anseiam desesperadamente a verdade que livra os homens. Mas, francamente, essa mensagem não virá como resultado do congresso em Lausana.

Lausana não foi, como alguns apoiadores se jactaram, ‘outro Pentecostes’, as pessoas falando muitas línguas, mas apegando-se à mensagem comum de Jesus. Foi uma Babel de vozes sectárias, políticas e raciais divergentes, que proferiam os mesmos velhos credos que já por séculos dividem os homens. Foi uma admissão, pelos líderes evangélicos, de que seus membros comuns, exatamente como os dos grupos eclesiásticos mais “liberais”, não ouviram realmente a voz de Jesus. Todavia, ao mesmo tempo, foi uma expressão quase suplicante de ‘esperança sobre esperança’, de sua parte, de que de algum modo, de algum jeito, estes mesmos membros de igreja os ajudassem a evangelizar o mundo todo.

Muitas vozes confusas e inseguras foram ouvidas em Lausana. Mas, a voz de Jesus não se achava entre elas. As pessoas tementes a Deus têm de voltar seus ouvidos para outra parte a fim de ouvir a clara mensagem dele.

[Foto na página 14]

O bispo anglicano Jack Dain (à esquerda) e o evangelista Billy Graham assinam o Pacto de Lausana. Seu primeiro ponto afirma: “Confessamos, envergonhados, que amiúde negamos nossa chamada e falhamos em nossa missão, por nos ajustarmos ao mundo ou por nos afastarmos dele.”

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