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  • g78 22/2 pp. 27-29
  • O congresso da liberdade religiosa “deixa um sabor ruim”

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  • O congresso da liberdade religiosa “deixa um sabor ruim”
  • Despertai! — 1978
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Despertai! — 1978
g78 22/2 pp. 27-29

O congresso da liberdade religiosa “deixa um sabor ruim”

Do correspondente de “Despertai!” nos Países-Baixos

AMSTERDÃ foi local dum evento ímpar em 1977. De 21 a 23 de março de 1977, o Hilton Hotel foi anfitrião do Primeiro Congresso Mundial Sobre Liberdade Religiosa.

Os patrocinadores deste congresso declararam oficialmente como sendo seu objetivo: 1. Tornar a Associação Internacional de Liberdade Religiosa (sigla IRLA, em inglês), um instrumento deveras viável para a promoção da liberdade religiosa numa escala mundial. 2. Trazer a Associação Internacional de Liberdade Religiosa à atenção dos líderes mundiais, por meio da veiculação. 3. Conceder um prêmio internacional aos estadistas que promovessem a liberdade religiosa em seus países específicos. 4. Fornecer um foro não-combatente para o intercâmbio de conceitos sobre a liberdade religiosa.

“Congresso de Não-Comprometidos”

Os apoiadores oficiais da reunião asseguraram que sua intenção era de exercer a “diplomacia tranqüila” e ‘não expor nem condenar os abusos contra a liberdade religiosa’. Em geral, os oradores louvaram seus respectivos países pelos grandes avanços em direção à liberdade religiosa, ao passo que atenuaram os casos em que a liberdade foi restringida.

Certos discursos continham algumas declarações excelentes. À guisa de exemplo, certo delegado observou que, depois da Reforma protestante, os regentes fizeram acordos de defender grandes segmentos do pensamento religioso. Mas, que dizer dos grupos menores e dos indivíduos? O orador mencionou que, no todo, estes ficaram sem proteção e liberdade. Comentou que muitas liberdades só são concedidas às grandes organizações religiosas.

No que tange à negação da liberdade religiosa em alguns lugares, ele teceu um ponto interessante. Explicou que o motivo declarado para o estabelecimento de colônias era estender a civilização aos povos atrasados. Comentou que rapidamente se tornou patente que os verdadeiros motivos para a colonização eram políticos e econômicos.

O efeito geral da reunião, contudo, foi desapontador. Propuseram-se até argumentos a favor de se negar a liberdade de adoração sob certas circunstâncias. O representante do Islão, por exemplo, afirmou que, onde o povo estava faminto, sedento e oprimido por condições sociais desfavoráveis, não conseguia pensar com clareza sobre os assuntos pertinentes à religião. Na opinião deste representante, apenas depois de se corrigirem tais injustiças é que os muçulmanos devem ficar expostos ao modo de pensar religioso alienígena. Até então, declarou ele, talvez seja sábio cercear a liberdade religiosa.

Os congressistas presentes a esta reunião instaram, repetidas vezes, a que se confiasse nas Nações Unidas qual instrumento de garantia da liberdade de adoração. Muitos expressaram-se preocupados por não terem as Nações Unidas adotado ainda uma declaração contra a discriminação religiosa.a A respeito do espírito geral desta reunião especial, escreve certo observador:

“Não se provava o espírito de sérias negociações, de se lidar com a sombria realidade da pisoteada liberdade de adoração e de expressão, que presentemente desgraça grande parte da humanidade. Ao invés, parecia mais uma reuniãozinha de velhos camaradas, com batidinhas nos ombros, apertos de mãos e sorrisos benévolos. De qualquer modo, esta atmosfera refletia muito bem o propósito e alvo declarados deste congresso.”

“Tratava-se dum congresso de não-comprometidos. A pessoa exercia muito cuidado para não pisar nos calos de ninguém. Como expressou certo dirigente da equipe durante um recesso: ‘Ouvindo todos esses bons discursos, tem-se a impressão que não há nada de errado em parte alguma do mundo no que tange à liberdade religiosa. Naturalmente há muita coisa errada. Mas suponho que, se os oradores relatassem os fatos, realmente ficariam em dificuldades quando voltassem para casa’.”

Comissão Ouve as Testemunhas de Jeová

Fizeram-se arranjos para que dois observadores, representando as Testemunhas de Jeová, falassem perante uma comissão especial a respeito da perseguição contra as Testemunhas em Malaui e em outros países. A comissão ouviu muito atentamente e com cordialidade, e mostrou vivo interesse no assunto.

Mais tarde, em conversas particulares, alguns membros da comissão expressaram seu apreço pelo que tinha sido dito sobre os apuros por que passam as Testemunhas de Jeová. Admitiram que, ao passo que sabiam de tais perseguições, não tinham nenhuma idéia de quão ruins eram realmente as coisas. Os membros desta comissão especial deram a impressão de sinceramente desejarem fazer algo a favor das vítimas.

“Quieto Como um Camundongo”

No seu dia final, o congresso aprovou uma resolução. Esta não tinha sido originalmente planejada. Somente depois de ouvir, na noite anterior, ‘várias queixas’ sobre intolerância e perseguição religiosas é que o congresso achou por bem fazer uma declaração. No entanto, não se disse publicamente nada, no salão de reuniões do congresso, sobre o tratamento desumano infligido aos cristãos em Malaui, ou em outras partes da terra. Em harmonia com o espírito da reunião, de “diplomacia tranqüila” e da intenção de ‘não expor nem condenar os abusos contra a liberdade religiosa’, a resolução não era concreta e não continha compromissos.

Entre outras coisas, os congressistas resolveram: Solicitar às organizações que patrocinavam o congresso que constituíssem uma comissão para controlar a situação da liberdade religiosa no mundo; atrair a atenção dos governos para o direito humano fundamental de liberdade religiosa; instar com os governos para que pressionassem as Nações Unidas a adotar uma declaração contra a discriminação religiosa.

Nos veículos de divulgação dos Países-Baixos, o Primeiro Congresso Mundial Sobre Liberdade Religiosa recebeu pouca atenção. Houve um breve relatório da rede nacional de rádio. Na televisão, o Dr. Philip Potter, secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas, teceu alguns comentários sobre a reunião. Os jornais deram muito pouca cobertura ao congresso. Certo artigo, contudo, merece menção. Num editorial intitulado “Camundongos no Hilton Hotel”, o Nieuws van de dag, de Amsterdã, resumiu:

“Esta reunião em Amsterdã deixa um sabor ruim na boca da gente, e isso se dá porque a pessoa receia demais escaldar-se com água fria. Não ouvi nenhum mal, não vi nenhum mal, nem falei nenhum mal. Exteriormente, tão tranqüilo quanto um camundongo no Hilton. Talvez possamos acalentar a esperança de que os trezentos camundongos se multipliquem rapidamente, como é próprio dos camundongos. Mas, por não podermos contar com isso, certamente poderíamos ter-nos arranjado com algumas palavras mais fortes ali proferidas.”

[Nota(s) de rodapé]

a Veja os artigos “Manobra a ONU Para Cercear a Religião?”, e “Como Duas Resoluções da ONU Foram Surpreendentemente Torcidas”, em Despertai! de 8 de abril de 1977, págs. 3-6.

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