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Ajuda ao Entendimento da BíbliaDespertai! — 1977 | 8 de agosto
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e seus tratos com outros, e sua perspectiva mental e seu equilíbrio, qualidades que provam que são “anciãos” em sentido espiritual. Disso transpira que os que servem como “anciãos”, exercendo a supervisão da congregação, eram os que tinham a responsabilidade e as habilitações de ensinar, e também de exercer a disciplina. Os que serviam quais “servos ministeriais” cuidavam de outros assuntos e deveres congregacionais necessários, que não exigiam a mesma medida de conhecimento bíblico, de entendimento, de juízo e de capacidade de ensino, necessários à posição de superintendente ou “ancião”. — Compare com 1 Coríntios 6:1-6; 1 Timóteo 5:17; Hebreus 13:17; veja MINISTRO (Servos ministeriais na congregação).
Conforme considerado no artigo sobre ANCIÃO, a posição destes superintendentes cristãos assemelha-se de perto à dos “anciãos” que serviam na nação carnal de Israel. Por isso, é razoável que seus deveres fossem de natureza similar, embora alterados pelo fato de a nação espiritual de Israel não possuir determinada terra, e nem estar sob os termos do pacto da Lei.
(Continua)
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O que os cristãos devem ao governo?Despertai! — 1977 | 8 de agosto
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Qual É o Conceito da Bíblia
O que os cristãos devem ao governo?
RESPONDENDO a uma pergunta capciosa sobre o pagamento de imposto, Jesus Cristo expôs o princípio: “Pagai de volta a César as coisas de César, mas a Deus as coisas de Deus” (Mat. 22:21) O cristão, portanto, tem certa obrigação para com a autoridade regente. No entanto, trazer Jesus Cristo à baila as “coisas de Deus” indica que se precisa de discernimento para determinar exatamente o que os cristãos devem ao governo e por quê.
Em sua carta aos romanos, o apóstolo Paulo escreveu o seguinte sobre as obrigações do cristão para com as autoridades regentes: “Rendei a todos o que lhes é devido, a quem exigir imposto, o imposto; a quem exigir tributo, o tributo; a quem exigir temor, tal temor; a quem exigir honra, tal honra.” — Rom. 13:7.
Visto que as autoridades regentes prestam serviços vitais para garantir a segurança, a tranqüilidade e o bem-estar de seus súditos, têm direito à compensação. Os cristãos devem considerar o pagamento de impostos e tributos como o pagamento duma dívida. Exatamente como as autoridades regentes, depois disso, usarão o dinheiro recebido, não é da responsabilidade do cristão. O uso errôneo de receitas de impostos e de tributos por parte dos regentes não dá direito ao cristão de recusar-se a pagar sua dívida. Sob o atual arranjo de coisas, o cristão não pode passar sem os serviços governamentais e, por isso, em boa consciência, deve pagar o que é exigido. Quando se trata de pagar uma dívida a uma pessoa, o uso errado do dinheiro por tal pessoa não cancelaria a dívida de alguém. Similarmente, sem considerar o que possa fazer a autoridade regente, o cristão não fica livre de sua responsabilidade de pagar impostos e tributos.
Há também boa razão de se mostrar saneável temor pela autoridade governamental. Declarou o apóstolo Paulo: “Os que governam são objeto de temor, não para as boas ações, mas para as más. Queres tu, pois, não ter temor da autoridade? . . . não é sem objetivo que leva a espada; pois é ministro de Deus, vingador para expressar furor para com o que pratica o que é mau.” (Rom. 13:3, 4) Assim, o cristão deve portar-se dum modo que não o meta em dificuldades com a lei. Precisa ser cuidadoso de não ignorar a autoridade sobre a vida e a morte que repousa sobre a autoridade governamental.
Dar honra ou respeitar os regentes e oficiais de categoria inferior também é correto e apropriado. Todavia, alguém talvez pergunte: Como se pode honrar ou respeitar alguém que talvez seja moralmente corrupto? O ponto em questão não é a situação moral do regente ou do oficial, o que ele é como pessoa. Antes, é a posição que ele ocupa. A honra ou respeito demonstrado deve corresponder ao cargo ocupado pelo indivíduo.
A maneira como o apóstolo Paulo lidou com os oficiais romanos ilustra bem que aquilo que os regentes são, como pessoas? não tem nada que ver com o tipo de hora demonstrado. O procurador romano, Félix, foi descrito pelo antigo historiador Tácito como alguém que pensava que podia praticar com impunidade qualquer ato mau”, e que “entregando-se a toda espécie de barbaridades e cobiças, exercia o poder dum rei no espírito dum escravo”. Todavia, por consideração à posição ocupada por Félix, Paulo iniciou respeitosamente sua defesa com as palavras: “Bem sabendo que esta nação te tem tido como juiz por muitos anos, falo prontamente em minha defesa as coisas a meu respeito.” (Atos 24:10) Similarmente? o apóstolo Paulo tratou com respeito o incestuoso Rei Herodes Agripa II, dizendo: “Considero-me feliz de que é diante de ti que hoje devo trazei a minha defesa, especialmente visto que tu és perito em todos os costumes bem como nas controvérsias entre os judeus.” (Atos 24:2, 3) Ademais, Paulo se dirigiu ao idólatra Governador Festo como “Excelência”. — Atos 26:25.
Pode haver ocasiões, contudo, em que os governos façam exigências a um cristão que, se satisfeitas, significariam deixar de dar ‘a Deus as coisas de Deus”. (Mar. 12:17) Que fazer então?
O profeta hebreu, Daniel, confrontou tal situação durante a regência de Dario, o Medo. Dario assinou uma lei que decretava a pena de morte para todo aquele que fizesse uma “petição a qualquer deus ou homem” sem ser ao próprio rei, durante trinta dias”. (Dan. 6:7) Cumprir Daniel tal estatuto significaria deixar de orar durante trinta dias. O que fez Daniel? Desconsiderou a lei que se colocava em oposição à correta adoração a Deus e, depois disso, gozou de maravilhosa libertação.
Semelhantemente, os apóstolos não se curvaram às demandas do supremo tribunal judaico, o Sinédrio, para que parassem de declarar as “boas novas” a respeito do Cristo. Os apóstolos replicaram: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” — Atos 5:29.
Ainda assim, isto não quer dizer que os cristãos tenham direito de se envolver em atividades revolucionárias ou em desafiar as leis que, embora restritivas, não os impedem de cumprir as exigências da adoração pura. As palavras de Eclesiastes 8:6, 7, fornecem prestimosa orientação neste sentido. Lemos: “Para todo assunto há um tempo e um julgamento, visto que a calamidade da humanidade é abundante sobre eles. Porque ninguém sabe o que virá a ser, pois quem pode informá-lo exatamente sobre como virá a ser?”
A pessoa discernidora avalia que, para “todo assunto” há um tempo apropriado e um julgamento ou maneira de lidar com ele. Isto a impede de agir de forma desafiadora. A vida já é repleta de suficiente “calamidade” sem que adicionem os problemas por se agir precipitadamente. Ademais, ninguém pode estar seguro quanto ao que o futuro trará. Mesmo a regência dum tirano não pode continuar indefinidamente. Ter presente que o futuro é incerto e que tremendas mudanças podem ocorrer rapidamente ajuda a pessoa a ser paciente em suportar uma situação desagradável.
A pessoa que compreende a importância de agir no tempo oportuno e com bom critério acatará o sadio conselho do provérbio bíblico: “Não te metas com os que estão a favor duma mudança. Porque o seu desastre surgirá tão repentinamente, que da extinção daqueles que estão a favor duma mudança quem se aperceberá?” (Pro. 24:21, 22) Sim, por que provocar o desastre sobre si mesmo em prol duma causa que não pode fornecer garantia dum futuro seguro, como o pode o reino de Deus mediante Cristo?
Em harmonia com as Escrituras e com o exemplo dos cristãos da primeira centúria, os servos hodiernos de Deus acham-se sob a obrigação de pagar todos os impostos cobrados deles, bem como de conceder aos regentes e aos oficiais o temor e a honra que sua posição requer. Isto inclui dirigir-se a eles por seus títulos honoríficos e, de nenhum modo, obstruir o cumprimento de seus deveres. No entanto, caso as exigências das autoridades regentes violem a adoração verdadeira, o cristão obedecerá “a Deus como governante antes que aos homens”. — Atos 5:29.
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Observando o MundoDespertai! — 1977 | 8 de agosto
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Observando o Mundo
Língua Dúbia
◆ O Patriarca Ortodoxo Grego, Dimitrios, comprometeu-se, em sua “Mensagem de Natal”, a ‘contribuir para tornar 1977 um ano de liberdade religiosa e de tolerância mundiais’, noticiou o Daily Post de Atenas. No entanto, o patriarca prosseguiu dizendo que 1977 também seria ‘especialmente um ano de luta com a o fanatismo religioso’, rótulo que sua igreja coloca nos grupos religiosos de que não gosta. Será que a “tolerância” dos ortodoxos gregos estava sendo demonstrada pelas numerosas tentativas de seus clérigos de impedir as pacíficas assembléias das Testemunhas de Jeová em 1976? O metropolita de Monemvasia e Sparta, Ieronymus, decretou a excomunhão para os que simplesmente “prestarem serviços” às Testemunhas.
Brincadeira no Pólo
◆ Para avivar sua solitária vigília hibernal na estação dos EUA na Antártida, situada perto do Polo Sul, cerca de vinte cientistas e outros lotados ali criaram incomum “Clube dos 300”. Segundo a revista U. S. News & World Report, “você se senta numa sauna a 121 graus centígrados (250° F), daí, corre nu ao redor do marco do Pólo Sul, numa temperatura de 46 graus centígrados (60° F) abaixo de zero. A soma dos 250 e 50 graus Fahrenheit dá 300.”
Volta dos Piratas
◆ “Como poderei dizer ao meu escritório central que perdemos um quarto de nossa carga para um bando de piratas?”, queixava-se um oficial despachante na Nigéria. “Eles me chamariam de volta para um exame psiquiátrico!” Mas, ele não estava sofrendo delusões. O governo recentemente se comprometeu a tomar enérgicas medidas, contra “a incidência de pirataria marítima” em suas águas costeiras. Navegando em velozes canoas motorizadas, bandos de vinte e cinco a trinta criminosos, cantando e brandindo espadas, atacaram cargueiros que esperavam atracar nos principais portos da Nigéria. As cargas saqueadas podem ser vistas rapidamente nas lojas locais e nas ruas.
“Ordens do Além”
◆ Debaixo de tal manchete, a revista brasileira, Veja, de 11 de maio de 1977, noticiou o afogamento ritualístico de oito crianças, a mais velha delas tendo seis anos, na praia de Ipitanga, Salvador, Bahia. As crianças eram filhos de membros duma seita chamada Universal Assembléia dos Santos. Em questão de quatro dias, a polícia conseguiu prender José Maurino Carvalho, líder da seita, e 21 outros membros. “Quietamente, sem demonstrar emoções, eles confessaram suas culpas e atribuíram os afogamentos a um imperativo de ordem divina, pois o próprio Deus lhes teria dado as ordens mortais . . . Apresentando nesses últimos dias sintomáticas dores de cabeça . . . o réu [o líder da seita] poderá ser tido como mentalmente irresponsável.” Na noite fatal, o grupo se dirigiu à praia, levando as crianças que dormiam. Uma por uma, o líder agarrou as crianças e as lançou nas ondas. Os membros da seita relataram que, numa reunião, Carvalho e sua esposa tinham conversado numa língua que ninguém entendeu. Todos haviam aceito a decisão como sendo “a vontade de Jesus”. O líder da seita afirma ter visto tanto o Diabo como Jesus, a quem ele também chama de Deus. “A primeira vez que eu recebi Deus foi em Salvador . . . um esplendor que tomava conta de mim.” (A Tarde, 6/5/77) Tal crime horripilante é evidência de maus pensamentos, e, obviamente, da influência demoníaca. É inteiramente
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