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  • Utilizando com gratidão um “dinheiro”
    A Sentinela — 1967 | 1.° de agosto
    • Cristo, julgando as doze tribos de Israel. Ao contrário disto, Pedro e seus co-discípulos eram os últimos que um judeu autojusto acharia que obteriam um trono no reino de Deus. Todavia, os discípulos de Jesus Cristo, que pertenciam ao povo da terra, os ‘am ha-arets, como os superiores fariseus judeus os chamavam, obteriam uma posição destacada, a saber, um trono no reino de Deus. Isso seria no vindouro sistema de coisas. Além disso, no atual período de tempo, obteriam cem vezes mais do que haviam deixado atrás, junto com perseguições, naturalmente. (Mar. 10:29, 30; Luc. 18:29, 30) Que tremenda inversão de assuntos era esta!

      11. O que ligou Jesus á regra expressa, e, por que repetiu finalmente a regra?

      11 Bem, será esse o sentido que Jesus queria dar ao dizer: “Muitos que são primeiros serão últimos, e os últimos, primeiros”? Sim, porque imediatamente passou a ilustrar esta regra profética mediante uma parábola. Ligou esta parábola à regra expressa por começar a parábola que logo se seguiu com a conjunção “porque”. Disse: “Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha. E, ajustando com os trabalhadores a um dinheiro [o dinheiro romano] por dia, mandou-os para a sua vinha.” (Mat. 19:30 a 20:2, Al; CBC) Visar a parábola ilustrar a regra profética é provado ademais por Jesus concluir a parábola e então adicionar as palavras: “Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros.” — Mat. 20:16, Al.

      12. Por que aquela parábola veio a significar algo para os discípulos?

      12 Visto que a parábola da vinha surgiu por força das circunstâncias e experiências de Jesus Cristo naquele tempo, é evidente que a parábola teve um cumprimento nos dias dos doze apóstolos, para quem Jesus declarou e ilustrou a regra. De outra forma, nada lhes teria significado, e não teriam visto a regra realmente ser aplicada em seu próprio caso pessoal. Como, então, foi aplicada segundo a parábola de Jesus?

      A “VINHA”

      13, 14. (a) Quem era o “pai de família” da parábola, e o que era a vinha? (b) Quanto á identidade da vinha, que profecia de Isaías é possível que Jesus tivesse presente?

      13 O “pai de família” da parábola da vinha é Jeová Deus, o Dono da grande vinha simbólica. A vinha é a nação de Israel, que estava então em contrato nacional com Jeová Deus mediante o pacto da Lei que o profeta Moisés mediara no Monte Sinai, no ano 1513 A. E. C.

      14 Ao falar desta vinha simbólica, Jesus sem dúvida tinha presente as palavras de Isaías 5:1-4, 7 (Al), onde Jeová Deus diz: “Agora cantarei ao meu amado o cântico do meu querido a respeito da sua vinha. O meu amado tem uma vinha num outeiro fértil. E a cercou, e a limpou das pedras, e a plantou de excelentes vides; e edificou no meio dela uma torre, e também construiu nela um lagar; e esperava que desse uvas, . . . Agora, pois, ó moradores de Jerusalém, e homens de Judá, julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha. Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? . . . Porque a vinha do Senhor [Jeová] dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias.”

      15. (a) Onde foi que Jeová plantou a vinha que ele retirou do Egito? (b) Como é que o “dinheiro” (denário) romano veio a circular ali, e que valor tinha então?

      15 Jesus talvez também tivesse presente o Salmo 80:8-11 (Al), em que o salmista Asafe se dirige a Jeová Deus, que livrou a nação de Israel da escravidão ao Egito, e diz: “Trouxeste uma vinha do Egito: lançaste fora as nações, e a plantaste [na Palestina]. Preparaste-lhe lugar, fizeste com que ela profundasse raízes; e assim encheu a terra. Os montes cobriram-se com a sua sombra, e como os cedros de Deus se tornaram os seus ramos. Ela estendeu a sua ramagem até ao mar, e os seus ramos até ao rio [Eufrates].” Nos dias de Jesus os judeus ainda ocupavam seu país dado por Deus, mas estavam sujeitos ao Império Romano. Assim, o “dinheiro” ou (literalmente) denário romano começou a circular por todo o país, este denário equivalendo a cerca de oito pence e dois quartos de pêni (farthings) em moeda britânica nos dias do Rei Jaime I da Inglaterra ou cerca de 46 centavos na moeda brasileira de cruzeiros novos. Nos dias de Jesus, esta importância tinha tanto valor que pagava o salário para o trabalho de um dia de doze horas. Por conseguinte, no cumprimento da ilustração de Jesus, o “dinheiro” representa um valor que nada tinha de insignificante.

      16. Qual deveria ser a recompensa de servirem qual vinha frutífera de Jeová Deus?

      16 Jeová Deus trouxe trabalhadores para a sua vinha, para ali trabalharem, por meio de trazê-los ao pacto da Lei, conforme mediado pelo profeta Moisés, e designou as várias pessoas a seus deveres. Qual deveria ser a paga ou a recompensa de servirem como a vinha frutífera do Deus Altíssimo? Jeová Deus mencionou isto por ocasião em que propôs este pacto da Lei aos antepassados dos judeus dos dias de Jesus, pois Deus disse: “E agora, se obedecerdes estritamente à minha voz e guardardes realmente meu pacto, então vos tornareis certamente a minha propriedade especial dentre todos os outros povos, porque toda a terra me pertence. E vós mesmos vos tornareis para mim reino de sacerdotes e nação santa.” (Êxo. 19:5, 6) Assim, por guardarem o pacto da Lei, os judeus não só obteriam a vida sempiterna como criaturas humanas, mas também se tornariam “reino de sacerdotes”, para uso de Deus em abençoar todo o resto da humanidade.

      17. (a) Que relação tinha Jesus com o pacto da Lei, e como esta o marcou? (b) Por que era apropriado que Jesus falasse de seu Pai celeste como Viticultor?

      17 Jesus, o Filho de Deus vindo do céu, nasceu na nação judaica e sob o pacto da Lei. Foi o único judeu que a guardou perfeitamente. Assim, não foi condenado pela Lei daquele pacto, como o foram todos os demais judeus, mas foi marcado por tal Lei como sendo homem perfeito, completamente livre do pecado, alguém que não perdera o direito à vida sempiterna. Por guardar perfeitamente aquele pacto da Lei, merecia ser rei e sacerdote de modo terrestre. Porque, por nascimento, pertencia à “vinha” judia, plantada por Jeová Deus, era bem apropriado que Jesus comparasse seu Pai celeste, Jeová Deus, a um viticultor, dizendo a seus apóstolos: “Eu sou a verdadeira videira e meu Pai é o lavrador. Todo ramo em mim que não dá fruto, ele tira, e todo o que dá fruto, ele limpa, para que dê mais fruto. Eu sou a videira, vós sois os ramos:” (João 15:1, 2, 5) Não obstante, diferente dos judeus imperfeitos sob o pacto da Lei, Jesus e seus “ramos” são videira espiritual que não deixa de dar muito fruto para o grande Cultivador, Jeová Deus, para que ele seja glorificado.

      18-20. (a) Será que aqueles que foram primeiro contratados para a “vinha” viviam nos dias de Moisés, ou nos dias de quem? (b) Quem, especificamente, foram os contratados primeiro, e que palavras de Jesus mostram que se consideravam tais “primeiros”?

      18 Os judeus dos dias de Jesus foram introduzidos ao pacto da Lei por descenderem de seus antepassados, a quem Jeová Deus tirou do Egito e plantou na terra da Palestina. Visto que a parábola de Jesus sobre a vinha teve seu primeiro cumprimento nos dias dos doze apóstolos de Jesus, não se poderia aplicar a tais antigos antepassados com quem foi feito pessoalmente, mediante Moisés, o pacto da Lei. Por conseguinte, aqueles a quem o grande Pai de Família contratou “de madrugada” para trabalharem durante doze horas em sua “vinha” não poderiam ser aqueles antepassados judeus do século dezesseis A. E. C. Assim, os trabalhadores que foram contratados no nascer do sol ou por volta das seis da manhã representavam os judeus que viviam nos dias dos apóstolos.

      19 Serem trabalhadores de doze horas por dia significaria que eram trabalhadores de tempo integral nas coisas de Deus, diferentes dos apóstolos Pedro, André, Tiago e João, que eram pescadores até à primavera do ano 30 E. C. Aqueles trabalhadores do dia inteiro, portanto, representariam os líderes religiosos da nação de Israel, tais como os sumos sacerdotes Anás e Caifás, e os subsacerdotes, também os levitas do templo, os escribas oficiais, os das seitas dos fariseus e dos saduceus, e os versados na Lei de Moisés. Por causa de estarem continuamente ocupados no serviço religioso judaico em Israel, seriam os primeiros a serem contratados. Também seriam os mais destacados ou as pessoas de primeira categoria daquela nação. Que se consideravam como tal é indicado pelas palavras de Jesus:

      20 “Os escribas e os fariseus sentaram-se no assento de Moisés. Gostam dos lugares mais destacados nas refeições noturnas e dos primeiros assentos nas sinagogas, e dos cumprimentos nas feiras, e de ser chamados Rabi pelos homens.” — Mat. 23:2, 6, 7.

      21, 22. (a) Quem, então, eram os trabalhadores de tempo parcial? (b) Como mostrou a parábola de Jesus que era incerto quanto pagamento receberiam os trabalhadores de tempo parcial?

      21 Esperavam plena paga de um dia completo de trabalho, e, nesta base, concordaram em servir na vinha de Jeová, da nação de Israel. Todos os outros trazidos ao serviço de Jeová Deus depois deles, ou numa categoria inferior a de trabalhadores de tempo integral, seriam simplesmente trabalhadores de tempo parcial. Por isso, a probabilidade de receberem a plena recompensa não ficou certa. É por isso que a parábola de Jesus sobre a vinha diz a respeito do Pai de Família:

      22 “Saindo também por volta da terceira hora, viu outros parados, sem emprego, na feira; e ele disse a estes: ‘Vós, também, ide ao vinhedo, e eu vos darei o que for justo.’ De modo que eles foram. Ele saiu novamente por volta da sexta hora e da nona hora, e fez o mesmo. Finalmente, por volta da décima primeira hora, saiu e encontrou outros parados, e disse-lhes: ‘Por que ficastes parados aqui o dia todo sem emprego?’ Eles lhe disseram: ‘Porque ninguém nos contratou.’ Disse-lhes: ‘Ide vós também ao vinhedo.’ — Mat. 20:3-7.

      OS ÚLTIMOS TRABALHADORES OU OS DA “HORA UNDÉCIMA”

      23. Quem eram os trabalhadores da undécima hora, e por que ninguém os tinha contratado antes dessa hora?

      23 Os contratados na undécima hora, ou por volta das cinco horas da tarde (uma hora antes do pôr do sol), foram os últimos a serem contratados. Da parte destes líderes religiosos da nação de Israel, os representados pelos trabalhadores da undécima hora eram considerados os últimos a quem Deus empregaria em seu serviço. Seriam os menos prováveis a serem chamados ao serviço de Deus. Assim, até aquela undécima hora, no que tocava aos líderes religiosos de Israel, ‘ninguém os contratara’. A atitude de desprezo dos lideres religiosos para com tais pessoas humildes foi revelada ao dizerem: “Será que um só dos governantes ou dos fariseus depositou fé nele? Mas esta multidão, que não sabe a Lei, são pessoas amaldiçoadas.” (João 7:48, 49) Estavam dispostas a trabalhar no serviço de Deus, mas, por causa dos cegos líderes religiosos, não lhes foram ditas as coisas corretas a fazer, nem as puseram a trabalhar nelas. Depois de desperdiçarem praticamente o dia inteiro, tiveram de esperar por alguém que viesse e que observasse como poderiam ser usadas no serviço de Deus, alguém que as designasse a algum serviço na “vinha” religiosa de Deus.

      24, 25. (a) Quando e como o grande Pai de Família convocou os trabalhadores da undécima hora para o serviço? (b) Como foi usado o Mordomo de Deus para enviar trabalhadores para a “vinha”, e por quanto tempo trabalharam nela?

      24 O dia de se trabalhar na vinha de Israel sob os termos do pacto da Lei mosaica chegava ao fim. Jeová Deus, o grande Pai de Família e Dono da Vinha sabia disso, e mediante representantes a quem enviou a Israel, chamou aqueles trabalhadores da undécima hora ao serviço em Sua “vinha”. Na primavera (hemisfério norte) de 29 E. C., enviou João Batista para “aprontar para Jeová um povo preparado”. (Luc. 1:13-17) Cerca de seis meses mais tarde, o grande Pai de Família enviou seu próprio Filho, Jesus, que se tornou um mordomo, chefe de turma ou “encarregado” com referência à “vinha” de Deus.

      25 Jesus recebeu os discípulos ajuntados por João Batista e também continuou a ajuntar discípulos, a quem pôs a trabalhar na “vinha” israelita. Por exemplo, além dos doze apóstolos, Jesus Cristo também enviou setenta evangelistas para a obra da “vinha”. Instruiu-os a todos para que fossem pregar o reino celeste de Deus, dizendo às pessoas: “O reino de Deus se tem chegado a vós.” (Luc. 9:1-6; 10:1-11) Até mulheres vieram acompanhar Jesus e seus apóstolos na sua obra de pregação e ofereceram ajuda por ‘lhes ministrarem de seus bens’. (Luc. 8:1-3) Desta forma, gastaram algum tempo no serviço do Reino de Jeová, enquanto a nação do Israel natural circunciso ainda se achava na “vinha” de Jeová Deus. Foram os últimos trabalhadores da vinha a serem empregados pelo Dono, e trabalharam em Israel até a morte de Jesus no ano 33 E. C.

      26. (a) No fim do dia de trabalho, chegava á hora de que, segundo a Lei de Deus? (b) Acontecesse o que acontecesse, o que receberiam os trabalhadores de tempo parcial?

      26 A obra sob o pacto da Lei na “vinha” do Israel natural chegou ao fim, como a obra dum dia de vinte e quatro horas. Daí, veio a hora de pagamento dos trabalhadores. Por causa das prontas necessidades diárias do povo comum, era lei de Deus, sob o antigo pacto mosaico que os trabalhadores fossem pagos no fim do dia de trabalho, e não no fim da semana ou no fim do mês. (Lev. 19:13; Deu. 24:15) Aqueles que dedicaram o tempo integral, trabalhando na “vinha” durante as doze horas de luz do dia, estavam seguros que receberiam um “dinheiro”, segundo o acordo feito com o Pai de Família. O que obteriam os últimos trabalhadores, os de tempo parcial? Fosse o que fosse, seria ‘o que é justo’, segundo o que o Pai de Família disse àqueles a quem ajustou para trabalho na terceira hora do dia de trabalho. De ordinário, os trabalhadores empregados apenas para a décima segunda hora do dia podiam esperar muito pouca paga.

      27. Em que ordem foram pagos os trabalhadores na parábola, quanto receberam, e quais foram as reações de alguns?

      27 Bem, a hora de pagamento se revelou uma ocasião de surpresas, e a regra incomum enunciada por Jesus entrou em vigor. Note este fato, como a parábola de Jesus passa a dizer: “E, aproximando-se a noite, diz o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o jornal, começando pelos derradeiros até aos primeiros. E, chegando os que tinham ido perto da hora undécima, receberam um dinheiro cada um. Vindo, porém, os primeiros, cuidaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um dinheiro cada um e, recebendo-o, murmuravam contra o pai de família, dizendo: Estes derradeiros trabalharam só uma hora, e tu os igualaste conosco, que suportamos a fadiga e a calma do dia. Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço agravo; não ajustaste tu comigo um dinheiro? Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros.” — Mat. 20:8-16, Al; CBC.a

      NOITE E HORA DE PAGAMENTO

      28. No primeiro cumprimento da parábola, quando foi que veio a “noite”, findando o dia de trabalho?

      28 No primeiro cumprimento da parábola, a noite veio e trouxe ao fim o dia de trabalho quando Jesus Cristo foi preso na noite de Páscoa do ano 33 E. C. e morreu na estaca de tortura no Calvário na tarde seguinte. Jesus indicara profèticamente isto quando, cerca de seis meses antes da morte, disse a seus apóstolos: “Foi para que as obras de Deus fossem manifestas no seu caso. Temos de fazer as obras daquele que me enviou enquanto é dia; vem a noite em que nenhum homem poderá trabalhar. Enquanto eu estiver no mundo, sou a luz do mundo.” (João 9:3-5) Quando Jesus estava morto por partes de três dias (14-16 de nisã de 33 E. C.), não podia trabalhar como homem na “vinha” de Israel de Deus. (Ecl. 9:5, 10) Nem podiam fazê-lo seus onze fiéis apóstolos, pois foram espalhados como ovelhas sem pastor. Quando se reuniam, era com portas fechadas, temendo os judeus hostis. (João 16:32; Mat. 26:31; Mar. 14:27; Zac. 13:7; João 20:19, 26) Não reassumiram nenhum trabalho público senão ao chegar Pentecostes.

      29. (a) Por ocasião da morte de Jesus, o Israel natural deixou de ser o que, e por quê? (b) Apesar do favor estendido a Israel durante três anos e meio depois disso, o que veio a ter agora o grande Dono da Vinha?

      29 Jesus Cristo foi morto á instigação dos lideres religiosos judeus, as “primeiras” pessoas daquela nação. Daí, a nação de Israel deixou de ser a “vinha” de Deus. A morte de Jesus na estaca foi o meio de Deus trazer ao fim o pacto da Lei com a nação de Israel. Por meio de sua morte como sacrifício de resgate, a “Lei de mandamentos, consistindo em decretos” foi abolida. O “documento manuscrito que era contra nós, que consistia em decretos” foi eliminado; foi removido do caminho por ser, por assim dizer, cravado na estaca de tortura de Cristo, em cancelamento do mesmo. (Efé. 2:15; Col. 2:14) Na verdade, durante três anos e meio depois disso, Jeová Deus continuou a manter seu favor especial para com o Israel natural, dando-lhe as primeiras oportunidades para o Reino, mas a nação deixou de ser Sua “vinha”. Deus começara então uma “vinha” espiritual, em que seu Filho, Jesus Cristo, era a Videira e seus discípulos eram os ramos. (João 15:1-8) Deveras, então, o dia de trabalho de doze horas na vinha de Deus do Israel natural chegara ao fim com a morte de Jesus no Calvário.

      30. Quando é que veio a hora de pagamento, e como usou Deus seu Mordomo para fazer o pagamento?

      30 Assim sendo, quando é que veio a hora de pagamento? Na ressurreição de Jesus dentre os mortos, no terceiro dia, 16 de nisã de 33 E. C.? Não, muito embora Jesus aparecesse exclusivamente a seus discípulos durante quarenta dias depois disso, tornando-os com exclusividade testemunhas de sua ressurreição. (Atos 1:1-8; 10:40-42) Mas, não houve demonstração visível destes discípulos favorecidos de Jesus, até mesmo durante dez dias depois de ele subir para o céu. Daí veio o dia festivo de Pentecostes, de 33 E. C., e, junto com ele, a hora de pagamento. Foi então que o senhor ou dono da vinha, a saber, Jeová Deus, disse a seu mordomo, chefe de turma ou “encarregado” que pagasse aos trabalhadores. Deus usou o glorificado Jesus Cristo no céu como seu mordomo ou “encarregado” pois Deus o usou para derramar o espírito santo sobre os trabalhadores no dia de Pentecostes. (João 1:32-34; 14:16, 17; 15:26; 16:7; Luc. 24:49; Atos 1:4-8; 2:32, 33) Ao pagar aos trabalhadores seu salário, Jesus Cristo lá no céu seguiu a regra incomum que havia declarado enquanto estava aqui na terra.

      31. Em Pentecostes, quem foram os primeiros a serem pagos, e como tinham sido classificados até então?

      31 Quem, então, foram os primeiros a serem pagos em Pentecostes? O derramamento do espírito santo sobre aqueles que estavam ali em Jerusalém naquele dia Pentecostal das primícias da colheita de trigo revelaram isto. Foram os “últimos” que foram enviados à vinha do Israel natural, e que trabalharam com o “encarregado”, o Mordomo Jesus Cristo. Estes foram também os “últimos” que os líderes religiosos da nação de Israel esperariam receber o salário de um dia inteiro, um “dinheiro” simbólico do grande Pai de Família e Senhor da vinha, Jeová Deus.

      32. Como foi dada a conhecer a prova de quem foi pago primeiro dentre os trabalhadores, e quem veio junto para testemunhar isto?

      32 Contrário às expectativas judaicas, os primeiros a serem pagos foram os doze apóstolos desprezados de Jesus Cristo e o resto da congregação de 120 discípulos que se reuniam quietamente numa sala de sobrado, afastados da multidão de judeus e prosélitos que celebravam o Pentecostes no templo de Jerusalém. Todavia, a prova de quem foi pago primeiro dentre os trabalhadores da “vinha” de Deus foi dada a conhecer por um milagre. Ocorreu em relação com o derramamento do espírito santo sobre os 120 discípulos, e mais de três mil judeus e prosélitos vieram ao local testemunhar este estranho espetáculo. — Atos 1:5; 2:1-13, 41.

      33. Como foi que Pedro explicou o que contemplavam ocorrer, e quantas pessoas procuraram beneficiar-se da dádiva do espírito?

      33 Bem, “diversos riram-se deles e começaram a dizer: ‘Estão cheios de vinho doce’”. Assim, o apóstolo Pedro foi o primeiro a levantar-se e explicar que os discípulos de Cristo, cheios de espírito, não estavam bêbedos, mas que isto era o cumprimento da profecia de Joel (2:28, 29). Também, que o ressuscitado Jesus Cristo, exaltado à mão direita de Deus nos céus, recebera o espírito santo prometido e o derramara sobre seus discípulos na terra em cumprimento de Joel 2:28, 29. Daí, todos os doze apóstolos explicaram que esta dádiva prometida do espírito santo estava também disponível para o resto dos judeus, se se arrependessem e fossem batizados no nome de Jesus Cristo e se tornassem seus discípulos. Cerca de três mil dos observadores e ouvintes fizeram isso e se tornaram parte da congregação do Israel espiritual, a nova “vinha” de Deus. — Atos 2:37-42.

      34. O que, então, era o “dinheiro”, e quando e onde deveria ser usado pelos recebedores?

      34 Assim, o “dinheiro” simbólico não era a dádiva do espírito santo em si mesma. Era o privilégio que acompanhava o recebimento do espírito santo, a saber, o privilégio de ser membro do Israel espiritual, autorizado a profetizar em cumprimento de Joel 2:28, 29, ungido para pregar as boas novas do reino messiânico de Deus. Assim, seriam ramos frutíferos na vinha espiritual de Jeová, o Senhor Jesus Cristo. Foram introduzidos no novo pacto, que Jesus Cristo mediou entre Jeová Deus e a congregação destes simbólicos ramos da vinha. (Jer. 31:31-34; 1 Tim. 2:5, 6; Heb. 8:6 a 9:15) O “dinheiro” simbólico era, por conseguinte, algo que significava seu meio de vida, sua vida sempiterna na nova ordem de Deus. Era algo para seu uso aqui na terra, não lá no céu.

      35. O que foi que os contratados “de madrugada” ouviram e viram; e como também ficou disponível para eles o “dinheiro”?

      35 O que dizer dos que foram contratados primeiro, “de madrugada”, por assim dizer, para trabalharem na vinha do Israel natural de Deus? Estes “primeiros”, os sumos sacerdotes judeus, subsacerdotes, levitas, escribas, advogados versados na lei mosaica, logo ouviram e observaram que os discípulos de Jesus foram pagos pelo seu trabalho de última hora na vinha do Israel natural de Deus. Viram-nos usando o “dinheiro” simbólico. O salário de um dia inteiro também lhes ficou disponível, especialmente visto que Jeová Deus continuou a tratar com a nação de Israel exclusivamente por cerca de três anos e meio depois disso.

      36. (a) Por meio de quem, entretanto, teriam de aceitar o “dinheiro”? (b) Aceitá-lo assim lhes custaria que coisas anteriormente usufruídas?

      36 Entretanto, tais lideres religiosos tinham de aceitar o pagamento de um dia inteiro, o “dinheiro”, por meio do Mordomo de Deus, a saber, o glorificado Jesus Cristo. Mas, fazerem isto significaria fazerem o que o Senhor Jesus Cristo dissera ao jovem governante rico que fizesse. (Mat. 19:21) Significaria cederem seus lugares de honra, importância, poder e renda material no templo de Jerusalém, nas sinagogas e nos sinédrios, sentarem-se no “assento de Moisés”, serem chamados de Rabi, e terem lugar e posição que era reconhecida e concedida pelo governo romano. Tais coisas lhes foram concedidas como bom pagamento pelos seus serviços na “vinha” de Israel de Deus até Pentecostes de 33 E. C. Na verdade, concordaram com o grande Pai de Família, o Dono da “vinha”, para obterem a dádiva do espírito santo em cumprimento de Joel 2:28, 29. Mas, agora, abandonarem todos os seus anteriores benefícios religiosos em Israel e receber o espírito santo derramado por Jesus Cristo e assim ser ungido para fazer a obra dos discípulos de Jesus Cristo junto com seus apóstolos, pessoas da “última” categoria, trabalhadores da undécima hora, tudo isto lhes seria por demais custoso.

      37. Assim, será que ficaram satisfeitos de receber apenas o “dinheiro”, e como é que sua atitude foi expressa para com os “últimos” trabalhadores?

      37 Em seu pagamento recebido de Deus, desejavam mais do que o espírito santo e suas dádivas miraculosas e seus relacionados privilégios do Reino. Assim, queriam mais do que o simbólico “dinheiro”. Por isso, estes “primeiros” trabalhadores murmuravam contra o Dono da “vinha” e lhes aborrecia aceitar apenas o “dinheiro”, assim como, sem dúvida, o jovem governante rico agiu, em contraste com o apóstolo Pedro. Suas murmurações e objeções assumiram a forma de perseguir os discípulos de Cristo, os “últimos” trabalhadores a serem contratados para o trabalho na “vinha”. — Mat. 20:10-12.

      38. O que mostra se aqueles “primeiros” trabalhadores recusaram o “dinheiro”, e no que alguns preferiram continuar trabalhando?

      38 Naturalmente, houve alguns levitas do templo, como José Barnabé de Chipre, que aceitaram o “dinheiro”. (Atos 4:36, 37) E até mesmo depois de os doze apóstolos serem presos e julgados pelo Sinédrio de Jerusalém por usarem o “dinheiro” no serviço de Deus, o relato em Atos 6:7 nos informa, “a palavra de Deus crescia e o número dos discípulos multiplicava-se grandemente em Jerusalém; e uma grande multidão de sacerdotes começou a ser obediente à fé”. Até mesmo Saulo de Tarso, amigo pessoal do sumo sacerdote judeu, aceitou o “dinheiro”, muito embora tivesse sido um fariseu. (Atos 9:1-22; Fil. 3:4-6) Mas, a maioria destes “primeiros” trabalhadores, estes líderes religiosos do judaísmo, continuaram trabalhando em seus anteriores privilégios religiosos no Israel natural e obtendo seu pagamento regular para isto, conforme concedido pela Lei de Moisés, recusando o “dinheiro”.

      39. Por quanto tempo continuaram neste tipo de serviço religioso, mas o que continuaram a usar os discípulos de Jesus?

      39 Continuaram este tipo de serviço religioso até o ano 70 E. C. Então, seu templo em Jerusalém lhes foi tirado. Perderam seus empregos ali e os romanos vieram e tiraram tanto o seu lugar como a sua nação, não por causa de aceitarem a Jesus Cristo, mas por causa de o rejeitarem e recusarem o “dinheiro”. (João 11:47, 48) Seu olho era perverso porque Jeová Deus era bom para com os discípulos de Jesus Cristo. Quanto a estes discípulos, inclusive o apóstolo João, continuaram a usar seu “dinheiro” para efetuar o serviço do Reino de Deus e para obterem sua própria vida eterna, apesar da perseguição. — Mar. 10:29, 30; Rev. 1:9.

  • O cumprimento moderno do “dinheiro”
    A Sentinela — 1967 | 1.° de agosto
    • O cumprimento moderno do “dinheiro”

      1. Por causa do que aconteceu no dia de Pentecostes de 33 E. C., por que tem de haver um cumprimento final da parábola do “dinheiro”?

      Algo similar à experiência dos trabalhadores na, “vinha” da antiga nação de Israel, há dezenove séculos, aconteceu nestes últimos dias com respeito ao que é chamado cristandade. A antiga “vinha”, a nação de Israel no pacto da Lei mosaica, era típica; muitas de suas experiências eram “sombras” proféticas de coisas vindouras. (1 Cor. 10:1-6, 11; Col. 2:16, 17; Heb. 10:1) Ademais, a profecia de Joel 2:28-32, que o apóstolo Pedro citou no dia de Pentecostes, quando foi pago o “dinheiro” simbólico, não se cumpriu inteiramente lá atrás, há dezenove séculos. Por isso, tem de haver um cumprimento maior e final de Joel 2:28-32. Isto significaria que haveria um cumprimento maior e final da parábola de Jesus sobre o “dinheiro” nestes “últimos dias” deste sistema de coisas. (Atos 2:17, 18; 1 Tim. 3:1-5) Há fatos para provar isto.

      2, 3. (a) Quando foi que começou a entrar em desuso o “dinheiro”? (b) O que afirma ser a cristandade, e em que serviço seu clero considera participar, e por que isto se dá?

      2 Conforme predito na profecia de Isaías 5:1-7, Jeová Deus rejeitou sua “vinha” típica do Israel natural e circunciso, há dezenove séculos atrás. Desde então, tem cultivado uma “vinha” espiritual da qual Jesus Cristo é a Videira, o tronco central, e seus verdadeiros seguidores são os ramos. (João 15:1-8) Tem agora um “Israel de Deus” espiritual, não sob o antigo pacto da Lei, que foi abolido por ocasião da morte de Jesus, mas sob o novo pacto do qual Jesus Cristo é o Mediador celeste. (Mat. 26:26-28; Luc. 22:19, 20; 1 Tim. 2:5, 6) Depois da morte de todos os apóstolos de Cristo, por volta do fim do primeiro século E. C., o uso do “dinheiro” simbólico pago em Pentecostes começou a desaparecer. Na primeira metade do quarto século E. C., foi criada a organização religiosa da cristandade. Desde então tem crescido a proporções mundiais, tendo muitas denominações religiosas presididas por líderes religiosos ou clérigos, católicos, ortodoxos e protestantes.

      3 Esta cristandade tem seu clero e seus leigos, e divide-se em seitas religiosas exatamente como a organização religiosa de Israel nos dias de Jesus Cristo e seus apóstolos. A cristandade tem pretendido ser o Israel espiritual de Deus e, por conseguinte, estar no novo pacto com Deus por meio do Mediador Jesus Cristo. Ela tem semelhantemente afirmado ser a “vinha” espiritual de Deus, as suas muitas igrejas sectárias religiosas servindo como “ramos” da Videira, Jesus Cristo. Assim, o clero religioso da cristandade, composto de seus sacerdotes e pregadores ordenados, afirma trabalhar na “vinha” do Deus Altíssimo. Por meio de suas respectivas denominações religiosas, foram ordenados com formalismo para seus postos clericais sobre os rebanhos religiosos dos leigos. Fizeram de suas posições e responsabilidades de clérigos a sua profissão, um serviço de tempo integral, de modo que se consideram como estando no serviço de tempo integral de Deus. E, uma vez ordenados, consideram-se como permanecendo clérigos pelo resto da vida, mesmo depois de se aposentarem do trabalho ativo.

      4. Pelas suas pretensões, onde é que o clero da cristandade se colocou ao ser contratado para a vinha de Deus, e onde é que colocou os cristãos dedicados e batizados que não tem a categoria do clero?

      4 Pelas suas pretensões religiosas, o clero tem sido os “primeiros” a serem contratados para o trabalho na “vinha” do Israel espiritual de Deus, para um dia inteiro. As pessoas que assumem o serviço de tempo parcial nos círculos religiosos têm sido consideradas inferiores a eles e merecedoras de pagamento menor. Quaisquer cristãos dedicados e batizados que assumiram a pregação do reino de Deus sem terem sido instruídos em seus seminários e ordenados por eles com um título e grau, e com uma designação a seus púlpitos, têm sido desprezados por estes clérigos de primeira categoria. Perdendo de vista que todos os cristãos dedicados e batizados, individualmente, são ramos da Videira, Jesus Cristo, e devem produzir frutos como “sacerdotes” espirituais de Deus, tais clérigos ordenados da cristandade os têm menosprezado. Têm considerado estes como sendo os “últimos” a possuir qualquer designação válida no serviço de Deus, para trabalhar na “vinha” espiritual de Deus. Os púlpitos da cristandade eram em geral inacessíveis a tais ministros dedicados de Deus, que eram tidos como sendo simples “leigos” destreinados, incultos.

      5. Entre aqueles assim considerados, que grupo cristão recentemente organizado havia, e o que teve êxito o clero em fazer a eles durante a Primeira Guerra Mundial?

      5 Entre aqueles assim vistos pelo clero ordenado da cristandade se achava um grupo cristão dedicado que se manteve separado da cristandade e, ainda assim, tornou-se mui proeminente neste século vinte. Na metade final do século dezenove, organizaram-se, de início constituindo pequeno grupo. Em 1884, estabeleceram o que é agora a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia (EUA) como a sua agência editora e administrativa. Vieram a ser conhecidos como os Estudantes Internacionais da Bíblia. Os clérigos da cristandade desprezaram estes estudantes da Bíblia como pregadores e explicadores da Palavra de Deus, e opuseram e obstruíram sua pregação zelosa do reino de Deus. Isto continuou até que, por fim, durante o frenesi da Primeira Guerra Mundial, tiveram êxito em fazer que o presidente e o secretário-tesoureiro da Sociedade Torre de Vigia e vários de seus associados editoriais fossem presos na prisão federal dos Estados Unidos da América. Também, suas publicações religiosas foram proscritas, em todo ou em parte, em diversos lugares.

      NÃO O “DINHEIRO”

      6. Por que estes cristãos pareciam ser os “últimos” contratados, e o que êles mesmos pensavam a respeito da “undécima hora”?

      6 Por causa de sua aparência posterior e não ortodoxa no cenário mundial dos assuntos religiosos, estes dedicados e cristãos estudantes da Bíblia pareciam ser os “últimos” a quem o grande Pai de Família, Jeová Deus, contratou para trabalho em sua “vinha” espiritual do Cristianismo real e verdadeiramente organizado. Em especial, isto aconteceu devido a que os Tempos dos Gentios terminaram no ano 1914, ano em que irrompeu a Primeira Guerra Mundial. (Luc. 21:24) Em harmonia com seu entendimento da profecia a respeito do fim deste sistema de coisas, e em vista das agravantes condições do gênero humano durante a Primeira Guerra Mundial, pareceu a estes estudantes cristãos internacionais da Bíblia que a última hora, a “undécima hora” para o trabalho na “vinha” espiritual de Jeová Deus estava terminando. Há muito se tinham interessado na parábola de Jesus sobre a vinha e o dinheiro, tendo sido feita referência a esta parábola e à “undécima hora” lá atrás, no exemplar da Torre de Vigia de Sião (em inglês) de abril de 1881, na página 7, sob o cabeçalho “Precisa-se de 1.000 Pregadores”, que pedia trabalhadores.

      7. Que livro publicou a Sociedade em julho de 1917, e que relação se disse que tinha com o “dinheiro” simbólico?

      7 Assim, em julho do ano de 1917, em meio à guerra, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados dos EUA publicou (somente em inglês)a o livro intitulado O Mistério Consumado, sendo este livro o sétimo e último duma série de sete volumes dos Estudos das Escrituras. Por se crer que a glorificação celeste do fiel restante da igreja cristã estava próxima, cria-se que este compêndio bíblico, O Mistério Consumado, junto com os acompanhantes privilégios de serviço, era o “dinheiro” simbólico, vindo como recompensa aos fiéis trabalhadores da “vinha”, antes de partirem da terra. Com efeito, na página 2, a página dos Editores; deste livro, fora impressa uma ampliação duma moeda semelhante a um dinheiro. A inscrição nele rezava: “Ao Rei dos Reis e ao Senhor dos Senhores É Dedicada Esta Obra no Interesse de Seus Santos Consagrados Que Aguardam a Adoção e de ‘todos que em todo lugar invocam o Senhor’, ‘a família da fé’ e a criação que geme; labutando e aguardando a manifestação dos filhos de Deus.” Também, naquele mesmo ano, o número de 1.° de outubro de 1917 de A Torre de Vigia, na página 293, em inglês, apresentava um cabeçalho que dizia “O Dinheiro” e falava do livro O Mistério Consumado e da “honra” relacionada como sendo o “dinheiro” simbólico.b

      8. (a) Não obstante, ao se atribuir tal significado ao “dinheiro”, o que os Editores não previam? (b) Que eventos no Canadá e nos Estados Unidos se seguiram à publicação de O Mistério Consumado?

      8 Não obstante, quando tal significado do “dinheiro” foi atribuído a O Mistério Consumado, o Sétimo Volume, ninguém esperava ou previa que a Primeira Guerra Mundial terminaria no ano seguinte (1918) e que haveria um ampliado período de paz depois disso, com o restante ungido aqui mesmo na terra, ao invés de lá na glória celeste. Uma organização de 7.000 estudantes da Bíblia foi levantada para a distribuição de O Mistério Consumado de casa em casa.c Mas, por volta da primavera de 1918, este livro foi proscrito tanto nos Estados Unidos como no Canadá. Sim, este livro foi usado pelo governo dos EUA, então em guerra com a Alemanha, para lançar os mais destacados dos Estudantes Internacionais da Bíblia na prisão federal de Atlanta, Geórgia.

      9. Depois da Primeira Guerra Mundial, o que ocorreu em relação com O Mistério Consumado, e, por fim, o que tornou evidente a respeito dele em relação com o “dinheiro”?

      9 Assim, a obra destes estudantes cristãos da Bíblia sofreu grande mutilação devido à ação governamental, oposição clerical, perseguição religiosa e rupturas do tempo de guerra. Na primavera (hemisfério norte) de 1919, os representantes encarcerados da Sociedade Torre de Vigia foram permanentemente libertos da prisão federal, foram reestabelecidas as ligações com as sucursais da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA), e, em 1920, a proscrição foi removida do Sétimo Volume e, assim, permitiu-se que O Mistério Consumado circulasse de novo nos Estados Unidos da América. Mas, em 1927, O Mistério Consumado e os demais seis volumes dos Estudos das Escrituras deixaram de ser publicados, e foram substituídos por novos compêndios bíblicos do após-guerra. Assim, dentro de dez anos tornou-se manifesto que o Sétimo Volume e o honroso serviço que o acompanhava não era realmente o dinheiro.

      10. Por volta de 1925, o que começou a ser avaliado a respeito do nome de Jeová, e como foi que tal avaliação atingiu um clímax em 1931?

      10 No ínterim, no ano de 1925, estes estudantes cristãos da Bíblia começaram a avaliar que a vindicação do nome de Jeová, por meio do seu reino messiânico recém-nascido, era o principal propósito de Deus. Com efeito, desde 1922 se fez contínua referência a Isaías 43:10-12, para provar que tinham de ser testemunhas do Senhor Deus durante o restante dos seus dias na terra.d A obra de dar testemunho do Seu nome se tornou mais dominante entre eles. Isto atingiu grande clímax no ano de 1931, quando, no congresso internacional de Columbus, Ohio EUA, estes estudantes da Bíblia, grandemente detratados, adotaram uma resolução pela qual abraçavam o nome sugerido por Isaías 43:10-12 (VB), a saber, “testemunhas de Jeová”.

      11. Visto que os assuntos a respeito de O Mistério Consumado provaram que não eram o “dinheiro”, o que se começou a pensar então a respeito da concessão do nome “testemunhas de Jeová”, e por quê?

      11 A obra de ajuntamento do restante ungido dos herdeiros do reino celeste de Deus parecia estar chegando ao fim. Por isso, esta concessão dum nome biblicamente apoiado sobre eles em 1931 parecia vir qual recompensa de se terem empenhado em doze anos de árduo trabalho cristão desde 1919. O livro O Mistério Consumado e a honra de distribuí-lo não demonstraram ser o “dinheiro”. Assim, então, será que a concessão dum novo nome aos Estudantes Internacionais da Bíblia poderia ser o “dinheiro”?

      12. Perto do fim do ano de 1933, o que disse A Sentinela a respeito do “‘dinheiro”?

      12 No ano de 1933, nos exemplares de 15 de novembro e de 1.° de dezembro de A Sentinela e o Arauto da Presença de Cristo, foi publicado o artigo principal (em duas partes) intitulado “O Salário dos Trabalhadores”. Isto tratava da parábola de Jesus sobre a vinha. O segundo parágrafo da Primeira Parte deste artigo dizia: “Os trabalhadores são aqueles que se acham no templo para julgamento, e que se empenham no serviço do reino; a paga ou dinheiro é a honra de receber o novo nome que Jeová dá a seu povo.” (Página 339) O parágrafo 21, na página 344, disse “Não se poderia pagar maior salário às criaturas na terra do que o de receber um nome da boca de Jeová Deus, nome este que mostra a íntima e confidencial relação entre Jeová e seu povo fiel. Nunca antes deu ele tal salário a criaturas.”

      13. Por volta de 1937, o que começou a ser avaliado a respeito da questão de ser testemunhas de Jeová, e junto de quem O Novo Mundo de 1942 classificou a “grande multidão” das “outras ovelhas” da atualidade?

      13 No entanto, no ano de 1937, tornou-se mais plenamente avaliado que os fiéis profetas e os homens de integridade desde João Batista até o primeiro mártir, Abel, também eram testemunhas de Jeová, “tão grande nuvem de testemunhas”. (Heb. 11:1 a 12:1, Al) Posteriormente, o livro intitulado O Novo Mundo, publicado em inglês em 1942, indicou que a “grande multidão” das “outras ovelhas” predita em Revelação 7:9, 10, também eram testemunhas de Jeová. (Páginas 368, 369, 375) Atualmente, a “grande multidão” destas “outras ovelhas” que têm sido ajuntadas em associação com o restante ungido são regularmente incluídas nas testemunhas de Jeová. Se, desde o ano de 1935, não se provaram testemunhas de Jeová, então, por todos os fatos da história, o que demonstraram ser? Quem são elas, senão testemunhas de Jeová dos tempos modernos?

      14. Assim, o que se chegou a ver a respeito do titulo “testemunhas de Jeová,” o que dizer de tal “novo nome’’ em Pentecostes de 33 E. C.?

      14 Assim, o título “testemunhas de Jeová”, segundo se vê agora, não se aplica exclusivamente ao restante ungido, e, assim este novo nome para os cristãos não poderia ser o “dinheiro” simbólico da parábola de Jesus. O “novo nome” não era o “dinheiro” lá atrás, no ano 33 E. C., naquele dia de Pentecostes, visto que tais discípulos judeus de Jesus Cristo já eram testemunhas de Jeová por nascerem já membros do povo escolhido de Jeová, de Isaías 43:1-12.

      15. (a) Como pode ser esclarecido atualmente nosso entendimento do “dinheiro”? (b) Modernamente, quando foi que chegou a “noite” e o fim do dia de trabalho na vinha, e como?

      15 Já se passaram trinta e quatro anos desde 1933, e do começo da terrível perseguição contra as testemunhas de Jeová por parte do regime nazista de Adolf Hitler. Atualmente, nosso entendimento do “dinheiro” pode ser esclarecido por voltarmos os olhos para o primeiro cumprimento da parábola de Jesus sobre a vinha nos dias de seus apóstolos, há dezenove séculos atrás. No cumprimento moderno da parábola, a “noite” e o fim do dia de trabalho de doze horas veio durante a Primeira Guerra Mundial, guerra esta que marcou o fim dos Tempos dos Gentios no outono, (hemisfério norte) de 1914. Os trabalhadores de tempo integral, os “primeiros” contratados, o clero da cristandade: voltaram seus esforços para as atividades bélicas das nações em guerra. A obra dos “últimos” contratados foi mutilada e praticamente cessou em 1918, pela proscrição das publicações da Torre de Vigia e pela prisão dos representantes oficiais dos Estudantes Internacionais da Bíblia. Esta paralisação corresponde á morte de Jesus e à dispersão dos seus discípulos.

      USO DO “DINHEIRO” ATÉ AGORA

      16. (a) Quando, por conseguinte, se devia esperar a hora de pagamento? (b) Como foi a primavera de 1919 como o dia de Pentecostes para os ‘contratados’?

      16 A Primeira Guerra Mundial terminou em 11 de novembro de 1918, e agora a atenção mundial se voltou para a paz e a reorganização do período do após-guerra. A Liga das Nações foi proposta como instrumento para a preservação da paz e segurança mundiais. Com respeito aos assuntos religiosos, evidentemente chegara a hora de pagamento para os que tinham pretendido trabalhar ou que tinham realmente trabalhado na vinha espiritual de Jeová! Qual seria o “dinheiro” dado a eles na época do após-guerra? A primavera (hemisfério norte) de 1919 era como o dia de Pentecostes para aqueles “últimos” contratados para trabalhar na “vinha”. Para os estudantes cristãos internacionais da Bíblia era como uma ressurreição dentre os mortos. Em 26 de março de 1919, seus representantes oficiais e editoriais foram libertos da prisão, a obra do após-guerra foi imediatamente planejada, os trabalhadores da “vinha” foram reorganizados mundialmente, o primeiro congresso em Cedar Point, Ohio, EUA, foi realizado de 1 a 8 de setembro de 1919, e a ele assistiram 7.000 pessoas no discurso público, e, além de A Torre de Vigia, uma nova revista, A Idade de Ouro (atualmente conhecida como Despertai!) começou a ser publicada em 1.° de outubro de 1919. Tal reativação dos Estudantes Internacionais da Bíblia no campo religioso causou surpresa e consternação na cristandade.

      17. O que, então, demonstrou ser o “dinheiro” para os trabalhadores contratados por ‘último’?

      17 Eis aqui, então, como no dia de Pentecostes há dezenove séculos atrás, o pagamento do “dinheiro” aos últimos contratados na “vinha” espiritual de Jeová. O reino messiânico de Deus já nascera nos céus, no fim dos Tempos dos Gentios em 1914, e o “dinheiro” pago aos trabalhadores da vinha foi o privilégio e a honra de servirem como embaixadores ungidos do reino messiânico recém-nascido de Deus desde aquele tempo até à vindoura “batalha do grande dia de Deus, o Todo-poderoso” no Armagedom. Este serviço de embaixador foi executado com a ajuda do espírito santo de Deus. Em harmonia com isto, foi-lhes concedido o privilégio de cumprirem Mateus 24:14, pregando estas boas novas do reino messiânico recém-nascido de Deus em toda a terra habitada como testemunho a todas as nações, antes de vir o fim deste sistema de coisas. (Rev. 16:14-16; Mar. 13:10) Que valor maravilhoso tem para eles este “dinheiro”!

      18. Quem murmurou contra isto, e, por fim, até que ponto?

      18 O clero da cristandade, que afirma ser a vinha de Deus, murmurou contra esta forma de pagar salários espirituais, e sua murmuração assumiu a forma de perseguição contra estes pregadores do Reino. O clero poderia ter participado neste testemunho do Reino, mas rejeitou o recém-nascido Reino de Deus por pregar a favor da Liga das Nações como sendo “a expressão política do reino de Deus na terra”. Cultivou relações amigáveis com os políticos do mundo.

      19. Quem demonstra ser os “últimos” a aceitar o “dinheiro”?

      19 O restante ungido dos herdeiros do Reino, inclusive os a quem Jeová Deus tem acrescentado desde 1919, sentem-se gratos pelo “dinheiro” que lhes foi pago. Desde o pagamento dele no ano de 1919, tem-no usado com crescente apreciação de seu valor. O clero da cristandade demonstra ser os “últimos” a aceitar o precioso “dinheiro”, se é que o aceitarão antes de Babilônia, a Grande (inclusive a cristandade) ser destruída naquele dia grande e temível de Jeová, agora próximo. — Joel 2:31, 32; Atos 2:20, 21.

      20. Como é que estes trabalhadores assalariados já foram recompensados por utilizarem com gratidão o “dinheiro” até agora?

      20 Especialmente desde o ano de 1935, o “dinheiro” tem sido usado em ajuntar a “grande multidão” de pessoas idênticas a ovelhas, predita em Revelação 7:9-17. Estas aceitaram a mensagem do Reino, conforme pregada pelos embaixadores ungidos do Reino, e até à data, por volta de um milhão delas, em toda a terra, separaram-se de Babilônia, a Grande, e unem-se ao restante ungido em louvar a Jeová Deus e ao seu Rei Messiânico, Jesus Cristo. Que maravilhosa recompensa tem sido esta para os embaixadores do Reino, por sua aceitação e uso gratos do “dinheiro” das mãos de Jeová!

      [Nota(s) de rodapé]

      a No seu exemplar de 15 de dezembro de 1917, página 373, A Torre de Vigia (Sentinela) disse: “Temos o prazer de anunciar que já foi terminada a tradução do Sétimo Volume para o sueco e o francês, e ambas deverão sair do prelo este mês na Europa. Logo que pudermos atender os pedidos das mesmas ou de outras línguas, o anúncio será feito nestas colunas. Está sendo traduzido e publicado em série nas Torres de Vigia em alemão, polonês e grego. Está sendo traduzido em outras quatro línguas, e, sem dúvida, será traduzido em muitas outras em breve.” Daí, A Torre de Vigia, no parágrafo seguinte, passa a comentar sobre o “Dinheiro” de Mateus 20:2-17. Por volta do ano 1924, O Mistério Consumado foi anunciado como sendo publicado em alemão, dinamarquês-norueguês, finlandês, francês, grego, inglês, polonês, sueco.

      b Os dois parágrafos sob o titulo “O Dinheiro” rezam: “Explicando a parábola do Dinheiro (Mateus 20:1-16), o irmão Russell declarou em Estudos das Escrituras, Vol. III, página 223, que o Dinheiro são as ‘honras do Reino’. No Salmo 149:5-9 lemos: ‘Exultem os santos na glória, cantem de alegria nos seus leitos. Estejam na sua garganta os altos louvores de Deus, e a espada de dois fios nas suas mãos, para tomarem vingança das nações, e darem repreensões aos povos; para prenderem os seus reis com cadeias, e os seus nobres com grilhões de ferro; para fazerem neles o juízo escrito; esta honra tê-la-ão todos os santos.’ Comentando este Salmo, o irmão Russell declarou que a ‘honra’ aqui mencionada seria conferida aos santos deste lado do véu; que a espada, similarmente, seria usada pelos santos deste lado do véu. E grande e maravilhosa honra ter parte em brandir a espada agora (a mensagem da verdade) que prende os reis, governantes, nobres e sistemas deste mundo. Todo aquele que alegremente recebe e usa a ‘ponta’ da espada, a saber, o Sétimo Volume (Eze. 21:14, 15), recebe assim as ‘Honras do Reino’ — O Dinheiro.

      “Durante muitos anos tem-nos sido prometido o Sétimo Volume. Todos o temos aguardado, esperando que os últimos que chegassem à verdade fossem classificados com igualdade com os primeiros a recebê-la. A parábola mostra que alguns murmurariam e se queixariam. Em harmonia com esta parábola, vemos alguns murmurarem e rejeitarem o Sétimo Volume. Por isso, não estão satisfeitos com o dinheiro — a honra que o Senhor tem oferecido a eles de ter parte nesta maravilhosa obra de encerramento da colheita. Tais pessoas não se acham agora empenhadas na colheita, mas se empenham mais particularmente em murmurar, em achar defeitos e em tentar obstruir a obra.”

      c Na página 281, A Torre de Vigia, datada de 15 de setembro de 1919, referiu-se à obra como o Sétimo Volume que fora executada de forma limitada devido às condições da guerra mundial e, nos parágrafos dois e três, disse, em parte: “Todo leitor de A Torre de Vigia tem desejado transmitir a mensagem de boas novas. Agora, será que aproveitará esta oportunidade?

      “Como Agir

      “A organização que cuidou da obra do Sétimo Volume se provou um maravilhoso êxito. Sete mil dos amigos se empenharam naquela obra especial. Estamos solicitando às classes, em toda a parte, que reavivem essa organização e a coloquem na devida forma.”

      d Na sexta-feira, 8 de setembro de 1922, que foi designada “O Dia” do segundo congresso internacional dos Estudantes Internacionais da Bíblia em Cedar Point, Ohio, o presidente da Sociedade Torre de Vigia proferiu inesquecível discurso baseado no texto bíblico de Mateus 4:17: “O reino dos céus se tem aproximado.” No quinto e no sexto parágrafos a contar do fim de seu discurso, o Presidente J. F. Rutherford disse:

      “Por que, então, proferir a mensagem àqueles que não entendem? Quem dará ouvidos? O Profeta do Senhor responde: ‘Trazei o povo cego, que tem olhos; e os surdos, que têm ouvidos. Todas as nações se congreguem, e os povos se reúnam; quem dentre eles pode anunciar isto, e fazer-nos ouvir as cousas antigas? apresentem as suas testemunhas, para que se justifiquem, e para que se ouça, e se diga: Verdade é. Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi; . . . pois vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor; eu sou Deus.’ — Isa. 43:8-12.

      “Assim vemos que os da classe do templo são claramente designados como as testemunhas do Senhor neste tempo, para levar uma mensagem de consolo às pessoas de que o reino do céu está aqui, e que milhões que agora vivem jamais morrerão. Assim, vê-se que Deus tem o propósito de que seu nome seja magnificado, que as pessoas saibam que ele é Senhor. Assim vemos que Deus tem o propósito de ter um povo na terra, neste tempo de tensão, claramente marcado como estando separado e distinto de todos os outros, situando-se como Suas testemunhas, destemidamente bradando a mensagem: ‘O reino do céu se tem aproximado!’”

      [Foto na página 469]

      De “O Mistério Consumado”.

      [Foto na página 472]

      Utilizando o privilégio de ser embaixadores do Reino de Deus.

  • Uma tentativa malograda de estabelecer uma nova ordem
    A Sentinela — 1967 | 1.° de agosto
    • Uma tentativa malograda de estabelecer uma nova ordem

      1. Que perguntas surgem a respeito do estabelecimento duma nova ordem?

      SERÁ que virá a existir uma pacífica nova ordem de coisas? Se assim for, quem acha que irá estabelecê-la? Será o próprio Deus ou serão os homens, tendo a Deus como ajudador? Também, será que há um horário para ela? Será que o tempo para seu estabelecimento se acha inalteravelmente estabelecido, ou será que há uma escala móvel, um horário flexível, dependendo do que os governantes da terra, políticos e religiosos, possam fazer e quando o possam fazer?

      2. Por que é importante a resposta a estas perguntas?

      2 A resposta a estas perguntas não é inconseqüente, pois significa a diferença entre “sangue, suor e lágrimas” e serviço agradável; entre desgastar-se com frustração e a atividade revigorante e edificativa; com efeito, entre a vida e a morte. — Sal. 127:1; Hab. 2:13; Ageu 1:6.

      3. Como podemos encontrar a resposta quanto a se os lideres do mundo estabelecerão uma nova ordem?

      3 Será que não devemos voltar-nos para os governantes do mundo e os principais clérigos? Será que não podem alterar e reformar os governos de modo que os princípios do reino de Deus sejam expressos por meio deles? Bem, nós por certo deveríamos encontrar as respostas a estas perguntas na Bíblia, porque é da Bíblia e não de qualquer outra fonte que obtemos a informação de que haverá uma nova ordem permanente em que os homens podem viver para sempre na terra. Mas, o que diz a Bíblia a respeito disto?

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