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Cuidado para não se tornar desistenteDespertai! — 1977 | 8 de fevereiro
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Cuidado para não se tornar desistente
‘QUANDO meu filho veio arrastando-se até a cozinha, ainda de pijamas, embora já passasse do meio-dia, tive vontade de pegá-lo pelos ombros e sacudi-lo até seus dentes tiritarem. Sabia que ele iria ficar deitado na maior parte da tarde, ouvindo discos de rock em seu conjunto estereofônico até que, num rasgo de energia, se enfiasse em seus jeans e numa suéter e partisse para a cidade em sua motocicleta. Meu filho havia abandonado por completo a faculdade. Simplesmente desistira e escolhera, no que podíamos ver, passar o resto de sua vida deixando o barco correr, sem alvo.’
Será que tal experiência dum genitor preocupado lhe soa familiar? Atualmente, grandes números de pessoas estão ‘desistindo’, não só da escola, mas até mesmo das responsabilidades mais básicas, tais como as ligadas ao matrimônio, à vida familiar e à de trabalhar para sustentar-se. Que faz com que certas pessoas se tornem desistentes?
Muitos se queixam de sentir-se como se estivessem num tambor giratório, despendendo energia vital cada dia, mas ‘não indo a parte alguma’. Para tais pessoas, a vida não tem finalidade. A fim de fugir da frustração, simplesmente desistem do que talvez gostem de chamar de ‘o sistema’.
Será que ficar frustrado com os empreendimentos humanos é indício de graves falhas de personalidade? Não necessariamente. A Bíblia reconhece a natureza frustradora da maioria dos empreendimentos humanos, dizendo: “Vi todos os trabalhos que se faziam debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e um esforço para alcançar o vento.” (Ecl. 1:14) Quanto a ‘progredir’ neste mundo, declara o mesmo escritor bíblico: “Eu mesmo vi todo o trabalho árduo e toda a proficiência no trabalho, que significa rivalidade de um para com o outro; também isto é vaidade e um esforço para alcançar o vento.” — Ecl. 4:4.
A solução, contudo, não é obtida por desistir, deixar o barco correr sem alvo. Os humanos precisam ter um propósito na vida, algo que lhes dê um senso de valor. A Bíblia provê isto. E, ao assim fazer, delineia maravilhosa esperança para o futuro de toda a humanidade.
Sabia que as Escrituras predizem que Deus, dentro em breve, destruirá o atual sistema frustrador de coisas e o substituirá por um novo em que “há de morar a justiça”? (2 Ped. 3:11-13) Nesse tempo, Deus “enxugará dos . . . olhos [da humanidade] toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor”. (Rev. 21:4) Não são essas as melhores notícias? Mas, quando isso se dará?
Como ‘sinal da terminação’ ou período final do atual sistema de coisas, Jesus predisse guerras, escassez de víveres, doenças epidêmicas, aumento da anarquia e outros terríveis ais sem precedentes. (Mat. 24:3-12, 34; Rev. 6:1-8) A humanidade tem visto essas coisas em escala mundial desde o ano de 1914. Junto com o cumprimento, em nossos dias, de numerosas outras profecias bíblicas, a ocorrência do sinal que Jesus forneceu significa que nos achamos agora a mais de sessenta e dois anos adentrados nos “últimos dias” deste sistema. (2 Tim. 3:1-5) Isto abre a oportunidade de as pessoas, hoje em dia, terem maravilhoso propósito na vida. Como assim?
Porque Jesus predisse, como modalidade adicional do ‘sinal da terminação’, que “estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim”. (Mat. 24:14) Mais de 2.000.000 de pessoas, em 210 terras e ilhas do mar, realizam, hoje em dia, essa obra mundial de testemunho.
Mas, mesmo os pregadores das “boas novas” enfrentam o perigo de se tornarem desistentes. Por quê? Porque deparam, com freqüência, com a indiferença, e, por vezes, franca oposição à sua mensagem. Isto pode ser desanimador, como se deu com Jeremias, que escreveu: “A palavra de Jeová tornou-se para mim uma causa para vitupério e para troça, o dia inteiro. E eu disse: ‘Não farei menção dele e não vou mais falar em seu nome.’” — Jer. 20:8, 9.
Poderiam os pregadores das “boas novas” hoje ficar similarmente desanimados? Em sua grande profecia a respeito da “terminação do sistema de coisas”, Jesus avisou de antemão a seus seguidores: “Então vos entregarão à tribulação e vos matarão, e sereis pessoas odiadas por todas as nações, por causa do meu nome.” (Mat. 24:3, 9) Como reagiriam?
Considere o exemplo de Jeremias. Ele recusou-se a tornar-se desistente. Sabia que as pessoas precisavam ouvir a mensagem de Deus. “Isto mostrou ser no meu coração”, continua Jeremias, “como um fogo aceso encerrado nos meus ossos; e fiquei fatigado de contê-lo e não pude mais suportá-lo”. (Jer. 20:9) Jesus instou com seus discípulos para que seguissem um proceder similar, dizendo: “Quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo.” (Mat. 24:13) Está determinado a não permitir que a indiferença e a oposição amainem seu serviço a Deus?
Há ainda outro campo em que pode surgir a pressão para que desista. ‘Qual é?’, talvez pergunte. Considere o caso de Demas, outrora-fiel cristão e colega do apóstolo Paulo. (Col. 4:14; Filêm. 24) Durante sua segunda prisão em Roma, contudo, Paulo escreveu a Timóteo: “Demas me abandonou.” Por quê? “Porque amava o atual sistema de coisas.” — 2 Tim. 4:10.
Deveras atraente para os incautos são a riqueza material, a imoralidade sexual e outros engodos e chamadas “liberdades” deste mundo. Tanto assim que, perto do fim do primeiro século E. C., o apóstolo João achou necessário escrever: “Não estejais amando nem o mundo, nem as coisas no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo o que há no mundo — o desejo da carne, e o desejo dos olhos, e a ostentação dos meios de vida da pessoa — não se origina do Pai, mas origina-se do mundo.” (1 João 2:15, 16) Não correm os cristãos, hoje em dia, muito maior perigo de desistir de seu serviço a Deus por causa das atrações mundanas?
Além de tais coisas, os cristãos confrontam pressões de dentro de sua própria carne pecaminosa, bem como de forças espirituais iníquas, sobre-humanas. (Rom. 7:13-23; Efé. 6:12) Deveras crucial é o aviso bíblico: “Acautelai-vos, irmãos, para que nunca se desenvolva em nenhum de vós um coração iníquo, falto de fé, por se separar do Deus vivente.” — Heb. 3:12.
A necessidade urgente de pregadores das “boas novas” hoje em dia torna possível que todos tenham significativo propósito na vida. Já aceitou tal responsabilidade? Se não, não desista dela. Ao invés, pense igual ao escritor bíblico que declarou: “Não somos dos que retrocedem para a destruição, mas dos que têm fé para preservar viva a alma.” — Heb. 10:39.
[Nota(s) de rodapé]
Revista Good Housekeeping (Cuidar Bem Duma Casa), março de 1976.
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Como utilizar melhor o seu tempoDespertai! — 1977 | 8 de fevereiro
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Como utilizar melhor o seu tempo
DESDE o começo, o homem tem medido os eventos num arranjo de tempo. Embora nenhum homem saiba exatamente o que é o tempo, é reconhecido como uma das coisas mais valiosas de que o homem está cônscio. Nunca se pode recuperar um segmento de tempo que passou.
Todos dispõem da mesma quantidade de tempo cada dia. O tempo é precioso, contudo, apenas quando usado para um bom propósito. Muitos permitem que preciosas horas e dias se passem sem realizar muito, ou nada. Outros freneticamente tentam continuar trabalhando a cada momento, vindo apenas a ficar com os nervos em frangalhos.
Que dizer do leitor? Verifica que o tempo passa facilmente? Consegue terminar as tarefas necessárias no tempo concedido? Poderia utilizar melhor o seu tempo?
Solução do Problema do Tempo Desperdiçado
Caso anotasse, hora por hora, o que faz num dia típico, é provável que se surpreendesse com a quantidade de tempo desperdiçado. Muitos exclamam: “Simplesmente não sei onde vai meu tempo.” O que pode ajudar as pessoas a solucionar o problema do tempo desperdiçado? R. Alec Mackenzie, destacado consultor empresarial, responde:
“A autodisciplina. Antes de conseguir dominar o tempo, tem de primeiro dominar a si mesmo. E as recompensas tornam isso eminentemente valioso.”
Será que seu problema é que desperdiça tempo logo ao começar o dia? Muitos desperdiçam valiosos minutos simplesmente por espreguiçar-se na cama, de manhã, ou ao tomaram o desjejum. Daí, quando chegam ao trabalho, talvez se confraternizem com outros ou cuidem de vários assuntos pessoais antes de começarem a trabalhar. É isso o que faz? Por que não tenta levantar-se quinze minutos mais cedo, cada dia, aprontando suas roupas ou pasta na noite anterior, ou tratando dos negócios logo que chega ao local de trabalho? Este pequeno esforço pode ter um efeito proveitoso sobre todo o seu dia.
Interrupções em forma de telefonemas ou visitantes inesperados podem facilmente frustrar planos bem delineados para um dia produtivo de trabalho. Acontece-lhe isto com regularidade? Se acontece, não pense que é rude dizer às pessoas que está ocupado. Se especificar quando lhes poderá dispensar mais de seu tempo, podem ficar certas do seu interesse em falar com elas, e, depois de algum tempo, seus conhecidos ficarão
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