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Cultive a melhor amizade de todo o UniversoA Sentinela — 1985 | 15 de maio
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Cultive a melhor amizade de todo o Universo
“Mas tu, ó Israel, és meu servo, tu, ó Jacó, a quem escolhi, a descendência de Abraão, meu amigo.” — ISAÍAS 41:8.
1. O que evita que uma amizade genuína falhe?
QUÃO precioso é ter um verdadeiro amigo! Mas, em que base se tem um — amigo genuíno? Qual é a raiz duma amizade duradoura? É algo que nunca falha, de modo que o amigo genuíno nunca falha. O que é? Ora, é a qualidade mencionada pelo apóstolo Paulo quando disse: “O amor nunca falha”! — 1 Coríntios 13:8.
2. Que significado especial tem o verbo do qual deriva a palavra grega para “amigo”?
2 Nas Escrituras Hebraicas, o substantivo traduzido pela palavra “amor” deriva dum verbo que significa “amar”. (Deuteronômio 6:4, 5; veja Mateus 22:37.) E na versão Septuaginta grega, o verbo que traduz a expressão “tens de amar”, do texto hebraico, é a·ga·pán. Entretanto, naquela antiga versão, bem como nas Escrituras Gregas Cristãs, o substantivo traduzido por “amigo” não se baseia neste verbo, mas é o substantivo grego fí·los, derivado dum verbo que significa “ter afeição por”. Portanto, segundo o original grego, o que se expressa a um amigo ou entre amigos é afeição amorosa. Até mesmo no português, a palavra “amigo” deriva duma palavra latina que significa “amor”.
3. Comparado com o amor que Deus tem ao mundo da humanidade, com que espécie de amor estavam os discípulos vinculados a Jesus?
3 O verbo grego do qual deriva a palavra “amigo”, portanto, expressa uma emoção mais cordial e mais íntima do que o amor expresso pelo verbo a·ga·pán, que aparece no texto grego de João 3:16, onde se cita Jesus como dizendo: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” De modo que o amor (em grego: a·gá·pe) da parte de Jeová Deus é bastante amplo para abranger todo o mundo da humanidade, apesar da pecaminosidade da raça humana. Mas o Filho unigênito de Deus disse aos seus 11 apóstolos fiéis que eles estavam vinculados a ele por uma espécie mais cordial e mais íntima de amor.
Um Tipo Precioso de Amizade
4. Os discípulos de Jesus podiam continuar a ser seus “amigos” por fazerem o que, e que intimidade lhes permitiria esta condição?
4 Jesus disse a esses apóstolos que continuariam a ser “amigos” dele se persistissem em fazer aquilo que lhes ordenara. Mostrando que isso incluiria uma intimidade privilegiada em vista duma confiança mútua, ele disse: “Não mais vos chamo de escravos, porque o escravo não sabe o que seu amo faz. Mas, eu vos chamei de amigos, porque todas as coisas que tenho ouvido do meu Pai vos tenho deixado saber.” (João 15:14, 15) Ao dizer isso, Jesus aplicou o termo fí·los a cada um desses apóstolos.
5. Em que se baseia a amizade mencionada em Provérbios 18:24, e quão sólida é tal relação?
5 Segundo Provérbios 18:24, o sábio inspirado declarou: “Há companheiros dispostos a se fazerem mutuamente em pedaços, mas há um amigo que se apega mais do que um irmão.” Tal amizade não se baseia em relações carnais; baseia-se no apreço pelo verdadeiro valor do amigo. Sim, parentes carnais talvez se separem por vários motivos egoístas, mas o amigo genuíno não vacilará, e ele aderirá à amizade sem tomar em consideração condições provadoras ou difíceis, nem as situações esquadrinhadoras do coração que talvez surjam.
6. A forte amizade de quem é trazida à lembrança, e como retribuiu Davi mais tarde tal amizade?
6 Neste ponto talvez pensemos em Jonatã, filho do rejeitado Rei Saul, e em Davi, a quem Jeová Deus havia escolhido e ungido para ser rei de Israel. A amizade deles persistiu até a morte de Jonatã no campo de batalha. Ao saber da notícia triste, Davi entregou-se ao lamento registrado em 2 Samuel 1:17-27. Mostrando quão terno era seu relacionamento com Jonatã, Davi disse: “Estou aflito por ti, meu irmão Jonatã, tu me eras muito agradável. Teu amor a mim era mais maravilhoso do que o amor das mulheres.” Uma amizade assim não se podia esquecer, nem se podia deixar de retribuí-la. Ela explica por que o Rei Davi demonstrou misericórdia para com Mefibosete, filho sobrevivente de Jonatã. — 2 Samuel 9:1-10.
7. (a) Desapareceu da terra uma amizade tal como a de Davi e Jonatã, especialmente nesta “terminação do sistema de coisas”? (b) Tal amizade permite que expressão de intimidade à pessoa, conforme Jesus explicou aos seus apóstolos fiéis?
7 Tal amizade preciosa não desapareceu de cima da terra. Hoje em dia, nesta “terminação do sistema de coisas”, em que ‘o amor da maioria se esfriou’, o calor de tal amizade amorosa é sentido fortemente entre as testemunhas dedicadas e batizadas de Jeová Deus, as quais dão o testemunho mundial a respeito do Reino, conforme predito por Jesus. (Mateus 24:3-14) Os que são amigos costumam revelar coisas uns aos outros por confiarem uns nos outros. Lembre-se de que Jesus, conversando tarde da noite com os 11 apóstolos que se haviam apegado a ele, disse: “Eu vos chamei de amigos, porque todas as coisas que tenho ouvido do meu Pai vos tenho deixado saber.” (João 15:14, 15) Sim, as coisas espirituais da Palavra de Deus, que estivessem prestes a cumprir-se ou a aplicar-se seriam primeiro reveladas aos verdadeiros “amigos”, gerados pelo espírito, do Amo Jesus Cristo. Daí, estes “amigos” teriam o privilégio e a responsabilidade de revelar coisas secretas até então ocultas àqueles que desejam entrar em relações amigáveis com Jeová Deus, aquele que origina tais coisas secretas.
8. A quem concede Jeová ter intimidade com ele, e como se referiu Jesus ao pacto envolvido em tal intimidade?
8 É assim que Jeová tem agido com seus adoradores gerados pelo espírito, aceitos no seu novo pacto por meio do Mediador Jesus Cristo. Jesus disse ao instituir a Refeição Noturna do Senhor: “Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue, que há de ser derramado em vosso benefício.” (Lucas 22:20) Isto está em harmonia com o Salmo 25:14, que diz: “A intimidade com Jeová pertence aos que o temem, também seu pacto, para fazer que o conheçam.” Quão extraordinário é o conhecimento transmitido aos que estão numa relação amigável com Jeová Deus e seu Mediador Jesus Cristo!
Aqueles de Quem Jeová se Torna Amigo
9. É presunçoso da nossa parte pensarmos que Jeová teria amizade com meras criaturas humanas? E que textos bíblicos podemos indicar para comprovar a nossa resposta?
9 Mas, será que nós podemos mesmo ter o Altíssimo e Todo-poderoso Deus por nosso Amigo pessoal? Humilhou-se ele realmente a ponto de tornar-se nosso Amigo? Não é presunçoso pensar assim. Numa carta escrita aos israelitas espirituais antes da destruição de Jerusalém em 70 EC, Tiago escreveu: “Cumpriu-se a escritura que diz: ‘Abraão depositou fé em Jeová, e isso lhe foi contado como justiça’, e ele veio a ser chamado ‘amigo de Jeová’.” (Tiago 1:1; 2:23; Gênesis 15:6; Gálatas 6:16) Numa “escritura” hebraica mencionada aqui por Tiago lemos este apelo feito a Deus pelo Rei Jeosafá, quando a segurança de Jerusalém foi ameaçada por uma invasão em grande escala: “Não foste tu, ó Deus nosso, quem desalojaste os habitantes desta terra de diante do teu povo Israel e então a deste à descendência de Abraão, aquele que te amou [“teu amigo”, Almeida], por tempo indefinido?” (2 Crônicas 20:7) Podemos notar aqui que a palavra hebraica básica traduzida por “amigo” (Al) refere-se a “alguém que ama”. Abraão, indisputavelmente, amava a Jeová, o Deus que o chamara de Ur dos Caldeus e o levara à Terra da Promessa. Sendo alguém que amava assim, Abraão era homem a quem Jeová podia ter como amigo ou conceder Sua amizade.
10. Quem falou referente a si mesmo sobre o assunto da amizade, em Isaías 41:8, e à base de que atitude para com Jeová recebeu Abraão uma classificação especial perante Deus?
10 Entretanto, em Isaías 41:8, Jeová falou sobre si mesmo e disse as seguintes palavras animadoras aos descendentes de Abraão, como nação: “Mas tu, ó Israel, és meu servo, tu, ó Jacó, a quem escolhi, a descendência de Abraão, meu amigo.” O Deus Altíssimo honrou esta amizade que tinha com Abraão por designá-lo para ser o ilustre antepassado de Jesus Cristo, o Salvador de toda a humanidade, inclusive do próprio Abraão. Este descendente de Abraão é mais do que amigo de Jeová Deus, porque é o Filho amado de Deus. — João 3:16.
11. Por que é que a amizade com Jeová forçosamente será posta à prova?
11 Que conclusão podemos tirar em vista de todo o precedente? Que é possível que criaturas humanas aqui no “escabelo” de Jeová sejam Seus amigos. (Isaías 66:1) Naturalmente, nossa preciosa amizade com ele, neste velho mundo, será posta à prova, porque Satanás, o Diabo, “o deus deste sistema de coisas”, tentará rompê-la. — 2 Coríntios 4:4.
12. Iguais a Jó, da terra de Uz, o que devemos estar decididos a fazer quanto à nossa própria amizade com o Altíssimo?
12 Considere o caso daquele notável homem da antiguidade, chamado Jó, a respeito de quem o discípulo Tiago disse: “Eis que proclamamos felizes os que perseveraram. Ouvistes falar da perseverança de Jó e vistes o resultado que Jeová deu, que Jeová é mui terno em afeição e é misericordioso.” (Tiago 5:11) Jó não era personagem mítico, mas viveu realmente na terra de Uz. O Diabo duvidou da qualidade duradoura da amizade de Jó com Deus, e Jeová permitiu que Satanás submetesse Jó a uma severa prova. Satanás, por meio de calamidades confrangedoras que causou a Jó, empenhou-se em fazê-lo renunciar a Jeová. Mas Jó se negou a apoiar o Diabo e renunciar a Deus, o que teria resultado em Jó morrer do lado de Satanás na questão da soberania universal. Jó, ao contrário, provou que Satanás, o Diabo, é vil mentiroso. Jesus Cristo, na terra, provou o mesmo. Mas, que dizer de nós, hoje em dia? Aqueles que prezam a amizade de Jeová estão decididos a defender o lado dele nesta controvérsia de interesse universal. E farão isso até que Satanás e seus demônios finalmente sejam lançados no abismo e silenciados, antes do reinado milenar de Jesus Cristo. — Revelação 20:1-4.
13. Como se classifica a amizade com Jeová Deus e com seu Filho unigênito, e que proceder temos de seguir para não ser figurativamente classificados como “adúlteras”?
13 Não há amizade existente que supere aquela com o Deus Altíssimo, Jeová. A amizade com o Filho unigênito de Deus está em segundo lugar. Tal relação amistosa com eles significa para nós vida eterna em ilimitada felicidade. Eles demandam de nós corretamente lealdade exclusiva. Não podemos privar com este velho mundo condenado e ao mesmo tempo cultivar a amizade deles. Falando-se em sentido espiritual, não queremos ser classificados como adúlteras, em harmonia com Tiago 4:4, que expressa o assunto francamente, dizendo: “Adúlteras, não sabeis que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Portanto, todo aquele que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Estas palavras foram dirigidas aos israelitas espirituais do primeiro século EC, mas aplicam-se também às Testemunhas de Jeová que vivem no mundo ou sistema de coisas deste século 20.
Evite a Amizade Que Forçosamente Fracassará
14. No que se refere à amizade, como evitam as Testemunhas de Jeová sofrer o que se predisse em Zacarias 13:4-6?
14 As Testemunhas de Jeová, por não se fazerem amigos deste, velho mundo corrupto e violento, são caluniadas, maltratadas e perseguidas. O mesmo se deu com a maior testemunha de Jeová que já esteve na terra, Jesus Cristo, e elas não são melhores do que ele. (Revelação 1:5; 3:14) Visto que continuam a ajustar honestamente seu modo de pensar à Palavra de seu melhor Amigo, Jeová Deus, foram poupadas a sofrer o que se descreve profeticamente em Zacarias 13:4-6, onde está escrito: “Naquele dia terá de acontecer que os profetas ficarão envergonhados, cada um da sua visão ao profetizar; e não usarão um manto oficial de pêlo com o fim de enganar. E ele certamente dirá: ‘Não sou profeta. Sou homem que lavra o solo, porque foi um homem terreno que me adquiriu desde a minha mocidade.’ E terá de dizer-se-lhe: ‘Que feridas são essas na tua pessoa entre as tuas mãos?’ E ele terá de dizer: ‘São de eu ter sido golpeado na casa dos que me amavam intensamente [“dos meus amigos”, Al].’”
15. Por que têm usado os clérigos da cristandade vestes especiais em público, e com quem procuram ter amizades de modo interesseiro?
15 Os clérigos da cristandade, já durante séculos, têm usado ‘mantos oficiais’ com o fim de chamar atenção para a sua profissão religiosa e com o objetivo autoglorificante de se distinguir dos membros de suas congregações, aos quais classificam de “leigos”. Esses clérigos fazem isso embora não haja nem sombra de evidência para provar que Jesus Cristo e seus apóstolos, e os evangelizadores que ele enviou, usassem alguma vez vestes religiosas oficiais para trazer à atenção sua posição e para enaltecê-la. Agora já estamos bem avançados na “terminação do sistema de coisas”, que começou com o fim dos “tempos designados das nações” ou “os tempos dos gentios”, no ano de 1914. (Mateus 24:3; Lucas 21:24; Al) Os clérigos já por muito tempo procuram ser os melhores amigos dos elementos comerciais, militares e políticos deste mundo. Fazem isso para o seu próprio benefício egoísta, e isso sem quaisquer escrúpulos de consciência. Mas este seu tipo de amizades egoístas terá curta duração!
16. (a) Segundo a profecia bíblica, o que farão em breve à classe clerical os “amigos” mundanos dela? (b) Mesmo numa nova condição, de que não escaparão finalmente os clérigos?
16 Tanto os clérigos como os leigos encontram-se numa era altamente científica. As relações mundanas sofrem extrema tensão sob a pressão dos tempos atuais. Os clérigos, apesar de sua alegada situação perante o Deus do céu, não obtiveram nenhum favor dele para o arranjo de coisas comercial, militar e político, e não produzem nenhum alívio para a situação mundial cada vez pior. Dentro em pouco, seus “amigos” do mundo dar-se-ão conta de que os clérigos são inúteis, sim, penosos para eles, falsos nas suas profecias sobre tempos materialmente melhores à parte do Reino de Jeová por Cristo. De fato, esses “amigos” mundanos ver-se-ão finalmente induzidos a dar plena vazão à sua falta de confiança, ao seu desprezo, sim, ao seu ódio. Destruirão violentamente os clérigos, ou pelo menos os destituirão de suas funções sacerdotais, e os reduzirão a uma posição não-profissional, laical, conforme explicado em Zacarias 13:4-6. Mas esta mudança de situação não os poupará ao aniquilamento junto com Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, conforme predito em Revelação, capítulos 17 e 18. Os “amigos” mundanos dos clérigos lhes falharão completamente.
17. Que amizade vale a pena cultivar, e por quanto tempo?
17 Em vista disso, quão importante é evitar amizades egoístas da espécie errada! Mas quão preciosa deve ser para nós a melhor amizade de todo o universo! Vale a pena cultivá-la para sempre.
Que Pensa Sobre Isso?
◻ Os discípulos de Jesus podem continuar a ser amigos dele somente por fazerem o quê?
◻ Como sabemos que os humanos podem ter a amizade de Jeová, e a quem se concede ter intimidade com ele?
◻ Por que é que a amizade com Deus forçosamente será posta à prova?
◻ No que se refere à amizade, como evitam as Testemunhas de Jeová sofrer o que se predisse em Zacarias 13:4-6?
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A melhor amizade perdura num mundo inamistosoA Sentinela — 1985 | 15 de maio
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A melhor amizade perdura num mundo inamistoso
“Fazei para vós amigos por meio das riquezas injustas, para que, quando estas vos falharem, vos recebam nas moradias eternas.” — LUCAS 16:9.
1. Por que não se aplicava Provérbios 14:20 a Jesus Cristo quando estava na terra?
“AQUELE que é de poucos meios é objeto de ódio mesmo para o seu próximo, porém, muitos são os amigos do rico.” (Provérbios 14:20) Este provérbio do Rei Salomão, de Israel, não se aplicava ao maior homem que já andou na terra, Jesus Cristo, que é maior do que Salomão. Jesus não achegou os israelitas a uma associação íntima consigo mesmo por meio de riquezas materiais; tampouco reconhecia a riqueza terrena como base para uma amizade verdadeira e duradoura.
2. Jesus disse aos seus discípulos que deviam travar que amizades, e por que motivo?
2 É verdade que Jesus disse em certa ocasião: “Fazei para vós amigos por meio das riquezas injustas, para que, quando estas vos falharem, vos recebam nas moradias eternas.” (Lucas 16:9) Mas os “amigos” a que Jesus se referia eram Jeová Deus, a Fonte de todos os bens de valor, e ele mesmo, como Filho de seu infinitamente rico Pai. Se hoje acatarmos o mesmo conselho, seremos introduzidos na melhor amizade que se pode usufruir na terra, a de Jeová Deus, por meio de seu abnegado Filho, Jesus Cristo.
3. Em que “moradias” podem estes Amigos celestiais introduzir-nos?
3 Estes Celestiais, por causa de sua vida imortal, podem permanecer nossos Amigos constantes e podem introduzir-nos nas “moradias eternas”. Isto é assim quer essas “moradias eternas” estejam no céu acima, com todos os santos anjos, quer aqui nesta terra, no Paraíso restabelecido. — Lucas 23:43.
Inclusão na Melhor Amizade
4. (a) Que exemplos bíblicos mostram se é possível comprar a amizade de Deus? (b) De que modo correto podemos usar os nossos bens?
4 A amizade do Deus Altíssimo e de seu Filho unigênito, Jesus Cristo, não pode ser comprada com dinheiro. Este fato foi salientado no caso de Ananias e Safira, na congregação cristã do primeiro século. Sem buscar fama e reputação, como eles fizeram, nós podemos usar nossos bens terrenos dum modo aprovado por Jeová Deus e Jesus Cristo. (Atos 5:1-11) Isto era o que Jesus Cristo queria dizer quando disse: “Façam amigos com as riquezas deste mundo, para que, quando estas faltarem, eles recebam vocês no lar eterno.” — Lucas 16:9, A Bíblia na Linguagem de Hoje.
5. Que proceder adotou Zaqueu, e com que resultado?
5 Quando Jesus proferiu essas palavras, ele não estava procurando granjear o favor dos cobradores de impostos do Império Romano e de outros pecadores. Não estava interessado em obter para si riqueza material na terra, porque dissera aos seus discípulos que armazenassem para si tesouros nos céus acima. Zaqueu, cobrador de impostos, judeu, a serviço do governo romano, decidiu acatar este conselho do Messias Jesus e declarou abertamente sua intenção de fazer isso. Em vista desta ação em apoio dos interesses do Reino, o convidado mais notável de Zaqueu declarou: “Neste dia entrou a salvação nesta casa, porque ele também é filho de Abraão. Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido.” (Lucas 19:1-10) “O que estava perdido” incluía o próprio cobrador de impostos, Zaqueu.
6. A que foi admitido Zaqueu, mas o proceder errado de quem serve de advertência?
6 Zaqueu foi aceito na melhor amizade de todo o universo, a do Deus e Pai do convidado especial de quem era anfitrião. O registro bíblico não diz se Zaqueu viu Jesus depois de Sua ressurreição dentre os mortos e se era um dos cerca de 120 discípulos reunidos num sobrado em Jerusalém, no dia momentoso de Pentecostes de 33 EC. Sem dúvida, porém, Zaqueu encontrava-se entre os 5.000 discípulos gerados pelo espírito e ungidos de que se fala pouco depois. (Atos, capítulos 2 e 4; 1 Coríntios 15:1-6) Mas, que contraste isso apresentava com Ananias e Safira, já mencionados antes! Essas duas pessoas, associadas com a congregação de Jerusalém, procuravam melhorar sua reputação entre os discípulos por falsificar a quantia da contribuição que haviam feito. A punição que lhes sobreveio pela sua desonestidade custou-lhes a melhor amizade e serve como aviso para todos os cristãos de hoje. — Atos 4:34-5:11.
7. Apesar da inamistosidade deste mundo, que raridade usufruem as Testemunhas de Jeová?
7 Apesar da inamistosidade do mundo deste século 20, as Testemunhas de Jeová continuam a usufruir a melhor amizade existente. Mas, por que usufruiriam esta raridade, enquanto os mais de mil sistemas religiosos diversos não a usufruem? A evidência mostra que isso se dá porque as Testemunhas de Jeová fizeram algo de vital, que os religionários da cristandade não fizeram. Em primeiro lugar, as Testemunhas saíram dos sistemas religiosos falsos, porque reconhecem que esses constituem o império mundial da religião falsa, chamado na Bíblia de Babilônia, a Grande. Naturalmente, sair de alguma religião falsa não coloca a pessoa automaticamente na organização de Jeová, porque a pessoa poderia ingressar em outro sistema religioso do império mundial da religião falsa.
8. A quem se dá hoje diretamente a ordem de sair de Babilônia, a Grande?
8 Devemos notar que a ordem divina de sair de Babilônia, a Grande, é dirigida ao “povo meu”. (Revelação 18:4) De acordo com as Escrituras Hebraicas, esta convocação divina é similar à ordem dada por Deus aos exilados de Israel na terra de Babilônia. (Isaías 52:11) Portanto, a especificação “povo meu” aplica-se diretamente ao restante dos discípulos gerados pelo espírito e ungidos de Jesus Cristo ainda na terra. Durante a Primeira Guerra Mundial de 1914-1918, Babilônia, a Grande, cativara estes ungidos por meio dos elementos políticos, militares e judiciais deste mundo, a fim de tornar inativo este restante espiritual. Em sentido figurativo, o restante passou a estar numa condição cativa, perdendo a liberdade de atuação no serviço de Jeová.
9. Até que ponto tiveram de ir as Testemunhas de Jeová para sair de Babilônia, a Grande?
9 Em Revelação, capítulo 17, Babilônia, a Grande, é retratada como meretriz que cavalga numa fera de sete cabeças e dez chifres. Esta fera simbólica, que desce ao abismo e sobe de novo, retrata a atual organização em prol da paz mundial, a saber, as Nações Unidas, sucessora da Liga das Nações que desceu ao abismo ao irromper a Segunda Guerra Mundial. Portanto, quando os do povo de Jeová, que ele chama de “povo meu”, obedeceram à sua chamada de sair de Babilônia, a Grande, o que fizeram? Não só saíram de debaixo do domínio e poder desse império mundial da religião falsa, mas também de debaixo do domínio dos associados políticos dele, os elementos políticos agora englobados na ONU.
10. As Testemunhas de Jeová não têm nada que ver com que atual organização internacional, e por que não?
10 Os do restante ungido têm adotado e mantido estrita neutralidade com respeito aos assuntos políticos e militares deste sistema de coisas. (João 15:19) Tomam sua posição indivisa a favor do Reino de Deus por Jesus Cristo, estabelecido nos céus no fim dos Tempos dos Gentios em 1914. A Liga das Nações foi estabelecida e endossada por Babilônia, a Grande, após o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918, em desafio ao Reino. Por isso, esta organização internacional, feita pelo homem, é abominável e repugnante para Jeová Deus e também para o restante fiel dos israelitas espirituais na terra. Estes confiam no próprio Reino de Jeová e não em qualquer suposto substituto dele. (Mateus 24:15, 16) E assim faz também a hodierna “grande multidão”, simbolizada pelos netineus e pelos “filhos dos servos de Salomão”. — Revelação 7:9-17; Esdras 2:43-58.
11. (a) Por que seria errado os discípulos de Jesus serem amigos deste mundo? (b) Que atitude adota este mundo para com as Testemunhas de Jeová, mas o que continuam estas a usufruir?
11 Quando a vida de Jesus estava em jogo no julgamento perante o governador romano Pôncio Pilatos, ele disse: “Meu reino não faz parte deste mundo. Se o meu reino fizesse parte deste mundo, meus assistentes teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas, assim como é, o meu reino não é desta fonte.” (João 18:36) De modo que seria totalmente errado se os “assistentes” ou discípulos de Jesus fossem amigos deste mundo. Anteriormente, Jesus dissera aos primeiros dos seus “assistentes”, os 11 apóstolos fiéis, que eles ‘não faziam parte do mundo’ do qual Satanás, o Diabo, é “o governante”. (João 14:30; 15:19; veja 2 Coríntios 4:4) Era por isso que o mundo os odiava ou era inamistoso para com eles. Do mesmo modo, os discípulos de Jesus neste século 20 encontram-se num mundo inamistoso. Apesar disso, continuam a usufruir a melhor amizade de todo o universo, a do Deus do vindouro mundo justo, com seus “novos céus e uma nova terra”. — 2 Pedro 3:13.
12. Quando alguém sai de Babilônia, a Grande, e se afasta dos amantes mundanos dela, que único lugar sobra para ele tomar posição, e o que está envolvido nisso?
12 Quando alguém sai de Babilônia, a Grande, e se afasta dos parceiros mundanos dela, o Comercialismo, a Política e o Militarismo, só há um lugar aonde ir. Este é o lado da organização universal do único Deus vivente e verdadeiro, Jeová. Não há meio-termo. Requer que a pessoa suporte a inamistosidade deste mundo, fator que torna tão difícil para alguns se decidirem a abandonar Babilônia, a Grande, e o mundo do qual ela é uma parte vital.
“Novo Nome” Dado Pelo Melhor Amigo
13. Como foram chamados providencialmente os discípulos de Jesus no primeiro século EC?
13 Nossa prezada amizade com Deus faz com que nos sintamos felizes de ser chamados Testemunhas de Jeová. É verdade que os discípulos de Cristo no primeiro século não adotaram o nome “Testemunhas de Jeová”. Mas, queira considerar a relação deles com o melhor Amigo de todos. Atos 11:26 relata: “Foi primeiro em Antioquia [da Síria] que os discípulos, por providência divina, foram chamados cristãos.” Notará que a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas diz que, “por providência divina, foram chamados cristãos”. A palavra grega traduzida aqui “por providência divina . . . chamados” subentende algo mais do que apenas um apelido a esmo. O melhor Amigo no universo aprovara esse nome “cristãos”.
14. O que se pode dizer a respeito do termo “cristandade”, e que perguntas requerem consideração?
14 Do termo “cristão” desenvolveu-se o nome “cristandade”, que é aplicado a todo o domínio dos professos cristãos, com sua multiplicidade de seitas e denominações religiosas. De modo que o título “Cristandade” não foi concedido “por providência divina”, nem por meio dos apóstolos, nem ‘providencialmente’ pela vontade de Deus. Assim, a situação atual é bem diferente daquela do primeiro século. Somente os genuínos cristãos podem usufruir a melhor amizade neste mundo inamistoso. Portanto, a grande questão hoje em dia é: Quem são os verdadeiros cristãos genuínos em harmonia com as Escrituras inspiradas? Outra pergunta significativa é: São as Testemunhas de Jeová verdadeiros cristãos que têm a Jeová Deus e a Jesus Cristo por Amigos? Neste respeito, está em jogo o nome que Deus escolheu para si, Jeová.
15. Em vista de que circunstâncias já chegou o tempo de Jeová fazer um nome para si, e que papel desempenha neste respeito o “povo para o seu nome”?
15 Como é que a cristandade, com suas muitas religiões, poderia usufruir a amizade de Jeová? A cristandade tem destacado o nome de Jesus Cristo, quase que excluindo o nome do Pai celestial dele, Jeová. Entretanto, em harmonia com as profecias bíblicas, chegou o tempo para Jeová fazer um nome para si mesmo. De modo que seu nome tem de ser destacado. Neste respeito, ele usa suas verdadeiras testemunhas, seu povo escolhido, os que usufruem a sua amizade. Numa reunião especial do primeiro século, realizada pelos apóstolos e por outros principais seguidores de Jesus Cristo, o discípulo Tiago disse: “Simeão tem relatado cabalmente como Deus, pela primeira vez, voltou a sua atenção para as nações, a fim de tirar delas um povo para o seu nome.” — Atos 15:14.
16, 17. O que se fez quanto ao nome de Deus nas traduções da Bíblia feitas pela cristandade, mas o que se dá neste respeito com a Tradução do Novo Mundo?
16 É de esperar que ‘um povo para o nome de Deus’ seja constituído por seus amigos e defenda o nome divino. Mas o que tem acontecido na cristandade? Nas suas traduções populares da Bíblia, o nome Jeová foi ofuscado por um título. Ora, na versão inglesa mais popular da atualidade, o nome dele ocorre apenas quatro vezes! (Êxodo 6:3; Salmo 83:18; Isaías 12:2; 26:4, Versão Rei Jaime) Outrossim, até mesmo em traduções judaicas das Escrituras Hebraicas verteu-se o nome de Deus por “o Senhor”. Tal tentativa de suprimir o nome de Jeová não é obra de amigos dele.
17 No ano de 1950, porém, surgiu no cenário religioso a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (primeiro em inglês), e ela reproduz o nome divino cada vez que ocorre no texto original hebraico da Bíblia. A Tradução do Novo Mundo restabeleceu também o nome divino no seu lugar legítimo no texto principal das Escrituras Gregas Cristãs, o chamado Novo Testamento — sim, 237 vezes. Esta é a obra de amigos de Jeová.
18. No espírito de Isaías 62:2, que medidas, adotou o povo de Deus em 1931, e que responsabilidade tem cumprido?
18 As palavras de Isaías 62:2 são de interesse para os amigos de Jeová. Este versículo, dirigido à organização visível dos discípulos do Messias, dedicados, batizados e gerados pelo espírito, pertencentes a Deus, reza: “E as nações hão de ver a tua justiça, ó mulher, e todos os reis a tua glória. E serás realmente chamada por um novo nome, que a própria boca de Jeová determinará.” Este “nome” refere-se à condição bendita à qual esses hodiernos discípulos ungidos foram ajuntados. Além disso, para serem um ‘povo para o nome de Deus’, o restante dos membros desta organização visível deveriam legitimamente ser chamados pelo nome dele, deveriam levar o Seu nome. Isto se realizou no tempo devido. Assim, no espírito de Isaías 62:2, a organização de Deus, gerada pelo espírito, reunida em congresso em Columbus, Ohio, EUA, em 1931, adotou alegremente o nome “testemunhas de Jeová”. Seguindo tal exemplo, todas as congregações do povo dedicado de Jeová adotaram este nome. E o nome pegou, apesar de predições mundanas ao contrário. Em Revelação 3:14, o glorificado Jesus Cristo chamou-se de “testemunha fiel e verdadeira”. Portanto, de modo apropriado, a partir daquele ano memorável de 1931, as congregações de seus discípulos na terra adotaram providencialmente esse nome. Desde então esforçam-se a cumprir com sua responsabilidade de viver à altura desse nome e de divulgá-lo. Por conseguinte, o nome de Jeová — o nome inigualável de seu melhor Amigo — recebeu destaque em toda a terra. E Jeová tem dado evidência notável de que sua amizade para com suas testemunhas perdura até esta data avançada.
19. (a) Por que não temem as testemunhas dedicadas de Jeová a inamistosidade deste mundo, e com que privilégio serão recompensados no Har-Magedon aqueles que mantêm a integridade? (b) Todos os nossos agradecimentos e louvores são dados a Jeová por causa de quê?
19 Visto que Jeová Deus é a favor de nós, suas testemunhas dedicadas, quem é que pode ser bem sucedido em ser contra nós? (Romanos 8:31-34) De modo que não tememos a inamistosidade deste mundo inimigo. Por isso, prosseguimos atuando como embaixadores ou como enviados do Reino messiânico, exortando pessoas semelhantes a ovelhas a se reconciliarem com Jeová Deus por meio de seu régio Sumo Sacerdote, Jesus Cristo. (2 Coríntios 5:20) Embora esta seja a razão pela qual a animosidade deste mundo continua a aumentar contra o restante ungido e seus companheiros da “grande multidão”, a melhor amizade de todo o universo, a de Jeová Deus, continua a perdurar lealmente. (Revelação 7:9) Nunca será rompida para com nós, mantenedores da integridade a ele. De fato, dentro em breve, como nunca antes esta amizade será demonstrada durante a guerra de todas as guerras, “a guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. (Revelação 16:14, 16) Então, face a face com Satanás, o Diabo, e suas hostes de demônios, e toda a sua visível organização terrestre, Jeová vindicará a Sua soberania universal por meio de Sua mais tremenda vitória de todos os tempos. Nós, para com quem a bela amizade de Jeová tem perdurado até agora, seremos então favorecidos com a preservação e com a honra de ser testemunhas oculares de seu superlativo triunfo por meio do Rei vencedor, Jesus Cristo. (Salmo 110:1, 2; Isaías 66:23, 24) Todos os nossos agradecimentos e todo o louvor de coração cabem a Jeová Deus pela sua perdurante amizade! — Salmo 136:1-26.
Como Responderia?
◻ Jesus exortou seus discípulos a travar que amizades, e em que “moradias” podem assim ser introduzidos?
◻ Que atitude adota o mundo para com as Testemunhas de Jeová, mas a amizade de quem continuam elas a usufruir?
◻ Que responsabilidade têm cumprido os do ‘povo para o nome de Deus’ para com o nome dele?
◻ Por que não temem as testemunhas dedicadas de Jeová a inamistosidade deste mundo?
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