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Compreensão do espírito dos “bons tempos” antigosA Sentinela — 1978 | 15 de junho
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ser tão importante para muitos. E é evidente que a escassez de verdadeiros amigos não é um problema restrito apenas aos ricos. A atual ênfase exagerada que se dá aos bens, em vez de às relações, faz com que pessoas de todos os níveis sociais tenham falta de verdadeiros amigos. Por isso, estão inclinados a ansiar a volta dos “bons tempos” antigos.
A situação da família também está relacionada com o “espírito” daquele tempo passado. Há anos atrás, os membros da família não se “isolavam” constantemente um do outro diante dum televisor ou duma tela de cinema. Tampouco tinham meios sofisticados de transporte que habilitam os hodiernos pais e jovens a sair “voando” em alta velocidade em direções diferentes. A família fazia as coisas mais em conjunto. Os membros eram mais unidos. Muitas vezes, famílias inteiras juntavam-se para lerem juntas a Bíblia, em resposta à necessidade espiritual que o Criador implantou nos homens. Isto contribuía também para mais conversação em família.
O QUE FAZER?
Mas, de que valor é aperceber-se destes bons aspectos ou do “espírito” que prevalecia mais nos “bons tempos” antigos? Podemos mudar as coisas de como são agora?
Acontece que nós, pessoalmente, não podemos desfazer todo o progresso técnico feito. Tampouco necessariamente queremos fazer isso, como que para tentar viver assim como nossos bisavós viviam. Hoje é hoje. Temos de encarar este fato. Que adiantaria remoer demais o que já é passado?
Em certo sentido, isso corresponde ao significado do conselho inspirado: “Não digas: ‘Por que aconteceu que os dias anteriores mostraram ser melhores do que estes?’ pois não é por sabedoria que perguntas sobre isso.” (Ecl. 7:10) Não é sábio remoer de modo irrealístico o passado, como se tudo tivesse sido bom naquele tempo, mas nada agora.
Hoje, também podemos tomar isso a peito. Certamente é verdade que, apesar do progresso técnico do homem, alguns ainda passam fome. Outros recorrem ao crime, como meio de vida, e o clima moral, em geral, de fato está piorando. Mas, não é necessário que a perspectiva da pessoa seja predominantemente negativa.
Isto é bem ilustrado pelo espírito positivo, otimista, das Testemunhas de Jeová, que não se preocupam com lembranças nostálgicas dos “bons tempos” antigos. As Testemunhas de Jeová verificaram que o estudo da Bíblia as habilita a satisfazer agora suas necessidades espirituais e emocionais dum modo que é até superior ao que muitos dos mais idosos recordam com saudade sobre os “bons tempos” antigos.
Realmente, não é o que se deveria esperar, que o estudo da Bíblia ajudasse a satisfazer as necessidades espirituais e emocionais? Jeová Deus proveu a Bíblia. Ele não somente é nosso Criador, Aquele que conhece melhor as nossas mais profundas necessidades emocionais, e como satisfazê-las, mas que também nos fez de modo que pudéssemos reconhecer nossa necessidade espiritual, nossa necessidade de adorá-lo. O salmista escreveu verazmente:
“A lei de Jeová é perfeita, fazendo retornar a alma. . . . As ordens de Jeová são retas, fazendo o coração alegrar-se; o mandamento de Jeová é limpo, fazendo os olhos brilhar. O temor de Jeová e puro, permanecendo de pé para todo o sempre. As decisões Judiciais de Jeová são verdadeiras; mostraram-se inteiramente justas. . . . Há grande recompensa em guardá-las.” — Sal. 19:7-11.
Por estudar e aplicar a Palavra de Deus, você, leitor, poderá tirar intensa satisfação emocional e espiritual. Quando se faz isso como família, assim como o próprio Jeová recomenda, todos os membros dela se achegam mais um ao outro e também mais ao seu Pai no céu. Portanto, embora não se renuncie às realizações e aos benefícios do progresso material do homem, não se fica sendo frustrado materialista ou sonhador com o passado.
Há também a bênção resultante de se tornar parte dum grupo de pessoas que têm verdadeira amizade entre si. No seu livro Movimentos Religiosos na América Contemporânea (1974; em inglês), Lee R. Cooper apresenta suas observações sobre Testemunhas de Jeová, negras, vivendo numa grande cidade. Ele chegou a ver que, “na sua própria vida congregacional, as Testemunhas constituem uma comunidade genuína de confiança e aceitação”. E ele chegou à conclusão de que “as Testemunhas de Jeová oferecem [à pessoa] uma estratégia alternativa da vida, que dá aos seus aderentes um modo de encontrar uma identidade e amor-próprio, uma comunidade de aceitação e uma esperança para o futuro”. Esta esperança gira em torno da promessa de Deus, de eliminar não só os aspectos indesejáveis do progresso tecnológico do homem, mas também os efeitos da imperfeição humana. É verdade que o tempo atual é corretamente descrito na Bíblia como os “últimos dias”, que se destacam por muitos serem ‘amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, pretensiosos, soberbos, desobedientes aos pais, ingratos, sem afeição natural, não dispostos a acordos, sem autodomínio, obstinados, mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus’. (2 Tim. 3:1-4) Mas, Deus assegura-nos que ele mudará as coisas dentro em breve.
Realizará isso por eliminar a iniqüidade da face da terra e por estabelecer uma nova ordem de justiça. Descrevendo este tempo, que a evidência mostra ser iminente, Revelação 21:4 diz: “E [Deus] enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” Uma profecia similar, em Isaías 65:17, declara: “Pois eis que crio novos céus e uma nova terra; e não haverá recordação das coisas anteriores, nem subirão ao coração.” As condições que Deus proverá serão tão cabalmente melhores, em todos os sentidos, em comparação com o que anteriormente existia, que não haverá motivos para ter saudade. Sim, naquele tempo, não haverá nenhum impulso para se ansiar a volta dos “bons tempos” antigos.
Se quiser saber mais sobre os bons tempos vindouros, as Testemunhas de Jeová terão prazer em ajudá-lo a estudar a Bíblia, para que também possa achar grande satisfação na vida atual e ter a assegurada “esperança para o futuro”, que é um aspecto reconhecido da vida que elas levam.
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Cerveja na antiguidadeA Sentinela — 1978 | 15 de junho
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Cerveja na antiguidade
● A referência à cerveja, na Bíblia, é a uma bebida de teor alcoólico bastante reduzido, produzida à base de trigo ou outros cereais, com baixa fermentação.
Tabuinhas cuneiformes revelam que a arte da fabricação da cerveja à base de cereais já era praticada na antiga Mesopotâmia no terceiro milênio A. E. C. Quando Abraão chegou ao Egito pela primeira vez, ele provavelmente encontrou a cerveja ali já como bebida comum. Diz-se que Ramés III, numa data posterior, tanto prezava a cerveja, que oferecia por ano 113.560 litros dela aos seus deuses. Foram encontradas muitas canecas de cerveja com bico coador, dos filisteus. Pelo que parece, aquelas diversas nações tinham uma grande variedade de cervejas, para todo paladar — cerveja doce, cerveja preta cerveja perfumada, cerveja espumante, cerveja temperada — servida quente ou fria diluída ou grossa e pegajosa. — Isa 1:22; Osé. 4:18; Naum 1:10; Ajuda ao Entendimento da Bíblia, em inglês, p. 206.
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