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Sabedoria prática no larDespertai! — 1970 | 22 de maio
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● Sabia que flores cortadas durarão muito mais se as colocar em chá que sobrou?
● O que faz quando verifica que a cola endureceu? Adicione algumas gotas de vinagre a ela, e ela ficará macia.
● Se a janela está constantemente pegajosa ou é difícil de abrir, pinte as arestas com cera de assoalho sem precisar de polimento ou esfregue nelas a extremidade duma vela.
● Pendure as substâncias anti-mofo o mais alto possível, porque os vapores se filtram em direção para baixo. Pendurá-las baixo só dá proteção parcial.
● Para remover o cheiro de tinta de um quarto recém-pintado, simplesmente coloque uma vasilha grande, e aberta, de água fria, contendo uma cebola grande cortada ao meio no centro. A cebola absorverá o cheiro dentro de algumas horas.
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Cuidado com a voadora com a lira!Despertai! — 1970 | 22 de maio
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Cuidado com a voadora com a lira!
Do correspondente de “Despertai”! em Trinidad
MUITAS terras tropicais e subtropicais estão infestadas de uma minúscula voadora alada que prefere dar suas voltas depois do anoitecer. Esta dama da noite, pois é fêmea, pode ser identificada pelas marcas de uma lira nas costas ou tórax. O som que produz ao voar não é acompanhado pela lira, mas é causado pelas vibrações de suas asas. Não é música de conforto, mas de ameaça, pois sua ocupação regular é alimentar-se de sangue. E o vector ou portador da temível febre amarela. Sua identidade é Aëdes aegypti, um pernilongo.
Quase todo mundo já leu sobre que flagelo este inseto mostrou ser por ocasião da construção do Canal do Panamá. Desde aqueles dias, fez-se muito progresso no combate a este pernilongo; tanto assim que é raro vermos epidemias de febre amarela. Isto se dá por causa da guerra constante travada contra este inimigo perigoso.
Se tiver dúvidas quanto à necessidade que as nações em perigo têm de manter incansável pressão na guerra contra a Aëdes aegypti, considere as seguintes estatísticas: Em 1965, em Senegal, África, houve 243 casos de febre amarela, com 216 mortes. No mesmo ano, houve 73 casos nos países sul-americanos, e 69 mortes. Os mesmos países sul-americanos tiveram mais 170 casos em 1966, resultando em 97 mortes; ao passo que nos primeiros sete meses de 1967, os mesmos países tiveram 11 casos, 11 mortes.
Expondo a Má Atriz
A febre amarela é há muito conhecida das populações em áreas afligidas. Suas devastações foram descritas no México há tanto tempo quanto 1648. Uma epidemia entre as tropas britânicas em Senegal, em 1778, foi relatada e descrita por Schotte. Os Estados Unidos sofreram duas epidemias notórias, uma na Filadélfia em 1793, a outra em Nova Orleans, em 1905. Naturalmente, milhares morreram deste flagelo durante a construção do Canal do Panamá. Parece que o lar original deste portador e sua indesejável dádiva foi a África. O tráfico de escravos sem dúvida trouxe tanto a doença como o pernilongo para as Américas.
Por um período de vinte anos a partir de 1881, Carlos Findlay foi o pioneiro nas pesquisas da causa da febre amarela. Apontou seu dedo ao culpado, a dama com a lira, e mais tarde suas descobertas foram corroboradas. A Aëdes aegypti era o vector — a criatura vivente essencial que possibilita que a doença passe de uma vítima para outra. O germe desta febre é classificado como vírus. Pode ser facilmente morto pelo calor, ou preservado pela refrigeração.
Depois que um pernilongo infetado pica uma pessoa não-imune, o vírus se desenvolve num período de três a seis dias. O paciente tem febre, calafrios e dor de cabeça. Fica prostrado, e há a possibilidade de apresentar icterícia.
Apenas durante os três primeiros dias da doença, pode outro pernilongo ficar infetado por picar o inválido. Tantas da espécie Aëdes aegypti quantas picarem, porém, tornam-se portadoras potenciais. Depois de cerca de doze dias desde que picou a pessoa doente, pode infetar qualquer pessoa não-imune, e retém este poder temível até o fim da vida — umas quatro a seis semanas.
A febre dengue é outra doença epidêmica que pode ser espalhada por esse pernilongo. Embora não seja fatal, pode espalhar-se por uma área geográfica mais ampla do que a febre amarela. A vítima fica incapacitada por cerca de três semanas, sofrendo severas dores nas juntas e nos músculos. Por causa de seus efeitos incapacitadores, a febre dengue pode em pouco tempo desfazer uma indústria.
Este pernilongo fêmeo é fácil de identificar, não só pelo claro contorno da lira em seu tórax, mas também pelos anéis brancos que lhe circundam as pernas e o abdômen. Fica bem à vontade nas habitações humanas e vive quase que exclusivamente de sangue humano. Assim, tendo-a inteiramente exposta como o vector da febre amarela e da febre dengue, faremos bem em manter a guerra contra ela, não lhe dando quartel.
Como Opera
A dama com a lira gosta de água limpa e fresca para depositar seus ovos, e tem faro infalível para isso. Com efeito, pode-se realmente capturar ovos por se usarem recipientes de água fresca. Ponha esta armadilha numa sombra e se houver por perto um pernilongo prenhe não demorará para haver ovos. Calhas, vasos, latas, barris de chuva, buracos em árvores ou até mesmo poças de chuva — todos estes são lugares prováveis para seus ovos. São precisos ordinariamente nove dias para um pernilongo adulto se desenvolver do ovo. E é aqui que certa característica conhecida como perseverança ovular torna-se evidente.
Ao passo que os ovos do pernilongo Anopheles, o portador da malária, começam todos a chocar ao mesmo tempo e têm de chocar dentro de uma semana, senão morrem, se não houver condições de umidade, acontece diferente com os ovos da Aëdes aegypti. A chocagem de seus ovos é oscilante, e mesmo quando condições de seca persistem por algum tempo, estes ovos podem ficar dormentes por até um ano e ainda chocarem quando retorna o tempo úmido.
Quão fácil, então, é para esta dama da lira enviar sua progênie em viagens de muitas centenas de quilômetros! Navios grandes e pequenos que fazem percursos interinsulares e internacionais entre os portos das Caraíbas e da América do Sul oferecem as melhores acomodações. Tudo que é preciso é uma pilha de pneus usados no convés aberto, ou qualquer outro recipiente que retenha água. A Sra. Pernilongo simplesmente põe seus ovos e lá se vão eles para lugares distantes.
Esforços Incessantes
Armadas do conhecimento exato de suas características e de seus hábitos, as autoridades de saúde podem empreender uma campanha eficaz contra este perigoso portador, mas a pressão tem de ser constante. Seguem-se duas linhas de ataque: programas de erradicação e campanhas de vacinação. Em Trinidad, por exemplo, há muitas áreas de densas florestas. Cada vinte anos, ou quase isso, os bugios nestas florestas talvez fiquem infetados de febre amarela pelo pernilongo selvático, Haemagogus speggazinii, e daí, por sua vez, outros pernilongos na área são infetados. Uma pessoa não-imune que então se aventure na selva torna-se prospectiva vítima da febre amarela. Se então retorna para uma área urbana em que se encontre o pernilongo doméstico, há todas as condições potenciais de severa epidemia.
A vacinação de pessoas que vivem nestas áreas adjacentes às densas florestas é prática comum. A vacina usada é uma forma modificada do vírus da febre amarela, produzida em laboratórios e identificada como 17D. A vacinação é quase indolor, com pouco ou nenhum efeito posterior. E produz imunidade que é conservadoramente fixada em dez anos de duração.
Muito trabalho vem sendo feito por organizações nacionais e internacionais para controlar as depredações da voadora noturna com a lira, e bloquear suas migrações de um país para outro. Alguns países caraíbas, sim, e até mesmo os Estados Unidos, mostraram pouco entusiasmo por estes programas de controle aos pernilongos enquanto não se sentiram afetados. Todavia, durante os anos de 1963 e 1964, severa epidemia de febre dengue varreu as Caraíbas e os estados sulinos. Naquela ocasião, Trinidad e Tobago foram passadas por alto sem sequer um único caso.
Agora os Estados Unidos empenharam-se numa vasta campanha de erradicação e controle que tem custado milhões de dólares, e outros países partilham seus esforços na guerra. Com efeito, na reunião da Organização Pan-Americana de Saúde em Washington, D. C., em 1967, formularam-se planos para melhor cooperação entre os países envolvidos. Com que objetivo? Livrar o Hemisfério Ocidental deste temível vector, a Aëdes aegypti.
A verdadeira obra de erradicação é executada por equipes treinadas de trabalhadores. Homens são enviados a todas as partes do país em busca de infestações de pernilongos. Os lares são pulverizados com inseticidas. Recipientes de água em navios e dentro e em volta das casas são examinados para ver se há a presença de larvas. Se se nota qualquer sinal de infestação, as equipes de pulverização põem-se a trabalhar de imediato e continuam nisso até que todos os sinais da presença desse pernilongo sejam removidos.
A Aëdes aegypti tem a habilidade de criar resistência a vários produtos químicos usados na pulverização. Antigamente, um pulverizador que continha Dieldrin era eficaz em Trinidad. Em 1959, verificou-se que o pernilongo era resistente a ele. Usaram-se, então, Dieldrin e Gamma B. H. C., e dentro de um ano o país ficou livre de infestação. No presente, inseticidas à base de fosfato orgânico vêm sendo usados, e com bons resultados. Mas até quando, ninguém sabe.
O Que Pode Fazer
Tanto os residentes nessas áreas perigosas como os viajantes podem proteger a si, a seus entes queridos e ao público em geral desse flagelo. Não deixe nada exposto que possa pegar e reter água de chuva ou outra. A água armazenada em recipientes abertos deve ser coberta, ou pelo menos se deve colocar uma tela suficientemente fina para impedir a entrada do pernilongo. A tela não deve pender dentro da própria água, pois isso daria lugar para que os ovos fossem depositados nela. Se viver numa área onde existem pernilongos, outra precaução simples é dormir sob um mosquiteiro cada noite.
Submeter-se à vacinação é assunto de decisão individual. Mas, se planeja viajar para um país tropical, talvez lhe seja exigido que tenha um certificado válido de vacina contra febre amarela. Se este for o caso, tenha presente que deve ser vacinado pelo menos dez dias antes de partir. Daí, poderá usufruir sua estada nos trópicos, sem medo da cantoria daquela dama da noite, a voadora com a lira nas costas.
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A Bíblia, um registro condensado — por quê?Despertai! — 1970 | 22 de maio
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“A Tua Palavra É a Verdade”
A Bíblia, um registro condensado — por quê?
NÃO pode haver dúvida de que a Bíblia contém um registro altamente condensado de eventos históricos. A respeito do ministério terrestre de Cristo Jesus apenas, escreveu o apóstolo João: “Há, de fato, também, muitas outras coisas que Jesus fez, as quais, se alguma vez fossem escritas em todos os pormenores, suponho que o próprio mundo não poderia conter os rolos escritos.” — João 21:25.
Por conseguinte, é óbvio que uma obra que assentasse todos os pormenores da história humana desde o início até o fim do primeiro século E. C. teria contido muito mais matéria do que a pessoa mediana poderia ler durante sua vida. Poucas pessoas teriam podido comprá-la, e, sem dúvida, tal obra não se tornaria disponível em todas as línguas principais dos habitantes da terra como a Bíblia se acha. Por isso, a fim de habilitar a todos que desejam tirar proveito pessoal de seu conteúdo, a Palavra de Deus tinha de ser um registro condensado.
O ser um relato abreviado destaca o valor do registro bíblico. Os pontos realmente importantes não são obscurecidos por muitos pormenores insignificantes. A mensagem da Bíblia é simples e direta, conforme ilustrada pelo seu próprio primeiro capítulo. Naquele capítulo, Deus é identificado como o Criador dos céus e da terra, e suas obras criativas terrestres são alistadas em ordem cronológica. Mas, não se diz nada sobre a composição do universo físico, as leis que o governam ou o processo usado por Deus para trazê-lo à existência. Todavia, o silêncio da Bíblia sobre estes assuntos não é uma falha. Em vista da dificuldade experimentada pelo homem em geral em entender questões científicas muito mais simples, na verdade, um relato pormenorizado de coisas completamente desconhecidas pela experiência humana teria estado muito além do seu alcance.
Por outro lado, as informações simples e diretas de Gênesis, capítulo 1, fornecem suficiente razão para se fazer a vontade de Deus. Devem mover-nos a uma expressão sincera, como a das vinte e quatro pessoas anciãs vistas pelo apóstolo João em visão: “Digno és, Jeová, sim, nosso Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder, porque
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