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  • g76 22/11 pp. 5-8
  • Maior esperança para os jovens excepcionais

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  • Maior esperança para os jovens excepcionais
  • Despertai! — 1976
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  • Novos e Bem Sucedidos Enfoques
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Despertai! — 1976
g76 22/11 pp. 5-8

Maior esperança para os jovens excepcionais

ENTRE as dádivas mais preciosas que o Criador concedeu ao gênero humano acha-se a dádiva de reproduzir sua espécie, de ter filhos. O nascimento dum filho traz grande felicidade a seus pais. Conforme Jesus, o Grande Instrutor, disse: “Uma mulher, quando dá à luz, tem pesar . . . mas quando ela deu à luz a criancinha, não se lembra mais da tribulação, por causa da alegria de que um homem tem nascido no mundo.” — João 16:21.

Mas, às vezes, tal felicidade dura muito pouco. Quando isto se dá? Quando nasce um neném com algum tipo de dificuldade — mental, emocional ou física. Na atualidade, diz-se que há sete milhões de crianças nos Estados Unidos que são excepcionais de uma forma ou de outra. Em especial, trata-se dum choque inacreditável, quando os pais ficam sabendo que seu filhinho recém-nascido sofre alguma forma de retardamento mental, tal como o mongolismo.a

Há alguns anos, havia poucas agências profissionais às quais os pais podiam recorrer em busca de conselhos e apoio para darem o cuidado mais amoroso e prestativo a tal filho retardado. Mas, hoje, a situação mudou, em especial nas grandes cidades. Essa situação mudou tanto que alguns afirmam que o presente bem poderia ser “o alvorecer duma idade de ouro para os retardados”.

Por um lado, entre os recentes relatórios, há um publicado em Psychology Today (Psicologia Atual, abril de 1975) que menciona a tendência para o cuidado de crianças excepcionais, tanto quanto possível, em íntima associação com as crianças medianas ou normais. Ao invés de manter todos os jovens excepcionais em instituições separadas, como tem sido costumeiro, cada vez maior número deles estão sendo cuidados de tal forma que lhes permita associar-se com crianças medianas. Isto tem sido mui proveitoso.

Métodos Aprimorados

Típico do método aprimorado de lidar com jovens excepcionais é o programa de Washington, D. C., EUA, patrocinado pelo Departamento de Saúde, Educação e Bem-Estar Social dos EUA. Retira os jovens das instituições psiquiátricas e lhes fornece treinamento especializado, ao mesmo tempo afastando-os gradualmente das drogas — algo de que as instituições amiúde dependem muito para lidar com pacientes retardados ou com outras doenças mentais. Em resultado disso, muitos destes jovens conseguem ocupar seu lugar em escolas regulares, ou manter empregos, se estiverem além da idade escolar.

Hoje, por todos os Estados Unidos, há “Programas de Desenvolvimento Infantil” prontos a ajudar os jovens retardados. Segundo certo relatório, estas “crianças de qualquer nível de inteligência, podem desenvolver-se e aprender, se for iniciado com a necessária brevidade o programa de educação especial de que necessitam”. Ainda mais animadora é a posição assumida pelo Hospital Estadual Pacífico, em Pomona, Califórnia, “de que não existe nenhum nível em que as crianças sejam ‘casos perdidos’”.

Tem-se verificado que a maioria dos bebês estão ansiosos de explorar seu ambiente, e, assim, conseguem desenvolver-se mental e fisicamente sozinhos mesmo quando seu ambiente não é ideal. O retardamento, contudo, pode resultar quando o ambiente é deveras péssimo. A criança retardada, por outro lado, pode ser treinada, se há de desenvolver-se intelectualmente. Com efeito, sua mãe tem de devotar todo o tempo que possa a tal treinamento. Isso significa conversar com a criança, distraí-la, incentivá-la a ser fisicamente ativa.

A fim de se empreender tal tarefa da forma mais eficaz, é necessário obter-se instrução e treinamento, e as mães podem consegui-lo em muitas das grandes cidades. Alguns desses serviços fornecem ajuda profissional; funcionários gastam uma hora e meia cada semana ensinando tanto à mãe como à criança lá mesmo em sua própria casa. Algumas comunidades também têm arranjos para permitir que as crianças retardadas permaneçam em tais centros por um período de algumas semanas, recebendo instruções e treinamento. Os envolvidos em tais atividades afirmam que ‘é uma tragédia desistir de cuidar duma criança retardada e enviá-la para uma instituição’.

Sublinhando a importância da atividade física para os jovens retardados, há um relatório da comissão da Academia Americana de Pediatria. A criança retardada necessita de mais atividade física do que a criança normal, todavia, provavelmente se exercitará menos. A negligência nesse sentido tanto agrava suas dificuldades mentais como a prejudica em sentido físico, resultando em dificuldades de coordenação e obesidade. Uma agência particular em Filadélfia, Pensilvânia, incentiva as mães a começar ensinar seus bebês mongolóides desde quando têm cinco semanas apenas.

Novos e Bem Sucedidos Enfoques

Outra forma de tratamento que produz notáveis resultados nas crianças gravemente retardadas é o que é conhecido como método “Ball-Bird-Stick” (bola-ave-pauzinho). Baseia-se na premissa de que todas as letras do alfabeto são formadas quer por um círculo (bola), um triângulo (ave) ou linha reta (pauzinho). Por este método, os psicólogos conseguem ensinar crianças com um QI de apenas vinte ou trinta a aprender a ler e escrever. E, com esta melhora mental, vem a melhora da personalidade.

Típico é o caso de uma jovem de 18 anos, gravemente retardada, que tinha acessos, pouca linguagem espontânea e passava a maior parte do dia embalando-se numa cadeira de balanço. Como resultado do método “Ball-Bird-Stick”, ela agora fala livremente, dificilmente tem acessos, não mais gasta o dia na cadeira de balanço e desenvolveu um senso de humor. Com efeito, é regra que os retardados educados por este método, alguns já com até 49 anos, melhoram grandemente de personalidade, apresentam porte ereto, ao invés de encurvado, e não mais passam o dia na cadeira de balanço. Ademais, manifestam interesse por sua aparência, desejando parecer apresentáveis. Todos esses são sinais saudáveis. As equipes de tais centros relatam que, ao passo que de início estes retardados pareciam ser “despersonalizados” — no que tangia à comunicação com eles — em resultado de tal educação, eles agora impressionam outros como realmente sendo pessoas.

Outro enfoque bem sucedido quanto aos mentalmente retardados, quer devido ao mongolismo, quer a algum tipo de danos cerebrais, é por meio da música. O originador deste método, Richard Weber, de Peoria, Ilinóis, EUA, usa um sistema musical por meio do qual muitas crianças retardadas aprendem a tocar um instrumento. Uma criança, com quem era impossível viver e que parecia incapaz de aprender algo, logo se tornou bem normal com a ajuda deste sistema. Por meio do método “Musicall” de Weber, como ele o chama, centenas de crianças, algumas das quais eram gravemente retardadas e jamais haviam falado uma só palavra, foram levadas ao ponto em que “aprendem a aprender”. Sobre este método, declarou o diretor de um centro de crianças retardadas: “As inovações de Weber estão liquidando várias noções estereotipadas. Desde que começamos a usar seus métodos, vemos crianças se transformarem de vegetais em pessoas.”

Crianças Hiperativas

A criança acima mencionada, com quem parecia impossível viver, era na realidade um jovem hiperativo. A hiperatividade (também conhecida como hipercinesia) aflige cada vez mais crianças, principalmente meninos. É marcada pela extrema inquietação e menor nível de atenção, tais crianças hiperativas não sendo capazes de concentrar suas jovens mentes em desenvolvimento em qualquer assunto por tempo suficiente para aumentar seu fundo de conhecimento. As coisas se complicam ainda mais porque tais crianças, provavelmente, são desregradas, teimosas, e têm 5 vezes maior probabilidade de se apoderarem de uma garrafa de veneno do que as outras crianças. Na verdade, constituem um problema para seus pais.

O método mais comum e popular de tratar tais crianças é por se recorrer a várias drogas — o que é estranho dizer — drogas que estimulam os adultos mas que parecem acalmar tais crianças. Cada vez maior número de vozes, porém, se erguem em objeção ao enfoque quimioterápico deste problema. Por um lado, há sempre o perigo de as crianças ficarem viciadas, e, assim, exigirem remédios depois de se tornarem adultas. Também, há a questão do dano que tais drogas podem causar. E, ademais, tais drogas podem ocultar problemas ou desordens da personalidade que amiúde jazem no fundo da hiperatividade. Por esta razão, cada vez maior número de psiquiatras infantis recomendam que os pais sejam bem firmes em lidar com tais crianças.

É também infeliz que, conforme observou certo psiquiatra, o exame físico amiúde seja despercebido, sendo que, realmente, deveria ser o primeiríssimo passo a ser dado. Vez após vez este psiquiatra verificou que a hiperatividade da criança era devida a algum defeito físico, como válvula cardíaca defeituosa ou alguma deficiência metabólica. Segundo ele, “não há sentido científico em suprimir a hiperatividade com drogas sem diagnosticar e então corrigir o problema médico ou fisiológico subjacente”. Citando um exemplo, um garoto superativo persistia em incendiar o sofá da família. Sendo-lhe ministradas certas drogas, ele desistiu disso. Mas, quando o tratamento com drogas foi suspenso, na suposição de que ele tinha ficado curado, o que fez ele? Botou fogo na garagem da família!

Vários Programas “Somáticos”

Ainda outro enfoque, e um que resulta extremamente eficaz, vez após vez, é a nutrição. São inúmeros os casos em que a hiperatividade do jovem é causada, o que é bastante estranho, por pouco açúcar no sangue, um quadro clínico conhecido como hipoglicemia. Esta pode ser tratada com uma dieta altamente restrita, rica em proteínas e baixa em carboidratos e, em especial, uma que evite todos os “alimentos imprestáveis”, que incluem “sodas” gaseificadas, todas as “guloseimas” que contenham açúcar refinado, e batatinhas fritas. Ao mesmo tempo, o enfoque metabólico inclui ministrar ao garoto grandes doses de certas vitaminas, bem como óligo-minerais essenciais. Este tratamento também tem sido mui eficaz em cuidar de crianças que sofrem do extremo oposto da hiperatividade, a saber, o autismo, e até mesmo as afligidas por esquizofrenia.

Daí, então, mais de um psiquiatra já verificou que os aditivos alimentares, tais como corantes e sabores artificiais, e antioxidantes (adicionados para impedir que os alimentos se deteriorem), podem fazer com que a criança se torne hiperativa. Quando estes são removidos do alimento ingerido por crianças hiperativas, elas se tornam normais. Isto representa um problema nada pequeno, visto que 90 por cento dos alimentos que a garotada gosta de comer contêm tais elementos, os “cachorros quentes” achando-se entre os principais culpados.

No ano passado, outro fator foi apontado como causa provável da hiperatividade das crianças, a saber, a luz artificial, especialmente a iluminação fluorescente. Assim, certo psiquiatra verificou que, quando mudou as luminárias para incluir o espectro natural dos raios de luz e protegeu as crianças dos raios-X que usualmente são emitidos pelos catodos dessas lâmpadas, as crianças hiperativas tornaram-se normais.

Nem se deve desperceber o enfoque advogado pelo Prêmio Nobel, Nicholas Tinbergen, para alguns tipos de problemas emocionais. Em Science, de 5 de julho de 1974, ele fala do valor do enfoque muscular, que pode ser chamado de massagem branda, mas bem reconhecível, devidamente administrada, da cabeça aos pés, que libera as tensões do corpo e faz com que os músculos e nervos funcionem normalmente. Tinbergen, por um lado, ficou contente de notar quantos homens conhecidos por sua grande erudição se pronunciaram em seu favor, mas, por outro lado, ele ficou alarmado “porque descobrimos que este canto da psiquiatria acha-se em estado de confusão, e porque descobrimos que muitos dos peritos estabelecidos — médicos, professores e terapeutas — são tão herméticos às novas idéias e até mesmo aos fatos”.

Métodos “Teste-Escore”

Todos os meios precedentes de lidar com a hiperatividade, poder-se-ia dizer, são enfoques “somáticos”, no sentido de que atacam o problema por meio do corpo. Em contraste, há o programa “Check-Mark” (Teste-Escore), que usa meios psicológicos, a saber, métodos de educação e ensino. Neste novo programa educativo, dão “testes” e “escores” às crianças, dependendo de quão bem se comportam e desempenham, e isto lhes permite escolher certas recompensas. Exige grande dose de paciência e compreensão por parte dos professores, pois as crianças precisam de contínua atenção individual. Cerca de 80 por cento das crianças hiperativas são devolvidas à normalidade em questão de cerca de dezoito meses, as restantes precisando de um pouco mais de tempo.

Na verdade, de todo o precedente, torna-se claro que há crescente esperança para as crianças que sofrem, quer retardo quer hiperatividade. Não só seus pais têm muitos tipos de ajuda profissional disponíveis, mas subentende-se também que há muitas coisas que os próprios pais podem fazer que podem resultar ser mui proveitosas.

[Nota(s) de rodapé]

a O mongolismo é causado por um defeito cromossômico, o núcleo da célula tendo 47 cromossomos, ao invés de 46. Nos Estados Unidos, um de cada seiscentos bebês que nascem é mongolóide.

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