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    • no mesmo versículo). A expressão “a região de além do rio” (Heb. , ‘Éver hannahár) é usada em 1 Reis 4:24 (PIB) para referir-se à “região a oeste do Eufrates” (Revised Standard Version) ou “aquém do Eufrates” (ALA), e a mesma frase foi usada pelos assírios e persas para designar, em geral, a região da Síria e da Palestina. — Compare com Esdras 4:10, 11, 16, 17, 20; 5:3, 6; 6:6, 13.

  • Ecbátana
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    • ECBÁTANA

      [talvez, lugar de reunião). A capital da antiga Média, desde c. 700 A.E.C. Ciro II, rei persa, tomou-a de Astíages, rei medo, em 550 A.E.C., após o que os medos e os persas juntaram suas forças sob Ciro. Ecbátana é biblicamente identificada como um lugar do distrito jurisdicional da Média, nos dias do rei persa, Dario I (Histaspes). — Esd. 6:1, 2.

      “Ecbátana” é a tradução em português do nome desta cidade, em Esdras 6:2. Esta forma do nome corresponde à leitura da Vulgata latina, e também é encontrada no texto grego dos escritos apócrifos que vieram a ser incluídos na Septuaginta. O Texto Massorético e a Pesito siríaca, contudo, fornecem o nome “Acmeta”. A forma no persa antigo, Hagmatana, pode significar “lugar de reunião”, ou “o lugar de junção de muitas estradas”, e a derivação final de “Ecbátana” parece ser da palavra acadiana que significa “reunião”. Os primitivos escritores gregos parecem ter aplicado o nome “Ecbátana” a vários lugares. No entanto, há consenso geral entre os peritos hodiernos de que a Ecbátana capturada por Ciro (e, assim, a mencionada em Esdras 6:2) é a cidade moderna de Hamadã, importante centro comercial do Irã, situada ao sopé do monte Alvand, aproximadamente a 290 km a O-SO de Teerã. Assim como a antiga Ecbátana era significativa cidade situada na principal via que conduzia da Mesopotâmia a pontos mais para o E, assim também a moderna Hamadã é cruzada por várias estradas, tais como a que vai de Bagdá a Teerã.

      Ecbátana servia como capital de verão dos reis da Média e da Pérsia. Ciro, para exemplificar, parece ter passado ali os meses de verão, embora passasse o inverno em Babilônia. Assim, poder-se-ia esperar que os registros sobre sua regência fossem encontrados em ambas as cidades. Elevando-se a c. 1.914 m, Ecbátana era provavelmente mais desejável do que Babilônia no verão, graças ao clima mais fresco de Ecbátana.

      Quando certas autoridades designadas pelos persas questionaram a legalidade da obra de reconstrução do templo, realizada pelos judeus nos dias de Zorobabel, tais opositores enviaram uma carta ao Rei Dario I, da Pérsia, solicitando a confirmação do decreto de Ciro que autorizava tal reconstrução. (Esd. 5:1-17) Visto que os judeus reiniciaram suas atividades de reconstrução do templo (depois de uma paralisação de alguns anos) por volta de 25 de setembro de 520 A.E.C., tal carta foi provavelmente enviada a Ecbátana, a capital de verão. Dario mandou fazer um inquérito, e encontrou- se o decreto de Ciro em Ecbátana, assim confirmando a legalidade da obra de reconstrução do templo. — Esd. 6:1-5.

  • Eclesiastes
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    • ECLESIASTES

      [Heb., Qohéleth, congregante, convocador dum congresso, duma assembleia). O nome hebraico descreve apropriadamente o papel do rei num governo teocrático, tal como o usufruído por Israel. (Ecl. 1:1, 12) O regente era responsável de manter o povo dedicado de Deus unido em fidelidade a seu verdadeiro Rei e Deus. (1 Reis 8:1-5, 41-43, 66) O nome usado em nossas Bíblias em português é tirado da tradução errônea de Qohéleth na Septuaginta grega, a saber, Ekklesiastés (Eclesiastes), significando “alguém que se senta ou fala numa eclésia; um membro dela”.

      ESCRITOR

      Só houve um “filho de Davi”, a saber, Salomão, que era “rei sobre Israel em Jerusalém” (Ecl. 1:1, 12), pois os reis depois de Salomão não reinaram sobre todo o Israel. Salomão era o rei bem-conhecido por sua eminente sabedoria. (Ecl. 1:16; 1 Reis 4:29-34) Era construtor. (Ecl. 2:4-6; 1 Reis 6:1; 7:1-8) Era compositor de provérbios. (Ecl. 12:9; 1 Reis 4:32) Salomão era famoso por suas riquezas. (Ecl. 2:4-9; 1 Reis 9:17-19; 10:4-10, 14-29) Qohéleth está no gênero feminino por motivo de que Salomão, devido à sua sabedoria, dada por Deus, foi usado qual símbolo da sabedoria, como se fosse a sabedoria personificada; e a palavra hebraica para “sabedoria” é feminina. Por conseguinte, Salomão aplica o termo a si mesmo. Visto que o livro menciona o programa de construção de Salomão, deve ter sido escrito depois daquele tempo, mas antes que “começou a fazer o que era mau aos olhos de Jeová”. (1 Reis 11:6) Por conseguinte, o livro foi escrito antes de 1000 A.E.C., em Jerusalém. Que Salomão seria um dos homens mais aptos a escrever tal livro é apoiado pelo fato de que não só era o mais rico, como também era, provavelmente, um dos reis mais bem-informados de seus dias, seus marujos e seus comerciantes, bem como os dignitários visitantes, trazendo notícias e conhecimento sobre povos de outras terras. — 1 Reis 9:26-28; 10:23-25, 28,  29.

      AUTENTICIDADE

      Qohéleth, ou Eclesiastes, é aceito como canônico tanto pela igreja judaica como pela cristã. Está de acordo com outros trechos da Bíblia que tratam dos mesmos assuntos. Por exemplo, concorda com Gênesis sobre o homem ter sido feito de um corpo composto do pó da terra e tendo o espírito ou força de vida, e o fôlego que o sustenta, provenientes de Deus. (Ecl. 3: 20, 21; 12:7; Gên. 2:7; 7:22; Isa. 42:5) Confirma o ensino bíblico de que o homem foi criado reto, mas preferiu deliberadamente desobedecer a Deus. (Ecl. 7:29; Gên. 1:31; 3:17; Deut. 32:4, 5) Reconhece a Deus como o Criador. (Ecl. 12:1; Gên. 1:1) Concorda com o restante da Bíblia quanto à condição dos mortos. (Ecl. 9:5, 10; Gên. 3:19; Sal. 6:5; 115:17; João 11:11-14; Rom. 6:23) Advoga fortemente a adoração e o temor de Deus. Usa a expressão ha-’Elohim, “o verdadeiro Deus”, mais de trinta vezes. O equivalente do nome Jeová é encontrado na Versão Siríaca e no Targum judaico do livro, em Eclesiastes 2: 24. Ao passo que alguns afirmam que o livro se contradiz, isto se dá somente porque não vêem que o livro muitas vezes expressa o conceito comum, em contraste com o conceito que reflete a sabedoria divina. (Compare com Eclesiastes 1:18; 7:11, 12.) Assim, deve-se lê-lo visando entender o sentido, e ter presente o tema do livro.

      CONTEÚDO

      À base de seu conteúdo, o livro poderia ser chamado “O Congregante, Sobre as Obras Vãs e Dignas”. No primeiro capítulo, Salomão descreve a estabilidade e a continuidade dos ciclos do universo, coisas das quais o homem depende para ter constância, equilíbrio e significado na vida, e para a própria vida, conforme comparada com a transitoriedade do homem. Diante de tal infindável repetição dos processos naturais, e da vida curta do homem, a aparência, do ponto de vista do homem natural, é de que tudo é vaidade. Em sua busca, Salomão viu que a humanidade está empenhada numa ocupação calamitosa e que as coisas tortas neste sistema de coisas não podem ser endireitadas, e muitas são as coisas que estão faltando. O aumento de conhecimento das coisas, por parte de Salomão, simplesmente aumentou seu vexame e sua dor. — Ecl., cap. 1.

      Salomão voltou-se então para a busca da alegria e do regozijo, por usufruir coisas materiais, as quais possuía em abundância — possuindo casas, vinhedos, jardins e reservatórios de água, tendo servos de todas as espécies, junto com muita prata e ouro. Empregou cantores e provou de tudo que seu coração desejava, que lhe pudesse trazer regozijo. Daí, porém, viu que a mesma coisa que acontecia com o estúpido também lhe aconteceria, apesar de toda a sua sabedoria. Com este ponto de vista, odiou a vida e o trabalho de natureza materialista que fazia, não as obras que tinha feito na construção do templo e na promoção da adoração de Deus. Resultou ser uma experiência entristecedora: “Apoderar-me da estultícia, até que eu pudesse ver o que havia de bom para os filhos da humanidade naquilo que faziam.” Sentiu-se magoado por compreender que deixaria todos os seus bens para um herdeiro que poderia utilizá-los tolamente. Salomão tinha usufruído o melhor de tudo, mas notou que a coisa que Deus deu ao homem é gozar a vida e os frutos de seu trabalho, e não o proceder que Salomão experimentou, a obra de buscar prazeres através do materialismo. Por outro lado, verificou que existe uma recompensa para aquele que é bom perante Deus, aquele que faz obras dignas, no sentido de que, por fim, ele recebe as próprias coisas que o pecador ajuntou. — Ecl., cap. 2.

      Salomão vê que existe um tempo para cada assunto debaixo dos céus, e que, no ínterim, Deus tem dado à humanidade um trabalho em que se ocupar. As próprias obras de Deus são boas e tudo tem seu tempo. O homem não pode jamais compreender inteiramente a sabedoria e os propósitos de Deus. Por conseguinte, o que o homem deve fazer é aceitar a dádiva de Deus, regozijar-se e fazer o bem, e ver o bem pelo trabalho árduo que tem feito. (Compare com 1 Coríntios 15:58; Filipenses 4:4.) As obras de Deus permanecem para sempre e têm um objetivo; ninguém pode acrescentar-lhes ou subtrair-lhes algo. Por que Salomão recomenda esta linha de raciocínio? Porque, neste sistema de coisas, amiúde não se ministram o juízo e a justiça, mas existe um Juiz Supremo que, em seu devido tempo, julgará tudo com justiça. (Compare com Romanos 2:6.) Isto é verdade, embora, atualmente, a humanidade morra da mesma forma que os animais, todos retornando ao pó, sem nenhuma prova de que exista qualquer diferença na condição em que estão na morte. — Ecl., cap. 3.

      Salomão vê que, considerando-se dum ponto de vista puramente humano, ocorrem muitos atos de injustiça e de opressão, sem nenhuma esperança em vista, de modo que a pessoa morta, e afastada de tudo, acha-se numa posição melhor, livre da rivalidade e da estupidez. Um pouco de descanso é melhor do que toda essa labuta. Mas os companheiros são de grande valor, e, por meio deles, muita calamidade pode ser evitada, pois podem ajudar-se mutuamente e podem combinar suas forças contra a opressão. — Ecl., cap. 4; compare com Hebreus 10:24, 25.

      Ao se chegar à casa de Deus, é melhor ouvir, de modo a obedecer, do que sacrificar algo, enquanto se prossegue com a maldade. (Compare com 1 Samuel 15:22.) Também, a pessoa não deve ser precipitada com suas palavras perante Deus, pois Ele está nos céus, mas o homem está muito abaixo, na terra. Por conseguinte, quando alguém faz um voto a Deus, deve pagá-lo, senão isso será considerado um pecado e trará a indignação de Deus. O importante é temer ao próprio Deus verdadeiro. A pessoa não deve ficar ‘pasmada’ ou chocada por causa da injustiça e da iniquidade, pois as autoridades dum escalão inferior são observadas pelas autoridades dum escalão superior, a maioria das quais procura seu próprio proveito, às custas de seus súditos. — Ecl. 5:1-9.

      O dinheiro é insatisfatório. As riquezas não trazem contentamento nem conforto mental. Podem passar, deixando o homem sem nada, assim como veio ao mundo. Caso a pessoa adote a atitude correta e, ao invés de preocupar-se com as coisas materiais, reconheça que Deus lhe tem dado o que ela possui e o aprecie com contentamento, sua vida não será algo a odiar, nem será enfadonha. (Compare com 1 Timóteo 6:6-8.) Absorta em regozijar-se nas dádivas de Deus, os dias passarão sem a amargura da reflexão sobre a brevidade e o vexame da vida. — Ecl. 5:10-20.

      Muito embora um homem possa ter muitos bens materiais, se não tiver a bênção de Deus, é pior do que alguém que nasceu prematuramente. Viver apenas para o que pode colocar na sua boca não satisfará a pessoa. Caso viva cegamente apenas para seus desejos, não importa quanto tempo viva, desaparecerá como uma sombra. — Ecl., cap. 6; Tia. 4:13, 14.

      Salomão mostra que a boa reputação é melhor do que as coisas materiais, e que, por este motivo, o dia da morte da pessoa é melhor do que o dia do seu nascimento, pois teve tempo de fazer um bom nome e os dias de vaidade já passaram. Os estúpidos sorriem de modo frívolo e vivem para os banquetes. Mas é melhor pensar seriamente nas questões da vida e da morte, desta forma melhorando a sua condição do coração. Escutar a censura sábia é melhor do que ouvir o canto dos estúpidos. A paciência é melhor do que a soberba e a rapidez em ofender-se é estupidez. Alguém poderá rememorar as coisas anteriores do mundo como sendo dias melhores (compare com 1 Pedro 4:3), mas isto não é sábio. Antes, olhe para o trabalho de Deus. É também insensato o ponto de vista materialista, pois o dinheiro é útil em certa medida, como proteção temporária, se for usado sabiamente, porém a sabedoria é muito melhor, pois ela preserva vivos os que a possuem. — Ecl. 7:1-14.

      A pessoa não deve ir a extremos, sendo excessivamente justa, ou excessivamente sábia. Efetivamente, deve procurar tais qualidades, porém, ao mesmo tempo, deve manter o equilíbrio por lembrar-se de que o temor de Deus é a chave para obter tais coisas dignas. Todos os homens são pecadores. Portanto, não devemos levar muito a sério o que as pessoas dizem de nós. Lembre-se, nós mesmos não somos tão justos assim, pois amiúde dizemos coisas que não são boas. Salomão avisa especialmente sobre ser enlaçado pela mulher ruim, pois mais amargo do que a morte é o fruto dela, e será bom perante Deus aquele que escapar dela. Salomão encontrou um homem dentre mil, mas nenhuma mulher dentre todas estas. Será isso por culpa de Deus? Não. Deus fez o homem reto, mas eles mesmos procuraram muitos planos. — Ecl. 7:15-29.

      Os homens talvez considerem Deus vagaroso e imaginem que conseguem escapar com sua maldade, mas Deus se certificará de que resulte o bem para aqueles que temem a Ele, e que os iníquos desapareçam como uma sombra. — Ecl., cap. 8; compare com 2 Pedro 3:9; 2:12.

      Salomão vê que, neste sistema de coisas, a mesma eventualidade, ou evento consequente, acontece tanto ao justo como ao iníquo. Devido a isto, os que não temem a Deus estão mais do que nunca decididos a fazer o que é mau. Mas, terminam morrendo. Compreendem que, no que tange a este sistema de coisas, os vivos sabem que hão de morrer. Quando morrem, ficam inconscientes e não têm mais quinhão em nada que ocorre. Mas, é errado buscar o materialismo à base de tal ponto de vista. O que a pessoa deve fazer é manter brancas suas vestes e conservar sua alegria em Deus, amar sua esposa e utilizar as mãos para fazer, com seu poder, o que tem de ser feito, enquanto ainda está viva. No tempo atual, nem a sabedoria, nem o poder, nem a rapidez, nem o conhecimento trará à pessoa longa vida, ou a garantia de segurança, de vitória ou de favor especial, porque o tempo e a ocorrência imprevista recaem sobre todos, neste mundo. A sabedoria, contudo, deve ser prezada, quando usada por um homem necessitado para ajudar outros, muito embora o mundo o esqueça, desprezando-o. Todavia, a sabedoria pode fazer muito mais do que as armas. Por outro lado, um só pecador pode destruir muita coisa boa. — Ecl., cap. 9; compare com 1 Coríntios 5:6; Gálatas 5:9.

      Ter parte até mesmo num pouco de tolice pode causar grandes danos a um homem conhecido como valioso por sua sabedoria e sua glória. A pessoa sábia não ficará excitada demais ou desequilibrada, mas manter-se-á calma e não abandonará seu devido lugar quando castigada por um regente. No mundo, contudo, a tolice foi colocada em muitas posições elevadas e, às vezes, as coisas são justamente o contrário de sua situação correta. Novamente, o sábio manter-se-á calmo e cauteloso, e exercerá sabedoria para que as coisas deem certo para ele. (Compare com Mateus 10:16.) De outro modo, dissipará suas energias sem nenhum resultado. A pessoa sábia também falará com jeito, com discrição. Inversamente, os tolos falam sem restrições e causam dificuldades, loucura calamitosa para si mesmos. Salomão mostra a seguir o perigo dos frutos ruinosos, mesmo para os regentes, de se seguir maus conselhos, e de ter o comer e beber como objetivos em si, e da preguiça. Sublinha a insensatez de se falar mal dum regente, mesmo quando a pessoa pensa não ser ouvida. Nossa língua precisa sempre ser usada de forma correta para evitarmos dificuldades. — Ecl., cap. 10; compare com 2 Reis 6:12; Provérbios 21:23.

      Dão-se admoestações a favor da laboriosidade, do uso correto do que uma pessoa possui, e de ser diligente nos empreendimentos. A pessoa deve fazer seu trabalho sem considerar a ocasião, o tempo ou a hora do dia, voltando-se para Deus e esperando que ele lhe produza resultados, pois não consegue ver tudo que Deus está realizando. Se jovem, talvez se incline a desperdiçar sua mocidade em andar nos caminhos de seu coração e nos desejos de seus olhos. Mas deve lembrar-se de que, caso o faça, está gastando o primor de sua vida, com seus desejos vãos, da forma errada, e que será julgado por seus atos pelo verdadeiro Deus, mesmo desde sua juventude. — Ecl., cap. 11.

      Em vista de todas estas coisas, Salomão aconselha o jovem a lembrar-se de seu grandioso Criador enquanto consegue servir com vigor. Pois virá o tempo em que seu corpo se deteriorará, seus dentes terão caído, seus olhos se anuviarão, seu sono será leve e facilmente perturbado, terá membros trêmulos e ficará com medo de cair, seus cabelos ficarão brancos e perderá o apetite, suas mãos não conseguirão cuidar dele e, por fim, sua força de vida irá parar nas mãos do verdadeiro Deus, e seu corpo retornará ao pó. Então, o que poderá apresentar a Deus? — Ecl. 12:1-7.

      Depois de encarar todas essas coisas, Salomão chegou à conclusão de que tudo neste sistema de coisas é vaidade. Todavia, não ficou amargurado nem desanimado, pois trabalhou arduamente para manter o povo unido no temor de Deus, para lhe ensinar o conhecimento. Elaborou muitos provérbios através de pesquisa cabal dos assuntos e procurou encontrar palavras deleitosas e corretas de verdade. Ele nos conta que existe um só pastor que supre palavras sábias, e estas são algo seguro a que nós podemos apegar. A elas devemos dar atenção. Devotar nosso tempo a livros mundanos de sabedoria e de filosofia não será revigorante, como são as palavras do sábio, mas será fadiga para a carne. Todas as observações de Salomão podem ser concluídas na ordem: “Teme o verdadeiro Deus e guarda os seus mandamentos. Pois esta é toda a obrigação do homem.” A vida atual, portanto, não é o fim, se for vivida sabiamente, pois o próprio verdadeiro Deus trará toda sorte de obra a julgamento, em relação a cada coisa oculta, quanto a se é boa ou má. — Ecl. 12:8-14; veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, pp. 107-110.

  • Ecrom
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    • ECROM

      [desarraigar]. Destacada cidade filisteia, pelo que parece, a sede mais ao N de um dos seus cinco senhores do eixo. (Jos. 13:3) É incerta a sua posição exata, mas dentre os modernos locais sugeridos, a saber, ‘Aqir, Qatra e Khirbet el-Muqanna, recentes escavações feitas nesta última, a uns 19 km a E-NE de Asdode, desenterraram a maior cidade de seu período, e fornecem base para a preferência atual dela como o sítio de Ecrom.

      A história de Ecrom (Acaron, BJ, PIB, So) é uma história de domínio constantemente mutável. A conquista de Josué não incluiu Ecrom. Não foi senão posteriormente que os de Judá a capturaram. (Jos. 13:2, 3; Juí. 1:18) Na divisão inicial da Terra Prometida, Ecrom estava na fronteira entre Judá e Dã, mas dentro da tribo de Judá. (Jos. 15:1, 11, 45, 46; 19:40-43) Já na época em que os filisteus capturaram a arca do pacto, Ecrom havia retornado a eles. A presença da Arca provocou “uma confusão mortífera” nesta cidade, e foi de Ecrom que a Arca foi por fim devolvida aos judeus. (1 Sam. 5:10-12; 6:16, 17) Depois de Ecrom passar outro período sob controle israelita, os filisteus aparentemente a dominavam de novo, na época em que Davi matou Golias. (1 Sam. 7:14; 17:52) Foi no início do século 10 A.E.C. que o faraó Sisaque, do Egito, afirmou ter conquistado Ecrom. Cerca de dois séculos mais tarde, segundo os Anais de Senaqueribe, Padi, rei de Ecrom, era leal aos assírios.

  • Éden
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    • ÉDEN

      [prazer, deleite]. Região em que o Criador plantou um parque ajardinado como lar original do primeiro casal humano. A declaração de que o jardim achava-se no “Éden, do lado do oriente”, indica aparentemente que o jardim ocupava apenas uma parte da região chamada Éden. (Gên. 2:8) No entanto, depois disso o jardim é chamado de “jardim do Éden” (Gên. 2:15), e, em textos posteriores, é mencionado como “Éden, jardim de Deus” (Eze. 28:13), e de “jardim de Jeová”. — Isa. 51:3.

      A Septuaginta traduziu a palavra hebraica para “jardim” (gan) pela palavra grega pa- rádeisos, palavra derivada do antigo persa pairi- daeza, que significa “jardim fechado”, e, mais tarde, “parque”, ou “campo de prazer”. A isto devemos nossa associação da palavra portuguesa “paraiso” com o jardim do Éden.

      Gênesis 2:15 declara que “Deus passou a tomar o homem e a estabelecê-lo no jardim do Éden”. Ao passo que isto parecería indicar que a criação do homem se deu fora do jardim, pode referir-se simplesmente a que Deus ‘tomou’ o homem no sentido de formá-lo e criá-lo dos elementos terrestres, e daí designá-lo a morar inicialmente no jardim, no qual foi criado. O cultivo e o cuidado do jardim era a designação de trabalho do homem. As árvores e as plantas do Éden incluíam todas as que lhe supriam beleza cênica, bem como as que lhe proviam alimento em ampla variedade. (Gên. 2:9, 15) Bastaria este fato para indicar que o jardim abrangia uma área de considerável tamanho.

      A fauna do jardim era dotada de grande variedade. Deus trouxe perante Adão “todos os animais domésticos e . . . criaturas voadoras dos céus, e . . . todo animal selvático do campo”, cujos nomes foram dados por Adão, como uma de suas primeiras tarefas. (Gên. 2:19, 20) O solo do Éden era regado, não pela chuva, mas pelas águas do rio que ‘saía do Éden’, bem como pela “neblina” que subia da terra. (Gên. 2:5, 6, 10) Em vista da nudez do homem, pode-se presumir que o clima era muito ameno e agradável. — Gên. 2:25.

      ACONTECIMENTOS NO ÉDEN

      Todas as árvores frutíferas do Éden estavam ali para que o homem delas comesse “à vontade”. (Gên. 2:16) Mas certa árvore, a do “conhecimento do que é bom e do que é mau”, foi ‘interditada’ para o casal humano. Eva citou a proibição de Jeová, dada ao marido dela, como incluindo até mesmo o ‘tocar’ nessa

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