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  • O dólar em dificuldades no ultramar
    Despertai! — 1972 | 22 de fevereiro
    • O dólar em dificuldades no ultramar

      “AUMENTA aparentemente a avaliação de quão perto de um desastre econômico as nações capitalistas já chegaram.”

      Esta conclusão se deriva de um grupo dos mais notáveis economistas do mundo ocidental que se reuniram na Itália. A notícia, publicada pelo Times de Nova Iorque, acrescentava que “algo se acha seriamente errado no sistema financeiro internacional”.

      Por que existe tão sombria perspectiva para as finanças do mundo ocidental? A causa principal é o dólar dos EUA. Acha-se em grandes dificuldades no ultramar. “O dólar dos EUA, contrário à crença popular, nunca esteve tão doente como agora”, disse U.S. News & World Report.

      Já houve época em que o dólar estadunidense era grandemente prezado. As pessoas e os governos de outros países sentiam-se felizes de possuir grandes reservas dele. Este não é mais o caso.

      Gastos Superiores à Renda

      Por que surgiu tal situação? Para ilustrar: suponhamos que tivesse um emprego que lhe pagasse Cr$ 1.000,00 por semana. Diria que estava muito bem financeiramente? A maioria das pessoas por certo diria que sim.

      No entanto, o que dizer se gastasse Cr$ 1.100,00 toda semana do ano? O que dizer se gastasse Cr$ 1.200,00 toda semana do ano seguinte? O que dizer se continuasse a gastar mais do que sua renda, ano após ano? A simples matemática lhe diria que, depois de esgotar quaisquer economias que possuísse, estaria contraindo grandes dívidas.

      Depois de certo tempo, os bancos e as firmas creditícias compreenderiam que vivia além de seus recursos, constituindo um caso arriscado. Veriam que caminhava para a falência e deixariam de lhe emprestar dinheiro.

      Assim, não importa a renda que a pessoa tenha, certamente ela não estará bem de vida se continuar a gastar mais do que recebe. Essa não é a vereda à prosperidade. É a vereda para a falência. Para evitar a falência, a menos que já seja tarde demais, a pessoa tem de mudar seu modo de vida. Tem de acostumar-se a harmonizar seus gastos com sua renda.

      Não importa se ganha Cr$ 500,00 por semana, Cr$ 1.000,00 por semana ou Cr$ 1.000.000,00 por semana. O que é crucial é quanto gasta. Se continuar a gastar mais do que recebe, por fim meter-se-á em dificuldades.

      Embora a questão das finanças internacionais seja muito mais complexa, basicamente foi isto que aconteceu aos EUA. Têm gasto mais dinheiro nos países estrangeiros do que recebem ali. Por isso, em suas transações internacionais, os EUA estão indo atualmente à falência.

      Para avaliar melhor por que isto se dá, seria de ajuda entender que sistema muitas das nações fora do bloco comunista estabeleceram para cobrir suas contas internacionais.

      Sistema Financeiro Ocidental

      Dentro de cada país, a moeda local é usada quando se compra ou se vende. Por exemplo, o cidadão francês vai à loja e compra certos itens. Paga-os em francos franceses. Sabe o que sua moeda pode comprar em determinado momento.

      Mas, o que dizer se aquele cidadão francês desejasse comprar um automóvel estadunidense? Quantos francos teria de pagar para os dólares que custa o automóvel? Tem de haver algum sistema internacional que permita que os governos, os comerciantes e as pessoas saibam quanto vale seu dinheiro em relação com as moedas dos outros países.

      Os governos poderiam simplesmente permitir que o valor de sua moeda subisse e descesse nas transações internacionais, dependendo da lei da oferta e procura, isto é, quanto a sua moeda é avaliada pelos outros países. Mas, isto resultaria numa flutuação constante nos valores relativos da moeda. Às vezes, a flutuação seria enorme.

      Tal sistema tornaria difícil efetuar-se o comércio mundial. Os comerciantes desejam saber quanto lhes custam comprar ou vender itens no exterior por um período de tempo. Precisam saber quanto da moeda de outro país a sua própria moeda comprará. Desta forma, podem determinar quanto cobrar pelos seus produtos.

      Assim, uma taxa de câmbio estável é muitíssimo desejável para o comércio mundial. E tal sistema foi estabelecido pelos membros do Fundo Monetário Internacional. Este Fundo se compõe de mais de 100 nações fora do bloco comunista, e foi estabelecido numa conferência em Bretton Woods, em New Hampshire, EUA, em 1944. Fazia arranjo para a cooperação entre as nações quanto aos problemas financeiros internacionais. Os membros também concordaram em não permitir que suas moedas flutuassem mais de 1 por cento acima ou abaixo dos valores estabelecidos.

      O Dólar ‘Tão Bom Quanto o Ouro’

      Os membros do Fundo concordaram quanto ao princípio de que o valor da moeda de cada nação se basearia em sua paridade ao dólar dos EUA. O dólar, por causa do vigor financeiro e industrial dos EUA, era a mais forte moeda daquele tempo.

      Concordou-se também que o dólar seria aceito como forma de reservas em qualquer destes países. E, o que apoiaria o dólar de papel? Ouro. Qualquer nação que possuísse dólares poderia devolvê-los aos EUA e obter ouro em troca ao preço estabelecido de 35 dólares a onça.

      O ouro sempre tem tido seu valor intrínseco. Diferente do papel-moeda, o ouro sempre se acha em demanda para uso na indústria, em joalheria, na arte e de outras formas. Assim, se uma nação do Fundo começasse a acumular dólares demais, poderia devolvê-los aos EUA, e obter ouro em troca. Sim, o dólar era ‘tão bom quanto o ouro’.

      Por causa deste sistema, quando o comerciante estadunidense comprava uma máquina alemã, sabia de antemão quanto valia o dólar em marcos alemães. E, o alemão sabia que podia reter o dólar, gastá-lo na compra dum produto estadunidense, trocá-lo por outra moeda, ou devolvê-lo e obter ouro. Tudo isto facilitava o comércio mundial.

      Por que, porém, as nações têm de comerciar e passar por tudo isto? Porque diferentes países produzem itens de modo mais econômico do que outros. Podem usar tais coisas a fim de obter bens que não produzem de forma alguma ou não podem produzir com eficiência.

      Por exemplo, o Japão vende muitos itens, tais como automóveis, televisões e rádios, a outras nações. Usa parte do dinheiro que recebe destas vendas para comprar petróleo no Oriente Médio. Por que petróleo? Porque o Japão não produz nenhum petróleo, por assim dizer. Sem petróleo, sua indústria pararia por completo. Assim, vende o que produz bem e usa o dinheiro para comprar o que não produz bem.

      Crescem os Problemas

      O sistema concordado em 1944 funciona enquanto as nações gastam cerca da mesma importância que recebem. É como a pessoa que recebe Cr$ 1.000,00 por semana. Talvez gaste um pouco mais esta semana, mas um pouco menos na semana seguinte. Por um período de tempo, não terá problemas se equilibrar suas contas, gastando mais ou menos o que recebe.

      Contudo, quando habitualmente gasta mais do que ganha, então caminha para dificuldades. Quando a nação faz o mesmo no comércio mundial, também caminha para dificuldades.

      Em 1950, devido aos gastos dos EUA nos outros países, os estrangeiros possuíam cerca de 8,6 bilhões de dólares dos EUA. Mas, isso não era problema. Os EUA possuíam cerca de 22,8 bilhões de dólares em ouro para sustentá-los, enorme reserva. A qualquer hora que os outros países desejassem, podiam devolver seus dólares e obter ouro. Sim, em 1950, o dólar ainda era ‘tão bom quanto o ouro’.

      No entanto, dez anos depois, em 1960, aquela reserva de ouro havia desaparecido! As reservas estrangeiras em dólar totalizavam mais do que o ouro possuído pelos EUA. E por volta de 1970, a situação piorara muito mais. Segundo certo cálculo, os estrangeiros detinham mais de 43 bilhões de dólares, mas os EUA possuíam apenas um pouco mais de 11 bilhões em ouro. Deviam aos estrangeiros cerca de quatro vezes mais do que podiam pagar!

      Nem a situação está melhorando. Com efeito, 1970 presenciou o maior desequilíbrio já existente. Apenas naquele ano, os EUA incorreram num déficit surpreendente de 10 bilhões de dólares em todas as suas transações no ultramar. E, apenas nos primeiros três meses de 1971, o déficit totalizava atordoante 5,5 bilhões de dólares!

      O que aconteceria agora se as outras nações exigissem ouro em troca de todos os seus dólares? Responde Newsweek: “Os EUA mui certamente fechariam as portas, lançando o sistema monetário internacional . . . num período de confusão. E é neste ponto que o país das maravilhas das finanças internacionais afeta a vida diária: o resultado de tal caos poderia ser uma depressão mundial semelhante à depressão da década de 1930.”

  • O que há por trás dos problemas do dólar?
    Despertai! — 1972 | 22 de fevereiro
    • O que há por trás dos problemas do dólar?

      POR QUE tudo isto aconteceu ao balanço de pagamentos dos EUA? Por que se desenvolveu tão enorme déficit em vinte anos?

      Conforme observado previamente, a resposta simples é que os EUA habituaram-se a gastar mais no ultramar do que recebem.

      Mas, significa isto que, no passado, vendeu menos produtos no ultramar do que comprou? Não, até recentemente, os EUA apresentavam de forma coerente um superávit em seu intercâmbio de produtos com outros países.

      Então, por que possui tão enorme déficit? Porque os EUA gastam, ou dão, seus dólares para outras coisas que não se incluem na compra e venda de produtos no comércio mundial.

      Neste respeito, um item muitíssimo significativo é a ajuda econômica exterior. Bilhões de dólares foram dados a outros países desde a Segunda Guerra Mundial. Daí, também, quando os estadunidenses vão passar férias no ultramar, gastam dólares em outros países. Gastam muito mais do que os estrangeiros que vêm passar férias nos EUA, deixando um déficit nesta conta.

      Há outras áreas que contribuem para o fluxo de dólares. Muitos estadunidenses aposentados vivem em outros países. Recebem pensões e gastam dinheiro no país onde vivem. Também, comerciantes estadunidenses gastam dinheiro em fábricas e equipamentos que desejam operar em outros países. Em adição, os estadunidenses compram ações estrangeiras como investimentos.

      O Maior Culpado

      Não obstante, o maior item de per si que escoa os dólares dos EUA não é nenhum destes. O que é então? Industry Week de 3 de maio de 1971, afirmou: “A maior causa do déficit comercial . . . são os gastos militares no ultramar.”

      Os gastos militares incluem dinheiro para a compra de equipamento bélico em outros países e salários para os militares, que gastam seus dólares no ultramar. Também significa pagar o suprimento e manutenção de forças militares estrangeiras que são aliadas dos Estados Unidos.

      A respeito de tais gastos militares, o Times de Nova Iorque comentou: Durante a década de 1960, o déficit líquido do balanço de pagamentos dos EUA em gastos militares subia a 32 bilhões de dólares. Conforme destacou o ex-Secretário do Tesouro, Henry H. Fowler, tal fluxo não pode ser tolerado na próxima década.”

      Outro aspecto de tais gastos militares é de que nada de valor real é produzido. As guerras e a preparação para a guerra são destrutivas da riqueza de uma nação (dos contribuintes). Quando duas nações opostas constroem aviões e tanques para a guerra, não produziram nada que contribua para o benefício econômico duradouro. Quando tais armas são usadas para destruir prédios, fábricas, cidades e terras, quanta riqueza é produzida? Será que o custo, e o uso, de tudo isso torna as nações mais ricas ou mais pobres? Sabe a resposta.

      Na verdade, guerrear significa que máquinas de guerra têm de ser produzidas. Isso realmente cria empregos. Mas, tais empregos não produzem riqueza econômica, nada de verdadeiro valor para o gênero humano. Melhoraram o solo, as casas, as árvores, os parques, as escolas ou os hospitais? Se o dinheiro usado na produção bélica fosse usado para tais coisas, então haveria benefícios econômicos reais e duradouros.

      Do ponto de vista de longo alcance, portanto, os gastos bélicos por parte de todas as nações não aumentam sua riqueza, mas a drenam. E, no caso dos EUA, enormes gastos militares no ultramar são a principal razão de estarem indo à falência em suas contas internacionais.

      Acontecimento Ominoso

      Ultimamente, tem havido outro acontecimento ominoso do ponto de vista dos EUA. As enormes reservas que certa vez possuíam em suas transações comerciais com outras nações estão desaparecendo.

      Nos tempos recentes, as importações aumentam em índice mais rápido do que as exportações. Outros países conseguem agora produzir muitos dos itens que apenas os EUA produziam com eficiência algumas décadas. E muitos destes países produzem-nos a um custo muito inferior.

      Devido à inflação, os preços dos produtos norte-americanos sobem rapidamente. Isto os torna mais custosos no comércio mundial. Os estrangeiros preferem comprar de outras nações que produzem os itens de igual qualidade, porém de menor preço.

      Os consumidores estadunidenses também agravam o problema. Por causa do alto preço dos itens estadunidenses, compram cada vez mais os produtos feitos no estrangeiro. Este ano, dois de cada cinco pares de sapatos vendidos nos EUA são importados. Seis de cada dez televisões são agora importadas, como o são nove de cada dez rádios. Automóveis estrangeiros, tais como o Volkswagen da Alemanha, e o Toyota e o Datsun, do Japão, estão sendo espalhados pelo país, reduzindo a produção local.

      Assim, itens estrangeiros estão engolindo os mercados em toda a parte. Estão prejudicando as vendas dos EUA a outros países, bem como as suas vendas internas. Se continuar a tendência, os EUA logo terão déficit, mesmo que sejam eliminadas todas as despesas militares no ultramar.

      Desequilíbrio Leva à Crise

      Os déficits no balanço de pagamentos dos EUA continuam a aumentar com o passar dos anos. No entanto, pela pressão política ou outras, as autoridades estadunidenses convenceram outras nações a não converter seus dólares em ouro. Avisaram que qualquer ‘corrida’ em busca de seu ouro produziria uma crise para todas as nações do Fundo, visto que estão intimamente relacionadas.

      Todavia, chega a ocasião em que até o banqueiro bondoso não tem muito ou nada a escolher. Tem de dizer ao cliente de empréstimos: ‘Nada Mais!’ Isso aconteceu na primavera setentrional de 1971. Esta ação drástica foi provocada por uma situação surgida em 1970 e no início de 1971.

      Em 1970 os EUA sofreram uma recessão. Entre as várias coisas feitas para tentar sair desta recessão, acha-se a redução das taxas de juros. Isto usualmente estimula os negócios, visto que torna o dinheiro mais barato de se tomar emprestado. Aqueles que desejam comprar carros, construir casas, ou expandir os negócios, provavelmente farão empréstimos e usarão o dinheiro quando as taxas de juros são mais baixas.

      No entanto, com taxas de juros mais baixas, os que têm dinheiro a investir obtêm menores lucros. Assim, muitos levaram o dinheiro dos investimentos norte-americanos e o colocaram nos investimentos europeus, onde as taxas de juros eram mais altas.

      Na primavera setentrional de 1971, os dólares inundaram a Europa. Não só os investidores procuravam taxas maiores de juros, mas, devido à debilidade do dólar, os especuladores desejavam livrar-se dos dólares e comprar as moedas européias mais fortes, em especial o marco alemão. Achavam que tais moedas mais fortes subiriam de valor e eles lucrariam.

      Não obstante, quando tal dinheiro é derramado num país, essa nação tem mais a gastar e a emprestar, o que açula a inflação. Assim, ao passo que os déficits norte-americanos já eram bastante ruins, no decorrer dos anos, este fluxo de dólares para a Europa, especialmente para a Alemanha, era só o que faltava. Os bancos centrais de vários países europeus subitamente disseram: ‘Nada Mais!’ Recusaram-se temporariamente a aceitar quaisquer outros dólares. Daí, permitiram que suas moedas ‘flutuassem’ para cima nos mercados financeiros.

      Isto significava que não iriam aderir ao acordo do Fundo Monetário, de permitir que suas moedas flutuassem apenas 1 por cento. Permitiram que sua moeda procurasse seu próprio nível, segundo a lei da oferta e procura. Visto que a procura de dólares era pouca e a procura de moedas européias era grande, o valor de tais moedas subiu vários pontos percentualmente.

      Para todos os fins práticos, isto significava uma desvalorização do dólar. Visto que os EUA não fariam isso eles próprios, as outras nações fizeram isso por eles, por revalorizarem suas moedas. O resultado foi o mesmo. Agora, custa mais dólares para se comprar os mesmos produtos e serviços estrangeiros.

  • Pode o problema ser resolvido?
    Despertai! — 1972 | 22 de fevereiro
    • Pode o problema ser resolvido?

      PODEM os déficits do balanço de pagamentos dos EUA serem eliminados?

      O que reserva o futuro para os sistemas monetários do mundo?

      Para eliminar o déficit os EUA precisam fazer mudanças fundamentais em seu modo de vida. Isso teria de incluir sérias reduções nos gastos militares. Significaria reduzir concentrações de tropas por todo o mundo, ou, pelo menos, conseguir que outros países as custeassem. Ambas as coisas são difíceis de serem feitas.

      Uma sugestão, em maio de 1971, de que os mais de 300.000 soldados dos EUA e seus 200.000 dependentes, na Europa, fossem reduzidos para economizar dinheiro, suscitou tamanhos clamores por parte da administração. As considerações políticas venceram. Apesar do amplo escoamento de dólares, as tropas e seus dependentes permaneceriam, pelo presente.

      Uma área em que as reduções estão sendo feitas é a Ásia e o Pacífico. Soldados estão sendo retirados de muitas áreas ali, inclusive do Vietnam.

      Um Dilema

      Em adição aos cortes militares maiores, os EUA teriam de reduzir a inflação, de forma a não deixar continuarem a aumentar os preços. Preços menores tornariam seus produtos mais competitivos no comércio mundial.

      Mas, fazer isso não raro resulta numa redução do ritmo dos negócios, com maior desemprego. Foi isso que aconteceu em 1970, quando se fez a tentativa de reduzir a inflação galopante. As taxas de juros foram aumentadas, para tornar mais difícil a obtenção de dinheiro. Certos gastos foram cortados, por parte do governo e do comércio. Tudo isso ajudou a trazer uma recessão e alta taxa de desemprego. Nenhum partido político em poder deseja isto.

      Por isso, os EUA se acham num dilema. A fim de reduzir o fluxo de dólar e diminuir o déficit, têm de eliminar a inflação no país. Mas, tal coisa reduz a economia e deixa irados a milhões de norte-americanos. É por isso que uma recessão é considerada maior mal, politicamente, do que deixar irados os outros países. Tais países não votam nas eleições norte-americanas.

      Por outro lado, estimular os negócios estadunidenses para evitar ou corrigir a recessão usualmente estimula a inflação. Reduzem-se as taxas de juros de forma que mais dinheiro seja emprestado e usado. Aumentam os gastos governamentais e do comércio. Com dinheiro mais fácil de ser obtido, as pessoas gastam mais. Assim, a procura de mais itens é criada, exigindo maior produção, que, por sua vez, significa mais empregos. Mas, daí os preços tendem a aumentar, tornando os produtos estadunidenses mais custosos, menos competitivos no comércio mundial.

      Havendo maior prosperidade, as pessoas de usual gastam mais dinheiro em tudo, inclusive em produtos estrangeiros. E é mais provável que gozem férias no exterior. Tudo isto agrava o balanço de pagamentos. É por causa deste dilema que o Presidente da Reserva Federal, Arthur Burns, observou que a situação financeira dos EUA é tão frágil que ele duvidava que pudesse sobreviver a outro vertiginoso surto econômico agora mesmo.

      As Perspectivas

      Quais são as perspectivas de que algo seja feito para fazer cessar os déficits? Algumas autoridades governamentais tendem a ser otimistas.

      No entanto, muitos economistas particulares não o são. O Dr. Roy Reierson, principal economista do “Bankers Trust”, declara: “Os EUA têm de reduzir o déficit de seu balanço de pagamentos de modo que a reserva de dólares venha quase a se igualar à procura de dólares por parte dos detentores particulares e oficiais. Os EUA não têm feito isto, e há pouca possibilidade de que venham a fazê-lo.”

      Certo economista observou que, no passado, sucessivos secretários do tesouro dos EUA prometeram acabar com os déficits, dentro de poucos anos, mas jamais cumpriram suas promessas. Ao invés, os déficits cresceram rapidamente. Assim, o problema básico de se conseguir um equilíbrio exeqüível entre as nações ocidentais e os EUA permanece insolúvel no momento atual.

      Por causa disto, Myers’ Finance Review, do Canadá, avisa: “O mundo se aproxima duma crise monetária que engolfará toda moeda existente.” E certo banqueiro europeu afirma: “Talvez terminemos na pior desordem financeira desde a década de 1930.”

      Deveras, o respeitado economista francês Jacques Rueff, ao passo que demonstra simpatia para com os problemas do dólar dos EUA, declarou: “Temo que já esteja fora de controle, e que o balanço de pagamentos só seja restaurado por uma consolidação forçada — isto é, a falência — como se deu em 1931.”

      Mesmo que melhoras temporárias sejam feitas, o que dizer das perspectivas a longo prazo? Poderia tomar de novo conta do mundo uma desordem financeira semelhante à Grande Depressão da década de 1930?

      Em realidade, é quase certa uma desordem ainda maior! Qualquer sistema alicerçado nos interesses egoístas semeia as sementes de sua própria destruição. Se lhe concederem tempo, o atual sistema econômico mundial, baseado em interesses egoístas nacionais e individuais, entraria em colapso, como a história mostra que tantos outros entraram.

      Não obstante, o fim dos atuais sistemas econômicos não virá simplesmente por causa de sua gula. Seu fim virá devido à intervenção divina! A respeito de nossos tempos, declara a profecia bíblica: “Nos dias daqueles reis, o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempo indefinido.” — Dan. 2:44.

      Todos os atuais governos, junto com seus sistemas econômicos, irão assim ser esmagados por completo em breve pelo poder de Deus. Assim, os assuntos do homem não mais serão controlados pelos interesses políticos e financeiros egoístas. Serão controlados por uma administração justa, o governo celeste de Deus, que buscará o benefício duradouro do gênero humano em todas as áreas, inclusive a econômica. Deus promete estabelecer tal administração para a bênção duradoura de todos os que amam a justiça. — Efé. 1:8-10.

      Tirará proveito de tal administração? Isso dependerá em grande parte do que fizer agora para aprender sobre ela e harmonizar sua vida aos requisitos de Deus, seu Criador.

  • A robustez da vida testifica a sabedoria de Deus
    Despertai! — 1972 | 22 de fevereiro
    • A robustez da vida testifica a sabedoria de Deus

      A VIDA animal já existe na terra por muitos milhares de anos, até mesmo antes do aparecimento do homem. Durante esse tempo, incontáveis gerações viveram e morreram. Algumas espécies de variedades se tornaram extintas. Mas, grande número sobrevive até o dia de hoje, provavelmente quase todos dentre as espécies de animais que sobreviveram ao grande Dilúvio.

      Neste longo espaço de tempo, cataclismos atingiram amplas áreas e moléstias varreram através da vida vegetal e animal e as populações humanas. Todavia, a vida persiste. Ademais, descobriram-se fósseis praticamente idênticos a formas de vida atual. Apenas pequenas variações aparecem aqui e acolá, assim há leves variações em determinadas espécies de animais e vegetais em existência contemporaneamente.

      Como é possível esta surpreendente habilidade de sobreviver, visto que a vida parece tão frágil e visto que o organismo de reprodução depende de células microscópicas e é tão tremendamente complexo? Muito embora seja tão intrincado que é quase impossível de se crer, o processo reprodutivo é realmente tão estável que a maioria das criaturas vivas possuem todas as suas faculdades e funções. Por exemplo, a maioria dos bebês conseguem ver depois de nascer, e quase todos têm olhos, braços, pernas, órgãos internos, e mentalidade normais, e o bom uso de todas estas dádivas.

      Tudo isto testifica a sabedoria e a glória do Criador. A robustez e a persistência da vida por todos os séculos

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