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  • Perspectivas energéticas para o futuro
    Despertai! — 1980 | 8 de agosto
    • Perspectivas energéticas para o futuro

      O QUE reserva o futuro para um mundo faminto de energia? Qual das muitas fontes que examinamos é a que estaremos usando nos anos vindouros?

      A resposta a tal pergunta dependerá de quão longe no futuro desejará olhar. Devemos ter presente, também, que a humanidade acha-se agora no limiar duma “grande tribulação” que produzirá mudanças de longo alcance na sociedade humana.

      Caso seja uma pessoa mais idosa, talvez esteja muitíssimo interessada no que a próxima década, mais ou menos, trará. Em escala do futuro próximo, não existem meios de se fugir da crescente escassez. Já passou a época da energia barata e abundante. Talvez não espere ver isso de novo durante a sua vida. O petróleo se esgota. A energia nuclear talvez esteja pronta para fechar grande parte dessa lacuna, mas as disputas políticas a restringem. O carvão oferece o único alívio imediato, mas a relutância de se abrirem novas minas e fornecer os meios de transporte para ele significa que a crise somente se pode agravar.

      A luta desesperada de se obter maior quinhão nas reservas decrescentes do petróleo são apropriadamente simbolizadas pelas contendas e violência entre as pessoas que fazem filas nos postos de gasolina. Esta mesma atitude predomina nos confrontos entre as nações. Acusações iradas são trocadas entre os países produtores de petróleo, que exploram suas riquezas recém-descobertas, e os países industriais frustrados. Cada parte acusa a outra de ser culpada da galopante espiral inflacionária. Do lado dos produtores, os líderes se reúnem e discutem de quanto será o aumento nos preços. Do lado dos que o utilizam, os aliados se reúnem e discutem sobre como dividir um bolo que não é bastante grande para todos. Não surge nenhum remédio. Pareceria que a situação só tenderia a piorar.

      Caso seja uma pessoa mais jovem, talvez esteja interessado em olhar mais para adiante. Qual é a perspectiva energética para daqui a 25 ou 50 anos? À base das informações nos artigos precedentes, bem que poderá concluir que o quadro energético será brilhante de novo, naquele tempo. Se os problemas que afligem a energia nuclear puderem ser equacionados, é possível que preencha grande parte da necessidade. Mas parece muito mais provável que a energia solar, quer coletada diretamente como calor ou eletricidade, quer adquirida indiretamente por meio de máquinas eólicas, poderá ser uma das fontes energéticas principais no próximo século.

      Mas, quando falamos do século 21, talvez fique imaginando se a humanidade poderá sobreviver ao século 20, de forma a gozar a prometida abundância. Vê a desobediência à lei crescendo em todo nível da sociedade humana, às vezes chegando à beira da anarquia. Cada grupo de interesses estreitos clama pelos seus direitos pretendidos, desconsiderando os mais amplos interesses nacionais. As nações verificam ser cada vez mais difícil fazer acordos e cada vez mais fácil rompê-los.

      Neste panorama, a crise energética agrava ainda mais a “angústia de nações, não [se] sabendo o que fazer” quanto aos problemas que Jesus Cristo predisse que engolfariam o mundo neste século. (Luc. 21:25) Os esforços baldados, por parte dos líderes nacionais, para equacionar o problema energético se reduzem à paralisia. Seu fracasso confirma indisputavelmente a declaração da Bíblia de que o homem não possui a capacidade de governar a si mesmo. (Jer. 10:23) Os problemas são grandes demais para ele. Somente por meio da regência da terra por parte do reino de Deus é que virá a solução para os problemas do homem, inclusive a questão energética.

      A Bíblia mostra que o ‘temor e a expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada’ são bem fundamentados. (Luc. 21:26) Tais coisas vindouras incluem o fim completo das organizações políticas, econômicas e religiosas, abrindo caminho para a regência da terra por parte do reino de Jeová sob Cristo.

      Energia no Paraíso

      Se for alguém que aceita o ponto de vista da Bíblia, a questão sobre as fontes futuras de energia tem um significado que vai além da crise imediata. Está interessado no que o homem utilizará por 1.000 anos à frente, sim, pela eternidade.

      Não é nosso propósito, aqui, especular sobre os pormenores que somente o futuro revelará. No entanto, arrazoando sobre os princípios bíblicos, deduz-se que algumas formas de energia são mais compatíveis do que outras com o estilo de vida que esperamos prevaleça no novo sistema de coisas.

      Primeiro, considere que a terra deve transformar-se num paraíso. Não se permitirá que nada conspurque a beleza nem cause poluição naquele jardim edênico mundial. — Luc. 23:43; Rev. 11:18.

      Temos visto como o uso amplo do carvão deforma o panorama do interior, tanto onde ele é minerado como onde é queimado. Também, a mineração comercial do carvão é fisicamente perigosa e prejudicial à saúde dos mineiros. A poluição hodierna do ar é provocada mormente pelo uso excessivo dos combustíveis de petróleo. Os químicos descobriram que a grande variedade e complexidade das moléculas de hidrocarbonetos no petróleo fornecem um ponto de partida para a síntese de todas as espécies de substâncias úteis e maravilhosas. Realmente se mostra completa falta de apreço por este tesouro natural por queimá-lo de forma implacável.

      Lembre-se, também, de que não se permitirá que nada cause dano nem mesmo provoque o temor de desastre nos habitantes da terra. (Miq. 4:4) O potencial de causar dano, inerente ao uso da energia nuclear, pareceria torná-la indesejável para a nova terra.

      Considerando que o homem deverá viver para sempre na terra, seria de se esperar que a energia por ele utilizada proviesse de fontes que não sejam consumidas mais rápido do que se formem. (Sal. 37:29; Ecl. 1:4) Isto também eliminaria a extensiva queima de carvão ou petróleo, bem como a fissão do urânio. Favorece, ao invés, a utilização de fontes energéticas renováveis. Em Eclesiastes 1:5-7, destacam-se os ciclos da natureza, mediante os quais tudo é mantido e renovado. A energia usada pelo homem deve, logicamente, ser obtida das coisas que se enquadram nestes ciclos naturais, coisas que jamais se esgotarão. Observe que, nestes versículos de Eclesiastes, a luz solar, o vento e a água corrente são, cada um, especificamente mencionados como coisas que estarão continuamente disponíveis. (Observe também Jó 38:24-27.) Cada um deles pode ser usado como fonte energética constantemente renovável. Ademais, são limpos. Não poluem o meio ambiente natural. Sua utilização poderá ser enquadrada harmoniosamente no panorama.

      Outro ponto a considerar é que a exploração comercial dos recursos naturais para a obtenção de lucros não sobreviverá ao fim deste sistema de coisas. O incentivo para o desenvolvimento de várias fontes energéticas não será o amor ao dinheiro, e sim o amor ao próximo. (1 Tim. 6:10; Mat. 22:39) Este princípio colocará numa perspectiva completamente diferente a conveniência comparativa das várias fontes energéticas daquela que prevalece no atual sistema econômico.

      Finalmente, e acima de tudo, todos os que viverem reconhecerão sua dependência de Jeová quanto à vida e todas as boas coisas que tornam agradável a vida. Jeová é a Fonte básica da energia de todo tipo, e tal fonte é infinita e inesgotável. (Isa. 40:28-31) Como “Pai das luzes celestiais”, Ele é o Criador do sol, que fornece luz e calor incessantes, como Sua amorosa dádiva para a humanidade. — Tia. 1:17; Sal. 74:16.

      Jeová inventou o processo nuclear que fornece ao sol a sua energia. Ele o compreende e controla de modo perfeito. Ele o tem suprido de combustível por bilhões de anos à frente. Antes que tal combustível se esgote, poderá substituí-lo de forma tão fácil como nós tiramos uma roupa velha e colocamos uma nova. (Sal. 102:25, 26) Não haveria nenhuma crise de energia solar.

      Visto que Jeová é eterno, sua promessa de vida eterna a seus súditos obedientes não é uma promessa vã. Ele pode sustentar sua criação por tempo indefinido, sim, para sempre. (Sal. 104:5) Sob sua regência benévola, jamais teremos de nos preocupar quanto a onde é que encontraremos a energia para o futuro.

      [Destaque na página 14]

      O incentivo para o desenvolvimento de várias fontes energéticas não será o amor ao dinheiro, e sim o amor ao próximo.

      [Destaque na página 14]

      Jeová é a fonte básica da energia de todo tipo, e tal fonte é infinita e inesgotável.

  • Combustíveis fósseis
    Despertai! — 1980 | 8 de agosto
    • Combustíveis fósseis

      O PETRÓLEO e o carvão são chamados de “combustíveis fósseis” porque se crê que foram formados à base de remanescentes de plantas que cresciam há longas décadas. Parece que a matéria orgânica das plantas soterradas, longe do oxigênio atmosférico que causaria a decomposição comum, foi convertida em compostos de hidrocarbono. A grande pressão e as elevadas temperaturas sob a superfície da terra, operando em muitos milênios, são provavelmente os fatores essenciais à formação do petróleo e do carvão.

      Os hidrocarbonetos variam grandemente em hidrogênio em sua composição. O mais elevado é o metano, o principal constituinte do gás natural. Há menos hidrogênio nos complexos hidrocarbonetos líquidos que constituem o petróleo, e menos ainda no asfalto, que é sólido. Por fim, no carvão, todo o hidrogênio, exceto pequena porcentagem, foi eliminado pela temperatura e pressão mais extremas. Tais reações químicas já deveriam estar ocorrendo na terra muito antes da criação do homem.

      Caso tal entendimento da origem do petróleo e do carvão seja correto, a energia que contêm proveio, em primeiro lugar, do sol, fixando-se em compostos orgânicos, graças à fotossíntese, nas plantas verdes. Entretanto, se a formação destes combustíveis ainda se processa, certamente não acompanha o passo da sua utilização pelo homem.

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