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  • Desejosa de conhecer meu Grandioso Criador
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1971
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w71 1/7 pp. 408-411

Desejosa de conhecer meu Grandioso Criador

Conforme narrado por Anna E. Zimmerman

SOU grata pelos sessenta e três anos desde a dedicação de minha vida ao meu Grandioso Criador. Mais de cinqüenta e oito destes anos passei no Seu serviço de tempo integral. Quão grande foi este privilégio! Contudo, continuo a me lembrar da atitude correta recomendada por Cristo Jesus e expressa nas palavras: “Somos escravos imprestáveis. O que temos feito é o que devíamos fazer.” — Luc. 17:10.

Gostaria de saber o que me induziu a adotar a vida de ministro de tempo integral das “boas novas do reino”? Pois bem, eu nasci na aldeia de Blue Ball, na parte leste de Pensilvânia, E. U. A., em 1895, e fui criada na cidade vizinha de Nova Holanda. Foi ali, na minha infância, ao admirar muitas vezes a beleza dos céus estrelados, que começou a desenvolver-se meu desejo de conhecer melhor meu Grandioso Criador. Igual a Davi, da antiguidade, maravilhava-me ver ‘os céus declarar a Glória de Deus’. Mas como poderia eu chegar a conhecê-lo melhor? Meus pais não tinham conhecimento dos propósitos de Deus. Não sabiam nem mesmo se ele tinha nome. — Sal. 19:1.

À PROCURA DE SABER

Em pouco tempo me dei conta de que meu pai também estava à procura da verdade a respeito de Deus e seus propósitos. Muitas vezes eu ouvia suas observações a mamãe: “Sei que nós não conhecemos a verdade sobre a Bíblia, mas sei que alguém, em alguma parte, a conhece, e eu vou procurar até encontrá-la”. Ele ia cada domingo a uma igreja diferente, continuando ali após os ofícios para fazer perguntas aos ministros sobre o “inferno”, “a imortalidade da alma” e a “trindade”. Ao voltar para casa, mamãe e eu perguntávamos: “Achou a verdade?” Sua resposta sempre foi: “Não.”

Lembro-me de correr atrás duma senhora e seu marido que se dirigiam à estação da estrada de ferro. Acontece que haviam deixado um tratado na nossa porta, e quando o entreguei a papai, ele disse: “Pode ser que eles tenham a verdade.” Isto foi o suficiente. Corri atrás deles, e quando os alcancei, tomei a senhora pela mão e os convidei a voltarem, porque “papai disse que pode ser que tenham a verdade sobre a Bíblia”. Pode imaginar a surpresa deles?

Até mesmo lhes ofereci acomodações para a noite, jantar e café da manhã. A senhora perguntou quantos anos eu tinha. Respondi: “Tenho nove anos.” Não se pode culpá-los por não terem aceito o convite.

NA TRILHA CERTA

No começo da primavera seguinte, em 1905, apresentou-se no escritório de meu pai um Estudante da Bíblia procurando emprego. Ele recebeu o emprego e nós recebemos a verdade. Papai o trouxe para casa certo dia, para o almoço, e o apresentou a nós. Quão emocionada fiquei quando ouvi papai dizer: “Por fim achamos a verdade!” Parece que estiveram palestrando sobre a Bíblia desde as sete horas daquela manhã. Tive a alegria de presenciar a palestra durante o resto do dia e pela noite adentro. Finalmente soubemos que o nome de Deus é Jeová e que ele tem uma congregação na terra.

Pouco depois soubemos que Charles T. Russell, primeiro presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos E. U. A.), ia fazer uma viagem pelo Canadá e pelos Estados Unidos, falando sobre o tema palpitante de “De Ida e Volta ao Inferno”. Fizeram-se arranjos para nossa cidade de Lancaster ser incluída no seu itinerário. A conferência foi bem anunciada, até mesmo por cartazes na parte dianteira de cada bonde, apresentando o título incomum, para o divertimento de muitos. Mas a Ópera ficou superlotada e manifestou-se tanto interesse, que pouco depois se organizou uma congregação.

Parentes, amigos e muitos outros ficaram logo interessados e dedicaram sua vida a Jeová. Eu fui batizada em 1907, em símbolo de minha dedicação. Isto aconteceu em Norfolk, na Virgínia, onde o discurso de batismo foi proferido pelo Pastor Russell.

Meu objetivo seguinte era o de entrar no ministério de tempo integral como publicadora “pioneira” das “boas novas”. Mas, ainda tinha de cursar a escola por alguns anos. Aproveitei o tempo por estudar regularmente a Bíblia. Eu gostava de ler especialmente A Sentinela, conforme recebia cada número. Muitas vezes eu as lia em voz alta para minha mãe, enquanto ela preparava frutas e legumes para serem enlatados ou fazia outras tarefas caseiras. E que banquete diário nós tínhamos assim!

Por volta deste tempo nos mudamos para a cidade de Lancaster. Ali eu participava na distribuição de tratados. Costumávamos levantar-nos cedo domingo de manhã, deixar tratados debaixo de cada porta e voltar para casa em tempo para o almoço e para nos prepararmos para assistir ao nosso estudo da Bíblia. Muitas vezes distribuíamos tratados também ao viajarmos de trem. Isto resultou em muitas experiências interessantes. Passei as minhas últimas duas férias escolares visitando os lares das pessoas com os compêndios bíblicos intitulados “Estudos das Escrituras”, publicações encadernadas que deixávamos a preço de custo com os interessados.

MINISTÉRIO DE TEMPO INTEGRAL

Em janeiro de 1912 entrei no ministério de tempo integral como colportora, como se chamavam então os publicadores “pioneiros”. Era maravilhoso ter “sempre bastante para fazer na obra do Senhor”! (1 Cor. 15:58) E passar-se a vida nisso sempre mantinha a mente disposta a fazer mais e mais pesquisa das características, dos princípios e dos propósitos do Criador. Parecia que se estava realmente andando e comunicando com Jeová. E quanta alegria dava ‘contar de dia em dia as boas novas da salvação por ele’! — Sal. 96:2.

Meu primeiro território designado incluía Iorque, na Pensilvânia, e várias outras cidades. Num lugar surgiu um verdadeiro problema — não havia ninguém em casa, em casa após casa, numa grande área. Quase todo o mundo trabalhava numa fábrica de cigarros. A solução do problema era falar com os gerentes da fábrica e obter permissão para falar brevemente com cada empregado. Aceitaram-se pedidos pelos três volumes dos Estudos das Escrituras. Daí, a expectativa. No dia de pagamento, cumpririam seu trato os que haviam feito os pedidos? Felizmente, a maioria o cumpriu.

Numa designação, sem o saber, aluguei um quarto numa casa mal-assombrada. Certa noite, voltando para casa mais cedo do que de costume e verificando que os outros moradores ainda estavam de férias, dirigi-me ao meu quarto no terceiro pavimento. Quando fechei a porta atrás de mim, ouvi um som fantástico — algo parecido aos passos pesados dum animal enorme subindo as escadas em direção ao meu quarto. Daí vi a maçaneta da porta mover-se. Quão grata fui naquele momento lembrar-me de ter lido muitos anos antes o folheto da Sociedade Torre de Vigia sobre “Espiritismo”.

Orei logo a Jeová pedindo proteção. Tomei a Bíblia, e, encarando a porta, bati com o pé para dar ênfase e disse em tom claro e positivo: “No nome de Jeová exijo que vá embora e nunca mais volte!” Pude ouvir logo movimentos indistintos no corredor, depois se abriu uma janela e houve o som duma forte brisa, e a janela se fechou novamente com estrondo. Quão grata fui a Jeová pelo conselho e pela ajuda que proveu por meio de sua congregação! Decidi nunca negligenciar nenhuma informação provida por ele tão amorosamente.

Em fins de outono de 1933, tive a alegria de ver meus pais se juntarem a mim no serviço de tempo integral. De fato, ficaram nele fielmente até o fim de sua carreira na morte. Suas observações freqüentes indicaram que o serviço de pioneiro constituía os anos mais felizes deles.

ALEGRIAS DE PIONEIRA ESPECIAL

Em 1942 fui convidada para o serviço de pioneira especial, o que significa gastar 150 horas por mês na pregação da Palavra de Deus e organizar o maior número de estudos bíblicos possível. Ainda tenho este privilégio — às vezes plantando semente e outras vezes regando a semente já plantada. É sempre emocionante dar-se conta de que ‘Deus o faz crescer’. (1 Cor. 3:7, 9) Por quê? Porque isto nos torna realmente colaboradores de Deus! Quão maravilhoso é conhecê-lo tão bem!

Em Williamsburg, na Virgínia, tive o privilégio de ter uma parte pequena na formação duma nova congregação de adoradores de Jeová. Dirigi ali dois estudos bíblicos com famílias nas quais os maridos acabavam de sair do exército, e então ambas as famílias se mudaram para o Oeste longínquo. Contudo, ambas foram procurar as testemunhas de Jeová e continuaram a estudar nos seus novos lares, no Oeste. E onde acha que me encontrei novamente com elas? Sim, numa das nossas grandes assembléias em Nova Iorque. Ambos os casais já se batizaram, e um marido e esposa estão no ministério de pioneiro.

ANJOS DA GUARDA

Quanto mais cheguei a conhecer meu Criador, tanto mais confiança adquiri no cuidado protetor que ele tem com os que o servem de coração. Precisa-se ter fé para se enfrentar com bom êxito as muitas experiências encontradas na obra da pregação do Reino. Mas Jeová garante: “O anjo de Jeová acampa-se ao redor dos que o temem, e ele os socorre.” — Sal. 34:7.

Lembro-me vividamente de certa experiência que tive, em que realmente precisei ter fé nesta promessa. Aconteceu em Culpeper County, na Virgínia. Enquanto eu estava sentada no meu carro, terminando de tomar meu lanche e absorta na leitura dum exemplar da Sentinela, percebi de repente dois braços longos estendendo-se para dentro do carro, uma das mãos perto do meu pescoço e a outra atrás da minha nuca, com os dedos curvos para me agarrar. Pedi imediatamente a ajuda de Jeová. O homem alto ficou imóvel.

Enquanto eu me virava para por meu pescoço fora do alcance dele, mantive a mente dele ocupada por dizer-lhe que eu costumava ler a Sentinela enquanto tomava meu lanche e que gostei muito do artigo que acabei de ler sobre as bênçãos que o reino de Cristo trará em breve, condições em que ninguém ferirá ou amedrontará a outro. Tendo meu pescoço então já livre, mas com os braços dele ainda dentro do carro, dei partida ao carro e disse: “Preciso ir agora. Gostei de falar com o senhor.” Com isso ele retrocedeu, deixou os braços cair e a última coisa que vi dele no espelho retrovisor era ele estar parado lá feito estátua de pedra.

Lembrei-me por muito tempo desta experiência, mas ela teve o efeito de me dar um sentimento de relação mais íntima com o Criador. Eu sabia que Deus protege seus servos e lhes dá forças para agüentar os males.

Olhando para trás, para os anos gastos em me familiarizar com Jeová, poderia contar muitas experiências alegres. Fui pioneira em onze estados diferentes, bem como no Distrito de Colúmbia. Tenho presenciado o aumento constante da família dos adoradores de Jeová, ao ponto de haver hoje centenas de milhares que têm a esperança de serem poupados durante o Armagedom deste mundo iníquo e viverem para sempre neste belo lar terrestre.

No entanto, posso compreender que há ainda muito a aprender sobre o Criador amoroso. No coração, ainda sou aquela menininha olhando para o céu estrelado e se perguntando a respeito do Grandioso que fez tudo tão bem, tão belo e tão deleitoso para os olhos de seus filhos e de suas filhas na terra. Nunca quero renunciar ao precioso tesouro de servir meu Criador. O desejo do meu coração foi bem expresso pelo salmista: “Uma coisa pedi a Jeová — é o que procurarei: Morar na casa de Jeová todos os dias da minha vida, para contemplar a afabilidade de Jeová e olhar com apreciação para o seu templo.” — Sal. 27:4.

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