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  • g78 22/8 pp. 17-20
  • A exploração dos céus em casa mesmo

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  • A exploração dos céus em casa mesmo
  • Despertai! — 1978
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Despertai! — 1978
g78 22/8 pp. 17-20

A exploração dos céus em casa mesmo

Do correspondente de “Despertai” na Austrália

COM o advento da televisão em muitas partes do mundo, as alegrias da criação, da exploração ou da aventura diminuíram. O entretenimento assume grande parte do tempo de lazer que muitos têm. No entanto, a emoção de buscar novos conhecimentos e explorar além das fronteiras conhecidas é algo que moveu os homens a arriscar sua riqueza e até mesmo sua vida.

Gostaria de explorar as crateras e montanhas lunares, ou chegar a conhecer melhor os planetas de nosso sistema solar? Que dizer de examinar mais de perto a galáxia Via-láctea, da qual nosso sol faz parte, ou a ampla galáxia de Andrômeda, que dista 1.500.000 anos-luz?a

Estas são algumas das coisas excitantes que se oferecem a milhares de pessoas e famílias que aproveitam o tempo para explorar os céus com a ajuda dum binóculo ou dum pequeno telescópio. Deste modo, conseguem ver dezenas de milhares de mais estrelas do que apenas as 2.000, mais ou menos, que a pessoa normalmente vê a olho nu numa noite clara; e com muito mais pormenores! O que parece ser à vista desarmada uma simples estrela tornam-se duas ou mais. Os pormenores das crateras lunares, os anéis de Saturno e os aglomerados profusos de estrelas se tornam visíveis.

Obter um Telescópio

Um simples binóculo lhe revelará muita coisa, mas, se almeja explorar mais as coisas, precisará de pequeno telescópio. Há dois tipos comumente disponíveis dos fabricantes comerciais: os refratores, baseados em lentes, de 5 a 13 centímetros de diâmetro, e os refletores, com base num espelho, com de 10 a 30 centímetros de diâmetro. Tendo o mesmo diâmetro, os refletores pesam menos, são mais curtos, mais fáceis de transportar e guardar, e geralmente custam menos que os refratores.

A finalidade dum telescópio é juntar tanta luz quanto seja possível, bem como ampliar. Um sistema de 5 centímetros canaliza para o olho cerca de 60 vezes mais luz do que o olho normalmente capta. Um de 7,60 centímetros capta 140 vezes mais luz. Um telescópio maior fornece uma imagem mais brilhante, com mais pormenores, porém é mais custoso. Quer compre um novo quer de segunda mão, é sábio obtê-lo primeiro a título de experiência, se possível.

Por outro lado, talvez prefira fabricar seu próprio telescópio e sua base aí mesmo em sua casa. Isto pode ser feito de forma barata e sem despender muito tempo. A pessoa interessada em fazer um telescópio deve comprar lentes apropriadas, mas poderá improvisar o resto. Há também disponíveis telescópios para armar, a um custo bem menor. Um bom livro de astronomia para amadores pode ajudá-lo a construir e a testar um telescópio.

Observar o Sol

Poderá explorar o sol com um telescópio? Sim! MAS TENHA CUIDADO! Jamais, sob nenhuma circunstância, deve olhar diretamente para o sol com um telescópio ou binóculo. Poderia ficar permanentemente cego! No entanto, é possível projetar a imagem do telescópio numa tela, e reduzir outras luzes que incidem sobre ela. Isto permite explorar a superfície solar. Caso faça isso, não demorará muito até fazer uma interessante descoberta. A superfície do sol não é de jeito nenhum brilhante! Possui algumas manchas escuras.

Estas são as “manchas solares”. Algumas são muito maiores do que a terra. Compõem-se de gás que é mais frio do que o resto da superfície solar, embora as manchas solares possam atingir cerca de 4.000 graus centígrados. Podem surgir, sumir e mudar de formato, e sempre alteram sua posição devido a que o sol gira uma vez em seu eixo em pouco menos de um mês. Alguns acham interessante fazer a plotagem do avanço das manchas solares.

A cada 11 anos, mais ou menos, há um período de atividade máxima das manchas solares. O próximo é esperado para 1980. Sim, há muito a observar e aprender sobre nosso sol. Mas, lembre-se: TENHA CUIDADO!

Explorar a Lua

Talvez ache interessante examinar bem nosso vizinho mais próximo, a lua. Excelente ocasião para isto é durante o quarto crescente e até a meia-lua. Nessa ocasião, longas sombras tornam ainda mais claro o seu panorama. Uma espiada no telescópio revelará montes escarpados e majestosos na superfície lunar. Há também planícies onduladas (que, outrora, imaginava-se serem mares), crateras gigantescas, penhascos recortados e toda sorte de outros marcos panorâmicos. Mas nem sequer uma gota d’água!

O homem também descobriu que o solo lunar contém os mesmos elementos que o da terra, mas em proporções diferentes. E, contrário a algumas concepções populares errôneas, a lua possui uma das mais escuras superfícies de qualquer corpo do sistema solar; só reflete 7 por cento da luz que incide sobre ela. Todavia, isso basta para fornecer uma iluminação suave e agradável à noite, para os habitantes da terra. Isto sublinha sua finalidade bíblica declarada de ser o “luzeiro menor para dominar a noite”. — Gên. 1:16.

Passando Para os Planetas

Embora os planetas estejam muito mais distantes, ainda há muita coisa interessante sobre eles a se explorar.b Vênus, amiúde chamado de “estrela” da alva ou vespertina, é um bom começo. Na maior parte do tempo, pode-se vê-lo durante os fins da manhã ou nas primeiras horas da noitinha. Fazer isso revelará que Vênus tem suas fases, assim como nossa lua.

Júpiter é, usualmente, o mais brilhante logo em seguida. É o maior planeta de nosso sistema solar, tendo cerca de 140.000 quilômetros de diâmetro. Este planeta possui 13 luas conhecidas, quatro das quais poderá localizar com pequeno telescópio. No entanto, elas talvez brinquem “de esconde-esconde”, por alterar posições, ou por uma ou duas delas desaparecerem por algum tempo, à medida que tais luas percorrem sua órbita em torno de Júpiter. Poderá ver os cinturões de Júpiter bem como sua misteriosa mancha vermelha.

Daí, há Saturno, emocionante obra-prima da criação de Deus, com seu lindo sistema de anéis. Este magnífico conjunto de três anéis de brilho variado, segundo se pensa, é composto de milhões de diminutas partículas, cada uma se comportando como um satélite do planeta. São um espetáculo e tanto!

O planeta vermelho-brilhante, Marte, com suas calotas polares de gelo, também é intrigante. Mas com pequeno telescópio poderá estudá-lo em pormenores apenas a cada dois anos, quando se aproxima mais da terra. Se não viu Marte em 1977, será necessário esperar até 1979.

Muito Mais Para se Ver

Depois de explorar nosso sistema solar, a pessoa poderá prosseguir muito além, penetrando nas profundezas do espaço. As estrelas! Quão lindas são, penduradas como jóias brilhantes tendo por fundo o negrume da noite! No caso de algumas, verificará que aquilo que parece ser apenas uma estrela são, realmente, duas ou mais, bem juntas.

Alfa Crucis (Acrux ou Estrela de Magalhães), a estrela mais brilhante do Cruzeiro do Sul, e Beta do Cisne, da constelação Cisne, são exemplos. Esta última consiste numa estrela amarela com uma menor, azul, girando em torno dela. Manchas brumosas no céu provam ser grandes números de estrelas aglomeradas. E quão emocionante é descobrir as cores deleitosas destes corpos celestes, indo do vermelho brilhante ao dourado, verde e azul. Quão verídicas as palavras dum inspirado escritor bíblico, expressas sem o auxílio dum telescópio: “Estrela difere de estrela em glória.” — 1 Cor. 15:41.

Também é fascinante pensar que muitas das estrelas que vemos se acham a milhares de anos-luz de distância. Isso significa que as pessoas as vêem, não como elas são agora, mas como eram quando a luz partiu delas, há tanto tempo atrás. Por exemplo, quando os astrônomos chineses, em 1054 E. C., observaram uma estrela explosiva na constelação de Touro, observavam um evento que ocorrera em cerca de 3500 A. E. C., durante a vida de Adão. O tempo e a distância estreitam os limites da compreensão, ao explorar o universo.

De novo, considere a galáxia de Andrômeda. Esta é conhecida como o objeto mais distante que pode ser observado à vista desarmada. Acha-se a cerca de quatorze quintilhões (14.000.000.000.000.000.000) de quilômetros de distância de nós. Ao olharmos, hoje à noite, aquele apagado brilho nebuloso em Andrômeda, a luz que atinge nossos olhos está terminando uma jornada que começou há um milhão e meio de anos atrás. Quão longe se pode ver numa noite clara! Trata-se de espantosa constatação, quase como se a pessoa estivesse olhando a eternidade.

O escopo para a exploração é ilimitado. Sempre há a emoção de se ver uma gigantesca bola de fogo acender-se nos céus, ou uma “estrela cadente ou fugaz” (um meteoro) deixar uma trilha ardente no meio das trevas. Tem-se calculado que, num período de 24 horas, em toda a terra, podem-se ver 90 milhões de rastros de meteoros, embora muitos sejam apenas momentâneos. Amiúde podem ser vistos bem cedo da manhã, porque então a parte da terra, onde se mora, está virada para sua jornada ao redor do sol e confronta os meteoros. Em certas ocasiões do ano, ocorrem espetaculares exibições de meteoros, à medida que a terra abre caminho por uma corrente de meteoros que giram, eles próprios, ao redor do sol.

Ocasionalmente, talvez tenha até a oportunidade de ver um eclipse parcial do sol ou da lua, ou até mesmo a rara ocorrência de um eclipse total, como aconteceu na Austrália, em 1976.c E não olvide os satélites artificiais que a tecnologia humana teve êxito em lançar em órbita. Em Sídnei, Austrália, pode-se ver 12 destes, cada semana, à vista desarmada. Lunetas servirão para um exame mais de perto.

Explorar os céus em casa pode dar grande satisfação aos jovens e aos adultos. Quer a pessoa observe à vista desarmada, quer explore os céus em maior profundidade, não se pode deixar de ecoar as palavras registradas no Salmo 8:3, 4: “Quando vejo os teus céus, trabalhos dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste, que é o homem mortal para que te lembres dele, e o filho do homem terreno para que tomes conta dele?”.

[Nota(s) de rodapé]

a Um “ano-luz” é a distância que a luz percorre num ano, à velocidade de 299.338 quilômetros por segundo. Um único ano-luz equivale a cerca de 9.460.000.000.000 de quilômetros!

b Veja Despertai! de 22 de dezembro de 1975, páginas 12 a 16, para mais pormenores.

c Veja Despertai! de 22 de setembro de 1977, páginas 16-19, para os pormenores.

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