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O fascinante mundo do tradutorDespertai! — 1982 | 8 de março
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muita divergência de opinião quanto ao que é considerado fiel. Alguns sustentam que uma tradução fiel deve conservar a forma do original — seu estilo particular, a escolha de palavras e expressões, a linguagem figurada, a construção gramatical, e assim por diante. Porém, dadas as diferenças de língua, isto é mais fácil de dizer do que de fazer.
Veja, por exemplo, a expressão inglesa “preciosa como a maçã dos olhos”. Pode imaginar o problema que isso cria para o tradutor que lida com uma língua e uma cultura onde não existem maçãs? Mesmo que exista a palavra “maçã”, a expressão pode ser completamente sem significado e até estranha para o leitor. Por outro lado, em algumas línguas, como em português, uma expressão equivalente é “preciosa como a menina dos olhos”. Mas, é a prerrogativa do tradutor fazer tais mudanças, visando dar a idéia correta ao leitor?
Problemas como este levam alguns a argumentar que o conteúdo da mensagem é mais importante do que a forma, e, a fim de preservar o conteúdo e criar a mesma impressão e reação no leitor, a forma deve ser mudada. Portanto, a forma ou o conteúdo — qual? Este é o dilema com que se depara cada tradutor.
O Que Pode Ajudar?
Se você é ou deseja ser tradutor, o que pode fazer para se preparar? É óbvio que, primeiro de tudo, precisa conhecer bem as línguas com que trabalha. Mas o que significa conhecer bem uma língua? Visto que uma língua não pode ser separada de seu fundo cultural, um bem conhecido tradutor profissional da Europa sugere que um tradutor deve cultivar “a habilidade de perceber alusões feitas a citações, o que foi tomado emprestado da literatura clássica em questão, seus provérbios, seus regionalismos”. Ele recomenda que “aquele que traduz do inglês deve estar familiarizado pelo menos com a Bíblia, com Shakespeare, com Alice no País das Maravilhas e com as mais comuns histórias infantis em verso”.
Você pode também preparar-se por ficar familiarizado com o povo para o qual traduz. Misture-se com eles e fale com eles. Ouça o que dizem e observe como pensam. Serão capazes de compreender palavras complicadas, ou estrangeiras? Ou deve antes usar expressões que lhes são mais familiares?
Ler boa literatura, tanto o original como as traduções, é de muita ajuda. Pode ser muito instrutivo comparar o original com a tradução e, assim, aprender o que fazem os profissionais. Lembre-se de que, também, uma língua nunca é estática; ela se desenvolve e se modifica. Portanto, o tradutor deve estar alerta quanto a novas tendências e novo vocabulário.
Como em tudo, a prática traz melhorias. Para fazer progresso, entretanto, são valiosas as críticas para melhoria e as sugestões de alguém qualificado. E, naturalmente, você deve estar disposto a aceitá-las e a aplicá-las — humilde e pacientemente. Dominar a habilidade de traduzir é um processo interminável. É muito parecido à arte. Só se pode ensinar até certo tanto; o resto depende de você.
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O exercício diminui ataques cardíacosDespertai! — 1982 | 8 de março
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O exercício diminui ataques cardíacos
Uma pesquisa sobre homens de meia-idade, feita por diversos anos, revelou que os que fizeram exercícios vigorosos tinham menos de metade das doenças cardíacas coronárias que tinham os que não fizeram exercícios. Há teorias sobre por que se dá isso, mas a evidência ainda não é conclusiva. A conclusão prática é que o exercício vigoroso é bom para a pessoa.
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