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A moderna embalagem de alimentos — boa ou má?Despertai! — 1974 | 8 de março
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numa sociedade agrícola. As pessoas não se concentrariam nas grandes cidades. Mas, cada família comeria aquilo que crescesse por si. Maçãs, pêras, pêssegos, cenouras frescas, e assim por diante, todas viriam em sua ‘embalagem natural’. Tal embalagem amiúde pode ser comida! Algumas podem ser usadas de outras formas. Por exemplo, o coco dá leite e a polpa. Mas, a parte externa do fruto pode ser usada para fazer corda de fibra, esteiras e coisas semelhantes. As cascas da laranja e do limão são usadas para fazer doce; a casca da melancia se torna deliciosa conserva. Cascas e outros “resíduos” das embalagens naturais se decompõem num período de tempo e, assim, voltam ao solo como fertilizantes naturais.
Mas, permanece o fato de que, hoje em dia, milhões de pessoas não vivem numa sociedade agrícola. Para elas, as embalagens têm sido boas — por meio delas, têm-se alimentado. Os problemas, como a destruição dos restos, que as embalagens trazem, precisa ser considerado parte do preço para se realizar essa tarefa. Sem dúvida persistirá até que os homens de novo vivam mais achegados à terra.
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Inesperada bênção por manter o domínio de siDespertai! — 1974 | 8 de março
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Inesperada bênção por manter o domínio de si
O AUTODOMÍNIO é um fruto do espírito de Deus. (Gál. 5:22, 23) Mantê-lo sob circunstâncias bem desagradáveis pode causar favorável impressão aos observadores e até mesmo movê-los a virem a conhecer a Fonte desta elogiável qualidade. Esta foi a experiência de uma das testemunhas cristãs de Jeová na Califórnia. Relata ele:
“Acordei cedo certa manhã. Visto que era feriado e não tinha de trabalhar, decidi fazer uma caminhada pelo quarteirão. Ao virar a esquina, perto da casa de meu vizinho, notei-o de pé no quintal. Tendo-o conhecido antes, levantei o braço e disse: ‘Bom dia, Don, como está passando hoje?’
“Antes que ele pudesse responder, um comprido objeto escuro veio correndo pelo quintal e pulou a cerca e começou a me morder furiosamente nas pernas. O instinto fez com que eu cobrisse o rosto com os braços. Imediatamente, Don correu para o meu lado. O comprido objeto escuro resultou ser sua cadela Doberman. Ela entendeu errado meu gesto de saudação como significando um ataque a Don. Antes de ele conseguir acalmá-la, e arrancá-la de perto de mim, ela já havia dado umas boas mordidas em mim e estraçalhado minhas calças ao fazer isso.
“Naturalmente, fiquei abalado com o triste ocorrido e também ficou Don. Mas, foi aqui que entrou em cena a qualidade do domínio de mim mesmo. Ao invés de estourar com o incidente, verifiquei que estava confortando Don e explicando-lhe que a cadela só tinha agido para proteger seu amo de dano aparente. Depois de verificar que a cadela tinha sido devidamente vacinada contra raiva, parti dolorosamente de volta para minha casa, onde entrei em imediato contato com um médico que pensou minhas feridas e me deu uma injeção antitetânica.
“Pouco depois, ouvi alguém bater à minha porta. Ao abri-la, encontrei Don. Convidei-o a entrar, e ele logo perguntou como eu passava depois da visita do médico, e assim por diante. Depois de uma palestra casual, ele disse: ‘Suponho que você quererá que eu mande matar minha cadela ou talvez pegará no seu revólver e a matará você mesmo.’ De novo o convenci que não nutria nenhum ressentimento contra ele ou sua cadela. Ele ficou atônito. Não podia crer que eu tinha tanto domínio de mim mesmo e não lhe pagaria mal por mal. Calmamente lhe expliquei que, como uma das testemunhas de Jeová, cultivava as qualidades do espírito de Deus e que era apenas por meio do estudo e por colocar em prática o que eu aprendia que conseguira demonstrar autodomínio neste incidente.
“Poucos dias depois, minha esposa visitou este vizinho e deixou as revistas A Sentinela e Despertai! com a esposa de Don, Mary. Pouco depois, iniciamos um estudo bíblico com a família. Don observava vez após vez que qualquer homem que pudesse controlar a si mesmo sob tais condições adversas tinha que ter algo em seu favor.”
Qual foi o resultado de tudo isso? Agora, como testemunhas batizadas de Jeová, Don e Mary também apreciam que demonstrar a qualidade do domínio de si é vital para o cristão.
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