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  • A felicidade da “nação cujo Deus é Jeová”
    A Sentinela — 1969 | 15 de junho
    • 33:12? Qual, realmente, é a nação “feliz”, o povo ‘escolhido’? Seremos ajudados a descobrir isso, se olharmos para trás, para a nação de que o escritor inspirado do Salmo 33 era membro, pois ele escreveu a respeito de sua própria nação. Esta, desde o início de sua história nacional, fora favorecida com libertações miraculosas por parte deste Deus que é o único a ter o nome Jeová. Que libertação dramática foi aquela logo por ocasião do nascimento dessa nação, quando foi liberta do cativeiro e da escravidão do Egito, após ter celebrado a Páscoa no ano 1513 A. E. C., seguida, poucos dias depois, por aquela libertação notável através do leito seco do Mar Vermelho, para a península de Sinai, ao passo que as forças militarizadas dos egípcios foram afogadas como ratos nas águas do mar, que voltavam! Nenhuma outra nação, na história antiga ou moderna, pode indicar tal libertação, ou algo parecido, em sua história nacional. A margem oriental do Mar Vermelho foi o cenário de grande felicidade para a nação milagrosamente salva. Deveras, Jeová Deus a havia escolhido! — Êxo. 12:1 a 15:21.

      8. Quando foi o povo sob Moisés organizado em nação, e qual foi o primeiro mandamento que Deus lhes deu?

      8 No terceiro mês após a sua libertação do Egito, este povo, sob a liderança do profeta Moisés, foi reunido ao sopé do monte Sinai, na península arábica. Ali foi realmente organizado como nação, separada e distinta de todas as outras nações da terra. Ali teve o favor de ouvir a voz de Deus declarar os famosos Dez Mandamentos, fornecendo-se depois estes Dez Mandamentos em forma escrita, em tábuas de pedra, cuja escrita não foi feita pelo profeta Moisés, mas pelo “dedo de Deus”. Estes Dez Mandamentos eram as primeiras leis do contrato ou pacto legal feito entre a nação e seu Libertador celestial. O Primeiro destes Dez Mandamentos insistia em que Ele fosse seu Deus. Rezava: “Eu sou Jeová, teu Deus, que te fiz sair da terra do Egito, da casa dos escravos. Não deves ter quaisquer outros deuses em oposição à minha pessoa.” Nenhum outro deus participara na sua libertação, e, por isso, Jeová tinha o direito de exigir sua devoção exclusiva. — Êxo. 19:1 a 20:18.

      MORTE E RENASCIMENTO DUMA NAÇÃO

      9. Como pôde aquela nação continuar no seu estado feliz, e como lhe ajudou Jeová?

      9 Enquanto a nação se apegava a Jeová, como seu Deus, ela foi feita feliz. Enquanto cumpria seu contrato ou pacto nacional, conforme mediado pelo profeta Moisés, prosperava na terra que manava leite e mel, a que seu Deus a levara em 1473 A. E. C. Era só quando eles violavam as leis e os mandamentos de seu pacto nacional, e se voltavam para os deuses falsos das nações circunvizinhas, que entravam em dificuldades. Fiel ao seu pacto, Jeová Deus suscitava juízes especiais para libertá-los da mão dos seus inimigos. Suscitava seus profetas francos, destemidos, para avisá-los contra a tolice do proceder errado e contra as terríveis conseqüências que resultariam dele. Visto que a nação vacilava entre a adoração do único Deus vivente e verdadeiro e a dos deuses falsos, demoníacos, ela tinha seus altos e baixos. Por causa da bondade de Deus para com a nação, seu segundo rei, a saber, Davi, filho de Jessé, de Belém, escreveu: “Feliz o povo cujo Deus é Jeová!” — Sal. 144:15.

      10. Quando atingiu seu apogeu a felicidade dessa nação, mas que eventos levaram à queda da nação como nação “feliz” de Deus?

      10 Esta felicidade do povo escolhido de Deus atingiu seu apogeu durante o reinado do filho e sucessor de Davi, o Rei Salomão, de Jerusalém. (1 Reis 4:20-25) Esta felicidade da nação foi perdida com a rendição dos regentes e do povo à adoração de ídolos e de demônios. As regenerações de curta duração, de tais relapsos na adoração falsa, não se mostraram suficientemente cabais para salvar a nação do desastre contra que Jeová Deus os avisara de antemão, nos termos de seu pacto solene com a nação. No seu próprio tempo declarado, ele manobrou a derrubada da linhagem escolhida de seus reis, a destruição da cidade capital de Jerusalém e a desolação de seu território nacional, a destruição de seu famoso templo, construído pelo Rei Salomão, em Jerusalém, e a deportação de um restante de sobreviventes para a longínqua terra de Babilônia.

      11. Que esforços fez Jeová para salvar seu povo, mas que atitude adotou este?

      11 Não se pode zombar de Jeová por tempo ilimitado, nem mesmo a nação e o povo que professa tê-lo por Deus. este fato é salientado em 2 Crônicas 36:15-21, que descreve os últimos dias da nação livre, independente. Lemos ali: “E Jeová, o Deus de seus antepassados, enviava contra eles avisos por meio dos seus mensageiros, enviando-os vez após vez, porque teve compaixão do seu povo e da sua habitação [o templo]. Eles, porém, caçoavam continuamente dos mensageiros do verdadeiro Deus e desprezavam as suas palavras, e zombavam dos seus profetas, até que subiu o furor de Jeová contra o seu povo, até que não havia mais cura.

      12. Descreva o fim dessa nação, que tivera a bênção de Deus.

      12 “Portanto, fêz subir contra eles o rei dos caldeus, que passou a matar os seus jovens à espada, na casa do seu santuário, tampouco teve ele compaixão com o jovem ou com a virgem, com o velho ou com o senil. Tudo Ele lhe entregou na mão. E todos os utensílios, grandes e pequenos, da casa do verdadeiro Deus, e os tesouros da casa de Jeová, e os tesouros do rei [Zedequias] e dos seus príncipes, tudo ele levou a Babilônia. E passou a queimar a casa do verdadeiro Deus e a demolir a muralha de Jerusalém; e queimou com fogo todas as suas torres de habitação e também todos os seus objetos desejáveis, para causar a ruína. Além disso, ele levou cativos a Babilônia os que foram deixados pela espada, e eles vieram a ser servos dele e dos seus filhos até o comêço do reinado da realeza da Pérsia; para se cumprir a palavra de Jeová pela boca de Jeremias, até que a terra [de Judá] tivesse saldado os seus sábados. Todos os dias em que jazia desolada, guardava o sábado, para cumprir setenta anos.” — Compare isso com 2 Reis 24:20 a 25:26.

      13. Que efeito teve a destruição de Jerusalém sobre o nome de Jeová e sobre o povo de Deus?

      13 Com esta derrubada de seu reino, a destruição de Jerusalém e de seu templo de adoração, a desolação de toda a terra de Judá e o exílio do restante dos sobreviventes em Babilônia, morreu a nação. Visto que se sabia internacionalmente que seu Deus era Jeová, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, este desastre nacional trouxe grande vitupério sobre o nome e a reputação de Jeová. No que se referia aos exilados em Babilônia, sua esperança ficou parecida a um vale cheio de esqueletos secos, desconjuntados, sem poder humano para uma ressurreição. (Eze. 37:1-12) Sua pátria nacional, em Judá e Jerusalém, não era mais a “terra” de um povo com nacionalidade, que levasse correspondentemente o nome de “terra de Judá”. Ela se tornou uma terra interdita, evitada pelos estranhos supersticiosos, guarida de animais e aves selváticos, um ermo e uma selva. Isto tinha sido predito nas mensagens de aviso dos profetas Jeremias e Miquéias. — Jer. 32:43; 33:10, 12; Miq. 3:9-12; Jer. 26:18.

      14. Que perguntas se fazem agora sobre esta nação, e o que dizia a profecia bíblica?

      14 Acabaria alguma vez este vitupério lançado contra o nome de Jeová, como Deus nacional, e revestir-se-ia seu nome, como Soberano Universal, de novo com glória? Renasceria alguma vez a nação associada com o seu nome e sua regência? Seria a terra interdita, evitada e coberta de mataria, tirada novamente do seu estado arruinado e desolado, para ser conhecida internacionalmente como a terra de Judá? Quase que impossível, como deve ter parecido às nações pagãs, especialmente a Babilônia, tal renascimento da terra, da nação e da adoração no templo de Jeová estava dentro dos propósitos de Jeová Deus! Achava-se escrito nas profecias bíblicas de Jeová Deus!

      15, 16. Que foi Isaías induzido a predizer sobre Jerusalém, e que promessa fez Jeová com respeito ao seu povo?

      15 O profeta Isaías foi um dos inspirados a predizer em termos específicos o renascimento milagroso. Para o consolo do pequeno restante que se apegava à adoração pura de Jeová Deus, o profeta Isaías foi movido a predizer como Deus, sentado como Juiz, em 607 A. E. C., faria “e o rebuliço da invasão e da destruição enchesse Jerusalém e seu templo, e assim retribuiria a todos os inimigos israelitas de sua adoração o que mereciam, mas que depois, de modo notável, a nação e a terra destruídas renasceriam. Disse Isaías:

      16 “Ouvi a palavra de Jeová, vós os que tremeis da sua palavra: ‘Vossos irmãos que vos odeiam, que vos excluem por causa do meu nome, disseram: “Glorificado seja Jeová!” Ele terá de aparecer também com alegria da vossa parte, e eles serão os envergonhados.’ Há o som de um rebuliço procedente da cidade, um som procedente do templo! É o som de Jeová retribuindo aos seus inimigos o que merecem. Antes de começar a ter dores de parto, ela deu à luz. Antes de lhe chegarem as dores agudas ao dar à luz, teve o parto de um filho varão. Quem é que já ouviu uma coisa destas? Quem é que já viu coisas como estas? Porventura será uma terra dada à luz com dores de parto num só dia? Ou nascerá uma nação de uma só vez? Pois Sião [Jerusalém] teve dores de parto, bem como deu à luz seus filhos.” — Isa. 66:5-8.

      17, 18. Quando ocorreu o “renascimento”, e de que modo foi como o milagre de se dar à luz antes de haver dores de parto?

      17 Para a surpresa de todas as nações pagãs que desprezavam Sião ou Jerusalém, este maravilhoso “renascimento” ocorreu no ano 537 A. E. C., ou seja, setenta anos exatos depois da desolação da terra de Judá e de Jerusalém ou Sião. O renascimento se deu com muita rapidez, como se não fosse precedido por quaisquer dores de parto, como se ocorresse antes de as dores de parto afligirem o corpo da mãe. Como?

      18 Babilônia, que se negava a soltar os judeus do exílio, apegou-se ao seu domínio mundial até à noite de 16 de tisri (ou 5-6 de outubro) do ano 539, o sexagésimo nono ano dos preditos setenta anos de desolação de Judá e de Jerusalém ou Sião. Na primeira metade do setuagésimo ano, aproximadamente no tempo da primavera, Ciro, o Grande, conquistador persa da Babilônia, emitiu seu decreto, que permitiu aos exilados judeus, e os encorajou, voltar à sua anterior pátria para reconstruir o templo de Jeová na cidade reconstruída de Jerusalém ou Sião. Por volta do fim daquele septuagésimo ano, em princípios do outono de 537 A. E. C. [1.° de tisri de 537 = 28-29 de setembro de 537 A. E. C.], o fiel restante estava de volta e estabelecido na sua amada pátria, ocupando os locais de muitas de suas cidades anteriores. — Esd. 1:1 a 3:6.

      19. Que aconteceu à Jerusalém após apenas alguns meses de libertação?

      19 Assim, não houve um longo período de dores de parto, na forma de qualquer levante penoso da parte dos “filhos” de Sião (ou Jerusalém), para fugirem do exílio babilônico e lutarem para voltar à sua terra desolada, e para se estabelecerem de novo como nação. Em poucos meses após o decreto de libertação de Ciro, o Grande, um restante dos adoradores verdadeiros de Jeová Deus estava de volta na terra, que não estava mais sob o interdito de Jeová. Ela se tornou a terra de um povo com um governo local, tendo um descendente do rei judeu Davi por governador e um sumo sacerdote autorizado por Jeová Deus. Assim renasceu a nação dos adoradores do único Deus vivente e verdadeiro, com o seu próprio território e o seu próprio governo territorial. Havia novamente uma Sião ou Jerusalém como governo nacional, e esta Sião tinha seus “filhos”, ou habitantes, e súditos, limpando e cultivando seu território, a terra de Judá. Restabeleceu-se ali a adoração de seu Deus.

      JEOVÁ DEUS, NÃO FRUSTRADO

      20, 21. O que havia Jeová realizado “num só dia” e “de uma só vez”, e em vindicação de quê?

      20 Quem é que já ouviu uma coisa dessas? Quem é que já viu coisas assim como esses acontecimentos nacionais e religiosos? Tudo ocorreu tão repentinamente, tão inesperadamente e sem precedente. Ora, a organização terrestre de Jeová, Sião, sem as dificuldades das dores de parto, deu à luz um “filho varão”, no domínio da realidade, na forma de um organismo nacional de pessoas. Rapidamente, como que “num só dia”, produziu-se da desolação uma terra com uma designação nacional. “De uma só vez”, o Deus Todo-poderoso, Jeová, fez que nascesse, sim, renascesse uma nação organizada de pessoas em pacto com ele. No próprio momento em que começariam as dores de parto, a organização de Jeová, Sião, deu à luz “seus filhos”, os que constituíam a nação do “filho varão”. Que mais era isso senão o cumprimento da profecia de Jeová, em vindicação de sua palavra que nunca falha? Êle foi o responsável por êste parto de sua organização terrestre, Sião. Tinha de acontecer, sem abôrto ou nascimento morto, exatamente como êle predissera, dizendo no versículo seguinte:

      21 “‘Quanto a mim, acaso causaria o irrompimento e não faria que se desse à luz?’ diz Jeová. ‘Ou causo eu o parto e realmente faço haver um fechamento?’ disse o teu Deus.”

      22. Quem realmente apareceu na cena, neste evento assombroso, e para a bênção de quem?

      22 Em harmonia com estas palavras de Isaías 66:9, não haveria frustração do Deus Todo-poderoso, Jeová, no último momento crítico. E a história registrada prova que não houve. Neste evento assombroso, ninguém a não ser Jeová apareceu na cena dos assuntos internacionais, para a alegria dos ‘que tremiam da sua palavra’. Ao passo que seus odiadores e perseguidores religiosos foram envergonhados, que causa real para indizível felicidade havia da parte da nação renascida, “cujo Deus é Jeová”! O “regozijo de Jeová” veio a ser seu baluarte. — Nee. 8:10.

  • Razões para felicidade nacional
    A Sentinela — 1969 | 15 de junho
    • Razões para felicidade nacional

      1, 2. (a) O que mostra que a bênção de Jeová estava sobre esta nação renascida por mais de 600 anos após o seu renascimento? (b) Como afirmou Paulo, perante Agripa, que os judeus, nos seus dias, constituíam uma nação?

      Israel continuou a existir por mais de 605 anos depois desse renascimento milagroso, em 537 A. E. C. Durante este período de tempo, Jeová Deus achou bom enviar-lhe mais profetas, e, quase no fim deste período, a nação teve uma posição única de favor com ele. Quase seiscentos anos após o renascimento da nação, um fariseu circunciso, chamado Saulo de Tarso, da tribo de Benjamim, resumiu os privilégios favorecidos da nação de que era membro por nascimento, dizendo: “Qual é então a superioridade do judeu, ou qual é o proveito da circuncisão? Grande, de todo modo. Primeiramente, porque foram incumbidos das proclamações sagradas de Deus.” “Em favor dos meus irmãos, meus parentes segundo a carne, os quais, como tais, são israelitas, a quem pertence a adoção como filhos, e a glória, e os pactos, e a promulgação da Lei, e o serviço sagrado, e as promessas; a quem pertencem os antepassados e de quem procedeu Cristo segundo a carne.” (Rom. 3:1, 2; 9:3-5) Que razões para felicidade!

      2 Falando de seu povo como sendo uma “nação”, este mesmo escritor disse ao Rei Agripa, na cidade de Cesaréia:“Deveras, quanto à minha maneira de viver desde a mocidade, desde o princípio, entre a minha nação e em Jerusalém, . . . fariseu, segundo a seita mais estrita da nossa forma de adoração. Contudo, agora estou sendo chamado a julgamento pela esperança da promessa que Deus fizera aos nossos antepassados, ao passo que as nossas doze tribos estão esperando alcançar o cumprimento desta promessa por lhe prestarem intensamente serviço sagrado, noite e dia. . . . Por que se julga incrível entre vós que Deus levante os mortos? . . . Continuo até o dia de hoje a dar testemunho tanto a pequenos como a grandes, mas, sem dizer nada exceto as coisas que os Profetas, bem como Moisés, declararam que iam ocorrer, que o Cristo havia de sofrer, e que, como primeiro a ser ressuscitado dentre os mortos, ele ia publicar luz tanto a este povo como às nações.” — Atos 26:4-8, 22, 23.

      3. Por que razões podia a nação renascida de Israel ser feliz?

      3 Grandes e muitas, pois, foram as razões para a nação renascida do antigo Israel ser feliz. Tinha a adoração pura do único Deus vivente e verdadeiro, Jeová, seu Dador da vida, e, por isso, estava sendo protegida por Ele contra os espíritos demoníacos sob o “príncipe dos demônios”, Satanás, o Diabo. Jeová não era somente seu Deus, mas também seu Juiz e Legislador celestial. (Isa. 33:22) Eles eram os descendentes naturais do amigo de Jeová, Abraão, e de Isaque, seu filho, e de Jacó, seu neto, e dos doze filhos de Jacó. Todos estavam assim relacionados entre si, segundo a carne, e por isso eram realmente uma só grande família ou nação de irmãos e irmãs, verdadeiramente um só “povo”, uma só “nação”. Visto que descendiam diretamente de Abraão, Isaque e Jacó, todos os quais possuíam a promessa de Deus, e também por terem sido resgatados por Jeová Deus da escravidão na terra do Egito, esta nação era sua propriedade ou herança escolhida. Pertenciam realmente a Jeová Deus.

      4. (a) O que significava para esta nação ser “descendência de Abraão”? (b) Que outras bênçãos notáveis haviam de vir através desta nação, culminando em que evento em 33 E. C.?

      4 Estavam na linhagem direta para serem a “descendência de Abraão”, por meio da qual todas as nações da terra abençoariam a si mesmas para todo o sempre. (Gên. 22:18; 26:2-5; 28:13, 14) Só eles foram incumbidos das “proclamações sagradas” ou oráculos de Jeová Deus, por possuírem as Escrituras Sagradas da Lei, dos Profetas e dos Salmos. Tinham a oportunidade privilegiada de serem instruídos em todas estas “proclamações sagradas de Deus”, com as maravilhosas promessas divinas e esperanças contidas nelas. Por meio do profeta Moisés, estavam num contrato ou pacto nacional com seu Deus; e, mediante o pacto especial de Deus com a linhagem real do fiel Rei Davi, tinham a promessa de Deus, de um reino eterno sob o seu Messias ou Cristo. De fato, prometera-se que este Messias ou Cristo chegaria diretamente a eles, nascendo na sua nação. (Dan. 9:24-26) Prometera-se que seu Messias Rei viria montado à sua cidade capital de Jerusalém, para trazer-Ihes paz e salvação. (Zac. 9:9) Segundo a história, ele fez isso realmente, no tempo exato, no ano 33 E. C. — Mat. 21:1-14; João 12:12-18.

      5. Que coisa terrível aconteceu a esta nação em 70 E. C., suscitando que perguntas perturbadoras?

      5 Apesar de ser tão altamente favorecida, esta nação segundo a carne foi destruída no verão do ano 70 E. C. Pela segunda vez, a cidade capital de Jerusalém foi destruída, seu precioso templo de adoração foi nivelado ao chão e a terra de Judá foi desolada, esta vez pelas legiões militares de Roma. Os judeus que sobreviveram a este desastre foram levados cativos e vendidos em escravidão a todas as nações. Por que se deu isso? Por que sofreu esta nação do Israel segundo a carne tal infelicidade?

      6. Que relação havia entre a razão da primeira e da segunda destruição?

      6 Ora, por que lhes sobreveio o primeiro desastre nacional desta espécie? Uma vez que a felicidade da nação se devia a terem a Jeová por seu Deus, foi porque se haviam afastado da adoração deste Deus, Jeová, seu Salvador, Abençoador e Protetor. Portanto, o segundo desastre da mesma nação se deveu à mesma causa. Sob a influência de tradições humanas e de preceitos de homens, endureceram seu coração em descrença e rejeitaram as “proclamações sagradas de Deus”. Como clímax culminante disso, rejeitaram o Messias prometido, o Filho de Deus. Perderam assim a base para serem a nação “feliz” de Jeová.

      7. (a) Que perguntas críticas se fazem agora? (b) Por que não há necessidade de uma nação renascida do Israel natural?

      7 Agora surgem as perguntas críticas: Para haver um cumprimento das promessas divinas da Bíblia Sagrada, deve haver novamente um renascimento desta nação carnal de Israel, dos judeus naturais, circuncisos? Constitui o nascimento da República de Israel, em 15 de maio de 1948, o cumprimento moderno da profecia, e deve a promessa de Jeová, feita a Abraão, com respeito à bênção de todas as famílias e nações da terra, cumprir-se nesta república democrática de Israel? Segundo as Escrituras Sagradas, a resposta é Não! Não há necessidade de tal renascimento da nação do Israel natural, circunciso. Por que não? Porque trinta e sete anos antes da destruição de Jerusalém e do seu templo, no ano 70 E. C., Jeová Deus já produzira a verdadeira nação em que se hão de cumprir as profecias adicionais das suas “proclamações sagradas”, em benefício de toda a humanidade, viva e morta.

      O NASCIMENTO DO ISRAEL ESPIRITUAL

      8, 9. (a) Quando ocorreu o nascimento do Israel espiritual? (b) Relate os eventos que ocorreram em Jerusalém a partir do momento em que o Rei de Sião, Cristo Jesus, entrou montado na cidade, em cumprimento de Zacarias 9:9.

      8 O nascimento desta nação ocorreu em Jerusalém, no dia 6 de sivã do ano 33 E. C., no dia que os judeus naturais, circuncisos, chamam de “Shabuoth” (significando “Semanas”), mas que os judeus

  • Alterando o texto bíblico
    A Sentinela — 1969 | 15 de junho
    • Alterando o texto bíblico

      A Sentinela já tem dito anteriormente que o texto da Versão dos Setenta grega das Escrituras Hebraicas foi alterado a partir de aproximadamente o terceiro século da Era Comum, resultando na eliminação do nome divino. Evidência adicional de que houve alteração já bastante cedo surgiu agora à luz com os Rolos do Mar Morto, descobertos durante os anos de 1947-1953. Estes rolos nos fazem remontar a antes do tempo de Cristo, e o Rolo de Isaías mostra que os escribas substituíam o nome de Jeová (IHVH, יהוה em hebraico) já naquele tempo. Por exemplo, o texto de Isaías 3:16-20, ilustrado na página 1256 do New Bible Dictionary de Douglas, mostra alterações dos escribas, de ’adonai (אדוני) para IHVH (יהוה), e de IHVH para ’adonai. É evidente que se alterou o texto, e o escriba estava em dúvida sobre se devia usar o nome divino nestes lugares. O vulto do testemunho dos manuscritos antigos é que o nome de Jeová aparece corretamente em ambos os casos.

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