Observando o Mundo
Aumento de Terremotos “Significativos”
● Houve, em 1983, 70 terremotos “significativos”, segundo o Serviço de Pesquisas Geológicas dos EUA. “Isto foi 14 mais que em 1982, e 20 mais que em 1981, porém apenas um menos que em 1980”, disse o geofísico Waverly Person. Um terremoto é chamado de “significativo” se alcança a magnitude de 6,5 na escala Richter, ou se provoca mortes e consideráveis danos materiais. Declarava o informe daquela agência: “Na última década, quase três quartos de um milhão de pessoas foram mortas por terremotos, incluindo estimativas de mais de 600.000 mortos num grande terremoto na China, em 1976.”
Seja Seletivo ao Escolher Músicas!
● Com a ampla difusão do espiritismo, hoje em dia, não é incomum ouvir-se falar de “mensagens” recebidas do domínio invisível. Mas, receber composições musicais desta forma parece ser algo extremamente raro. A revista Veja noticiou que Jorge Rizzini, médium espírita de São Paulo, Brasil — que não consegue identificar uma única nota musical — lançou um LP intitulado “Compositores do Além”. Já vendeu 9.000 cópias em livrarias espíritas e acha-se disponível agora em lojas de discos. Como foi feito o disco? De acordo com Veja, Rizzini responde: “Como não tenho a menor educação musical, tenho sempre à mão um pequeno gravador. Quando sinto um espírito baixar em mim, ligo o gravador e começo a cantarolar.” Ele afirma ter recebido mais de 100 composições, cujas músicas e letras são atribuídas a diferentes compositores, incluindo o brasileiro Noel Rosa, e até mesmo um blues de Duke Ellington.
Até mesmo a música para crianças não se acha isenta da corrupção moral. Outra edição da revista Veja citava que foram recentemente lançados dois LPs gravados especialmente para crianças. A letra de algumas das músicas é muito sugestiva, provocando o seguinte comentário daquela revista: “Trata-se de lançamentos significativos. Através deles, dá-se um largo passo para enterrar definitivamente a noção de que músicas para crianças não devem ter referências a temas como sexo ou problemática familiar.” Quão importante é que os cristãos discirnam bem que tipo de música eles e seus filhos estão ouvindo!
Inocentes Aerossóis?
● Cientistas que trabalham na Base de Faraday, na Antártida inglesa, reduziram a frangalhos a teoria de que a utilização de latas de aerossol prejudica a atmosfera terrestre, veicula o jornal The Daily Telegraph, de Londres, Inglaterra. Por algum tempo, julgava-se que os fluorocarbonos dos aerossóis reduzem a camada de ozônio que protege a Terra da radiação ultravioleta excessiva. Já por alguns anos, os cientistas têm medido e registrado a dosagem de radiação que atinge a Terra na Antártida. Não observando nenhum aumento considerável dela, concluíram que a camada de ozônio não foi reduzida e que os aerossóis, afinal de contas, são inócuos. “Tal descoberta provar-se-á embaraçosa para os membros do Congresso dos Estados Unidos e do Parlamento Europeu que, na década de 70, aprovaram medidas que restringiam grandemente o emprego de aerossóis”, afirma o Telegraph.
Amplia-se a Anorexia Nervosa
● A anorexia nervosa é uma doença emocional em que a pessoa se recusa a comer. Apesar da atenção que tem recebido, espalha-se a um índice alarmante, segundo o dr. Stewart Agras, da Universidade de Stanford, EUA. Cerca de 4.000 americanos, afirma ele, estão se matando de fome na atualidade, e 2,3 milhões de outros sofrem do distúrbio chamado de bulimia, em que as vítimas provocam o vômito, expelindo sua comida. “Nossos estudos recentemente compilados mostram uma duplicação da anorexia a cada década, nos últimos 30 anos”, disse Agras. Considera-se que uma pessoa sofre tal distúrbio quando seu peso corpóreo se reduz a 25 por cento abaixo do normal. Isso atinge principalmente as mulheres — nove mulheres para cada homem — e resulta em morte para 5 por cento de suas vítimas, a maioria das quais são adolescentes brilhantes, de famílias de posses. “Por que será que tais pessoas jovens que de outra forma se mostram inteligentes e que parecem dispor de tudo na vida tornam-se obsedadas por aquilo que, efetivamente, resulta na morte lenta?” indaga o dr. Agras. Um dos fatores, segundo ele acha, é a atual preocupação em fazer regime.
Corrida Espacial
● O presidente Reagan, dos EUA, aprovou um plano de colocação duma estação espacial tripulada permanente em órbita, até 1992. Segundo veiculado pela revista Maclean’s, o anúncio presidencial foi feito num discurso “rico em retórica nacionalista e de grandiosos projetos de colonização do espaço sideral”. Cinco homens e duas mulheres — especialistas em seus respectivos campos — devem constituir a tripulação inicial, mas espera-se que esta aumente à medida que a estação espacial se amplie. A lançadeira (ou ônibus) espacial será usada para transportar as partes e o equipamento para sua órbita. A que custo? Calculadamente US$ 8 bilhões, para começar, e talvez ultrapasse US$ 30 bilhões por volta do fim do século. Tal plano não deixou de suscitar oposição. Segundo a Academia Nacional de Ciências dos EUA, não existe “nenhuma necessidade científica” de tal estação. Alguns afirmam que as experiências propostas podem ser realizadas por meio de satélites não-tripulados a uma fração desse custo. Outros lamentam o custo numa época em que os programas sociais estão sendo podados, devido aos tremendos déficits orçamentários. Declara-se que o prestígio nacional é a única justificativa para a estação. Disse Reagan: “Podemos orgulhar-nos de afirmar que somos os primeiros, somos os melhores.”
“Doença dos Apressadinhos”
● “A doença dos apressadinhos” ceifa milhões de pessoas como suas vítimas, afirma o dr. Gershon Lesser, cardiologista da Universidade do Sul da Califórnia, EUA. Trata-se de uma “entidade patológica real”, declara ele, que leva a diversas doenças, incluindo resfriados, gripes e doenças cardíacas. Segundo veiculado no jornal USA Today (EUA Hoje), Lesser cita como as pessoas, atualmente, estão constantemente apressadas: ao ir e voltar do trabalho, ao comer, ao cumprir tarefas e até mesmo nas férias. “Pessoas que estão numa correria constante colocam-se num crônico estado químico de emergência”, afirma. “Sentem uma ‘corrida’ de adrenalina que sobrecarrega o sistema cardiovascular, colocando, por fim, o coração sob uma tensão ameaçadora.” Para se evitar ter de pagar o preço dum ataque cardíaco, que não raro ocorre na meia-idade, ele aconselha que se aprenda a descontrair, a planejar atividades de modo que seja desnecessária a pressa, concentrando-se os esforços sobre as reais prioridades, e não se deixando intimidar por assuntos não concluídos.
Procuram-se os Segredos de José
● “Quase 4.000 anos depois de José, do Antigo Testamento, ter salvo os antigos egípcios de morrerem de fome por estocar cereais no deserto”, afirma o jornal Sunday Herald, de Nova Jérsei, EUA, “cientistas israelenses estão intrigados com os métodos dele, na esperança de acabar com a fome nas terras afligidas pela seca, no século 20”. O Departamento de Agricultura dos EUA trabalha ao lado de Israel nesse projeto, departamento este que, segundo o professor Moshe Kalderon, chefe da equipe de pesquisas, possui “muito trigo para vender”. Fazendo experiências com uma tenda de cúpula branca e que abriga 550 toneladas de trigo, os cientistas tentam calcular como José conseguiu estocar o cereal durante os sete anos de abundância e os sete anos de fome, de modo a mantê-lo longe dos insetos e da umidade. A Bíblia não declara como ele o fez.
Registro de Torás
● As Torás, cópias manuscritas dos escritos de Moisés — os primeiros cinco livros da Bíblia — têm desaparecido das sinagogas judaicas nos Estados Unidos. Mais de 200 rolos sagrados — cada um custando a média de US$ 25.000 — têm sido furtados nos últimos três anos. Poucos foram recuperados, uma vez que todos eles se parecem uns com os outros, basicamente, uma vez se removam as suas capas e pedestais. Visto que a lei judaica proíbe marcas visíveis nos rolos, não têm tido muito sucesso as tentativas anteriores de identificação delas. Agora, depois de três anos de pesquisas, as autoridades apresentam um sistema que é aceitável. Está entrando em operação um sistema de registro, em que cada Torá será codificada de forma ímpar em dez locais, por meio de “microperfurações” — oito furinhos tão pequenos que são invisíveis a olho nu, mas podem ser decifrados com equipamento da polícia. Manter-se-á um registro computadorizado de todas as Torás assim registradas para acesso imediato por parte das agências legais.
Fim do Meio-Pêni
● Depois de uma história de 704 anos, a moeda inglesa de meio-pêni não será mais cunhada, e tende a ser retirada de circulação legal no fim do ano de 1984. Introduzida em 1280 pelo Rei Eduardo I, e feita originalmente de prata, o meio-pêni foi reduzido de tamanho e de valor a ponto em que as pessoas não se incomodam de apanhá-lo quando cai no chão. Uma vez que a moeda de cobre custa agora mais para cunhá-la que seu valor de face, e os preços geralmente se elevam ou baixam em pelo menos um pêni, ninguém tentou salvar tal moeda da extinção. Mais de 2,5 bilhões acham-se atualmente em circulação.
Sobreviver ao “Afogamento”
● “Todo o mundo costumava presumir que, quando uma pessoa se afogava, isso era tudo, ela estava morta”, afirma o dr. Robert Pozos, da Universidade de Minnesota, EUA, perito em hipotermia. “Sabemos agora que, mesmo depois da submersão total em água fria por até uma hora, a pessoa tem chance de sobreviver e que se deve fazer todo esforço para reavivá-la.” O fenômeno biológico responsável por isto é chamado de “reflexo de mergulho dos mamíferos” que é acionado por temperaturas da água abaixo de 21°C. Desvia o sangue das áreas de superfície e das extremidades do corpo e o envia para proteger o coração e o cérebro. Ao mesmo tempo, o resfriamento rápido do corpo desempenha papel preponderante na preservação do funcionamento dos órgãos vitais. A taxa de metabolismo cerebral cai rapidamente, reduzindo de forma drástica sua necessidade de oxigênio. Casos recentes em que crianças sobreviveram ao “afogamento” sem sofrer danos cerebrais ou outros efeitos adversos — muito embora tivessem sido declaradas clinicamente mortas e não apresentassem sinais vitais de estarem vivas — ensinaram aos médicos a não abandonar vítimas submergidas que sofreram hipotermia.
Antigos Eram Melhores
● Os engenheiros de Herodes, de há 2.000 anos, resolveram um problema para os modernos construtores israelenses. Segundo noticiado no jornal Sun-Telegraph de Londres, o quebra-mar construído em 1971 no porto de Asdode estava sofrendo erosão e se desmantelando. Incapazes de equacionar o problema, os engenheiros se voltaram para o centro marítimo da Universidade de Haifa. Este, por sua vez, examinou o quebra-mar que foi construído pelo Rei Herodes em Cesaréia, a uns 80 quilômetros ao norte de Asdode. “Verificamos que os engenheiros de Herodes tinham construído seu quebra-mar com uma técnica mais avançada e previsão do que usamos em Asdode”, disse o sr. Avner Rahand, da universidade. Seguindo o método antigo em que primeiramente pavimentaram o leito oceânico de pedras e pedrinhas, para obterem um alicerce sólido e inexpugnável, o quebra-mar de Asdode foi reconstruído e, segundo noticiado, está-se agüentando bem.
Custosas Peças
● Já imaginou por que cada vez mais os carros são considerados como sofrendo perda total num acidente? Segundo a Aliança das Seguradoras Americanas (EUA), isto se dá porque as peças de reposição são tão caras. O custo de substituição de todas as partes de um carro subcompacto importado de uns US$ 7.128, segundo se afirma, chega a atingir US$ 26.787 — o preço dum carro de luxo nos EUA! Apesar das leis da matemática, este é um caso em que o todo não é igual à soma de suas partes.
Confira as Contas Hospitalares
● Talvez seja boa idéia conferir sua próxima conta hospitalar antes de pagá-la. Segundo uma auditoria recente, feita pelos Serviços Equifax, nos EUA, uma firma que se encarrega dos riscos e que serve às seguradoras, há boa possibilidade de que lhe tenham cobrado demais. Conforme veiculado na revista Family Weekly (Semanário da Família), 93 por cento das centenas de contas examinadas em 40 estados — cada uma de mais de US$ 10.000 — continham erros. Três quartos dos erros, segundo se verificou, eram cobranças feitas duas vezes, ou notas que cobravam serviços jamais realizados.