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  • Apreciação pela Organização de Jeová
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1968
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1968
w68 1/3 pp. 156-158

Apreciação pela Organização de Jeová

Conforme Narrado por Johannes Weber

QUANDO menino, já nutria vívido interesse pela Bíblia. A história secular e a bíblica se achavam entre as minhas matérias favoritas na escola. Por volta da mudança de século, as notáveis histórias bíblicas eram ensinadas em nossas escolas na Alsácia, então Alemanha, e agora parte da França. A instrução religiosa pelo ministro eclesiástico se baseava na maior parte na Bíblia. Grandes trechos das Escrituras Hebraicas eram designados como dever de casa, a serem decorados ou narrados nas palavras do próprio aluno. Nossa grande Bíblia familiar antiga se tornou meu compêndio. Sentia poderosa atração pela história de José e seus irmãos, cada vez que a lia, eu me sentia comovido ao ponto de chorar.

Os professores logo notaram que eu costumava fazer bem o dever sobre estes assuntos da história profana e sagrada; tanto assim que, se por motivo de negligência, deixava de fazer meu dever, rapidamente descobriam isto e me perguntavam a razão. Naqueles dias decorávamos os nomes dos sessenta e seis livros da Bíblia, algo que se provou muito útil para mim nos anos posteriores.

Mesmo quando ainda era bem jovem, costumava ponderar sobre os assuntos do “inferno” e “a alma”. Quando, num enterro, nosso ministro dizia: “Enquanto o corpo começa a transformar-se em pó, o espírito ou alma desliza para o céu”, amiúde desejava poder ver alguma evidência deste acontecimento, embora, naturalmente, nunca a visse.

Ao terminar os estudos, trabalhei de aprendiz numa firma comercial em Estrasburgo, e, embora a igreja estivesse situada do outro lado da rua, raras vezes a freqüentava. Do meu ponto vantajoso na loja em que trabalhava, preferia ver os outros entrarem nela. Nem aceitei o convite de associar-me ao clube da juventude. Como se dá com muitos outros jovens aprendizes, tencionava afastar-me da religião. Todavia, de vez em quando sentia o impulso de ler a Bíblia.

Nossa loja mudou de donos, e a irmã do novo dono, que foi morar num quieto vale das montanhas Vosgos, deu-me um prospecto das publicações da Sociedade Torre de Vigia e recomendou-me que obtivesse e lesse o volume O Plano Divino das Eras. Fiz isto e li o livro todo, notando que seus ensinos eram bem diferentes dos da igreja. Infelizmente, a senhora raras vezes veio à cidade depois disso, de modo que não tive muita oportunidade de palestrar a respeito do conteúdo do livro.

ESTIMULADO O INTERESSE

O que me estimulou o interesse em ler mais foi um anúncio na parte de trás deste volume que citava a declaração do Volume II da mesma série: “Os Tempos dos Gentios findam em 1914.” Eu disse a mim mesmo: “Ninguém ousaria fazer tal declaração positiva sem ter alguma evidência para prová-la.” Assim, escrevi pedindo o segundo volume, e muitas coisas se tornaram mais claras para mim. Comecei a compreender que Jeová Deus tem na terra uma organização de servos devotados, por meio dos quais dispensa o espiritual “alimento no tempo apropriado”. (Mat. 24:45-47) Logo depois, em 1910-1911, mandei pedir todos os demais volumes disponíveis naquele tempo e também, assinei a edição de A Torre de Vigia (A Sentinela) em elemão. Posso lembrar-me de ir ao correio apanhar um pacote e abri-lo em caminho para a casa por simples curiosidade.

Li cabalmente todas essas publicações duas vezes, verificando fielmente todas as citações bíblicas em minha própria Bíblia. Achei de interesse especial a cronologia, pois provava que nos aproximávamos dos “tempos do restabelecimento de todas as coisas, das quais Deus falou por intermédio da boca dos seus santos profetas dos tempos antigos”. (Atos 3:21) Ainda assim, não tinha ninguém com quem conversar a respeito destas verdades vitais, e meu entendimento de muitos assuntos, tais como a questão militar, não era claro. Assim, logo fiquei envolvido em operações militares, pois a guerra estava então sendo travada. Uma coisa, porém, resolvi com firmeza — que não mataria ninguém, que eu daria ouvidos cuidadosamente ao conselho de Deus delineado em Gênesis 9:5, 6 e em Êxodo 20:13. E, o que é bastante estranho, pude manter aquela decisão, e consegui safar-me das situações mais críticas. Os outros homens costumavam brincar sobre isso e dizer: “Onde o Weber estiver a pessoa está segura!”

No fim da guerra, ansiei entrar em contato com a Sociedade Torre de Vigia de novo. Parecia ter passado longo tempo até que as fronteiras se abriram e pude de novo receber A Torre de Vigia da Suíça. Naquele tempo, ignorava o fato de que havia uma pequena classe de Estudantes da Bíblia que se reunia regularmente em Estrasburgo. Continuei procurando, porém. Daí, certo dia, vi um grande cartaz com o retrato do Pastor Charles T. Russell, o primeiro presidente da Sociedade Torre de Vigia dos EUA, anunciando o filme intitulado “Fotodrama da Criação”.

Foi o mais belo e o mais impressionante drama bíblico que eu já tinha visto. E, por fim, estabelecera contato com outros interessados em estudar a Bíblia junto com as ajudas bíblicas da Sociedade. Grandes multidões vieram assistir às exibições do Drama, e, amiúde, o filme era seguido por sessões de perguntas e respostas que duravam mais de duas horas.

O seguinte evento notável foi o discurso público amplamente anunciado, pelo segundo presidente da Sociedade Torre de Vigia dos EUA, J. F. Rutherford, sobre o tópico “Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão”. A reunião teve grande êxito, embora menos pessoas parecessem dispostas a cultivar verdadeiro interesse na Bíblia.

CHEGA O MOMENTO DECISIVO

O momento decisivo de minha vida veio em 1920, quando submeti-me ao batismo em água como símbolo da dedicação de minha vida a Deus. Um congresso dos Estudantes da Bíblia foi realizado em Estrasburgo, em 1922, e nessa ocasião recebi um convite para ir e servir na sucursal da Sociedade em Berna, Suíça. Isso foi grande surpresa para mim, pois achei que havia outros muito mais capazes do que eu. Contudo, crendo que podia bem ser a orientação do Senhor, aceitei-o, muito embora não soubesse como iria acertar minha relação com meu patrão secular. Mas, as coisas se resolveram, logo foi arranjado um substituto para mim e fiquei livre para assumir o serviço de tempo integral da Sociedade. Na verdade, alguns tentaram dissuadir-me e me fazer ficar ansioso a respeito da minha futura segurança. Não obstante, o superintendente em nossa congregação me fortaleceu e incentivou em minha decisão.

Quando cheguei a Berna, já estavam sendo feitos preparativos para a distribuição dum exemplar especial da revista Idade de Ouro (atual Despertai!) Não se permitiu que a neve e o gelo interferissem na vigorosa campanha em que disseminamos a mensagem por toda a parte deste país montanhoso.

Na sucursal da Sociedade em Berna, fui designado eventualmente à encadernação, e ali aprendi uma segunda profissão, por assim dizer. Havia sempre algo muitíssimo satisfatório ligado à produção dos livros acabados para serem distribuídos pelos meus companheiros estudantes da Bíblia em muitas terras. Muita coisa tinha de ser feita à mão, naqueles dias, e muitas horas extras de trabalho tinham de ser realizadas, mas, sempre era um prazer usar nosso tempo deste modo.

Com a passagem dos anos, e o crescimento da obra, tornou-se possível equipar nossa fábrica com uma máquina após outra. Os anos se passaram rapidamente, e, hoje, posso rememorar com alegria os quarenta e cinco anos de serviço com a Sociedade. Tem sido uma alegria poder observar o progresso do entendimento da Bíblia e a grande expansão da obra do Reino em todas as partes da terra.

HORIZONTE AMPLIADO

O ano de 1953 revelou-se outro período destacado da minha vida. Junto com outros que também tinham um longo registro de serviço, eu e minha esposa fomos convidados a assistir ao congresso internacional em Nova Iorque. Nossa alegria não conhecia limites! Conseguimos reservar os dois últimos beliches no “Rainha Elizabete” e durante a viagem usufruímos a calorosa associação das Testemunhas britânicas, juntando-nos a elas nos estudos dirigidos a bordo.

Jamais esqueceremos o congresso de Nova Iorque. Podíamos notar a atitude amigável e hospitaleira de muitos nova-iorquinos, e sentimo-nos especialmente contentes de ver como as casas comerciais cooperaram em anunciar o congresso. Uma breve visita à sede da Sociedade em Brooklyn, bem como uma viagem à Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia (naqueles dias situada em South Lansing, ao norte de Nova Iorque) foram muito revigoradoras. Tudo isso nos fez sentir mais como sendo parte desta maravilhosa organização que Jeová usa.

O tempo passou e a obra continuou crescendo. O crescimento na Alemanha tornou necessário expandir as instalações da sucursal em Wiesbaden. O presidente da Sociedade, N. H. Knorr, fez arranjos para transferirmos nosso equipamento de encadernação para Wiesbaden. Para minha grande alegria, pediram-me que fosse junto e ajudasse em sua instalação. Foi uma maravilhosa oportunidade de ficar mais familiarizado com muitos de nossos queridos irmãos na fé na Alemanha.

Ao rememorar os anos em que Jeová tem permitido bondosamente que o servisse, posso dizer que “as linhas caem-me em lugares deliciosos”. (Sal. 16:6, Al) Na verdade, começo agora a sentir o peso dos anos e as dificuldades físicas me acometem. Às vezes sinto estar perdendo minhas anteriores energias. Todavia, é bom saber que ainda posso ter um quinhão útil, embora pequeno, em tornar conhecido o nome de Jeová.

Agradeço a Jeová todas as suas misericórdias, a sua orientação e o grande privilégio que tenho tido em participar junto com outros servos dedicados em sua grandiosa obra. Que Ele continue a suster a todos em sua feliz organização.

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