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  • Os continentes sob os seus pés — estão transladando-se
    Despertai! — 1977 | 22 de dezembro
    • As sondagens acústicas feitas da superfície têm sido suplementadas por navios equipados para cavar galerias no fundo do mar. Estas fornecem núcleos de rochas para inspeção e análise minuciosas, alguns de até 460 metros, de muitas partes do oceano. Tais pesquisas revelam que as próprias cristas são constituídas de simples rochas ígneas, e que existe pouco ou nenhum sedimento até 97 quilômetros de qualquer dos lados. Indo mais longe, mostram camadas cada vez mais espessas de sedimento, tendo até cerca de um quilômetro e meio de espessura.

      As pesquisas do campo magnético sobre os oceanos, na vizinhança das cristas, resultaram em outra notável descoberta. Há faixas de rocha adjacentes às cristas em que o campo magnético é invertido. É como se o pólo norte e sul tivessem sido invertidos quando as rochas se formaram. Esta magnetização invertida tinha sido observada antes, em certas emissões de lava vulcânica, mas, perto das cristas oceânicas parece haver contínuo registro, congelado no fundo oceânico, de polarização normal e invertida. Não existe explicação para essa mudança misteriosa; afinal de contas, ninguém sabe por que a terra possui um campo magnético, muito menos por que este se inverte! É apenas uma realidade observada da criação.

      Expansão do Fundo Oceânico

      Os geólogos explicam todas essas três observações por meio de simples hipótese, chamada de expansão do fundo oceânico. Supõem que a crista médio-oceânica é formada continuamente pela ressurgência de magma proveniente do manto plástico da terra, através de rachadura na crosta terrestre, e que o fundo oceânico afasta-se de ambos os lados da fissura, ao ser formado. A rocha recém-formada é limpa, e o sedimento se acumula lentamente, tornando-se observável somente depois que a nova rocha fica exposta por algum tempo, e se afasta da crista. As faixas paralelas de polarização magnética normal e invertida ocorrem quando o magma ascende e solidifica por algum tempo, ao passo que os pólos da terra se mantêm normais, e, daí, por certo tempo, enquanto se invertem.

      As descobertas indicam que, na época atual, o fundo do Oceano Atlântico se espalha por um pouco mais de 2,5 centímetros ao ano, e o Oceano Pacífico por cerca de 15 centímetros ao ano. Mas se a terra forma nova crosta no fundo oceânico em tal escala prodigiosa, tem de estar livrando-se de sua velha crosta que vai para algum outro lugar. Afinal de contas, a superfície total da terra não está aumentando. Os geofísicos especulam que isto ocorre ao longo de certas bordas, em que uma parte da costa desliza sob outra parte, e desce para o interior quente, onde se derrete e é consumida de novo pelo manto fluido. Crêem não se tratar dum processo suave, mas que é acompanhado de terremotos e erupções vulcânicas. Forma profundas fendas oceânicas e elevadas cordilheiras ao longo das bordas subsidentes.

      Teoria da Tectônica de Placas

      À base dum mapa-múndi das cristas médio-oceanicas e das bordas subsidentes, os geólogos dividiram a inteira superfície da terra em seis grandes (e várias menores) placas de rocha rígida. Tais placas, segundo postulam, estão sendo formadas nas cristas e se movem como uma correia de transporte em direção às bordas de outras placas, onde uma delas é lançada para baixo, para o manto, e se dissolve. Os continentes são transportados sobre tais placas, como um iglu de esquimó sobre uma banquisa de gelo.

      Chama-se a isto de teoria da tectônica de placas, provindo de uma palavra grega para “construir”. Tanto a deriva continental como a expansão do fundo oceânico são incluídas quais partes de uma teoria mais ampla.

      Examinemos alguns exemplos de como esta teoria é usada para explicar as caraterísticas observadas na crosta terrestre. A placa americana, que transporta tanto a América do Norte e a do Sul, bem como a metade ocidental do Oceano Atlântico, teoricamente está sendo formada na crista médio-atlântica e se move para o oeste. Junto à costa ocidental da América do Sul, uma placa menor que ascende do Pacífico oriental colide com a placa americana, a qual se acavala nela. Isto supostamente faz surgir profunda fossa oceânica, ao largo da América do Sul, e ergue a cordilheira dos Andes para serem os picos mais elevados das Américas. A subsidência da placa oceânica provoca freqüentes terremotos ao longo de toda a costa do Pacífico. Quando, segundo essa teoria, derrete-se a rocha mais leve, levada para o manto, ela ascende através de fendas na crosta continental acima dela para formar os vulcões na Cordilheira Andina.

      Um mapa pormenorizado da crista médio-oceânica mostra que não é realmente contínua, mas é ramificada por numerosas falhas em ângulos retos. Ao longo dessas falhas transcorrentes, como são chamadas, as duas placas teóricas deslizam horizontalmente. Os geólogos sugerem que a fricção resultante deste movimento é outra causa dos terremotos. Uma das mais compridas dessas falhas transcorrentes situa-se entre a placa americana e a placa do Pacífico, ao longo da costa ocidental da América do Norte. Ao longo dessa linha, bem conhecida dos californianos como a falha de Santo André (San Andreas), a placa do Pacífico se move para o noroeste, ao encontro da placa americana, em cerca de 5 centímetros ao ano. As tensões resultantes provocam freqüentes terremotos.

      A cidade de São Francisco, EUA, está no caminho desta falha, e a costa da Califórnia, em direção sul, situa-se a oeste dela, sobre a placa do Pacífico. Assim, se não for interrompido o presente movimento, prediz-se que, numa época muito distante, a localidade de Los Angeles estará perto de onde São Francisco está hoje.

      Evidências de que algumas localidades certa vez possuíam um clima muito diferente do atual também são consideradas pelos geólogos como adequando-se à teoria da translação continental. Na Pangéia postulada, os atuais continentes estavam todos muito mais para o sul do que agora, exceto a Antártida. A América do Norte e a península ibérica estavam sobre o equador. A América do Sul, a África, a Índia e a Austrália estavam todas agregadas à Antártida nas regiões do pólo sul.

      Subsistirá Essa Teoria?

      Os cientistas derivam satisfação em achar uma teoria que, aparentemente, junta num só quadro unificado muitos tipos díspares de informação. É isso que crêem que a teoria da tectônica de placas fez pela ciência da geologia. Mas significa isso que se trata, por conseguinte, da solução final e correta? Não necessariamente.

      Apesar dos êxitos aparentemente amplos da teoria, há ainda muitos quesitos que não se enquadram nela. Os geólogos argumentam quanto à interpretação dos pormenores. À medida que a pesquisa continua, algumas dessas indagações poderão ser respondidas dum modo que se harmonize com a teoria. Por outro lado, talvez ainda persistam fatos que não possam ser conciliados com ela.

      Uma das principais falhas é admitida no presente estádio da teoria. As forças que fazem com que haja a ressurgência do magma ao longo das cristas não foram explicadas ainda. Alguns geólogos têm-se contentado com a declaração geral de que as correntes de convecção, dentro do manto da terra, são responsáveis por isso. Mas o que gera a convecção, e por que muda o seu padrão? Quando tal idéia é examinada pormenorizadamente, ela entra em colapso. Uma corrente de convecção no ar ou na água ascende em torno dum eixo central, e não ao longo de um lençol delgado que formaria uma crista. É ainda mais difícil de se imaginar como os deslocamentos ao longo das falhas transcorrentes podem ser o resultado de correntes de convecção.

      Os Professores Flint e Skinner, da Universidade de Yale, oferecem as seguintes palavras acauteladoras em seu livro Physical Geology (Geofísica):

      “A teoria da tectônica de placas parece fornecer as respostas para tantas perguntas que ficamos tentados a crer que é a teoria unificadora, há muito procurada, que explica a litosfera [o envoltório sólido externo da terra, incluindo a crosta]. Mas devemos ter cuidado. Outras teorias, também, pareceram sobrepujantes em suas promessas, todavia, a longo prazo, provaram-se incorretas. A teoria da tectônica de placas ainda é uma simples teoria.”

      Quer a teoria da tectônica de placas sobreviva à prova do tempo e resulte correta, quer não, dispomos de abundante evidência do grande poder e sabedoria do Criador da terra. A respeito dele, escreveu o salmista: “Há muito lançaste os alicerces da própria terra, e os céus são o trabalho das tuas mãos.” (Sal. 102:25) As perguntas que Jeová propôs a Jó há milhares de anos, ainda continuam irrespondíveis por parte dos modernos geólogos: “Onde vieste a estar quando fundei a terra? Informa-me, se deveras conheces a compreensão. Quem lhe pôs as medidas, caso tu o saibas? Ou quem estendeu sobre ela o cordel de medir? Em que se fundaram seus pedestais de encaixe ou quem lançou a sua pedra angular?” — Jó 38:4-6.

  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    Despertai! — 1977 | 22 de dezembro
    • Ajuda ao Entendimento da Bíblia

      [Da obra de referência, Aid to Bible Understanding, Edição de 1971, extraímos a matéria que segue.]

      APÓCRIFOS. [Continuação]

      ADIÇÕES AO LIVRO DE ESTER

      Estas constituem seis trechos adicionais. Antes do primeiro capítulo, em alguns textos gregos e latinos antigos (veja a tradução do Pontifício Instituto Bíblico; mas Ester 11:2 a 12:6 em Soares, Centro Bíblico Católico) há o primeiro trecho, de dezessete versículos, apresentando um sonho de Mordecai e sua denúncia duma conspiração contra o rei. Depois de Ester 3:13 (PIB; mas 13:1-7 em So; CBC) a segunda adição apresenta o texto do edito do rei contra os judeus. No fim do capítulo quatro (PIB; mas 13:8 a 14:19, em So; CBC) relatam-se as orações de Mordecai e Ester como a terceira adição. A quarta é feita em seguida a Ester 5:2 (em PIB, a seção D, antes do capítulo 5; mas 15:1-19 em So; CBC) e narra a audiência de Ester com o rei. A quinta vem depois de Ester 8:12 (PIB, mas 16:1-24 em So; CBC) e consiste no edito do rei que permite que os judeus se defendam. No fim do livro (PIB; mas Ester 10:4 a 11:1 em So; CBC) o sonho apresentado na introdução apócrifa é interpretado.

      A colocação destas adições varia em traduções diferentes, algumas as situando todas no fim do livro (como fez Jerônimo em sua tradução), e outras entremeando-as no texto canônico.

      Na primeira destas seções apócrifas, apresenta-se Mordecai como estando entre os cativos tomados por Nabucodonosor, em 617 A.E.C., e como sendo um homem importante na corte do rei, no segundo ano do reinado de Artaxerxes, um século e um terço depois. Esta declaração, de que Mordecai ocupou tal posição importante, tão cedo no reinado daquele rei, contradiz a parte canônica de Ester. Crê-se que as adições apócrifas são de autoria dum judeu egípcio e foram escritas no segundo século A. E. C.

      SABEDORIA (DE SALOMÃO)

      Este é um tratado que exalta os benefícios advindos aos que buscam a sabedoria divina. A sabedoria é personificada como mulher celeste, e o texto inclui a oração de Salomão pedindo sabedoria. A última parte recapitula a história, desde Adão até à conquista de Canaã, baseando-se nela para fornecer exemplos de bênçãos pela sabedoria e de calamidades pela falta dela. Discute-se a tolice da adoração de imagens.

      Embora não o mencione nominalmente de forma direta, em certos textos o livro apresenta Salomão como seu autor. (9:7, 8, 12) A tradução católica, The Jerusalem Bible, declara em sua introdução que esse é um “artifício literário”. Assim, ao passo que afirma ser Salomão o seu autor, o livro cita trechos de livros bíblicos escritos séculos depois da morte de Salomão (997 A. E. C.), e o faz da Versão Septuaginta, grega, que começou a ser traduzida em 280 A. E. C. Crê-se que o escritor tenha sido um judeu de Alexandria, Egito, que o escreveu em meados do primeiro século A. E. C.

      O escritor manifesta forte dependência da filosofia grega. Emprega terminologia platônica ao propor a

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