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A felicidade advém de se utilizar ao máximo os talentos possuídosA Sentinela — 1968 | 15 de novembro
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que se achava ao retornar à sua casa em Washington, no dia seguinte. Nada mais podia ser feito por êle pelos médicos, e, gradualmente, foi enfraquecendo até sua morte, em 19 de novembro de 1967.
Sua vida fôra deveras uma vida plena e feliz. Servira qual publicador de congregação, ministro pioneiro, representante viajante da Sociedade Tôrre de Vigia, servira no Betel de Brooklyn e nos tratos com agências governamentais e organizações comerciais. Viajou por tôda a parte para a Sociedade, tanto no seu país como no estrangeiro, representou seus irmãos em casos legais e era extremamente generoso também em sentido material. Certamente tinha a bênção de Jeová, como era evidente, por um lado, do seu zêlo, do seu amor a Jeová e de sua alegria, e, por outro lado, pelos frutos de seus labôres.
Gozou a bênção de ‘lançar seu pão sôbre as águas e vê-lo retornar a êle após muitos dias’ em forma do amor dos irmãos a quem ajudara a obter conhecimento da verdade e em outros sentidos. (Ecl. 11:1, 2) Semelhante ao apóstolo Paulo, podia apontar para os concristãos como suas cartas de recomendação. E, embora seus fiéis associados sintam falta dêle, regozijam-se de saber que a êle também se aplicam as palavras inspiradas registradas pelo apóstolo João: “Felizes os mortos que morrem em união com o Senhor, dêste tempo em diante. Sim, diz o espírito, descansem êles dos seus labôres, porque as coisas que fizeram os acompanham.” — Rev. 14:13; 2 Cor. 3:1-3.
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A escola de Gileade forma 101 marcadores-auxiliaresA Sentinela — 1968 | 15 de novembro
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A escola de Gileade forma 101 marcadores-auxiliares
DIA de formatura dos 101 estudantes da quadragésima quinta turma da escola missionária de Gileade foi 10 de março de 1968, dia que jamais olvidarão. Falando a êles, bem como a uma assistência de cêrca de 2.000 amigos e parentes dos estudantes, o vice-presidente da Sociedade Tôrre de Vigia dos EUA identificou os estudantes como marcadores-auxiliares.
Baseando-se na profecia do capitulo nove de Ezequiel, que predisse a marcação nas testas das pessoas que “suspiram e gemem por causa de tôdas as coisas detestáveis que estão sendo feitas”, F. W. Franz disse que os estudantes são os marcados que iriam sair para ajudar a marcar outros. O sinal colocado na testa não é simplesmente a apreciação intelectual da Palavra da verdade de Deus, observou. É a evidência de uma personalidade cristã. O vice-presidente da Sociedade foi apenas uma das diversas pessoas que falaram à quadragésima quinta turma de Gileade naquele dia.
O presidente da Sociedade Tôrre de Vigia dos EUA, N. H. Knorr, concluiu os diversos discursos de admoestação aos estudantes por instar com êles a não se esquecer do voto que fizeram de cumprir a vontade de Deus. “Há pessoas que abandonaram por completo a organização de Deus”, disse, “e que por fim se esqueceram daquilo em que uma vez criam. Esqueceram-se de Deus”.
“Agora que terminou o curso”, disse, “isto não é o fim, mas apenas o comêço”. Concluiu dizendo: “Têm um maravilhoso privilégio. Não devem esquecer-se do que aprenderam e de seu voto de cumprir a vontade de Deus.”
Finda a admoestação do Presidente Knorr à turma, enfileiram-se na tribuna e receberam individualmente um envelope dêle que continha, na maioria dos casos, um diploma. A fim de receberem um diploma, certas normas escolásticas tinham de ser satisfeitas. O envelope também continha uma foto da quadragésima quinta turma e um pouco de dinheiro para ajudar a cobrir despesas pessoais. À medida que o último dos formandos voltava a seus lugares, apoteótico aplauso de felicitações partiu da assistência.
Um representante do grupo de bacharelandos apresentou então ao presidente da Sociedade uma carta de apreciação, que leu para que todos ouvissem. Nela, os formandos agradeciam à Sociedade o excelente treino que lhes fôra dado durante os cinco meses passados. Declararam que apreciavam agora a organização de Jeová, e tinham-na em um conceito que estava muito além de suas expectativas. Também achavam que a Bíblia assumira agora novas dimensões para êles. Com a leitura desta declaração apreciativa, o programa do dia não findou ainda. Mais ainda viria à tarde.
Para o gôzo de todos os presentes, diversos formandos fizeram excelentes apresentações musicais. Entre elas se achavam vívidas canções em espanhol, executadas por um grupo de formandos que haviam estudado tal idioma na escola.
Entremeadas nestas apresentações musicais foi feita uma paródia que fazia pensar e que representava como os diversos estudantes prepararam uma demonstração na sala de aula que mostrava como o inteiro livro de Primeira Coríntios é proveitoso. Depois de palestrarem, decidiram dramatizar uma cena hipotética na congregação coríntia do primeiro século. Isto mostrava como a carta de Paulo, entre outras coisas, cuidava da questão de divisões na congregação, como aconselhava a ação contra certo membro imoral da congregação, e como fornecia conselhos para aquêles que possuíam consortes descrentes. Com perícia, transmitiram o ponto principal, de que os princípios contidos na Bíblia são proveitosos para todos nós.
O ponto destacado no programa vespertino foi o impressionante desempenho, em trajes típicos, de cenas da vida da filha de um juiz no antigo Israel, o Juiz Jefté. Foi um drama emocionalmente comovente e que inspirava fé, uma apresentação inteiramente deleitosa.
Com o fim do drama, a turma inteira subiu à tribuna e cantou tocante canção de despedida. Daí, o presidente da Sociedade, em suas observações finais, os admoestou a “continuar neste excelente trabalho”. Sua oração final pôs um ponto final a êste esplêndido programa de formatura da quadragésima quinta turma de Gileade.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1968 | 15 de novembro
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Perguntas dos Leitores
● Será que Jesus participou do pão e do vinho ao instituir a refeição noturna do Senhor? — M. C., EUA.
Não, o registro de como Cristo instituiu a comemoração de sua morte, ou a refeição noturna do Senhor, não declara que êle mesmo comeu o pão ázimo e bebeu o cálice de vinho. Nem há base bíblica para pensar que o faria.
Reza o relato apresentado em Marcos: “Enquanto continuavam a comer, tomou um pão, proferiu uma bênção, partiu-o e o deu a êles, e disse: ‘Tomai-o, isto significa meu corpo.’ E, tomando um copo, rendeu graças e o deu a êles, e todos [êles] beberam dêle. E disse-lhes: ‘Isto significa meu “sangue do pacto”, que há de ser derramado em benefício de muitos. Deveras, eu vos digo: De modo algum beberei mais do produto da videira, até o dia em que o beberei novo no reino de Deus.’” — Mar. 14:22-25; Mat. 26:26-29.
Alguns acham que, por Jesus ter dito: “De modo algum beberei mais do produto da videira”, deve ter tomado dos emblemas da Comemoração. Mas, lembre-se, haviam acabado de celebrar a Páscoa judaica anual. Como parte da celebração, Jesus bebeu vinho e comeu pão ázimo. Referindo-se a isso, Cristo disse que êle não compartilharia de nôvo com êles tal alegria, conforme simbolizada pelo fruto da videira, até que dominasse qual rei e exercesse seu poder régio para despertar da morte a seus seguidores ungidos. (Sal. 104:15; Rev. 11:17, 18) Jesus partilhara do vinho da páscoa, mas não há razão para se crer que tomasse os emblemas da Comemoração.
Queira notar que o relato diz que Jesus deu os emblemas a “êles” e que “êles” beberam o vinho emblemático. Quais símbolos durante a celebração da Comemoração, o pão ázimo representava o corpo de Jesus, e o vinho representava o seu sangue.
O Senhor Jesus não teve de aceitar nem compartilhar os benefícios do sacrifício de seu próprio corpo e sangue. Deu sua “carne a favor da vida do mundo”. (João 6:51) Sacrificou seu sangue e sua carne para expiar os pecados das criaturas humanas arrependidas, mas pecaminosas. (Heb. 9:12-14; 10:10) Como humano perfeito, não precisou dos benefícios resgatadores dêsse sacrifício, de modo que pôde dizer a seus seguidores que o sacrifício era feito “em vosso beneficio”, e não em meu beneficio. (Luc. 22:20) Cristo podia sacrificar sua humanidade, e o sangue no qual a vida da humanidade se encontra, porque não precisaria de tais coisas quando ressuscitado qual espírito, tendo em vista a vida celeste. — 1 Cor. 15:45, 50.
Mas, muito embora não precisasse dos benefícios do que era simbolizado pelos emblemas, não os tomaria como exemplo para os apóstolos? Não,
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