-
Causará a humanidade sua própria destruição?Despertai! — 1980 | 22 de novembro
-
-
incapacitados, com náusea. Isto levou-os a vomitar sangue, à febre alta, à extrema diarréia, a sangrar pelos intestinos e à agonizante morte em questão de 10 dias. Calculou-se que o tributo total foi de cerca de 140.000 mortes — todas causadas por uma única bomba!
Já se passaram 35 anos desde que surgiu aquela nova era. Somente uma nação possuía então a bomba. Mas, o que aconteceu desde então?
A Era da Supermatança
Logo outras nações desenvolveram armas atômicas, e, à medida que aumentaram as tensões internacionais, iniciou-se a corrida das armas nucleares. Aperfeiçoaram-se mais bombas, e bombas maiores. A lançada sobre Hiroxima, apelidada “Little Boy” (Garoto), tinha um poder explosivo igual a 13 mil toneladas de TNT. Todavia, isto era deveras um “garoto” em comparação com as bombas atuais. Algumas, já testadas, eqüivalem a 60 milhões de toneladas de TNT!
Dezenas de milhares destas bombas, de vários tamanhos, estão estocadas em muitos arsenais. Somente os Estados Unidos possuem suficientes ogivas nucleares capazes de destruir 12 vezes todo homem, mulher e criança que existe na terra. Mas a potência de fogo é apenas um destes desenvolvimentos alarmantes.
Talvez se sinta um tanto seguro, sabendo que está a milhares de quilômetros de distância dum país desamistoso. Atualmente, contudo, há sistemas equipados para fazer com que as ogivas atômicas atinjam seus alvos com uma exatidão que desafia a própria imaginação. Mísseis que levam até oito ogivas atômicas separadas podem agora percorrer 9.650 quilômetros e cair num raio de 450 metros do alvo. Logo conseguirão cair a apenas alguns metros! É claro que ninguém na terra pode realmente sentir-se seguro ou “fora do alcance” dessas armas.
Para aumentar ainda mais a capacidade de causar supermatança, algumas nações se equiparam de armas químicas e biológicas (bacteriológicas). “Novos aerossóis da morte”, relata certa autoridade, “estão sendo fabricados, cujas diminutas gotículas podem provocar ataques cardíacos”. Um grande cientista que devotou muito tempo ao estudo do assunto soou o aviso: “A GB [Guerra Biológica] ainda constitui enorme ameaça para o mundo.”
“Uma arma ainda mais assustadora do que a nuclear”, é como o Presidente soviético, Leonid Breznev, descreveu os recentes desenvolvimentos bélicos. Instou que se “proscrevesse a criação de novos tipos de armas de destruição em massa”. Muitos acham que ele falava da “guerra meteorológica”, a provocação de mudanças ambientais para destruir o inimigo. O jornal soviético Red Star avisou sobre “o perigo excepcional para o mundo inteiro” como resultado de se mexer no meio ambiente “para fins militares destrutivos”. Teme-se que um país possa provocar enchentes, secas, terremotos, tufões, até mesmo furacões, no território inimigo. Quando se considera que um furacão contém a energia de 1 bilhão de toneladas de TNT, 16 vezes mais potente do que a maior bomba nuclear, tal guerra meteorológica pode ser tremendamente destrutiva.
Obviamente, o homem já tem, à sua disposição, os meios de destruir-se e deixar esta terra como um monturo radiativo. Todavia, desde 1945, as armas nucleares não têm sido usadas em guerras. Por este motivo, muitos se sentem seguros, imaginando que o mundo jamais verá uma guerra atômica total, que, segundo alguém que ajudou a desenvolver tal bomba, Albert Einstein, significaria “o aniquilamento de toda a vida na terra”.
-
-
O inimaginável — poderia acontecer?Despertai! — 1980 | 22 de novembro
-
-
O inimaginável — poderia acontecer?
Devido às pavorosas represálias, considerou-se inimaginável que uma nação desse início à guerra nuclear. No entanto, recentes desenvolvimentos de armas mostraram que este “equilíbrio do terror” ou “dissuasão” não constitui base real para a confiança.
Conforme adrede mencionado, a precisão dos mísseis intercontinentais melhorou dramaticamente nos últimos poucos anos. A revista Nation (Nação) diz-nos por que isto tem atemorizantes implicações:
“Ademais, o tipo de armas que os Estados Unidos agora desenvolvem subentende algo diferente de simples ‘dissuasão’. O míssil Cruise, quando utilizado, cairá num raio de uns 14 a 27,5 metros dum alvo a 3.200 quilômetros de distância. . . . O ponto é que armas assim tão precisas não são necessárias para um ataque retaliatório de ‘segundo golpe’ contra cidades e populações. Uma bomba que possa cair num raio de 800 metros, mais ou menos, de seu alvo, é mais do que adequada para a simples ‘dissuasão’. A precisão, contudo, torna-se importante quando uma nação planeja um ataque inicial de surpresa que prive o adversário de responder a ele. Quanto maior for a precisão, tanto menos bombas são necessárias para demolir os silos de mísseis inimigos, fortalecidos por milhares de toneladas de aço e concreto.” — 27 de maio de 1978.
Também, crescente número de nações desenvolvem armas nucleares. O perigo óbvio é comentado em The Bulletin of the Atomic Scientists (Boletim dos Cientistas Atômicos): “Crê-se de forma ampla que, quanto mais potências dotadas de armas nucleares vierem a existir, tanto maior será a probabilidade duma guerra nuclear. . . . A tecnologia das armas nucleares acha-se agora tão amplamente conhecida que a preocupação atual é a de que até mesmo grupos terroristas construam explosivos nucleares, quanto mais os governos.” — Setembro de 1979.
Quando vê nações, que possuem tais hediondos arsenais, envolverem-se em conflitos em que seus interesses vitais fiquem seriamente em perigo, não tem uma sensação intranqüila de que uma delas utilizará sua potência nuclear de fogo, sem medir as conseqüências? Não é o único que tem esta sensação.
Conferências Alarmantes
Por vários dias, em maio de 1978, 30 cientistas, militares e conselheiros governamentais de 10 nações se reuniram em sessões fechadas em Toronto, Canadá, para considerar seriamente o tema “O Perigo da Guerra Nuclear por Volta do Ano 2000”. “O mais assombroso sobre esta conferência”, declarou o seu presidente John Polanyi, “foi o senso de concordância de que aumenta o perigo duma guerra nuclear”. Desde então, outras reuniões de peritos,
-