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  • O que significou para mim aceitar a Jesus
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1968
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1968
w68 1/7 pp. 412-415

O que significou para mim aceitar a Jesus

CONFORME NARRADO POR Helen Griffiths

MEUS pais eram de origem judaica, mas não praticavam sua religião, além de dizerem que criam em Deus. O resultado foi que não recebi nenhum treino religioso inicial. Tanto quanto me lembre, sempre cri em Deus, e, vez por outra, até mesmo fui a uma escola dominical batista junto com uma colega. Em 1900, quando tinha dezoito anos, casei-me com Edward Griffiths. Tornamo-nos trabalhadores ativos da Igreja Episcopal, meu marido se tornando professor da escola dominical, embora não pudéssemos concordar com muitas coisas que eram ali ensinadas. Não podia entender como Jesus Cristo poderia ser o próprio Deus. Com efeito, veio o tempo em que Edward havia quase chegado ao ponto de compreender que teria de agir, ou de acordo com a Bíblia, ou de acordo com a igreja, visto que diferiam tanto, quando algo de maravilhoso aconteceu.

Notou uma coluna de jornal sobre o assunto: “O Que é um Cristão?” Era escrita pelo presidente da Sociedade Torre de Vigia, dos EUA, conhecido como Pastor Russell. Leu-a e ficou mui impressionado; de modo que pediu que lhe enviassem a publicação mencionada na coluna. Certa noite, pouco depois, um dos Estudantes da Bíblia, como eram então chamadas as testemunhas de Jeová, veio à nossa casa. Eu estava ocupada, preparando-me para um jantar de caridade da igreja, mas ela falou com meu marido. Este pediu os seis volumes de Estudos das Escrituras e uma assinatura de A Torre de Vigia (Sentinela). Quase na hora de ela ir embora, entrei na sala e pedi desculpas de não poder convidá-la para jantar. Expliquei-lhe que íamos a um jantar de caridade da igreja e não comeríamos em casa. Visto que morávamos na cidade de Nova Iorque, ela então nos convidou a ir a Betel, a sede da Sociedade Torre de Vigia, na seguinte quarta-feira à noite, para conhecermos o Pastor Russell.

Aceitamos o convite, e, depois do jantar, fomos convidados a ir ao quarto do Pastor Russell. No decorrer da palestra que se seguiu, ele perguntou ao meu marido se este era dedicado. A resposta de Edward foi Sim. Então, fez-me a mesma pergunta, mas não compreendi que falava sobre a dedicação da vida da pessoa a Deus. O irmão Russell me disse que me faltava fé. “Mas, creio em Deus” — disse-lhe.

APRENDENDO A VERDADE SOBRE O FILHO DE DEUS

Nas poucas semanas seguintes, verifiquei que me faltava fé por causa de falta de conhecimento. Sempre enfrentara um problema na Igreja Episcopal porque falavam de Jesus como Deus, e não podia aceitar isto. Mas, nas poucas semanas depois que conheci o Pastor Russell, eu e meu marido assistimos a discursos realizados pelos Estudantes da Bíblia, e aprendemos a verdade sobre onde estavam os mortos, o que é realmente o inferno, e que Jesus é realmente o Filho de Deus e não o próprio Deus. Embora, como episcopal, eu me tivesse tornado cristã de nome, pela primeira vez na vida compreendi quem era Jesus e porque era necessário que o aceitasse, bem como ao seu sacrifício de resgate, a fim de agradar a Deus.

Ao mesmo tempo, com seu novo entendimento da Bíblia, meu marido veio a compreender que as doutrinas a respeito da imortalidade e do inferno de fogo que ele ensinava às crianças na escola dominical não eram bíblicas. Sua consciência o afligia, e, assim, levou sua dúvida ao ministro de nossa igreja, que replicou: “Não se preocupe com isso, Sr. Griffiths. Não creio em todas as coisas que ensino aos nossos paroquianos, tampouco.” Esta hipocrisia confessa da parte de um dos clérigos da cristandade muito contribuiu para ajudar-nos em nossa decisão de abandonar a igreja.

No primeiro domingo de cada mês, o irmão Russell falava sobre o batismo no Templo de Nova Iorque, e, em fevereiro de 1915, eu e Edward ouvimos esse discurso. Quando chegou a hora para que ficassem em pé os que desejavam ser batizados, eu e meu marido surpreendemos um ao outro, pois ambos ficamos em pé. Depois de sermos batizados, o irmão Russell veio dar-nos cumprimentos, e ficou muitíssimo surpreso de me ver, a mulher que não tinha fé, há apenas algumas semanas atrás, ali, tendo sido batizada!

Nosso lar foi imediatamente abençoado por ser usado como local de reuniões, pois eram ali dirigidos tanto um estudo de livro como um estudo da Torre de Vigia. Nós tínhamos espaço suficiente para acomodar uma pessoa extra, e, assim, amiúde tivemos o privilégio de compartilhá-lo com um ministro pioneiro (ou colportor, como eram então chamados). Isto ampliou nosso círculo na família do Senhor e era fonte de encorajamento para todos nós.

IMITANDO O EXEMPLO DE JESUS

Tendo chegado a reconhecer Jesus em seu devido lugar no arranjo de Deus, desejei copiar-lhe o exemplo e participar na pregação do reino de Deus. Tínhamos três filhos, contudo, e achávamos que não podíamos participar no ministério de pioneiro. No entanto, quando foi anunciado o ministério de pioneiro-auxiliar, ambos participamos nele, devotando cinqüenta horas por mês em tal serviço.

Nem todos apreciavam essa pregação do Reino. Em Nova Jersey, as testemunhas de Jeová estavam sendo presas por “vendas ambulantes sem licença”. Assim a Sociedade Torre de Vigia fez arranjos para campanhas especiais naquele estado, e, nos fins-de-semana, participávamos da obra de pregação ali, reunindo-nos bem cedo na manhã, compreendendo que o risco de ser presos pela polícia sempre existia. Em certa ocasião, Edward foi preso, condenado e serviu a sentença de dez dias de prisão. Por fim, foi confirmado mediante casos legais o direito de pregar.

A congregação de Nova Iorque das testemunhas de Jeová foi dividida em unidades na década de 1930, e Edward se tornou o superintendente congregacional no Bronx. (Incidentalmente, naquele tempo só havia essa congregação no Bronx. Agora há trinta e quatro.) Que privilégio grandioso e que alegria tem sido ver o crescimento da organização de Jeová através dos anos!

Edward entrou no ministério de pioneiro em 1940, tendo abandonado uma posição financeiramente recompensadora no mundo comercial; e eu juntei-me a ele nas fileiras de pioneiro em 1941, depois de Ruth, nossa filha mais velha, se casar. Seis meses depois de começar a ser pioneira, fomos designados para servir em Ossining, Nova Iorque. Edward foi designado como ministro pioneiro especial então, e, depois de outros seis meses, eu também me tornei pioneira especial. Quão emocionante foi ter parte em estabelecer ali uma congregação!

Apreciamos as designações em Tarrytown, Hastings-on-Hudson e Islip, Long Island, nos anos em seguida, e, em Islip, também, pudemos organizar uma congregação. Estas designações foram durante os anos da Segunda Guerra Mundial, e, por causa do racionamento de gasolina, amiúde foi necessário andarmos longas distâncias até nossos estudos bíblicos. Edward se aproximava de seus setenta anos naquela época, mas gozávamos boa saúde e, com a ajuda de Jeová, pudemos continuar na pregação de tempo integral e assim receber muitas bênçãos.

Providence, Rhode Island, foi o seguinte lugar ao qual fomos designados. A congregação tinha cinqüenta e oito associados, e Edward ficou bem surpreso com a frieza da congregação. Achou que se aqueles associados com a congregação ali pudessem ter maior contato com a sede, logo se animariam. Assim, como superintendente congregacional, começou a solicitar oradores de Betel. Estes por certo demonstraram ser maravilhoso estímulo para a congregação ali. Lembro-me de que pedimos a certa família que recebesse um dos oradores da sede. Ficaram um tanto hesitantes de início, mas concordaram. Fez-se que o orador se sentisse parte da família e, com o tempo, realmente se tornou parte da família, visto que se casou com uma das moças da família. Ele e sua esposa servem agora na Dinamarca.

BÊNÇÃOS DE SEGUIR O EXEMPLO DE JESUS

Ao passo que nos fora fácil ver a diferença entre a verdade de Deus e a religião falsa, alguns não podiam ver isso tão claramente. Lembro-me de certa moça italiana com quem estudei. Ela tinha sido católica na Itália, onde um sacerdote queimou a Bíblia dela; mas, ao vir para os Estados Unidos, verificou que sua família se tornara batista. Ela aderiu à Igreja Batista, mas concordou em estudar a Bíblia comigo. O estudo progrediu, exceto que ela não podia ver a diferença entre a religião babilônica da cristandade e a verdade bíblica. Daí, certo dia, o ministro batista a visitou. Ela começou a falar a ele sobre o reino de Deus. Ele lhe perguntou por que ela desejava que algum reino viesse, visto que tinha um lar tão excelente, estava bem situada materialmente e não precisava preocupar-se com reino algum. Ela lhe disse que não se preocupava apenas com ela mesma, mas com todos os que sofriam por todo o mundo e que não tinham materialmente o que ela possuía. A visita do ministro ajudou-a a ver a diferença entre os ensinos da cristandade e os da Bíblia. Ela ainda serve fielmente, pregando as boas novas do reino de Deus.

Antes de partirmos de Providence, experimentamos a bênção de ver a congregação crescer em número até 117 pessoas. Dali fomos designados a Greenport, Long Island, e, ali, também, pudemos ter parte em abrir uma nova congregação. A saúde de Edward declinou enquanto estávamos lá, de modo que, em 1953, retornamos ao Bronx para morar junto com nosso filho Richard e sua família. Em dezembro de 1954, meu marido terminou sua carreira terrestre.

Desde que retornei ao Bronx, tenho continuado a dar a conhecer a verdade a respeito de Jeová e seu Filho, e, com oitenta e quatro anos, ainda sou abençoada com o privilégio de estar na lista dos ministros pioneiros, usufruindo a companhia de muitos outros na congregação à medida que tomo parte na pregação das boas novas. Ter um grupo de estudo de livro de congregação em meu apartamento é outra bênção que aprecio muitíssimo.

Falando de bênçãos, lembro-me das assembléias. Quão feliz eu e Edward ficamos quando foi anunciado o nome “testemunhas de Jeová” na assembléia de Columbus, Ohio, EUA, em 1931. E lembro-me, também, da emocionante assembléia em S. Luís, Missouri, EUA, em 1941, quando o presidente da Sociedade, irmão Rutherford, falou aos filhos ali. Mas, as assembléias se tornam cada vez melhores com o tempo. Os congressos do Estádio Ianque foram todos maravilhosos, também. E aquele a que compareci, não faz muito tempo, em Baltimore, a Assembléia “Filhos da Liberdade de Deus”, foi o melhor até agora. Tenho tido alguns problemas com a saúde, ultimamente, mas sinto-me muito alegre de poder ter ido àquela assembléia. Minha saúde não constituiu um problema maior ali do que se eu permanecesse em casa, e que benção espiritual teria perdido! Sinto-me tão grata a Jeová e a meus irmãos e irmãs cristãs pelo amor que demonstram para comigo por tornarem possível a minha viagem a Baltimore para a assembléia.

Quando rememoro os anos em que tenho servido a Jeová, sinto-me muito contente. Quando começamos a seguir o exemplo de Jesus pela pregação, ficamos pensando como poderíamos alcançar todas as pessoas na cidade de Nova Iorque com a mensagem. Que alegria tem sido, com o passar dos anos, ver como a bênção de Jeová tem estado sobre os esforços de suas testemunhas e como Ele tem suscitado tantas pessoas para realizar a obra que Ele deseja que seja feita! No decorrer dos anos, fomos privilegiados a ajudar muitas pessoas a adquirir conhecimento da verdade de Deus, e os filhos de algumas dessas pessoas com quem estudamos são agora superintendentes de distrito, de circuito e de congregação. Quando os visito, é como ir à casa de minhas famílias. Certamente uma das muitas bênçãos que tenho recebido como resultado de aceitar a Jesus e da minha dedicação a Jeová, tem sido meus “filhos” e meus “netos” no Senhor. — Mar. 10:29, 30.

Tenho verificado que, quando temos amor a Jeová e fé nele, se fizermos o esforço, Jeová fará o resto. Sei que, se a pessoa não tem obrigações bíblicas que a impeçam, não há maior alegria do que participar no ministério de pioneiro com plena fé em Jeová e em suas promessas, tais como a de Malaquias 3:10: “Ponde-me à prova, diz o Senhor [Jeová] dos exércitos, se não vos abrirei as eclusas do céu e se não derramarei sobre vós a bênção até não quererdes mais!” (PIB) Assim, embora fosse judia natural, sem entendimento de Jesus Cristo, e com pouco conhecimento de Deus, quão grata sou de ter tido a oportunidade de vir a conhecer a Jeová, e quão alegre me sinto de ter aceito sua mais graciosa provisão, seu Filho, Jesus Cristo, e imitado o exemplo que deixou para nós! — 1 Ped. 2:21.

(A irmã Helen Griffiths morreu na sexta-feira, 4 de novembro de 1966, ao se aproximar dos oitenta e cinco anos. O oficio fúnebre foi realizado no domingo, 8 de novembro, e mais de 185 pessoas estavam presentes para ouvir o discurso proferido por um amigo íntimo dela, Russell Kurzen, membro da família de Betel de Brooklyn. A irmã Griffiths era um dos seguidores ungidos do Senhor Jesus Cristo, cuja esperança de felicidade celeste é mencionada como a promessa contida em Revelação 14:13.)

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