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HobabeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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da Imprensa Bíblica Brasileira e dos Missionários Capuchinhos, de Lisboa, Portugal. [Em inglês, também a da “Jewish Publication Society”, a de James Moffatt e a An American Translation.) Assim, este nome, Hobabe, pode ter designado dois indivíduos distintos, a saber, o sogro de Moisés, bem como seu cunhado. Que isto não é algo impossível é visto pelo fato de que mais de um nome é designado ao sogro de Moisés. — Compare com Êxodo 2: 16-22; 3:1.
Por outro lado, se Hobabe era deveras apenas o nome do filho de Reuel, e, assim, era o nome apenas do cunhado de Moisés, então a referência a Hobabe como sendo sogro de Moisés significaria que Hobabe era encarado como o representante de seu pai, Reuel, que, nesse caso, provavelmente já havia morrido.
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HofniAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HOFNI
[girino, cavidade da mão]. Um dos filhos do sumo sacerdote Eli. Hofni e seu irmão Finéias eram “homens imprestáveis”, culpados de conduta sacrílega e de crassa imoralidade. (1 Sam. 1:3; 2:12-17, 22-25) Devido a esta infidelidade enquanto servia como sacerdote no santuário de Jeová, no século XII A.E.C., Jeová julgou Hofni como sendo digno de morte, a qual lhe sobreveio por ocasião da captura da Arca sagrada pelos filisteus. — 1 Sam. 2:34; 4:4, 11, 17; veja Finéias N.º 2.
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HofraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HOFRA
[do egípcio, “o coração de Rá (o deus-sol) perdura”]. Na Septuaginta (Jer. 51: 30 [que corresponde a 44:30 na maioria das versões]) ele é chamado Vafrés. Os peritos entendem que o Apriés de Heródoto é Hofra.
Hofra era rei do Egito na época de Zedequias, rei de Judá, e de Nabucodonosor, rei de Babilônia. Crê-se ser o faraó Hofra, com quem Zedequias constituiu uma aliança para proteção contra Nabucodonosor, contrário às ordens que Jeová dera, anos antes, mediante Isaías, o profeta, avisando Israel a não se voltar para o Egito em busca de ajuda. (Isa. 30:1-5; 31:1-3) Nabucodonosor subiu contra Jerusalém em 609 A.E.C., mas levantou o sítio temporariamente por causa das notícias de que uma força militar provinha do Egito. Os egípcios desapontaram Zedequias, sendo obrigados a retirar-se, e os babilônios voltaram e destruíram a cidade. — Jer. 37:5-10.
Foi evidentemente na parte inicial do sítio que os governantes de Jerusalém fizeram um pacto com o povo de Jerusalém para proclamar a liberdade de todos os seus escravos hebreus, segundo a Lei. Sem dúvida isto era uma tentativa tardia e insincera para conseguirem o favor de Jeová, pois, quando o sítio foi temporariamente levantado, mostraram sua real atitude para com a lei de Deus por escravizarem de novo seus irmãos. — Jer. 34: 8-11.
Jeremias predisse que o faraó Hofra seria entregue “na mão dos seus inimigos e na mão dos que procuram a sua alma”. (Jer. 44:30) Segundo Heródoto, Hofra (Apriés) era muitíssimo arrogante. Mas suas tropas se revoltaram e entronizaram Amasis como rei rival, mais tarde fazendo prisioneiro a Hofra e, por fim, estrangulando-o. No entanto, Josefo afirma que o rei do Egito foi morto por Nabucodonosor algum tempo depois do vigésimo terceiro ano de regência de Nabucodonosor. Não se tem certeza se este era o Hofra, ou se ele já fora morto antes, e outro rei governava em lugar dele, conforme Heródoto relata.
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HolocaustoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HOLOCAUSTO
Veja OFERTAS.
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HomemAjuda ao Entendimento da Bíblia
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HOMEM
[Heb., ’adhám, humano ou terreno (o termo genérico para humanidade); ’ish, homem, uma pessoa ou indivíduo, um varão, um marido; ’enósh, um homem mortal; géver, um homem fisicamente forte ou robusto; zakhár, um varão; algumas outras palavras hebraicas também são às vezes traduzidas “homem”. Gr., ánthropos, homem (genérico); anér, um homem, uma pessoa do sexo masculino, um marido; também alguns outros termos gregos]. Uma criatura inteligente, a forma mais elevada de vida terrestre, e um produto do Criador, Jeová Deus. Jeová formou o homem do pó do solo, soprou em suas narinas o fôlego da vida, “e o homem veio a ser uma alma vivente”. (Gên. 2:7; 1 Cor. 15:45) Depois da criação de Adão e de ele ter dado nome aos animais, Jeová fez com que Adão caísse num sono profundo; e, enquanto Adão dormia, Deus retirou uma das costelas de Adão e a usou para criar a mulher. Assim sendo, quando ela foi apresentada ao homem, Adão pôde dizer: “Esta, por fim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne.” Ele a chamou de Mulher (’ishsháh) “porque do homem foi esta tomada”. (Gên. 2:21-23) Adão mais tarde lhe deu o nome de Eva (“a vivente”). (Gên. 3:20) Adão e Eva foram criados perto do fim do sexto “dia” criativo. — Gên. 1:24-31.
Visto que as Escrituras esboçam a história do homem desde a própria criação do primeiro casal humano, não pode haver tal coisa como “homem pré-histórico”. Os fósseis da terra não fornecem nenhum elo entre o homem e os animais. Daí, também, há total ausência de referências a quaisquer sub-humanos nos registros mais antigos do homem, quer sejam documentos escritos, desenhos nas cavernas, esculturas, quer coisas semelhantes. As Escrituras deixam bem claro o oposto, que o homem era originalmente um filho de Deus, e que degenerou. (1 Reis 8:46; Ecl. 7:20; 1 João 1:8-10) O arqueólogo O. D. Miller comentou: “A tradição da ‘idade de ouro’, então, não era um mito. A doutrina de um declínio subseqüente, de uma triste degeneração, de a raça humana principiar num estado original de felicidade e de pureza, sem dúvida incorporava uma grande, mas lamentável, verdade. As nossas filosofias modernas sobre a História, que começam com o homem primevo qual selvagem, necessitam evidentemente de nova introdução. Não, o homem primevo não era um selvagem.” — Har-Moad.
‘À IMAGEM DE DEUS’
Deus, ao revelar a seu “mestre-de-obras” o propósito divino de criar a humanidade, disse: “Façamos o homem [’adhám] à nossa imagem, segundo a nossa semelhança.” (Gên. 1:26; Pro. 8:30, 31; compare com João 1:1-3; Colossenses 1:15-17.) Observe que as Escrituras não afirmam que Deus criou o homem à imagem de um animal selvagem ou de um animal doméstico, ou de um peixe. O homem foi feito ‘à imagem de Deus’; ele era um “filho de Deus”. (Luc. 3:38) Quanto à forma ou formato do corpo de Deus, “ninguém jamais viu a Deus”. (1 João 4:12) Ninguém na terra sabe qual a aparência do corpo glorioso, celeste e espiritual de Deus, de modo que não podemos assemelhar o corpo do homem ao corpo de Deus. “Deus é [um] Espírito.” — João 4:24.
Todavia, o homem é ‘a imagem de Deus’ no sentido de que foi criado com qualidades morais tais como as de Deus, a saber, o amor e a justiça, e possui poderes e sabedoria acima dos possuídos pelos animais, de modo que pode avaliar as coisas de que Deus gosta e que aprecia, tais como a beleza e as artes, a fala, o raciocínio, e outros processos similares da mente e do coração, que os animais não possuem. Ademais, o homem é dotado de espiritualidade, podendo conhecer e comunicar-se com Deus. (1 Cor. 2:11-16; Heb. 12:9) Por tais razões, o homem estava habilitado para ser o representante de Deus e ter em sujeição as formas de vida animal existentes nos céus, na terra e no mar.
Sendo criação de Deus, o homem era originalmente perfeito. (Deut. 32:4) Assim, Adão podia legar à sua posteridade a perfeição humana e a oportunidade de vida eterna na terra. (Isa. 45:18) Ordenou-se a ele e a Eva: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a.” À medida que sua família fosse crescendo, eles teriam cultivado e embelezado a terra segundo o projeto de seu Criador. — Gên. 1:28.
A posição de Cabeça
O apóstolo Paulo, ao considerar as posições relativas do homem e da mulher no arranjo de Deus, afirma: “Quero que saibais que a cabeça de todo homem é o Cristo; por sua vez, a cabeça da mulher é o homem; por sua vez, a cabeça do Cristo é Deus.” Indica então que a mulher que ora ou profetiza na congregação com a cabeça descoberta envergonha aquele que é seu cabeça. Para reforçar seu argumento, ele passa a declarar: “Pois o homem não deve ter a cabeça coberta, visto ser imagem e glória de Deus; mas a mulher é a glória do homem.” O homem foi criado primeiro, e esteve sozinho por algum tempo, sendo sozinho a imagem de Deus. A mulher foi feita do homem e devia ficar sujeita ao homem, situação diferente da de Deus, que não está sujeito a ninguém. A posição do homem como cabeça é, todavia, terciária, vindo depois de Deus e de Cristo como cabeças. — 1 Cor. 11:3-7.
DOTADO DE LIVRE-ARBÍTRIO
O homem, tendo sido feito à imagem de Deus, conforme a sua semelhança, possuía livre-arbítrio. Gozava da liberdade de escolha para fazer o bem ou o mal. Isto o colocava em posição de trazer honra e glória a Deus, muito além do que a criação animal Lhe poderia trazer, pela obediência voluntária e amorosa dele ao seu Criador. Poderia louvar de forma inteligente a Deus, por Suas maravilhosas qualidades, e apoiar Sua soberania. Mas a liberdade de Adão era uma liberdade relativa; não era absoluta. Podia continuar vivendo em felicidade apenas se reconhecesse a soberania de Jeová. Isto foi indicado pela árvore do conhecimento do bem e do mal, da qual se proibira Adão de comer. Comer dela seria um ato de desobediência, uma rebelião contra a soberania de Deus. — Gên. 2:9, 16, 17.
Sendo Adão um “filho de Deus” (Luc. 3: 38), seu relacionamento com Deus era o de um filho para com seu pai, e Adão devia, assim, tê-lo obedecido. Em aditamento, Deus criou no homem o desejo inato de render-lhe adoração. Este desejo, se pervertido, levaria o homem na direção errada, e destruiria sua liberdade, colocando-o em escravidão ao que fora criado, ao invés de ao Criador. Isto, por sua vez, resultaria na degradação do homem.
Um filho espiritual rebelde de Deus fez com que Eva, esposa de Adão, pecasse, e ela colocou a tentação diante de Adão, o qual deliberadamente rebelou-se contra Jeová. (Gên. 3:1-6; 1 Tim. 2:13, 14) Tornaram-se como aqueles a quem Paulo descreveu mais tarde, em Romanos 1:20-23. Por sua transgressão, Adão perdeu sua filiação e sua perfeição, e introduziu o pecado, junto com a imperfeição e a morte, na inteira raça humana, seus descendentes. Estes, quando nasceram, refletiam a imagem de seu pai, Adão, sendo homens imperfeitos, a morte operando em seus corpos. — Gên. 3:17-19; Rom. 5:12; veja Adão N.º 1.
“O HOMEM QUE SOMOS POR DENTRO”
Ao falar do conflito do cristão, incluindo o travado com a carne decaída e pecaminosa, a Bíblia usa as expressões “o homem que sou no íntimo”, “o homem que somos por dentro”, e frases similares. (Rom. 7:22; 2 Cor. 4:16; Efé. 3:16) Tais expressões são apropriadas porque os cristãos foram “feitos novos na força que ativa a [sua] mente”. (Efé. 4:23) A força impulsionadora ou inclinação de sua mente é para a direção espiritual. Fazem esforços de ‘desnudar-se da velha personalidade [literalmente, do “velho homem”]’ e revestir-se da “nova personalidade [literalmente, do “novo homem”]”. (Col. 3:9, 10; Rom. 12:2) Ao serem batizados em Cristo, foram “batizados na sua morte”; a velha personalidade foi pregada numa estaca, “para que o . . . corpo pecaminoso
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