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  • Que tipo de lugares são as discotecas?
  • Despertai! — 1979
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g79 8/9 pp. 8-12

Que tipo de lugares são as discotecas?

POR TODO o mundo, cada semana, milhões de pessoas se dirigem para discotecas em busca de divertimento. A que tipo de lugares se dirigem? São todos eles semelhantes?

Não necessariamente. Pode haver variação considerável entre uma discoteca e outra, como diz a revista Discothekin: “Discoteca é simplesmente a música e a dança, e pode ser amoldada para qualquer forma que se deseje. As pessoas ditam o sucesso de um clube, e, se o dono/gerente for astuto, ele pode determinar sua clientela meramente por definir, via música, a atmosfera que deseja criar — seja a da década dos setenta, dos quarenta, ou da alegre década de 1890.”

Existem até mesmo discotecas infantis, para crianças; outras são planejadas tendo particularmente os avós delas em mente. Com relação a pessoas um pouco mais idosas, o jornal Frce Press, de Detroit, E. U. A., observou: “Não tem sido difícil os passos do lindy [um tipo de dança] serem transformados em hustle, e o foxtrote nos passos rápidos e manhosos, nos restaurantes dançantes transformados em discoteca.”

Alguns lugares são classificados “restaurantes-discotecas”. Podem ser restaurantes à noitinha. Mas, tarde da noite, servem como discotecas. Isto possibilita ao dono do restaurante gerar lucros adicionais, nas horas em que seu restaurante normalmente estaria fechado. Na Europa, a maioria das discotecas são lugares onde se pode comer e beber, bem como dançar.

De modo que nem todas as discotecas são iguais; o nome pode ser aplicado a lugares bem diferentes. Mas qual é a essência — a própria substância ou alma — da discoteca? Que estilo de vida promove? Como se reflete isto na sua música, sua dança, sua roupa, e assim por diante?

Discoteca — O Que Está Envolvido

Kitty Hanson, que pesquisou e escreveu extensivamente sobre o assunto, fala sobre uma discoteca moderna: “Debaixo do teto de luzes cintilantes, o piso parecia mover-se com o martelar de pés, e o ar começou a crepitar de pura energia física. Daí o lugar explodiu. Gritos e brados e mil mãos freneticamente agitadas encheram o ar, ao passo que a música virtualmente fazia os dançarinos flutuar no ar. Era um momento estremecedor, eletrizante, de pura emoção primitiva. Era a essência da discoteca.”

O que é esta “pura emoção primitiva” — a essência da experiência da discoteca — que é provocada nos que dançam? Show Business, um jornal da classe profissional, dá-nos uma idéia no seu artigo “A Dinâmica Década da Discoteca”, dizendo:

“Uma aura de aceitação envolve a onda da discoteca. . . . Costumes sexuais antiquados, que foram vitoriosamente combatidos durante os anos sessenta, têm cedido a novas liberdades sexuais em que as pessoas lidam com seus desejos francamente e participam sem se sentirem culpados

“Homossexuais dançam lado a lado com pessoas normais, e ninguém mais se importa. E a liberdade multiface que constitui a alma da discoteca, e o seu ponto central é a batida dela.”

Expressão sexual livre, liberada — o abandono das restrições — isto é a alma, a essência da discoteca. Sem dúvida são reminiscências das antigas danças da fertilidade, onde os adoradores explodiam em movimentos frenéticos, estimulantes da paixão, que podiam muito bem culminar em relações sexuais, a fim de convencer a “Mãe Terra” a conceder novas colheitas.

É certo que nem todas as discotecas necessariamente encorajam tal abandono das inibições, mas a discoteca é identificada com tal estilo de vida ‘sexualmente liberado’. “O que diferencia a discotecomania de suas predecessoras é esta tendência notória de extravasar em orgia”, explica a revista Esquire. “Toda discoteca é implicitamente orgia . . . Por oferecerem a gratificação total e instantânea de todos os desejos sexuais, numa atmosfera de intenso excitamento da imaginação, a orgia inspirada pela discoteca promove o começo dum estado exaltado da consciência, literalmente de êxtase, ou de ficar fora do corpo.”

A Ênfase no Ego

Alguns podem pensar numa discoteca como uma forma de dança disciplinada, destacando o hustle, e para alguns pode ser isso. Contudo, isto não é tudo que está envolvido na discoteca. Ao contrário, a atenção dos que dançam geralmente se foca não tanto em dançar com o outro, mas em fazer sua própria coisa — “ficar na sua” — como se diz. É uma cena de exibicionismo sexual.

Esta motivação da discoteca para satisfazer a si próprio tem sido notada, e alguns comentários profundos foram feitos. Observe o editorial “Discoteca, Narcisismo e Sociedade”, no jornal de Nova Iorque, Daily News, de 19 de março de 1978:

“Separados por paredes de música ensurdecedora, e arrebatados num frenesi de luzes reluzentes, os que dançam ficam na sua, raramente se tocando, nunca olhando para o outro nem mesmo falando. É bem parecido com ficar diante de um espelho gritando ‘eu, eu eu, eu . . . ’ indefinidamente.

“Esta pura satisfação de si próprio reflete uma filosofia perigosamente arraigada em nossa sociedade. Prega que qualquer coisa que alguém sinta vontade de fazer é 100% certo — não importa como afete a outrem.

“Esta atitude se revela na nossa elevada taxa de divórcio, nas legiões de famílias desfeitas, e nos incontáveis livros e movimentos compostos de autogratificação e auto-estima.

“Há muito pouco espaço para amor, na filosofia que permeia o mundo da discoteca. E isto é uma pena, pois aqueles que esqueceram — ou nunca aprenderam — as alegrias de dar e partilhar estão perdendo a parte mais valiosa da vida.”

O artigo da Esquire de 20 de junho de 1978 fez uma investida similar, sendo intitulado “O Estilo da Discoteca: Ame a Si Mesmo”. “Que a discoteca se tem baseado num reavivamento da ‘dança do toque’ ou que se focaliza num passo chamado hustle latino”, diz a revista, “ou é um pensamento que querem acreditar os instrutores das escolas de dança Arthur Murray, ou mau jornalismo de página feminina. A verdade é que a dança dos quadris da discoteca atual se enquadra no tipo de show do eu-sozinho que o John Travolta apresenta na mais excitante seqüência de Embalos de Sábado à Noite.”

Visto que o filme Embalos de Sábado à Noite tem tido tanto que ver com o crescimento e a divulgação fenomenal da discoteca, vamos considerá-lo. Que tipo de estilo de vida este filme destaca e, com efeito, promove?

“Embalos de Sábado à Noite”

O personagem principal do filme vive para apenas uma coisa — brilhar sábado à noite na discoteca. São destacadas as escapadas sexuais da turma da discoteca, inclusive sexo oral, que se realiza fora num carro, durante os intervalos da dança. A linguagem é do mais baixo calão. No entanto, tudo isso é apresentado como normal — o modo de vida entre aqueles que vão a discotecas. Num artigo de jornal, “Por Que Adolescentes Não Devem Ver ‘Embalos de Sábado à Noite’”, o psicólogo Dr. Herbert Hoffman, de Nova Iorque, disse:

“O que Travolta e seus amigos estão ensinando aos rapazes é envolverom-se sexualmente com as moças, sem o mínimo sentimento romântico, usarem as moças como objetos sexuais e despersonalizarem a inteira experiência sexual.

“As idéias deste filme que os adolescentes levarão com eles podem tragicamente causar dano à inteira vida deles.

“Os adolescentes procurarão ‘conhecer” o sexo oposto, com a idéia de que uma relação sexual com uma moça é uma proeza de que se gabar aos amigos a fim de conseguir status no grupo.

“As moças se convencerão de que ou se requer promiscuidade para assegurar a popularidade, ou que os homens estão à procura ‘de apenas uma coisa’. Em ambos os casos, a oportunidade delas de um envolvimento emocional profundo e duradouro fica comprometida.

“É um filme nocivo para se permitir que adolescentes suscetíveis o vejam.”

Todavia, milhões de jovens por todo o mundo, muitas vezes acompanhados dos pais, têm afluído para ver este filme, tornando-o um dos maiores sucessos de bilheteria da história. Conforme comentado, destaca o que está envolvido na discoteca. Mas outros aspectos dela também fazem isso.

Música, Roupa e Drogas

Ao passo que cresce sua popularidade, há poucas pessoas que não estão familiarizadas com o som da música de discoteca. Muitas canções bem conhecidas de décadas passadas foram adaptadas à batida pulsante da discoteca. Ao se familiarizarem com estas melodias, até mesmo pessoas de mais idade que gostavam dos originais passam a gostar de ouvir as versões atualizadas. Mas, novamente, qual é geralmente o empuxo principal da música de discoteca?

Reportando-se a um dos grupos populares da discoteca, disse Discoworld: “Em ‘Baby I’m On Fire’ [Estou Quente, Benzinho], do álbum atual ‘Arabian. Nights’ [Mil e Uma Noites], as três mulheres arfam e ronronam ‘Oooh, I’m on fire’ [Oooh, estou quente]. Um saxofone fálico entra, transformando a canção numa fabulosa trilha-sonora para filmes pornográficos particulares da Times Square.” Daí, a revista acrescenta: “O estilo impregnado de sexo do conjunto de Ritchie Family se enquadra direitinho na esfera da principal motivação da atual música de discoteca, que é celebrar o prazer.”

A berrante exploração do sexo por parte da discoteca, inclusive seus esforços de estimular sexualmente os ouvintes, foi também observada pela revista Time. Dizia seu artigo “O Espalhafatoso Reino da Rainha da Discoteca”: “Lá em 1976 . . . ela conseguiu um disco de ouro por simular o orgasmo 22 vezes.”

As capas dos álbuns de discoteca também dão uma idéia do tipo de música que contêm. Algumas vezes se apresenta o nudismo, embora a exploração sexual, com freqüência, seja mais sutil. Discoworld falou de uma capa: “As posições de Jaqui e Dodie, combinadas com a de Eduah, criam um símbolo de três letras [em inglês] que numa observação casual é invisível ao consciente, mas é percebida ao nível inconsciente: S-E-X [sexo].”

Os estilos de roupa da turma da discoteca também estão de acordo com a ênfase em sexo. O livro A Febre das Discotecas [em inglês] mostra uma fotografia de uma dançarina numa discoteca de Nova Iorque. Seu vestido tem uma abertura até a cintura e sua perna está levantada, dando uma visão por dentro de quase toda sua coxa. Diz a legenda: “A cena . . . resume o atrativo da discoteca.” Paulette Weiss, membro da redação da revista Stereo Review, disse sobre aqueles envolvidos na onda das discotecas: “Vi mulheres arrancarem sua roupa numa pista de dança.”

Em consonância com a ênfase da discoteca no chamado “prazer”, as drogas fluem livremente nas discotecas. Recentemente esteve nas manchetes uma apreensão de drogas na mais conhecida discoteca de Nova Iorque. Mas o jornal Daily News de Nova Iorque observou: “A descoberta de drogas no Studio 54 não chega a ser surpresa para alguém que gastou algum tempo naquele lugar, segundo os freqüentadores. Cocaína e maconha alegadamente têm sido trocadas, vendidas e usadas por lá desde que o lugar foi aberto em abril do ano passado.” — 15 de dezembro de 1978.

Som e Luzes

Som e luzes são comumente considerados vitais para a discoteca. Não se ouve simplesmente o som; ele é tão atordoante que pode ser sentido.

Mas pode ser perigoso um som tão possante? Disse recentemente uma notícia de jornal do Rio de Janeiro: “A possibilidade de as discotecas serem prejudiciais à saúde fez com que o governo suspendesse o fornecimento de alvarás a 20 estabelecimentos em Porto Alegre, ficando pendentes a uma investigação médica.” A questão envolvia os níveis de barulho, e se compreende por que surgiu.

No ano passado, o som foi examinado em discotecas de Long Island, Nova Iorque, nos Estados Unidos, e inspetores encontraram 18 estabelecimentos que tinham níveis de barulho acima de 95 decibéis por mais de 30 segundos. Cada uma delas foi obrigada a afixar um aviso de alerta na entrada: “OS NÍVEIS DE SOM DENTRO PODEM CAUSAR DANO PERMANENTE À AUDIÇÃO.” A pesquisa médica indicou que os níveis de barulho experimentados comumente nas discotecas podem causar dano duradouro à audição de certas pessoas, particularmente à daquelas que se expõem aos níveis de barulho numa base regular.

As luzes, também, representam um possível dano à saúde. Como assim? Ora, certas discotecas têm sistemas de luzes laser. “Se o feixe entrar no seu olho,” disse o Professor Paul L. Ziemer, da Universidade de Puedue, “pode causar uma queimadura na retina — um permanente ponto cego.” Além disso, a luz estroboscópica, que pisca na cadência da música, pode provocar tonturas, náuseas e estados alucinatórios. Entre os que têm publicado avisos quanto a isto está o governo britânico, que o fez num folheto sobre segurança nas escolas.

Ajuda-lhe esta consideração da discoteca — suas raízes e o tipo de lugares que são as discotecas — a ver por que aqueles superintendentes cristãos reunidos em Brooklyn, Nova Iorque, em dezembro último, estavam preocupados com a crescente popularidade das discotecas?

No entanto, muitas pessoas apreciam as discotecas por causa das mesmas coisas envolvidas nelas que outros consideram prejudiciais Acreditam que qualquer risco é mínimo, e que vale a pena correr o risco para aproveitar o que consideram ser um momento de prazer. Realmente, quão grandes são os perigos? Ir a discotecas coloca em perigo a felicidade e o bem-estar eterno de uma pessoa? Estes são assuntos para considerarmos.

[Destaque na página 10]

“A discoteca está sendo monopolizada pelo sexo. . . . Discos imorais estão dando lucro — muito lucro — e mais gravadoras e estações de rádio estão indo na onda.” — E. U. A., 9 de Janeiro de 1979.

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