BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • Horebe
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • Mais tarde, enquanto em Refidim, os israelitas liberados queixaram-se de não ter água para beber. Em conseqüência, sob a direção de Jeová, Moisés, acompanhado de alguns dos anciãos de Israel, dirigiu-se a uma rocha em Horebe, evidentemente a região montanhosa de Horebe, e ele bateu na rocha com seu bastão. Começou a fluir miraculosamente água desta rocha. (Êxo. 17:1-6; compare com Salmo 105:41.) Séculos depois, o profeta Elias fugiu da vingativa rainha Jezabel para Horebe, através de Berseba. — 1 Reis 19:2-8; veja Sinai.

  • Horeu
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • HOREU

      Povo que habitava as montanhas de Seir, nos tempos patriarcais. São chamados na Bíblia de ‘‘filhos de Seir, o horeu”. (Gên. 36:20, 21, 29, 30) Os edomitas “passaram a desapossá-los e a aniquilá-los de diante de si, e passaram a morar no seu lugar”. — Deut. 2:12, 22.

      Em Gênesis 36:2, no Texto Massorético, o avô de uma das esposas de Esaú é chamado de “Zibeão, o heveu”. Nos versículos 20 e 24, contudo, mostra-se que é descendente de Seir, o horeu. Há dois modos de resolver esta aparente discrepância. Um deles é que horeu pode significar simplesmente “habitante da caverna”, provindo do hebraico hohr, “caverna” ou “buraco”. Isto tornaria Zibeão um heveu. Ou, o copista talvez confundisse as letras hebraicas rehsh (ר) e waw (ו) cuja aparência é muito similar. Isto explicaria por que “heveu” aparece, em vez de “horeu”, em Gênesis 36:2. Esta última explicação parece ser mais provável, no sentido de que os horeus, que originalmente moravam em Seir, parecem ser diferentes dos heveus, a quem a Bíblia situa mormente nas montanhas do Líbano, um grupo deles, os gibeonitas, detendo cidades próximas de Jerusalém. — 2 Sam. 24:7; Jos. 9:17.

      HURRIANOS

      Muitos peritos modernos crêem agora que os horeus ou hurritas são, na realidade, um povo a quem chamam de “hurrianos”. Tal conclusão se baseia primariamente em similaridades linguísticas, especialmente as similaridades em nomes próprios, em tabuinhas antigas encontradas em tempos recentes numa ampla área que vai da Turquia moderna até a Síria e a Palestina. Assim, sustentam que os “hurrianos” vieram a ser chamados horeus ou hurritas, Mas, observe os comentários de E. A. Speiser em The World History of the Jewish People (História Universal do Povo Judaico). Ele primeiro propõe o argumento:

      “Ademais, os jebuseus bíblicos, também, mostraram-se ser hurrianos disfarçados. Eram de origem estrangeira (Juí. 19:12), descrição comprovada pelo nome pessoal jebuseu Awarnah (II Sam. 24:16, Kethib). Um governante de Jerusalém, ou Jebus, do século XIV, tinha um nome que continha o elemento comprovadamente hurriano, Hepa. Assim, tanto os jebuseus como os heveus — duas das caracterizadas nações pré-israelitas — eram simples subdivisões do grupo hurriano, amplamente espalhado. . . .” Daí, acrescenta:

      “A conclusão acima, contudo, precisa agora ser modificada em um aspecto significativo. A mudança exigida nada detrai da posição dos hurrianos locais nos primitivos tempos bíblicos; mas, realmente influi na identificação automática dos hurrianos com os horeus (hurritas). . . . não existe nenhuma evidência arqueológica de um povoado hurriano em Edom ou na Transjordânia. Segue-se, portanto, que o termo bíblico Hõrî — dum modo bem semelhante a Cus — deve ter sido usado em certa época com dois significados distintos e não-relacionados.” — P. 159.

  • Hortelã
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • HORTELÃ

      [Gr. , hedy’osmon]. Erva de cheiro forte, cuja única menção na Escritura é feita com referência ao escrupuloso cuidado tomado pelos escribas e fariseus em pagar o dízimo da hortelã, enquanto desconsideravam os assuntos de maior peso da Lei. (Mat. 23:23; Luc. 11:42) Muitas variedades da hortelã são encontradas na Palestina e na Síria, a monarda sendo a mais comum. Provavelmente, a palavra grega hedy’osmon não se restringia a uma determinada variedade, mas abrangia as várias espécies conhecidas de hortelã.

      Os caules da hortelã são quadrangulares, as folhas crescendo aos pares, uma de cada lado do caule. As flores pequenas, brancas, azuladas ou róseas estão dispostas em cachos, formando, quer verticilos separados, quer inflorescências terminais. Desde os tempos antigos, a hortelã tem sido usada em medicina e para aromatizar alimentos; isto ocorre por causa do óleo fragrante contido nas folhas e caules dessa planta.

  • Horto
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • HORTO

      Veja JARDIM.

  • Hospedaria
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • HOSPEDARIA

      Um lugar em que os viajantes podiam obter acomodações para eles próprios e para seus animais. As hospedarias antigas do Oriente Médio talvez se assemelhassem às construídas ali em tempos mais recentes. Estas consistem comumente em um quadrado murado, com apenas uma entrada. Ao longo dos muros, numa plataforma elevada, há uma série de quartos sem mobília, para abrigar os viajantes e seus pertences, podendo-se entrar neles pelo pátio interno. Os animais ficam no grande pátio, que não raro dispõe dum poço localizado num lugar central. Os hospedeiros dos tempos antigos supriam algumas das provisões necessárias aos viajantes, e cuidavam das pessoas deixadas a seus cuidados, recebendo uma compensação por seus serviços. — Luc. 10:33-35.

  • Hóspede
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • HÓSPEDE

      Veja HOSPITALIDADE.

  • Hospitalidade
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • HOSPITALIDADE

      [Gr., philoxenía, amor aos estranhos]. A recepção e a atenção cordiais e generosas para com os convidados e os estranhos.

      NOS TEMPOS ANTIGOS

      Nos tempos patriarcais, embora os egípcios, bem como outros, praticassem a hospitalidade, os semitas eram os mais notáveis em demonstrar esta qualidade. Cuidar dum viajante era encarado como parte integral da vida, e era grande a cortesia estendida ao visitante, quer fosse estranho, amigo, parente, quer um convidado. Através dos relatos bíblicos, ficamos sabendo que a hospitalidade era costumeiramente demonstrada a um viajante. Ele era saudado com um beijo, especialmente se fosse parente. (Gên. 29:13, 14) Seus pés eram lavados por um membro da casa, geralmente por um servo (Gên. 18:5), e seus animais eram alimentados e recebiam cuidados. (Gên. 24:15-25, 29-33) Com freqüência se solicitava que pernoitasse e, às vezes, que ficasse até vários dias. (Gên. 24:54; 19:2, 3) O visitante era considerado como estando sob a proteção do dono da casa durante sua permanência. (Gên. 19:6-8; Juí. 19:22-24) Ao partir, talvez fosse acompanhado por parte do caminho que percorreria. — Gên. 18:16.

      NAS CIDADES

      Pelos relatos bíblicos torna-se evidente que, especialmente nas cidades, os não-israelitas talvez não fossem sempre hospitaleiros para com os israelitas. (Juí. 19:11, 12) Também, nas cidades, a hospitalidade provavelmente não era demonstrada com tanta prontidão quanto o era nas áreas mais isoladas. No entanto, um senhor levita, junto com seu assistente e sua concubina, sentaram-se após o pôr-do-sol na praça pública de Gibeá, aparentemente aguardando que alguém lhes oferecesse uma pousada. Isto indica que a hospitalidade, mesmo nas cidades, era bem comum. (Juí. 19:15) Neste caso, o levita observou que ele dispunha de provisões para seu grupo, bem como para seus animais. (Juí. 19:19) Ele só precisava de abrigo. Contudo, a má atitude dos benjamitas que habitavam esta cidade a tornou inóspita, conforme comprovado pelo que ocorreu mais tarde. — Juí. 19:26-28.

      AOS SERVOS DE DEUS

      Ao passo que geralmente se demonstrava hospitalidade, a excelente hospitalidade exibida nos relatos bíblicos se devia, sem dúvida, a que, na maioria dos casos, aqueles que demonstravam hospitalidade eram servos de Jeová. Especialmente marcante era a hospitalidade e o respeito demonstrados àqueles que eram profetas ou servos especiais de Deus. Abraão ficou junto dos três anjos, para os quais forneceu uma refeição, enquanto eles comiam. Isto parece ter sido um sinal de respeito pelos homens a quem Abraão reconheceu como sendo representantes angélicos de Jeová. (Gên. 18:3, 8) E, assim como Abraão ‘correu’ para preparar-se para seus convivas, Manoá mostrou prontidão em preparar alimentos para o homem que ele julgou ser um homem de Deus, mas que, em realidade, era um anjo. (Juí. 13:15-18, 21) Certa mulher de destaque de Suném mostrou hospitalidade para com Eliseu porque, como ela mesma disse: “Ora, eis que bem sei que é um homem santo de Deus que está constantemente passando por nós.” — 2 Reis 4:8-11.

      CONDENADA A INOSPITALIDADE

      Em virtude de os amonitas e os moabitas se recusarem a demonstrar hospitalidade para com a nação de Israel, quando esta viajava rumo à Terra da Promissão, mas, ao invés, contratarem Balaão para invocar o mal sobre ela, Jeová decretou que nenhum varão amonita nem moabita podia ser admitido na congregação de Israel. (Deut. 23:3, 4) Neste caso, não se tratava de simples falha em demonstrar a hospitalidade humanitária, mas de um ódio para com Deus e seu povo, que moveu os amonitas e os moabitas a demonstrar inospitalidade e hostilidade.

      Jeová, mediante o profeta Isaías, condenou o povo de Israel por sua falta de hospitalidade, dizendo-lhes que seu jejum e sua cabeça encurvada perante Ele não tinham valor algum enquanto, ao mesmo tempo, permitiam que seus irmãos sofressem carência de alimentos, de roupas e de abrigo. — Isa. 58:3-7.

      NO PRIMEIRO SÉCULO E.C.

      A prática da hospitalidade no primeiro século E.C. continuou de forma bem semelhante à que tinha sido exercida nos tempos antigos, embora as condições houvessem alterado um tanto as dimensões com que era praticada. Os samaritanos e os judeus não mantinham boas relações, razão pela qual a hospitalidade entre eles amiúde inexistia. (João 4:7-9; 8:48) Também, o domínio por parte de nações estrangeiras tinha aumentado as inimizades, e as estradas do interior estavam repletas de ladrões. Até mesmo algumas hospedarias eram dirigidas por homens desonestos, inóspitos.

      Sem embargo, entre os judeus, observavam-se em geral para com o hóspede as mesmas amenidades praticadas nos tempos antigos. Ele era acolhido com um beijo, sua cabeça era ungida ou untada de azeite, e seus pés eram lavados. Nos banquetes, geralmente se situavam os convivas em seus lugares conforme sua categoria e sua honra. — Luc. 7:44-46; 14:7-11.

      PARA COM OS DISCÍPULOS DE JESUS

      O Senhor Jesus Cristo disse, quando enviava os doze, e, mais tarde, os setenta, que eles seriam acolhidos de forma hospitaleira nas casas dos que apreciavam as boas novas por eles pregadas. (Mat. 10:5, 11-13; Luc. 10:1, 5-9) Embora o próprio Jesus não tivesse “onde deitar a cabeça”, foi acolhido em lares de pessoas que o reconheciam como enviado por Deus. — Mat. 8:20; Luc. 10:38.

      Paulo considerava como certo que seu irmão cristão, Filêmon, lhe demonstraria hospitalidade quando o visitasse, após ser solto da prisão. Isto não era pressupor algo sobre Filêmon, pois Paulo já sabia, mediante sua associação anterior com Filêmon, que este estaria mais do que ansioso de prover o que pudesse. (Filêm. 21, 22) O apóstolo João, em sua carta escrita por volta de 98 E.C., indicou que os membros da congregação cristã tinham a obrigação de ajudar os representantes viajantes que lhes eram enviados, “para que nos tornemos colaboradores na verdade”. João também elogiou Gaio por sua hospitalidade, afirmando que ele demonstrara este espírito para com aqueles que eram “ainda por cima estranhos”. Ou seja, Gaio não conhecia antes pessoalmente a tais pessoas, mas elas foram, mesmo assim, tratadas calorosamente, por causa do serviço que prestavam à congregação. — 3 João 5-8.

      SINAL DO VERDADEIRO CRISTIANISMO

      A hospitalidade genuína, de coração, é um sinal do verdadeiro cristianismo. É uma expressão de fé ativa. (Tia. 2:14-17) Depois do derramamento do espírito santo no dia de Pentecostes de 33 E.C., muitos cristãos recém-convertidos permaneceram em Jerusalém a fim de aprenderem mais sobre as boas novas do Reino, antes de partirem para seus lares em várias partes da terra. Os cristãos que moravam em Jerusalém demonstraram-lhes hospitalidade, acolhendo-os em seus lares, e até mesmo vendendo seus bens e considerando todas as coisas que possuíam como um bem comum. (Atos 2:42-46) Um arranjo organizado foi mais tarde estabelecido pelos apóstolos, para a distribuição de alimentos às viúvas necessitadas entre eles. — Atos 6:1-6.

      A hospitalidade é um requisito para os cristãos. Paulo ordenou: “Não vos esqueçais da hospitalidade”; e Pedro mostrou que ela devia ser demonstrada voluntariamente, afirmando: “Sede hospitaleiros uns com os outros, sem resmungar.“ (Heb. 13:2; 1 Ped. 4:9; compare com 2 Coríntios 9:7.) Evidentemente, as condições motivaram que a demonstração de hospitalidade para com não-crentes fosse necessariamente limitada. Entretanto, disse-se aos cristãos que ‘fizessem o que é bom para com todos, mas especialmente para com os aparentados conosco na fé’. — Gál. 6:10.

      REQUISITO PARA SUPERINTENDENTES E PARA OS QUE RECEBEM AJUDA ESPECIAL

      A hospitalidade era uma das qualidades importantes exigidas dos que seriam designados superintendentes nas congregações cristãs. (1 Tim. 3:2; Tito 1:7, 8) Também, Paulo instruiu Timóteo, superintendente em Éfeso, que as viúvas cristãs colocadas na lista para receberem ajuda material da parte da congregação deviam ser as que ‘tinham hospedado estranhos’. (1 Tim. 5:9, 10) Como é evidente, tais senhoras tinham aberto seus lares e os tornado disponíveis para os ministros ou missionários cristãos que visitavam ou serviam a congregação. Muitos deles, naturalmente, tinham sido anteriormente “estranhos” para estas senhoras hospitaleiras. Lídia era uma senhora deste tipo. Ela era incomumente hospitaleira, Lucas relatando: “Ela simplesmente nos fez ir.” — Atos 16:14, 15.

      BÊNÇÃOS

      As Escrituras, ao recomendarem a hospitalidade, indicam que grandes são as bênçãos espirituais colhidas pela pessoa hospitaleira. Paulo afirma: “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por meio dela alguns, sem o saberem, hospedaram anjos.” (Heb. 13:2; Gên. 19:1-3, 6, 7; Juí. 6:11-14, 22; 13:2, 3, 8, 11, 15-18, 20-22) O próprio Jesus declarou o princípio: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” — Atos 20:35.

      Numa profecia relativa ao tempo de sua volta na glória do reino, Jesus disse que as pessoas seriam separadas, assim como um pastor separa as ovelhas dos cabritos. Isto seria feito à base do tratamento que dispensassem aos “irmãos” dele, ainda que não vissem a Jesus com seus olhos naturais. Os que mostrassem hospitalidade e bondade aos “irmãos” de Cristo estariam fazendo isto por reconhecerem-nos como sendo irmãos de Cristo, e filhos de Deus. (Mat. 25:31-46) Em outra declaração, ele mostrou que, não a simples hospitalidade humanitária é o que traria a recompensa duradoura de Deus, e sim a hospitalidade motivada pelo reconhecimento dos representantes de Deus como sendo Seus profetas, discípulos que pertenciam a Cristo. — Mat. 10:40-42; Mar. 9:41, 42.

      QUANDO NÃO DEVE SER DEMONSTRADA

      Há alguns para os quais a Bíblia manda que os cristãos não demonstrem hospitalidade. O apóstolo João admoesta: “Todo aquele que se adianta e não permanece no ensino do Cristo não tem Deus. . . . Se alguém se chegar a vós e não trouxer este ensino, nunca o recebais nos vossos lares, nem o cumprimenteis. Pois, quem o cumprimenta é partícipe das suas obras iníquas.” (2 João 9-11) Manter tal pessoa em casa, ou confraternizar com ela, seria perigoso para a própria espiritualidade do cristão, e este, com efeito, estaria tolerando o proceder dela. Isto seria desencaminhante para outros e um vitupério para a congregação. Tal princípio é expresso também em Romanos 16:17, 18; 2 Tessalonicenses 3:6; Mateus 7:15; 1 Coríntios 5:11-13.

      O CONVIDADO (HÓSPEDE)

      Nos tempos antigos, esperava-se que o convidado, ao passo que era tratado com a máxima cortesia e honra, observasse certas disposições e regras. À guisa de exemplo: Considerava-se como um dos atos mais vis compartilhar o alimento dum homem e então traí-lo ou causar-lhe dano. (Sal. 41:9; João 13:18) O convidado ou hóspede não devia pressupor algo da parte de seu hospedeiro ou, estando no grupo reunido, assumir o lugar de honra ou o ponto destacado, mas devia deixar que seu anfitrião determinasse tal coisa. (Luc. 14:7-11) Nem devia ‘tornar-se inoportuno’ por demorar-se demais ou ir demasiadas vezes à casa de seu anfitrião. (Pro. 25:17) Deve-se observar que Jesus sempre concedia bênçãos espirituais ao usufruir a hospitalidade de seu anfitrião. (Luc. 5:27-39; 19:1-8) Por motivo similar, ele disse a seus discípulos, aos quais enviou, que, quando chegassem numa cidade, deviam permanecer na casa onde foram recebidos hospitaleiramente, e não ficarem “transferindo[-se] de casa em casa”. Não deviam, assim, ficar procurando um local em que o morador lhes pudesse prover mais conforto, diversão ou coisas materiais. — Luc. 10:1-7; Mar. 6:7-11.

      O apóstolo Paulo, que viajou muito e que foi alvo da hospitalidade de muitos de seus irmãos cristãos, não se tornou, contudo, uma carga financeira para nenhum deles. Por boa parte do tempo, trabalhou num serviço secular, e delineou a lei: “Se alguém não quiser trabalhar, tampouco coma.” (2 Tes. 3:7-12; 1 Tes. 2:6) Por este motivo, Paulo tinha uma resposta para as acusações dos chamados ‘apóstolos superfinos’ em Corinto, os quais acusaram Paulo de aproveitar-se dos cristãos da congregação ali. (2 Cor. 11:5, 7-10) Ele podia jactar-se de ter fornecido as boas novas a eles absolutamente grátis, nem sequer recebendo as coisas a que tinha direito como apóstolo e ministro de Deus. — 1 Cor. 9:11-18.

      EVITE A HOSPITALIDADE HIPÓCRITA

      Em Provérbios 23:6-8 se dá um aviso quanto a aceitar a demonstração hipócrita de hospitalidade: “Não te alimentes do alimento de alguém de olho não generoso [literalmente, “mau quanto ao olho”], nem te mostres almejante dos seus pratos gostosos. Pois ele é como alguém que estava calculando na sua alma. ‘Come e bebe’, ele te diz, mas o seu coração mesmo não está contigo. Vomitarás o teu bocado que comeste e terás desperdiçado as tuas palavras agradáveis.” (Nota da ed. 1957 da NM, em inglês.) Não sendo da espécie que dá algo de coração, mas esperando algo em troca, tal indivíduo maquina contra a pessoa, convidando-a de maneira calorosa, mas com segundas intenções. Por partilhar de seu alimento, e especialmente se a pessoa almeja seus pratos gostosos, de modo a desejar saboreá-los de novo, tal pessoa se coloca, até certo ponto, sob o poder dele. Talvez ache difícil recusar alguma solicitação que ele faça, e, possivelmente, se meta em dificuldades. Daí, sentirá náuseas de ter chegado a comer junto com tal indivíduo, e as palavras agradáveis que pronunciou, esperando que promovessem a espiritualidade e uma amizade edificante, certamente terão sido desperdiçadas. — Compare com Salmo 141:4.

  • Hulda
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • HULDA

      [possivelmente, espálace]. A esposa de Salum; uma profetisa que residia em Jerusalém, no segundo bairro, no reinado do fiel Rei Josias, de Judá. Quando Josias ouviu a leitura do “próprio livro da lei”, encontrado por Hilquias, o sumo sacerdote, durante a obra de restauração do templo, ele enviou uma delegação para indagar a Jeová. Dirigiram-se a Hulda, que, por sua vez, transmitiu a palavra de Jeová, a qual indicava que todas as calamidades devidas à desobediência, registradas no “livro”, recairiam sobre aquela nação apóstata. Hulda acrescentou que Josias, graças a ter-se humilhado perante Jeová, não contemplaria essa calamidade, mas seria ajuntado a seus antepassados e levado a seu sepulcro em paz. — 2 Reis 22:8-20; 2 Crô. 34:14-28.

      Alguns reputam errada a profecia de Hulda, em vista da morte de Josias numa batalha desnecessária. (2 Reis 23:28-30) Não obstante, a “paz” em que Josias seria recolhido a seu sepulcro se contrasta obviamente com a “calamidade” que devia vir sobre Judá. Josias morreu antes da vinda dessa calamidade em 607 A.E.C., quando os babilônios cercaram e destruíram Jerusalém. Em aditamento, que a expressão ‘ser ajuntado a seus antepassados’ não exclui, necessariamente, uma morte violenta na guerra, é indicado pelo uso da expressão comparável ‘deitar-se com seus antepassados’, que se refere tanto à morte em batalha como à morte não-violenta. — Compare com Deuteronômio 31:16; 1 Reis 2:10; 22:34, 40.

  • Humildade
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • HUMILDADE

      Nas Escrituras Hebraicas, este termo procede de uma raiz (‘anáh) que significa ‘ser curvado, afligido; ser humilhado; ser humilde’. As palavras que procedem desta raiz são traduzidas de forma variada como “humildade”, “mansidão”, “condescendência”, “despretensão”, etc. Nas Escrituras Gregas Cristãs, a palavra tapeinophrosy’ne é traduzida “humildade” e “humildade mental”. Procede das palavras tapeinóo, “rebaixar” e phren, “a mente”. A palavra portuguesa “humildade” provém do elemento latino humus, “terra”, “chão”, e significa “ausência de orgulho ou de arrogância”. A pessoa detentora da verdadeira humildade é mansa e humilde de espírito.

      O indivíduo pode alcançar um estado de humildade por raciocinar sobre seu relacionamento com Deus e com seu próximo, conforme delineado na Bíblia, e, daí, por praticar os princípios aprendidos. Um vocábulo hebraico, hithrappés, traduzido “humilhar-se”, significa literalmente “espezinhar-se”. Isto bem expressa a ação descrita pelo sábio escritor de Provérbios: “Filho meu, se tiveres prestado fiança pelo teu próximo, . . . se tiveres sido enlaçado pelas declarações da tua boca, . . . chegaste a ficar na palma da mão do teu próximo: Vai humilhar-te [espezinhar-te] e arremete contra o teu próximo com importunações. . . . Livra-te.” (Pro. 6:1-5) Em outras palavras, deixe de lado seu orgulho, reconheça seu erro, corrija os assuntos e procure o perdão. Jesus admoestou a pessoa a humilhar-se perante Deus como uma criança, e, em vez de tentar ser destacado, ministrar e servir a seus irmãos. — Mat. 18:4; 23:12.

      Ou, a pessoa talvez aprenda a humildade por

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar