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  • A tradução da Bíblia na Índia

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  • A tradução da Bíblia na Índia
  • Despertai! — 1979
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Despertai! — 1979
g79 22/11 pp. 24-27

A tradução da Bíblia na Índia

Do correspondente de “Despertai!” na Índia

A ÍNDIA é uma terra de muitas línguas. Os números do recenseamento revelam um total de 1.652 línguas-mães, faladas por uma população de mais de 600 milhões de pessoas. Transpor a Bíblia para algumas das línguas mais importantes da Índia exigiu muita perseverança e longanimidade. É interessante que não existe nenhum outro livro no mundo que tenha sido tão amplamente traduzido e que tenha influenciado tão profundamente a vida de tantas pessoas.

Embora a cristandade se tenha estabelecido na Índia já no quarto século E. C., a Bíblia não surgiu em nenhuma língua indiana senão no século 18. É verdade que, em 1665, o Evangelho de Mateus foi traduzido para o tâmil, por um missionário holandês, na ilha de Ceilão (Sri Lanka). No entanto, ao invés de ser impressa, esta versão em tâmil circulava em forma manuscrita sobre folhas de palmeira-de-palmira. Nos próximos 310 anos, a Bíblia inteira, ou partes dela, gradualmente surgiu em cerca de 130 línguas indianas.

Tâmil e a ‘Versão de Ouro’

O ano de 1706 foi importante para a tradução da Bíblia na Índia. Foi então que dois alemães, ansiosos de traduzir a Bíblia em tâmil, apearam no entreposto comercial dinamarquês em Tranquebar, na atual Tâmil Nadu. Os comerciantes dinamarqueses, inclusive seu capelão, lhes deram uma recepção hostil.

Mas, com o tempo, um destes alemães, chamado Ziegenbalg, começou a aprender tâmil por se sentar entre as crianças e delinear no pó junto com elas, os caracteres do alfabeto tâmil. Já no ano de 1714, este homem produziu, em tâmil, as Escrituras Gregas Cristãs (comumente chamadas de “Novo Testamento”). Na ocasião de sua morte, em 1719, Ziegenbalg tinha concluído as Escrituras Hebraicas (“Velho Testamento”) até o livro de Rute. A Bíblia completa em tâmil surgiu em 1728.

Mais tarde surgiu uma revisão da Bíblia em tâmil, feita por outro alemão, Philip Fabricius. Diz-se que ele “perscrutou o texto original da Bíblia de joelhos . . . pesando cuidadosamente cada palavra para ver como poderia ser melhor traduzida”. Fabricius trabalhou nesta revisão por 35 anos, numa época em que os ingleses e franceses lotavam pela supremacia no sul da Índia. Não raro a área estava exposta a sítio e saque pelas forças pilhadoras, obrigando Fabricius, junto com seus preciosos manuscritos, a procurar refúgio no povoado holandês em Pulicat.

Apesar de tais dificuldades, o trabalho de revisão foi bem sucedido. A versão de Fabricius é classificada como uma das mais notáveis consecuções no inteiro campo da tradução da Bíblia. Veio a ser conhecida como a ‘Versão de Ouro’. Todas as subseqüentes versões em tâmil se basearam em tal obra. É interessante que a revisão de 1936 traduzia o nome pessoal de Deus como Yehowah (Jeová) por todas as Escrituras Hebraicas.

A Perseverança de William Carey

Ilustrando a longanimidade necessária para se verter a Bíblia nas línguas indianas há a experiência de William Carey, um fabricante inglês de sapatos. Para financiar sua obra de tradução da Bíblia, Carey trabalhou como plantador de anileira para a Companhia das Índias Orientais. Em questão de 21 anos, Carey e seus associados tiveram êxito em traduzir a Bíblia toda ou partes dela em 36 das línguas faladas na Índia.

Estes homens enfrentaram tremendos obstáculos. Confrontaram perigos para sua saúde, devido à falta de higiene num clima tropical. Também, seu trabalho foi proibido pela Companhia das Índias Orientais, que escreveu: “Tal projeto [inclusive a obra de tradução da Bíblia] é pernicioso, imprudente, inútil, prejudicial, perigoso, infrutífero, fantástico.” Mas tais tradutores perseveraram, apreciando o valor da mensagem da Bíblia na vida dos que a leriam.

Para editar suas traduções, Carey montou uma primitiva prensa de madeira em Calcutá, em 1798. De início, o povo local se referiu à prensa como o ‘deus a quem os ingleses adoram’. Durante 1800, Carey transferiu sua gráfica para o povoado dinamarquês, mais hospitaleiro, de Serampore. As Escrituras Gregas Cristãs em chinês saíram daquele prelo em 1805. Quatro anos depois foi lançada uma Bíblia completa em bengali. Daí, houve um retrocesso, em 1812, quando um incêndio na gráfica de Serampore destruiu várias traduções da Bíblia penosamente feitas, ainda não editadas.

Mas Carey reorganizou rapidamente as atividades de impressão. As Escrituras na língua oriiã surgiram em 1815, e, em 1818, vieram as Bíblias em sanscrito e em hindi. Um ano depois, a versão marata foi editada. Todos juntos, mais de 212.000 volumes foram impressos por Carey entre 1801 e 1832. Seu colega, W. Ward, escreveu para sua casa na Inglaterra, dizendo: “Amo a Inglaterra, amo vocês; . . mas dar um Novo Testamento a um homem que jamais o viu . . . este é o meu trabalho abençoado. Se durar muito tempo na terra, será uma colheita preciosa, mais cedo ou mais tarde.”

Alguns Deram a Vida

A tradução da Bíblia na Índia ceifou seu quinhão também de vidas humanas. Isto se evidencia das experiências de pessoas que labutaram na tradução em télugo, que levou mais de 120 anos para ser concluída. O perito alemão, Benjamin Schultze, evidentemente terminara uma versão em télugo, em 1732, mas jamais foi impressa. Pelo que parece, o manuscrito foi enviado a Halle, Alemanha, e se extraviou ou foi esquecido.

Mais tarde, outra tradução em télugo foi destruída no incêndio de Serampore, em 1812. Daí, um após o outro, quatro tradutores sucumbiram diante de doenças tropicais fatais. A primeira Bíblia completa em télugo não surgiu senão em 1854.

Malaiala, Túlu, Garó

Quando os tradutores da Bíblia chegaram ao território em que se falava malaiala, um sacerdote da Igreja Síria local declarou: “A Igreja Síria está definhando por falta das Escrituras.” No entanto, com uma prensa primitiva, construída à base duma descrição encontrada na Encyclopœdia Britannica, foi impressa a Bíblia inteira em malaiala, sendo editada em 1841. Digno de nota é que o nome de Deus, Jeová, aparece em toda a parte das Escrituras Hebraicas da Bíblia em malaiala, e isso corretamente.

Depois de concluir sua tarefa, que exigiu 24 anos, Benjamin Bailey escreveu: “Se apenas uma pessoa, por meio desta tradução, for levada salvadoramente a crer em Jesus Cristo . . . eu considerarei a mim mesmo abundamente recompensado de toda a minha labuta e esforço, e a Deus seja dada toda a glória.”

Visto que as línguas tinham de ser submetidas à escrita antes de as Escrituras poderem ser vertidas nelas, várias comunidades na Índia desenvolveram um sistema de escrita graças à Bíblia. Em quase cada caso, o primeiro livro a surgir em tais línguas era a Palavra de Deus.

Exemplo disto é a Bíblia em túlu (ou túluva), língua falada por mais de um milhão de pessoas na costa ocidental da Índia. A fim de verter as Escrituras para o túlu, os tradutores tomaram emprestado o sistema de escrita do povo adjacente, que falava canarês. A Bíblia em túlu surgiu em 1847, apenas 16 anos depois que a Bíblia inteira foi editada em canarês (canarim).

É interessante o relato da tradução em garó língua falada em Assam. Depois de criar um sistema de escrita para o garó os tradutores começaram a trabalhar em sua versão. O trabalho não foi feito apressadamente; apreciavam a importância da exatidão. Depois de terminarem o livro de Gênesis, exclamaram: “Parece um longo caminho até o fim de Malaquias!” Não raro, não mais do que um versículo era traduzido num dia. No esforço de conseguir exatidão, os tradutores consultavam toda versão disponível em inglês, francês, alemão, sueco e outras línguas da Índia, bem como as línguas originais da Bíblia.

A respeito desta versão em garó concluída em 1924, um dos tradutores escreveu: “As pilhas e mais pilhas de [manuscritos], os montões e mais montões de provas acumuladas, fazem com que minha carne doa e meus nervos tremam ao pensar em toda a fadiga que representam. Mas esse aspecto é logo esquecido diante da alegria de ver os garós com uma Bíblia completa em sua própria língua. O que significa para eles ler, pela primeira vez, sobre as maravilhas de Deus, não é facilmente compreendido por nós, que dispomos dela desde a infância.”

Encontrar traduções adequadas para as palavras hebraicas e gregas não deixou de apresentar suas dificuldades peculiares. Os que trabalharam na versão Punjabi, no sistema de escrita gurmuqui, fizeram várias visitas aos comerciantes locais, a fim de determinar as palavras corretas para frases técnicas. Consultaram-se carpinteiros para traduzir palavras relacionadas ao Tabernáculo, tais como “espigas”, “pedestais de encaixe” e “armações de painel”. (Êxo. 26:19, Tradução do Novo Mundo) Para encontrar termos para “a gordura que está sobre a fressura” e “o redenho que está sobre o fígado”, os tradutores tiveram de visitar açougueiros. — Lev. 3:3, 4, Almeida, rev. e corrigida.

Houve momentos humorísticos também. Por exemplo, os tradutores decidiram chamar o “compartimento mais recôndito” ou Santíssimo (traduzido “oráculo” na Versão Almeida), de Akash Vani, que significa “voz celeste”. (1 Reis 6:5-31) No entanto, no dia seguinte, a Rádio “All India” anunciou que a palavra oficial hindi para “rádio” seria dali em diante Akash Vani! Assim, ao invés de serem acusados de blasfêmia por instalarem um rádio no templo do Rei Salomão, escolheu-se outra palavra.

O tempo e o espaço não permitem pleno relato do tremendo trabalho de verter a Bíblia inteira nas 34 línguas principais da Índia, bem como partes delas em muitas outras. Ao todo, a Palavra de Deus pode ser lida por mais de 525 milhões de habitantes da Índia em suas línguas-mães. Tais traduções facilitaram grandemente a pregação das “boas novas” do reino de Deus, pelas Testemunhas de Jeová, na Índia. (Mat. 24:14) Mais de 4.750 pessoas se empenham agora nesta obra educativa bíblica, e outras 3.174 pessoas e famílias usam tais traduções da Bíblia quando as Testemunhas visitam seus lares para estudar a Bíblia junto com elas.

A tradução da Bíblia certamente trouxe benefícios aos habitantes da Índia. A mensagem da Bíblia supriu verdadeiro significado à vida agora e fidedigna esperança quanto ao futuro para os que têm depositado fé nela.

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