BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • w71 1/4 pp. 193-196
  • Por que abandonam as igrejas?

Nenhum vídeo disponível para o trecho selecionado.

Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o vídeo.

  • Por que abandonam as igrejas?
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1971
  • Matéria relacionada
  • A visita do Papa põe em foco a igreja nas Filipinas
    Despertai! — 1971
  • O que vem primeiro — sua igreja ou Deus?
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1970
  • O que dizem sobre suas igrejas
    Despertai! — 1971
  • O sinal do espírito
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1961
Veja mais
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1971
w71 1/4 pp. 193-196

Por que abandonam as igrejas?

DURANTE os quase 450 anos desde que Fernão de Magalhães fincou a primeira cruz na ilha de Cebu e assistiu à primeira missa ali, as Filipinas têm sido freqüentemente aclamadas como “o único país cristão do Extremo Oriente”. E isto aparentemente não sem bons motivos, pois 83 por cento dos filipinos hoje são católicos, ao passo que outros 10 por cento também afirmam ser da fé cristã.

Sendo um povo muito religioso, os filipinos afluem às igrejas aos milhões, nos domingos e nos feriados, dando a impressão de um cristianismo vigoroso e florescente. Dessemelhante da Inglaterra, onde freqüentar a igreja é chamado na revista Time “um modo de vida que está desaparecendo”, as igrejas Filipinas, na maioria das vezes, estão superdotadas.

Mas, apesar desta condição aparentemente forte das igrejas Filipinas, há indícios de que nem tudo vai bem. Muitos estão abandonando as igrejas, procurando algo mais satisfatório para as suas necessidades. Por exemplo, apenas no ano retrasado, uma senhora de sessenta e oito anos de idade, em Tayabas, Quezon, que havia passado a maior parte da sua vida como líder católica leiga, abandonou a igreja por outra religião. Um homem da cidade de Caloocan, ativo na igreja desde que era acólito adolescente e que havia servido como presidente da Ação Católica na Universidade Araneta, também mudou de religião em 1969. Outra devota, que costumava andar de joelhos desde a porta até o altar da igreja, duas vezes por semana, e que por um tempo havia levado uma vida monástica, num convento, abandonou o catolicismo em 1969.

Por que abandonariam tais pessoas devotas a igreja? Cabe alguma responsabilidade à igreja? Que este talvez seja o caso foi indicado pelo que Máximo Soliven disse na sua coluna diária “A Propósito”, no Manila Times de 27 de março de 1970: “Infelizmente, o cristianismo nas Filipinas se tornou tão confortável e familiar como um sapato velho.” Acrescentou: “Uma vez que a igreja cristã se torna gorda e complacente, e se torna parte e partícipe das Instituições, ela começa a declinar e a perder a força.” Contrastando esta atitude com a de Cristo, ele comentou: “Jesus desceu à terra para produzir uma revolução no coração dos homens; era um Cristo varonil e forte, não um asceta efeminado e de dedos branquinhos. Não pediu que seus seguidores apenas orassem, mas que AGISSEM.”

Um lamento similar foi expresso por um líder protestante, o Secretário Executiv

o da Associação Nacional de Evangelismo Filipino, no mesmo jornal, dois dias depois: “Embora professemos crer na ressurreição e nas outras partes do Credo dos Apóstolos, não obstante, deixamos de viver à altura do que cremos. . . . A Igreja Cristã dos nossos tempos fracassou na sua missão para com os homens e a sociedade. Mas alego que o problema com o Modo de Vida de Jesus não é o de que tenha sido experimentado e achado deficiente; antes, é que não foi experimentado, não de maneira cabal e total.”

Que tais comentários sobre as igrejas da cristandade não são exagero pode ser visto em que o católico Filipino, mediano, sabe muito pouco sobre a Bíblia. Poucos têm uma em casa. Certo homem de Santa Cruz, Manila, disse: “Tenho agora sessenta anos. Meus pais e meus avós eram todos católicos. Mas abandonei a religião católica nesta idade porque aprendi muito pouco, exceto como usar o livro de rezas e o rosário, que sempre foram usados da mesma maneira, sem mudança.”

Muitos clérigos e líderes leigos se apercebem do desamparo espiritual em que se encontra o leigo católico. “Por tanto tempo quanto me posso lembrar”, diz o líder leigo Jeremias Montimayor, “os Bispos e os sacerdotes supostamente deviam falar e o leigo escutar. Os Bispos e os sacerdotes supostamente deviam decidir e os leigos seguir.” (O grifo é dele.) Na tentativa de mudar isto, introduziu-se em 1964 o conselho, um curso de três dias, para leigos, na doutrina católica. Recentemente, depois de uma reunião de duzentos líderes do movimento do cursilho em Manila, o sacerdote Ben A. Carreon, O. M. I., comentou: “Alguns dos líderes, inclusive bispos e sacerdotes, tinham de admitir a propensão de muitos cursilhistas [formados do cursilho] de contar vantagens em termos de número de conversões, em vez de um aprofundamento da fé num cristão já convencido.” Acha que a sua igreja está mais interessada em ganhar membros, do que num “aprofundamento da fé”?

O Cardeal Rufino Santos, da Arquidiocese de Manila, disse na sua mensagem “pascoal” de 1970 que, “embora a Igreja-Mãe enfatize a primazia do espírito, não obstante, ela se tem esforçado a fomentar o bem-estar terreno e o desenvolvimento do homem”. Será que a igreja, porém, no esforço de “fomentar o bem-estar terreno . . . do homem”, renunciou à sua responsabilidade ‘primária’ de edificar a fé e a espiritualidade? Um ex-líder da Ação Católica, recordando uma vida inteira como católico, acha que sim. Ele disse: “A minha fé católica estava totalmente despida de espiritualidade. Sobressaíamos em aumentar o prazer de todo o mundo por meio de piqueniques, programas e festas. Minha ex-igreja é mais um clube campestre do que um religioso.” Verifica que o mesmo se dá na sua igreja?

Outros católicos sinceros ficam preocupados porque a sua igreja se envolve demais nos empreendimentos mundanos. Um deles escreveu: “Eu pessoalmente não acho que os sacerdotes devam envolver-se diretamente nas questões nacionais, especialmente não no atual ativismo estudantil.” Acha que Cristo, que disse: “Meu reino não faz parte deste mundo”, se teria envolvido em tais coisas se estivesse hoje na terra? — João 18:36.

Não são poucos os filipinos que se perguntam abertamente por que, num país que é supostamente 93 por cento cristão, o crime e a violência estão aumentando, por que as prisões estão tão cheias como as igrejas, por que se dá mais ênfase aos valores materiais do que aos espirituais. Muitos católicos se queixam da hipocrisia na igreja, e incontáveis milhares não freqüentam mais a igreja por terem ficado desiludidos. Contudo, permanecem católicos “de nome”, evidentemente pensando que seriam desleais a Deus, à igreja e aos seus pais se ingressassem em outra religião. É isto verdade? É errado mudar de religião?

[Capa na página 193]

[Endereço da filial]

    Publicações em Português (1950-2026)
    Sair
    Login
    • Português (Brasil)
    • Compartilhar
    • Preferências
    • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
    • Termos de Uso
    • Política de Privacidade
    • Configurações de Privacidade
    • JW.ORG
    • Login
    Compartilhar