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  • Será que é bom conselho?
    A Sentinela — 1964 | 1.° de setembro
    • Será que É Bom Conselho?

      “SERÁ que é errado recusar argumentar com as testemunhas de Jeová?” Foi esta a pergunta respondida pela revista católica Mensageiro do Sagrado Coração, em sua edição dos EUA de fevereiro de 1956. O inquiridor explicou: “Antigamente, todos os membros de minha família eram católicos, mas, agora, alguns dêles se tornaram testemunhas de Jeová, e estão causando muitas dificuldades a todos nós com seus argumentos persistentes sobre pontos que não conhecemos o bastante para discutirmos de forma inteligente.”

      A revista aconselhou os católicos a se recusarem a palestrar com as testemunhas de Jeová sôbre estas perguntas bíblicas, e acrescenta: “É um êrro o católico pesquisar livro após livro em busca de respostas precisas para tôda pergunta que imaginar.” Quanto às testemunhas, aconselhou ainda: “Se a pessoa ficar profundamente perturbada só por ouvir as perguntas dela, e se ela persistir em fazer perguntas à sua vítima, então, o morador ficaria justificado em rejeitar de ver mais tal pessoa.”

      Mas, no caso de o leitor chegar realmente a falar com uma das testemunhas de Jeová, eis aqui o conselho oferecido: “Ouça a pergunta com um ar polido e aparente de cabeça-de-vento. Não dê a aparência de que ficou ofendido, mas apenas de que não tem interêsse. Ou, talvez diga: ‘Não concordo que tal argumento, em si mesmo, prove o ponto que quer provar. Tem quaisquer outras provas a oferecer sôbre êsse mesmo ponto? Talvez ela tenha algo mais a dizer; ou, talvez comece a se sentir incapaz e frustrada. Se tiver algo mais a dizer, pode responder, ‘ainda não concordo como é que isso . . .’ e assim por diante. O leitor estará certo no que diz e fará que ela leve tôda a carga até que se sinta cansada. Então, o leitor poderá oferecer a ela uma xícara de chá e um pedaço de bôlo.”

      Será que êste é bom conselho? Será conselho cristão? Confirmará a Bíblia tal conselho ou o condenará?

      A divisão religiosa da família não deve ser causa de nenhuma surprêsa. Jesus disse que isto aconteceria: “Pois vim causar divisão; o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a jovem espôsa contra sua sogra. Deveras, os inimigos do homem serão pessoas de sua própria família. Quem tiver maior afeição pelo pai ou pela mãe do que por mim, não é digno de mim; e quem tiver maior afeição pelo filho ou pela filha do que por mim, não é digno de mim.” — Mat. 10:35-37.

      Mas, quando ocorrer tal divisão, por causa do conflito entre os verdadeiros ensinamentos de Jesus e a religião falsa, quem será que o leitor acha que poderia discutir sôbre o assunto de forma inteligente e quem será que o leitor acha que não poderia fazer isso, por falta de conhecimento? Não é razoável se esperar que os verdadeiros seguidores de Jesus possam responder às perguntas, e os da religião falsa confessem que lhes falta conhecimento? E será que os verdadeiros cristãos seriam aconselhados a não pesquisar nada em busca de respostas precisas às perguntas suscitadas?

      O QUE A BÍBLIA ACONSELHA

      Ao contrário, o próprio apóstolo Pedro aconselhou os cristãos a estar “sempre prontos para fazer uma defesa perante todo aquêle que reclamar de vós uma razão para a esperança [que há] em vós”. A Bíblia aconselha que se faça uma pesquisa mui diligente para se adquirir conhecimento: “Se tu apelares à sabedoria, se invocares a inteligência, buscando-a como se procura a prata, se a pesquizares como um tesouro: então compreenderás o temor de Deus e descobrirás o conhecimento de Deus, . . . Então compreenderás a justiça e a eqüidade, a retidão e todos os caminhos que conduzem ao bem. A reflexão velará sobre ti, amparar-te-á a prudência para livrar-te do mau caminho, do homem de conversas tortuosas.” — 1 Ped. 3:16; Pro. 2:3-5, 9, 11, 12, Maredsous.

      “O coração do justo estuda a sua resposta”, diz a Bíblia. E, se tal mente que estuda tiver pesquisado em busca das respostas e tiver o conhecimento de Deus, não será confundida por homens que falem coisas tortuosas. Ouvir perguntas não será assim tão ‘profundamente perturbador’ para a mente, de modo que o possuidor dela tenha que se recusar a falar com seu inquiridor. Jesus é o modêlo para os cristãos e não tinha mêdo de palestrar sobre religião, nem ficava profundamente perturbado com tais palestras. Tinha a verdade; seus oponentes não a tinham. De modo que êles é que ficavam profundamente perturbados com tais palestras, recusando-se a continuá-las: “E ninguém foi capaz de dizer-lhe uma só palavra em resposta, nem se atreveu alguém, daquele dia em diante, a interrogá-lo mais.” — Pro. 15:28, Maredsous; Mat. 22:46.

      Será que a Bíblia aconselha a se ter “um ar polido e aparente de cabeça-de-vento” quando se arrazoa com outras pessoas? Ela não aconselha a pessoa a assumir ares de qualquer espécie, pois isto equivale à hipocrisia: E ela condena especificamente os arrazoamentos inanes de alguns que pretendiam conhecer a Deus, mas que usavam imagens na adoração: “Embora conhecessem a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe agradeceram, mas tornaram-se inanes nos seus raciocínios e o seu coração ininteligente ficou obscurecido. Embora asseverassem ser sábios, tornaram-se tolos e transformaram a glória do Deus incorrutível em algo semelhante à imagem do homem corrutível, e de aves, e de quadrúpedes, e de bichos rastejantes.” — Rom. 1:21-23.

      Pois bem, não pode haver com certeza nenhuma objeção ao conselho de oferecer à testemunha “uma xícara de chá e um pedaço de bolo”, será que há? Comumente, isto seria uma coisa elogiável, a resposta a um impulso generoso do coração. Mas, será que este é o espírito de tal conselho? Não será uma repreensão planejada e premeditada, uma pose de santidade diante do oponente, parte do pretenso ar polido de cabeça-de-vento? Há objeção bíblica a tal hospitalidade fingida: “Não comas com homem invejoso, não cobices seus manjares porque ele se mostra tal qual se calculou em si mesmo ele te diz: ‘Come, bebe’, mas seu coração não está contigo; comido o bocado, tu o vomitarás.” — Pro. 23:6-8, Maredsous.

      APÊLO AO QUE É JUSTO

      Quando encontrarem polidez de cabeça-de-vento e perguntas como papagaio para que dêem mais provas, as testemunhas de Jeová poderão dar provas adicionais, ler trechos da Bíblia do próprio católico e assim talvez se consiga suscitar interêsse. Mas, se não conseguir criar interêsse, a testemunha experiente logo sentirá a insinceridade dos pedidos dê provas adicionais e fará bem se enfrentar o problema com um apêlo franco. A testemunha de Jeová talvez diga:

      “Sim, tenho mais provas, mas acho que não as deseja na realidade. Noto que está ouvindo, mas sua mente parece que está fechada. Muitas vêzes as pessoas fecham as mentes a nós, e em geral isto se dá por causa do que um amigo, um parente ou um clérigo lhes disse a nosso respeito. Às vêzes nos dizem o que os outros lhes disseram, outras vêzes simplesmente silenciam. Não sei se este é o caso ou não, mas, se fôr, deixe-me esclarecer o seguinte ponto. Tente ser justo e diga-me quais foram as acusações. A Bíblia diz que se deve fazer isso. A lei de Deus diz que se um homem fôsse acusado por outro, deviam falar face a face e ambos os lados ser ouvidos pelos juízes. Isto se encontra em Deuteronômio 19:17, 18 (Maredsous): ‘Ambos os contendores comparecerão diante do Senhor, na presença dos sacerdotes e dos juízes que estiverem em exercício naqueles dias. Depois de uma cuidadosa investigação feita pelos juízes: É necessário que, faça uma decisão neste caso, mas, antes de fazê-la, faça uma pesquisa cabal. Ouça o meu lado. A Bíblia diz que é uma vergonha se não o fizer: ‘Quem responde antes de ouvir, passa por tolo e se cobre de confusão.’ — Pro. 18:13, Maredsous.

      “Isto é que é justo. Contudo, mais do que é justo, é o que o cristão deve fazer. Se eu estiver errado, compete-lhe como cristão que acha estar certo, mostrar-me o meu êrro. A Bíblia diz em Provérbios 3:27 (Maredsous):‘Não negues um benefício a quem é devido, quando está em tuas mãos fazer isto.’ Se acha que tem a verdade, por favor, não a negue a mim. Se Deus lhe tem confortado com a verdade, le fêz isso para que pudesse confortar a outros com a verdade: ‘O Deus de todo o consôlo, que nos consola em tôda a nossa tribulação, para que possamos consolar os [que estiverem] em qualquer sorte de tribulação, por intermédio do consôlo com que nós mesmos estamos sendo consolados por Deus.’ (2 Cor. 1:3, 4) Se tiver a verdade de Deus e eu não, conforte-me com ela. Isaías 1:18, (ALA) diz: ‘Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados são como a escarlate, êles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.’ Se meus pecados são como a escarlate, arrazoe comigo e mostre-me meus erros de modo que possa embranquecer e me tornar como a neve, à vista de Deus.

      “A Bíblia diz que façamos aos outros o que queremos que êles nos façam. Se não tivesse a verdade e outros a tivessem, quereria que essas outras pessoas lhe falassem dela. Se acha que a possui e eu não, por favor, fale-me dela. Faça comigo o que gostaria que lhe fizessem. Acho que tenho a verdade; vim aqui para lhe falar dela. Se eu não a tiver, eu quero obtê-la. Pedro mudou de religião para se tornar cristão. Eu também mudarei da minha para me tornar cristão, se fôr necessário. Até agora tenho sido franco consigo. Queira também ser franco comigo no espírito de justiça e de amor cristão, e diga-me quais são suas objeções, de modo que eu possa refutá-las ou ser ajudado!”

      Crê-se que tal apêlo bíblico toque no coração das pessoas semelhantes a ovelhas e acabe com quaisquer ares polidos e pretensos de cabeça-de-vento, oriundos de maus conselhos e de hipocrisia.

  • Da boca dos pequeninos
    A Sentinela — 1964 | 1.° de setembro
    • Da Bôca dos Pequeninos

      O filhinho de uma família dedicada das testemunhas de Jeová olhou pela janela e viu passar uma procissão, com um caixão enfeitado de flôres e um bonequinho em cima, e todos com vela acêsa e cantando hinos. Tendo ouvido o pai ler o Salmo 115 e explicar que tal era prática de idolatria, a qual é repugnante a Jeová, o garoto pôs a cabeça para fora da janela e começou a gritar: “Isso não adianta nada. Isso é idolatria. ‘Têm bôca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem.’” Nesta altura seus pais o chamaram e lhe explicaram que não devia fazer isso. Nascido em família dedicada, aprendera a obedecer aos pais. Êles lhe ensinaram a ler e escrever.

      Aos sete anos se tornou publicador, às vêzes fazendo mais de cinqüenta horas por mês no campo, pregando com bons resultados. Assim que recebia o Ministério do Reino, aprendia o nôvo sermão com entusiasmo.

      Quando os pais o levaram a uma Assembléia de Distrito em São Paulo, simbolizou a sua dedicação pela imersão em água.

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