BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • w61 1/2 pp. 92-93
  • O deus-homem da cristandade

Nenhum vídeo disponível para o trecho selecionado.

Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o vídeo.

  • O deus-homem da cristandade
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1961
  • Subtítulos
  • Matéria relacionada
  • FOI JESUS DEUS-HOMEM?
  • Era Jesus Deus-homem?
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1956
  • O que dizem as Escrituras sobre “a divindade de Cristo”?
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1992
  • “O verbo” — quem é ele segundo João?
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1963
  • O que Jesus ensinou sobre si mesmo
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 2010
Veja mais
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1961
w61 1/2 pp. 92-93

O deus-homem da cristandade

NA CRISTANDADE, a ligação entre Deus e o homem é chamada de “encarnação”. O sentido da palavra “encarnação” é que o próprio Deus assumiu a natureza de homem na pessoa de Jesus Cristo. Tornou-se assim Deus-homem.

Embora a idéia dum Deus-homem não seja alheia ao paganismo, é exclusivamente da cristandade que o Logos se tornou carne, segundo dizem estes religiosos. Eles afirmam que as religiões pagãs ensinam uma apoteose ou glorificação do homem, que não ensinam a encarnação do verdadeiro Deus. Segundo Charles Hardwick, historiador eclesiástico inglês, mesmo que expurgássemos as encarnações pagãs de todas as características lascivas e báquicas que as desfiguram e degradam, ainda assim ficariam definitivamente inferiores à doutrina da encarnação conforme, é ensinada na cristandade, apesar de notáveis similaridades.

Mas, negar-se apenas o paganismo da doutrina ainda não determina que o ensino da encarnação seja do cristianismo. No livro inglês chamado O Cristo Criativo, o autor E. Drown associa o conceito que a cristandade forma da encarnação com a mitologia pagã dos gregos. Ele diz: “Esta idéia de substância . . . introduziu-se na teologia cristã procedente de origens gregas. O resultado foi que a Encarnação foi demasiadas vezes interpretada em termos físicos em vez dê morais.”

Depois há objeções de outro caráter. Um professor eminente, o Dr. Charles A. Briggs, que foi também sacerdote da Igreja Episcopal protestante, ensinava que o nascimento virgem foi apenas uma “questão menor relacionada com a Encarnação . . . [que] não pode ter sido tão essencial como muita gente supôs”. Para Adolf Harnack, teólogo alemão e professor de teologia, Jesus não foi Deus em carne, mas apenas outro rabino judeu. Otto Pfleiderer, teólogo protestante alemão e professor regular de teologia, ficou surpreso com os “inúmeros paralelos entre as lendas de heróis pagãos e de santos cristãos”, inclusive a de Jesus Cristo.

Não é nada surpreendente que haja opiniões contraditórias sobre esta doutrina, pois a doutrina da encarnação não tem base na Bíblia, a única autoridade fidedigna de verdade. (João 17:17) Os antigos judeus, na sua longa história, nunca jamais proclamaram qualquer dos seus juízes, reis, generais, sacerdotes ou profetas como deuses. Tanto aos hebreus como aos cristãos judeus repugnava completamente a profanação com a mitologia pagã. Estes fatos tornam impossível a noção fantástica de que os judeus cristãos tenham absorvido a história de Jesus da mitologia pagã. Nem a Bíblia, nem os fiéis cristãos do primeiro século adotavam o conceito pagão de que Jesus fosse Deus-homem. Portanto, quando cristãos renegados tentaram apresentar o conceito pagão dum Deus-homem como sendo cristão, eles encontraram muita oposição. A própria doutrina só se cristalizou uns trezentos anos depois dos dias de Jesus e só foi definida em 451 E. C., no Concílio de Calcedônia. O famoso teólogo americano, Henry P. Van Dusen, cuja religião presbiteriana ensina que Jesus era Deus-homem, chama a definição calcedônia da natureza de Cristo de “pura tolice”, no seu livro Cristianismo Mundial.

Durante os primeiros dois séculos houve bastante oposição à doutrina da encarnação. Os ebionitas, seita judaica cristã que se iniciou no primeiro século sustentavam que Jesus teve um nascimento natural, que não era Deus encarnado Ário, presbítero de Alexandria, que vi véu em princípios do século quatro, ensinava que Jesus não era nem coeterno nem coigual a Deus, que era a cabeça de toda a criação, mas não “de uma só substância com o Pai”. Os docetas, seita de judeus cristãos que florescia no segundo século, criam que o corpo de Jesus era apenas uma aparição, uma visão, uma ilusão, e não material. O gnosticismo era uma fusão de crenças “cristãs” independentes. Afirmava que o mal é inerente na matéria e que por esta razão o corpo de Jesus não podia ter sido material. Valentim, líder destacado do movimento gnóstico, ensinava que o corpo etéreo de Jesus passou através de Maria, mas não nasceu dela. Outros diziam que Jesus tinha duas vontades, uma humana e a outra divina, e assim por diante.

Foi desta confusão de opiniões contraditórias que a cristandade tirou a sua doutrina da encarnação. Visto que alguns pensavam que Jesus era homem e outros afirmavam que era Deus, o concílio de Nicéia, em 325 E. C., presidido por um imperador político pagão, a saber, Constantino, decidiu adotar o Deus-homem, para agradar a ambas as partes. Esta doutrina, embora não fundada nas Escrituras, é geralmente aceita pelos protestantes e pelos católicos até o dia de hoje. A Catholic Encyclopedia declara diretamente: “Cristo é Deus.” Uma publicação da Igreja Presbiteriana fala de Jesus como “Deus e homem”.

FOI JESUS DEUS-HOMEM?

Não importa o que qualquer concílio ou qualquer homem diga da natureza de Jesus, a única fonte fidedigna de verdade religiosa é a Bíblia. Esta Palavra revela que Jesus é Filho de Deus, e que como tal nunca foi nem é o Deus. O próprio Jesus disse: “Sou Filho de Deus.” O anjo Gabriel disse a Maria: “O Santo, que há de nascer de ti, será chamado Filho de Deus.” Não se diz nada sobre um Deus-homem ou homem-Deus. Em parte alguma da Bíblia é Jesus chamado de “Deus-homem” ou de “Deus encarnado”. Tais presunções são ilusões estritamente humanas, manchadas de paganismo. — João 10:36; Luc. 1:34, 35; 2:21, So, Al

Nas Escrituras, Jesus é chamado de “o princípio da criação de Deus”. Ele foi a primeira das criações de Deus, chamado a Palavra ou o Verbo de Deus, ou Logos. Depois do pecado de Adão, o Deus Todo-poderoso propôs-se enviar este Filho unigênito seu à terra, para remir o homem do pecado. Ele havia de tornar-se o segundo homem perfeito ou o segundo Adão. Isto exigiria que abandonasse a sua vida celestial para nascer como homem. Nenhuma encarnação, mas um nascimento humano perfeito. Isto foi realizado pelo espírito santo ou o poder de Deus, conforme mostra Lucas 1:26-38. Ele foi dado à luz pela donzela Maria e foi chamado Jesus, tornando-se “o homem”. — Apo. 3:14; João 1:29; 19:5; 1 Cor. 15:45, LEB.

Foi Jesus carne e sangue? João nos diz: “A Palavra se tornou carne e residiu entre nós.” Paulo disse a respeito de Jesus: “Visto que os ‘filhos jovens’ são participantes de sangue e carne, ele participou também similarmente das mesmas coisas.” Se Jesus tivesse sido Deus-homem, ele teria sido mais elevado que os anjos e os homens. As Escrituras nos dizem que ele foi feito “um pouco menor do que os anjos”. Nem era coigual com seu Pai, pois ele mesmo disse: “O Pai é maior do que eu.” — João 1:14; Heb. 2:14, 9; João 14:28; Fil. 2:5-7, NM.

Se Jesus fosse encarnação, então não seria o segundo Adão; sua vida, sua morte e sua ressurreição seriam todas mentira. A fé cristã seria em vão. Ainda estaríamos em nossos pecados, sem esperança. Graças a Deus, sua Palavra permanece verdadeira! Cristo é real. Ele foi o segundo Adão, homem perfeito que deu a sua alma “como resgate em troca de muitos”. Os que ensinam que Jesus foi Deus-homem não têm base bíblica para afirmar isso. Não é de admirar-se, então, que os clérigos se refugiem atrás da resposta fraca: “É um mistério”, quando são confrontados com uma discussão sobre esta doutrina da encarnação, chamada pela Encyclopedia Americana de “doutrina central do cristianismo”. — Mat. 20:28, NM.

    Publicações em Português (1950-2026)
    Sair
    Login
    • Português (Brasil)
    • Compartilhar
    • Preferências
    • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
    • Termos de Uso
    • Política de Privacidade
    • Configurações de Privacidade
    • JW.ORG
    • Login
    Compartilhar