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  • Acham-se em dificuldade as igrejas da Alemanha
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g71 22/9 pp. 3-4

Acham-se em dificuldade as igrejas da Alemanha

Do correspondente de “Despertai!” na Alemanha

A CADA novo ano, dezenas de milhares de pessoas abandonam tanto as igrejas protestantes como a igreja católica romana na Alemanha. O Bispo de Berlim-Brandenburgo, Kurt Scharf, observou: “A situação da igreja na Alemanha e em Berlim Ocidental se tornou crítica. O número dos que abandonam a igreja é maior do que se esperava.”

Na 49.ª Reunião dos Pastores Alemães em Darmstadt, em setembro de 1970, teceram-se comentários sobre esta tendência. Por exemplo, o Professor Hans Rausenhenberger, de Francforte, comentou: “No tempo atual, não há neste país nenhum desejo impelente de ouvir um sermão.”

Isso é verdade. Nos domingos de manhã, as igrejas se acham praticamente vazias, em especial nas cidades. Ilustrando este fato, a revista alemã Stern publicou fotos dos ofícios eclesiásticos de domingo de manhã nas igrejas evangélica e católica romana na cidade de Flensburgo. Seu relatório intitulava-se: “Nas Igrejas de Flensburgo os Ministros Pregam a Bancos Quase que Vazios.”

Ao invés de considerar a tendência como sendo temporária e reversível, o Düsseldorfer Handelsblatt comentou, em seu exemplar de 20 de janeiro de 1970: “Visto que a própria igreja continuamente se torna mais mundana, não deve ser surpresa se, para muitas pessoas, sua plataforma moral pareça abalada. Mais pessoas irão abandonar a igreja, e o número dos que freqüentam a igreja continuará a decrescer.”

A previsão dum professor de teologia de Berlim, Guenther Harder, foi ainda mais sombria. Disse ele: “Está vindo uma avalancha que nos tirará o fôlego.”

Uma razão da dificuldade nas igrejas da Alemanha é o descontentamento com o sistema de coleta de dinheiro. Na Alemanha, o governo coleta impostos para as igrejas, e estes aumentaram grandemente. O governo coleta agora cerca de Cr$ 5 bilhões por ano em impostos para as igrejas!

Para manter o fluxo de dinheiro, as igrejas não fazem questão de quem são seus membros. Por exemplo, uma enquête revelou que 32 por cento dos membros das igrejas na Alemanha não crêem no Deus da Bíblia, 51 por cento não crêem que Adão e Eva eram nossos ancestrais, e 64 por cento não crêem no nascimento virginal de Jesus. Todavia, são todos aceitos como bons membros da igreja porque pagam seus impostos!

Até mesmo prostitutas e outros que ganham dinheiro por meios duvidosos são bem recebidos quais membros das igrejas. “Nossa igreja funciona tão bem”, mofou um jovem clérigo católico, “que podemos passar bem sem o fundador, mas não sem o capital da firma”.

Há agora crescente oposição às igrejas por causa de sua preocupação com dinheiro e coisas materiais. O Frankfurter Rundschau observou que as pessoas objetam a que milhões de cruzeiros de impostos sejam aplicados “em edifícios pomposos e ostentosos . . . igrejas que do lado de fora, reluzem para a honra de Deus — e do lado de dentro, Deus usualmente se senta a sós, no escuro”.

Em uma crítica similar, o Düsseldorfer Handelsblatt suscitou a questão: “Será que tudo que a igreja possui é necessário a fim de que seja mediadora para o mundo do além? Antes, aparenta, com seus edifícios administrativos e sua burocracia, estar-se tornando uma firma mundana, orientada economicamente, com base financeira cada vez em maior expansão.” Todavia, a igreja preza sua renda, e assim continua a apoiar o imposto para a igreja, altamente lucrativo.

Até mesmo alguns clérigos admitem que isto é incorreto. O Pastor Edgar Spir de Hamburgo falou sobre a mudança do sistema de imposto para a igreja, e disse: “Talvez recuemos apenas porque apreciamos mais o conforto simples sob o manto de religião do que uma existência quais testemunhas de Jesus Cristo. Encaremos os fatos, nosso Cristianismo costumeiro é o filhinho de papai de Satanás.”

Muitos vieram a concordar com tal avaliação, e, assim, abandonam as igrejas a fim de deixar de apoiar financeiramente uma organização com a qual não concordam. Mas, precisam ir à agência do Estado e realmente declarar que estão abandonando a igreja a fim de não terem de pagar o imposto para a igreja.

Não é apenas o imposto para a igreja que causa descontentamento com as igrejas. É também a falta de espiritualidade nas igrejas — uma falha quase total de ensinar as pessoas sobre Deus e sua Palavra. Uma atitude cética, até mesmo hostil, para com a Bíblia e Deus chegou a infectar o sistema religioso na Alemanha.

Por exemplo, uma teóloga bem conhecida, Dorothee Soelle, de Colônia, afirma que “não há proveito algum em se estabelecer o que Deus fez no passado” e que “este fetiche teísta, chamado Deus”, está morto. Pode alguém culpar as pessoas sinceras quando abandonam uma igreja que permite a propagação de tais ensinos?

Os jovens, em especial, podem ver que as igrejas pouco têm a oferecer. Quando alguns jovens evangélicos foram entrevistados numa enquête, foram bem diretos em suas observações. Setenta por cento dos 2.500 estudantes em Essen entrevistados disseram que o sermão dominical pouca influência tinha sobre o conceito duma pessoa a respeito da vida. Quase 25 por cento disseram que “não tinha importância alguma”. Afirmou um jovem de dezessete anos: “Parece que se está indo a um enterro cada domingo.”

Não é que todos os que abandonam as igrejas estejam desinteressados em Deus ou na Bíblia. Pelo contrário, muitos assistem aos mais de 42.000 estudos bíblicos domiciliares dirigidos cada semana pelas testemunhas de Jeová na Alemanha Ocidental. No ano passado, 5.828 pessoas, algumas das quais recentemente deixaram as igrejas, progrediram no conhecimento da Bíblia e dedicaram sua vida a Jeová Deus, simbolizando isso pelo batismo em água. Assim, em contraste com o declinante rol de membros e a freqüência às igrejas, as testemunhas de Jeová na Alemanha Ocidental aumentaram para mais de 90.000 instrutores da Bíblia.

Durante anos, as testemunhas de Jeová têm afirmado que as igrejas da cristandade constituem fracassos em representar a Deus e em ensinar Sua Palavra, a Bíblia, ao povo. Este fato se torna agora evidente diante de cada vez maior número de pessoas, resultando em abandonarem em massa as igrejas.

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