De Nossos Leitores
Saris.
Acabo de ler o artigo “Saris aos Milhões”, da Despertai! de 8 de julho de 1988, e ele me deixou muito feliz. Olhei a foto da senhora de sari e pensei: ‘Que roupa linda!’ O artigo foi escrito dum modo que os leitores se sentem favoravelmente inclinados e respeitosos para com as mulheres da Índia. Este tipo de artigo contrabalança qualquer pequeno vestígio de preconceito racial que possa ainda haver em nosso coração. Mencionava que a indiana comum usa um ‘sari de andar em casa’, mais velho, para cumprir suas tarefas domésticas diárias. Isto ajudou a mim, aqui no distante Japão, ao fazer o mesmo trabalho, a manter meu respeito próprio. Também me ajudou a pensar na ‘feminilidade da roupa’. Assim, de agora em diante, mesmo que eu esteja em casa e precise comprar algo no armazém da vizinhança, pretendo considerar se minha roupa é feminina e bem-arrumada, antes de sair de casa.
N. I., “Uma mulher que gostaria muito de experimentar um sari”, Japão.
“Despertai!” Liberta.
Quando criança, ensinaram-me os credos da cristandade, e, assim, carreguei por muito tempo o peso da escravidão espiritual. A doutrina do inferno de fogo me causou indizível sofrimento, até que aprendi a verdade. Agora, os artigos de Despertai! sobre “A Aterrorizante Inquisição” e “É o Inferno um Lugar de Tormento?” (22 de abril de 1986) deram o golpe de misericórdia nas falsas idéias incrustradas por minha formação religiosa. De fato, os artigos exerceram poder decisivo na minha compreensão de textos bíblicos, de modo a poder refutar de uma vez por todas as doutrinas não-bíblicas ensinadas pela cristandade, como a imortalidade da alma, inferno de fogo e purgatório. Os artigos foram claros, bem ilustrados e, acima de tudo, libertadores.
A. A. C., Brasil.
Inteligência Artificial.
O artigo sobre inteligência artificial da Despertai! de 8 de julho de 1988 foi muito omisso; ou o autor ignorava vários aprimoramentos nesse campo, ou, se estava a par, deixou-os de fora, por algum motivo . . . O artigo ignora totalmente as redes neurais, que dão aos computadores essencialmente as mesmas capacidades que o olho ou o ouvido humanos de discernir padrões. Presentemente, estas redes neurais só conseguem imitar gânglios de tecidos nervosos de criaturas menos complexas . . . É incerto se elas, alguma vez, se aproximarão da complexidade do neurônio humano, mas talvez não seja preciso . . . Receio que este artigo seja como muitos que tenho lido na imprensa popular, os quais promovem a idéia de que “muito bem, humanos, vocês sempre serão superiores em inteligência a qualquer outra coisa na Terra”. Acho que é um injustificado temor dos humanos de deparar-se com um ser mais inteligente, e também é muito egocêntrico.
J. O., Estados Unidos.
“Despertai!” considerava os presentes aprimoramentos no campo da inteligência artificial, o que atualmente está tendo uso prático. O leitor J. O. está primariamente preocupado com futuras perspectivas experimentais, a respeito das quais admite haver algumas incertezas. “Um estudo feito pelo Laboratório Lincoln, do M.I.T. [Instituto de Tecnologia de Massachusetts], sugere que, dentro de cinco anos, deve ser possível construir uma rede neural tão complexa quanto o cérebro duma abelha”, afirma recente editorial do “New York Times”. (7 de setembro de 1988) Deve-se dar crédito a quem o merece — qualquer nível de inteligência artificial ainda é apenas uma imitação muitíssimo inferior da obra do Criador. — RED.