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  • Visitei uma vinha japonesa
  • Despertai! — 1984
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Despertai! — 1984
g84 8/8 pp. 26-27

Visitei uma vinha japonesa

Do correspondente de “Despertai!” no Japão

NUMA manhã de dezembro, estou pedalando minha bicicleta, envolto em minhas roupas mais grossas de inverno, a fim de enfrentar o frio penetrante. Estou a caminho da vinha do sr. Yoshiro Sano, no vale Iamanáxi. Dista cerca de 120 quilômetros a oeste de Tóquio. As encostas das colinas e as montanhas ainda apresentam um vestígio do seu vermelho e dourado do outono; as mais distantes estão cobertas pelas primeiras neves. E dominando majestosamente todo o panorama, ali está o monte Fuji, com seu pico coberto de neve, que ascende a 3.776 metros.

Ao chegar ao sítio, sou saudado pelo cachorro da família, e, logo depois, pelo sr. Sano. Seu sítio, como a maioria na área, é pequeno. Com efeito, a vinha média só tem pouco mais de meio hectare. Ele me explica que, antes da Segunda Guerra Mundial, muitos lavradores ficaram empobrecidos devido às altas taxas de arrendamento cobradas pelos ricos proprietários de terras. No entanto, depois da guerra, os ricos latifundiários tiveram de dividir a terra entre os lavradores pobres. Assim, muitos vieram a possuir as terras em que trabalhavam.

Como as Uvas Chegaram ao Japão

Os livros de referência revelam que as uvas chegaram à China, pela famosa Estrada da Seda, procedentes de uma área ao redor do mar Cáspio, por volta de 120 AEC. Daí, à medida que o Japão abriu suas portas à influência chinesa, um monge budista chamado Gyōki levou sementes de uva da China para o Japão, por volta de 718 EC.

Informa-se também que outro monge budista, Amemiya Kageyu, no ano 1186, encontrou uvas excepcionalmente grandes, silvestres, na área de Katsunuma, perto de Cofu, prefeitura de Iamanáxi. Trazendo-as ao complexo do templo, produziu uvas de tamanho e sabor incomuns. Mudas destas videiras foram subseqüentemente distribuídas aos lavradores locais e têm de ser incluídas na história da viticultura de Iamanáxi.

Como Se Cultivam as Videiras

“Poderia me contar um pouco sobre como se cultivam as videiras nesta localidade?” — solicitei ao meu anfitrião.

Ao ouvir tal pergunta, os olhos do sr. Sano brilharam de entusiasmo. Ao começar a lhe falar sobre isso, pode-se ver que ele deveras aprecia seu trabalho.

“A prefeitura de Iamanáxi possui todos os ingredientes necessários para a produção de boas uvas. O solo arenoso e rochoso em torno dos sopés das colinas contribui para boa drenagem. Situada a uns 230 metros acima do nível do mar, as noites são frias, com contrastantes dias tépidos. Leve brisa e baixa umidade durante a colheita mantém as videiras relativamente secas e livres de doenças.”

“Observei que as uvas são mantidas bem afastadas do solo”, interrompi. “Por que isso acontece?”

“Tem que ver com a intensa chuva que cai no Japão durante a época de cultivo da uva”, explica ele, “fazendo com que as videiras cresçam bem rápido. Uma videira pode crescer até 4 metros numa só estação. Se as videiras fossem mantidas próximo do solo — como é feito em muitos países vitícolas que recebem menos chuva — todos os nutrientes iriam para as videiras, produzindo videiras mais grossas, porém menos saudáveis. As videiras também são mais resistentes às doenças e é mais fácil trabalhar nos vinhedos.

“Outra característica incomum da viticultura nesta área é a estufa. No meio do inverno, muitos viticultores cobrem partes de seus vinhedos com plástico e usam fogareiros de querosene para mantê-las aquecidas. Isto estimula o crescimento das videiras e produz uma safra temporã, geralmente por volta de maio ou junho, em comparação com julho e agosto para a safra normal. Isto apresenta vantagens econômicas, e distribui o trabalho do viticultor por um período maior.

“Normalmente, contudo, deixa-se que as videiras descansem no inverno. Em dezembro, colocam-se fertilizantes e adubos compostos. Daí, fazemos a poda, removendo cerca de dois terços do crescimento do ano prévio. Em março, quando começa a esquentar um pouco, fazemos uma pulverização para acabar com os insetos e as doenças, e colocamos de novo fertilizantes. Em abril, começam a surgir os primeiros raminhos. Ao crescerem as novas videiras, são afiladas e as gavinhas são ligadas a treliças. Em maio, cerca de duas semanas antes de aparecerem as florezinhas brancas, de cheiro doce, inicia-se o trabalho com as uvas sem semente.”

“Sem semente?” Desperta-se a minha curiosidade.

“Isso mesmo. Geralmente empregamos para isso a uva Delaware. Primeiro, reduzimos o tamanho dos cachos; daí, são individualmente mergulhados num hormônio de crescimento chamado ácido giberélico. Isto é encontrado naturalmente na vida vegetal, e causa o crescimento incomum da planta, mas impede que cresça a semente, resultando em uvas da variedade desprovida de semente. Esta imersão é repetida cerca de um mês depois, e, desta feita, o hormônio faz com que as uvas se tornem maiores.

“Já então os cachos de uva estão crescendo bem e estão prontos para receber seus chapéus de papel. Cada cacho é individualmente encapuçado com um saco de papel ou de plástico que serve como proteção contra os pesticidas, as aves e as pragas. Em junho, faz-se uma poda leve adicional, para impedir que o crescimento excessivo da videira retire a força dos cachos de uva. A época da colheita, para a maioria das variedades, inicia-se em fins de julho e em agosto, prosseguindo até setembro para outras. Os cachos são colhidos das videiras, colocados em caixas e levados para o mercado.”

Como os Japoneses Saboreiam as Uvas

No Japão, cultivam-se uvas mormente para serem saboreadas, e não para a fabricação de vinho. Menos de 10 por cento das mais de 500 mil toneladas de uvas produzidas no Japão são transformados em vinho. Algumas uvas, como as da variedade Koshu, possuem cascas bem durinhas, e são comidas sem casca, mas o restante é comido inteiro, semente e tudo. No entanto, a maioria das outras variedades, mesmo as que têm casca mais fina, são geralmente comidas sem as cascas ou as sementes.

Ao me encurvar e despedir-me de meu amigo, sr. Sano, sinto que agora conheço um pouco melhor a região viticultora do Japão. E também vim a apreciar mais a infindável variedade de coisas boas — incluindo a uva — que Jeová tem feito para a bênção e o benefício do homem. — Gênesis 2:9, 16; Levítico 26:5.

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