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  • Os convidados chegaram! — Está pronto o jantar?
    Despertai! — 1984 | 8 de novembro
    • Os convidados chegaram! — Está pronto o jantar?

      Do correspondente de “Despertai!” no Japão

      RECEBER amigos para jantar constitui sempre um prazer especial para mim. Passados muitos dias, ainda consigo lembrar-me da conversa estimulante e da sensação de uma noite bem aproveitada. Naturalmente, os elogios e apreço dos meus convidados pelas iguarias também aumentam a minha satisfação pessoal.

      Muitas vezes refleti em quanto gostaria de receber visitas mais amiúde. Mas, a idéia de ter de cozinhar e assar tanto numa cozinha quente, e todo o tempo envolvido, faziam-me hesitar. Daí, o provérbio bíblico: “Melhor um prato de verduras onde há amor, do que um touro cevado e com ele ódio”, fizeram-me refletir e examinar as coisas, até que descobri o prato de galinha japonês, chamado mizutaki. Não somente é fácil de preparar; é também nutritivo, delicioso e diferente. Que mais poderia desejar? — Provérbios 15:17.

      Tenho de admitir que um dos atrativos especiais deste prato é que exige muito pouco no sentido de preparação. Tenho apenas de preparar o caldo de galinha, cortar as hortaliças, fazer o molho e aguardar a chegada dos convidados. Como vê, a refeição é realmente preparada diante dos olhos dos convidados, enquanto comemos.

      A preparação do caldo é muito simples. Numa panela, coloco cerca de um quilo de coxas e peito de galinha, cortados em pedacinhos, já lavados e secados. Adiciono cerca de cinco litros de água. Deixo ferver em fogo forte e, daí, simplesmente fervendo em fogo brando de 60 a 90 minutos, e removo a espuma. Transfiro então os pedaços de galinha, junto com bastante caldo, para uma caçarola de barro até que fique três quartos cheia. Coloco a caçarola num fogareiro diretamente sobre a mesa do jantar.a O resto do caldo é guardado para uso posterior.

      Pode-se usar quase qualquer hortaliça. Eis aqui a combinação que eu gosto: repolho-chinês, espinafre e cebolinhos verdes cortadas em fatias de 5 centímetros. Também incluo cenouras, cortadas em rodelas de 0,5 cm, e alguns cogumelos. Tudo isso é arrumado numa travessa que é colocada na mesa, ao lado da caçarola.

      O que torna diferente o mizutaki é o molho picante. Meu molho favorito é feito por se espremer três limões e acrescentar-se o suco de igual quantidade de molho de soja. Algumas guarnições para o molho são: cebolinhos verdes bem picadinhas, daikon (nabo) ralado com pimenta malagueta, e tiras finas de casca de limão. Para cada convidado se coloca um pouco de molho numa tigela.

      Quando ouço que meus convidados estão chegando, ligo o fogareiro, de modo que, quando todos já estão sentados à mesa, o caldo está em ebulição. Escolhendo um pouco de cada coisa da travessa de hortaliças, coloco na caçarola. Quando o caldo passa a ferver de novo, cada um se serve à vontade, tirando um pouco das hortaliças e da galinha e colocando na tigela onde está o molho. À medida que se vai comendo, colocam-se mais hortaliças e mais caldo na caçarola.

      Aqui no Japão usamos nossos próprios fachis para tirar as hortaliças e pedaços de galinha da caçarola em ebulição. Conchas e escumadeiras podem ser fornecidas aos não-iniciados ou menos aventureiros. Degustamos a comida e apreciamos a companhia mútua neste jantar tranqüilo e nutritivo.

      Que dizer da sobremesa? O que vai bem com este tipo de prato? É melhor seguir o costume nipônico — uma tigela de frutas frescas da época. Na primavera, temos morangos, nêsperas e melões. Quando chega o verão, é a época para laranjas, cerejas e melancias. Ao se aproximar o outono, podemos esperar pêssegos, uvas, maçãs, pêras e caquis. O inverno traz a deliciosa mikan (tangerina). Assim, o ano todo, dispomos de algo apropriado para servir de deliciosa sobremesa.

      Este jantar leve e saboroso possui outra virtude inconteste — não me deixa com a pia cheia de panelas, caçarolas e pratos para lavar. Assim, posso realmente afirmar junto com meus convidados: “Foi uma noite maravilhosa.”

      [Nota(s) de rodapé]

      a Uma caçarola ou frigideira elétrica pode ser usada em lugar da panela de barro e um fogareiro.

  • Declínio de deliciosa iguaria
    Despertai! — 1984 | 8 de novembro
    • Declínio de deliciosa iguaria

      Coxas de rã constituem ímpar iguaria francesa. Mas, por quanto tempo mais? As rãs européias declinam em número e coxas de rãs são agora importadas de avião da Índia e de países vizinhos. Mas, há crescente exigência para que tal comércio cesse. Por quê? Para começar, com a diminuição das rãs predadoras dos arrozais ocorreu coincidentemente o aumento do número de mosquitos transmissores da malária, e os pesticidas aumentam o custo de produção de alimentos. Que dizer das rãs? Informes indicam que muitas são capturadas à noite, enfiadas em sacos e transportadas, às vezes por centenas de quilômetros, até os centros onde, enquanto ainda estão vivas, suas coxas são decepadas e as carcaças são jogadas fora. Os conservacionistas esperam que os gastrônomos não mais apreciem tanto as longas pernas traseiras das rãs, quando vierem a saber disso.

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