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JavãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Depois do relato de Gênesis, os descendentes de Javã voltam de novo a ser mencionados perto da parte final do século IX AEC, pelo profeta Joel. O profeta condena ali os tírios, os sidônios e os filisteus por venderem os filhos de Judá e de Jerusalém em seu comércio escravagista com os “filhos dos gregos” (literalmente, “os filhos de Javã”). (Joel 3:4-6) Isaias, no século VIII AEC, prediz que alguns dos judeus que sobrevivessem à expressão da ira de Deus viajariam para muitas terras, incluindo “Javã”, para ali proclamarem a glória de Jeová. — Isa. 66:19.
Em fins do século VII e início do século VI AEC, alistam-se escravos e artigos de cobre como itens sendo supridos por “Javã, Tubal e Meseque [estes últimos lugares estando evidentemente localizados na parte E da Ásia Menor, ou ao N dela]” ao rico centro comercial de Tiro. (Eze. 27:13) O versículo 19 da mesma profecia menciona novamente Javã, mas estarem os outros locais mencionados no contexto situados na Síria, na Palestina e na Arábia, tem levado alguns a considerar que o aparecimento de tal nome aqui é resultado dum erro de cópia. Em vez de rezar “e Javã de Uzal”, a Septuaginta grega traduz Javã como “vinho”, rezando assim: “e com vinho. De Asei [Uzal] . . .” (LXX, Thompson-Muses) A Revised Standard Version (Versão Normal Revisada) reza “e vinho de Uzal”. (Veja-se nota da BJ.) Outros, contudo, sugerem que Javã pode referir-se aqui a uma colônia grega situada na Arábia, ou que, talvez, possa ser o nome duma tribo ou duma cidadezinha da Arábia.
Na profecia de Daniel, “Javã” é geralmente vertido pelos tradutores como “Grécia”, uma vez que o cumprimento histórico dos escritos de Daniel torna evidente este significado. (Dan. 8:21; 10:20; 11:2) Isto se dá, igualmente, com a profecia de Zacarias (520-518 AEC), que prediz a guerra bem-sucedida dos ‘filhos de Sião’ contra Javã (“Grécia”). — Zac. 9:13.
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JavaliAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JAVALI
As Escrituras só mencionam este animal uma vez, a saber, no Salmo 80:13, onde se alude às incursões predatórias que faz a vinhedos desprotegidos. Crê-se que se tem presente o javali (que não deve ser confundido com o porco domesticado, do qual é parente). Este animal pode ainda ser encontrado nos charcos da Palestina.
Um grande javali pode pesar até uns 160 kg, medir c. de 1,5 m de comprimento, e atingir quase 1 m de altura, na espádua. O focinho do javali é especialmente apropriado para fossar a terra em busca de alimento, no meio da vegetação rasteira da floresta. As presas, especialmente as do macho, constituem formidável arma, com a qual pode facilmente estripar um cavalo. Este animal não só é perigoso, como também é destrutivo, dizendo-se que um encame deles pode estragar todo um vinhedo em uma única noite. Sua dieta, embora basicamente vegetariana, inclui grande variedade de alimentos, raízes, cereais, minhocas, caracóis, animais de pequeno porte, ovos de aves, e coisas assim.
[Foto na página 833]
Javali.
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JebusAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JEBUS
[trilhado, ou, possivelmente, eira]
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JebuseuAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JEBUSEU
O local da antiga cidade de Jebus era o sítio agora conhecido como Jerusalém. Na época de Abraão, antes do ano 1900 AEC, este local era chamado Salém (que significa “paz”), que está englobado no nome Jerusalém e pode ser uma contração dele. (Heb. 7:2) Nas cartas de Tel El Amarna, encontradas no Egito, faz-se menção de Urusalim (Jerusalém). E, nos livros de Josué, de Juízes e de Primeiro Samuel, onde se mencionam eventos anteriores à conquista da cidade por Davi, o sítio é amiúde chamado de Jerusalém. (Jos. 10:1, 3, 5, 23; 12:10; 15:8, 63; 18:28; Juí. 1:7, 8, 21; 19:10; 1 Sam. 17:54) Apenas em dois trechos ela é mencionada como Jebus. (Juí. 19:10, 11; 1 Crô. 11:4, 5) Em Josué 18:28, aparece Yevusí no hebraico, a terminação i indicando povo, os habitantes da cidade.
Por conseguinte, parece evidente, para a maioria dos peritos, que Jerusalém (ou, possivelmente, Salém) era o nome original da cidade, e que apenas quando ocupada pelos jebuseus é que era ocasionalmente chamada Jebus. Existe também um consenso geral de que “Jebus” não era uma contração de Jerusalém, mas, ao invés, uma contração de jebuseus, o nome dos ocupantes do sitio por certo tempo. Depois de Davi ter capturado esta fortaleza de Sião e fixar ali sua residência real, ela era às vezes mencionada como “a cidade de Davi”. — 2 Sam. 5:7.
Os jebuseus que ocupavam esta cidade e a área circunvizinha eram descendentes de Cã e de Canaã. (Gên. 10:15, 16, 20; 1 Crô. 1:13, 14) Quando mencionados junto com seus parentes (hititas, girgaseus, amorreus, cananeus, perizeus, heveus), os jebuseus são geralmente alistados em último lugar, talvez por serem os menos numerosos. (Deut. 7:1; Juí. 3:5) Eram classificados como povo montanhês (Núm. 13:29), e dizia-se que a terra deles era, figuradamente, “uma terra que mana leite e mel”. — Êxo. 3:8, 17.
Jeová prometeu a Abraão que daria a terra dos jebuseus a ele e seus descendentes. (Gên. 15:18-21; Nee. 9:8) A fim de cumprir tal promessa, Jeová tirou seu povo escolhido do Egito, e, ao cruzarem o Jordão, Deus mandou seu anjo à frente deles, ordenando que se mostrassem fortes e expulsassem todos os que resistissem a eles. (Êxo. 13:3-5; 23:23; 33:1, 2) Não deviam celebrar nenhum pacto e nenhum conúbio matrimonial com os jebuseus e outros cananeus, mas, em vez disso, deviam devotá-los à destruição total, não deixando vivo nada que respirasse, ‘a fim de eles não lhes ensinarem a fazer segundo todas as suas coisas detestáveis’. — Êxo. 34: 11-16; Deut. 20:16-18.
Ao observar os êxitos israelitas na tomada da terra — a captura de Jericó, de Ai e a capitulação dos gibeonitas — Adoni-Zedeque, rei jebuseu, encabeçou uma confederação de cinco reis que estavam determinados a parar tal invasão. (Jos. 9:1, 2; 10:1-5) Na batalha que se seguiu, em que Jeová fez com que o sol e a lua ficassem imóveis, foram derrotados os exércitos confederados, sendo capturados e mortos os reis deles, e seus cadáveres foram pendurados em estacas para que todos os vissem. (Jos. 10:6-27; 12:7, 8, 10) Pode ter sido após esta vitória que os israelitas incendiaram Jebus, arrasando-a totalmente. — Juí. 1:8.
Com o término da campanha de conquista de Josué, nas partes S e central da Terra Prometida, ele voltou sua atenção para a parte setentrional a O do Jordão. Mais uma vez, os jebuseus se arregimentaram para resistir aos israelitas, desta vez sob o comando de Jabim, rei de Hazor, e, de novo, foram derrotados, graças à ajuda de Jeová. (Jos. 11:1-8) Entrementes, depois do incêndio de Jebus e algum tempo antes da divisão da terra, os jebuseus assumiram de novo o controle das elevações estratégicas de Jerusalém, que conseguiram manter por 400 anos. — Jos. 15:63.
A cidade de Jebus foi consignada a Benjamim, quando a terra foi distribuída, e situava-se nos limites dos territórios tribais de Judá e Benjamim. (Jos. 15:1-8; 18:11, 15, 16, 25-28) Não obstante, os israelitas não expulsaram os jebuseus, mas, antes, permitiram que tanto seus filhos como suas filhas se casassem com eles, e até mesmo adotaram a adoração dos deuses falsos dos jebuseus. (Juí. 1:21; 3:5, 6) Durante este período, Jebus continuou sendo “uma cidade de estrangeiros”, em que um levita certa vez se recusou a pernoitar. — Juí. 19:10-12.
Por fim, em 1070 AEC, Davi conquistou Sião, a fortaleza dos jebuseus. (2 Sam. 5:6-9; 1 Crô. 11:4-8) Mais tarde, Davi comprou a eira, que se situava mais para o N, de um jebuseu chamado Araúna (Ornã), e ali construiu um altar e ofereceu sacrifícios especiais. (2 Sam. 24:16-25; 1 Crô. 21:15, 18-28) Foi neste local que, anos depois, Salomão construiu o custoso templo. (2 Crô. 3:1) Depois disso, Salomão fez que os descendentes dos jebuseus trabalhassem quais escravos no seu grande programa de edificações. — 1 Reis 9:20, 21; 2 Crô. 8:7, 8.
Na última referência que dispomos sobre os jebuseus, ficamos sabendo que, como grupo étnico, ainda estavam presentes para contaminar a adoração dos israelitas quando da volta destes do cativeiro babilônico. — Esd. 9:1, 2.
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JeconiasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JECONIAS
Veja JOAQUIM.
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JedidiasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JEDIDIAS
Veja SALOMÃO.
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JedutumAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JEDUTUM
[louvador]. Um músico levita. Pelo que parece, Jedutum era antes chamado Etã, pois, antes da chegada da Arca em Jerusalém, “Etã” é relacionado com outros músicos, Hemã e Asafe, ao passo que “Jedutum” é depois usado nessa mesma associação de nomes. (1 Crô. 15:17, 19; 25:1) Não se fornece nenhum ancestral de Jedutum, como acontece no caso de Etã. (1 Crô. 6:44-47) E não se mencionam descendentes de Etã; como acontece no caso de Jedutum. (1 Crô. 9:16) A mudança do nome de Etã [que significa “longevo, permanente, sempre fluente”] para Jedutum [que significa “louvador”] certamente estava de acordo com a designação que lhe foi dada. — 1 Crô. 16:41.
Jedutum (ou Iditum, BJ; CBC) e sua família de músicos participavam de várias celebrações, quando era apropriado “agradecer e louvar a Jeová”. (1 Crô. 16:1, 41, 42; 25:1, 3, 6, 7, 9, 11, 15, 17, 19, 21) Três dos salmos mencionam Jedutum em seus cabeçalhos. Dois deles (39, 62) rezam: “Ao regente de Jedutum” (“segundo o modo de [do coro de] Jedutum”, nota da Rotherham, em inglês, sobre o cabeçalho do Salmo 39; nota dos SLH), ao passo que o terceiro (77) reza: “Ao regente, segundo Jedutum.” (NM; MC; Rotherham [“sobre”, An American Translation (Uma Tradução Americana)] Em cada caso, atribui-se a composição do salmo a outrem — os primeiros dois a Davi e o terceiro a Asafe; assim, não se faz nenhuma sugestão de que Jedutum os compôs, embora seja em outras partes chamado de “visionário do rei”, e se diga também que ele “profetizava com a harpa”. (2 Crô. 35:15; 1 Crô. 25:1, 3) Por conseguinte, os cabeçalhos destes três salmos são, evidentemente, instruções para sua execução, talvez identificando um estilo ou até mesmo um instrumento musical que estava, de algum modo, ligado a Jedutum, ou que ele ou seus filhos talvez tenham inventado, introduzido, aperfeiçoado ou tornado comum, através do uso.
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JeftéAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JEFTÉ
[ele abrirá ou libertará]. Um juiz de Israel, da tribo de Manassés. (Núm. 26:29; Juí. 11:1) Administrava a justiça no território de Gileade durante seis anos, talvez no juizado de Eli e nos primeiros anos de vida de Samuel. (Juí. 12:7) A referência de Jefté aos “trezentos anos” de controle israelita a E do Jordão pareceria situar o início de seu juizado de seis anos por volta de 1173 AEC. — Juí. 11:26; veja CRONOLOGIA (gráfico), p. 389.
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