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JebuseuAjuda ao Entendimento da Bíblia
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tal promessa, Jeová tirou seu povo escolhido do Egito, e, ao cruzarem o Jordão, Deus mandou seu anjo à frente deles, ordenando que se mostrassem fortes e expulsassem todos os que resistissem a eles. (Êxo. 13:3-5; 23:23; 33:1, 2) Não deviam celebrar nenhum pacto e nenhum conúbio matrimonial com os jebuseus e outros cananeus, mas, em vez disso, deviam devotá-los à destruição total, não deixando vivo nada que respirasse, ‘a fim de eles não lhes ensinarem a fazer segundo todas as suas coisas detestáveis’. — Êxo. 34: 11-16; Deut. 20:16-18.
Ao observar os êxitos israelitas na tomada da terra — a captura de Jericó, de Ai e a capitulação dos gibeonitas — Adoni-Zedeque, rei jebuseu, encabeçou uma confederação de cinco reis que estavam determinados a parar tal invasão. (Jos. 9:1, 2; 10:1-5) Na batalha que se seguiu, em que Jeová fez com que o sol e a lua ficassem imóveis, foram derrotados os exércitos confederados, sendo capturados e mortos os reis deles, e seus cadáveres foram pendurados em estacas para que todos os vissem. (Jos. 10:6-27; 12:7, 8, 10) Pode ter sido após esta vitória que os israelitas incendiaram Jebus, arrasando-a totalmente. — Juí. 1:8.
Com o término da campanha de conquista de Josué, nas partes S e central da Terra Prometida, ele voltou sua atenção para a parte setentrional a O do Jordão. Mais uma vez, os jebuseus se arregimentaram para resistir aos israelitas, desta vez sob o comando de Jabim, rei de Hazor, e, de novo, foram derrotados, graças à ajuda de Jeová. (Jos. 11:1-8) Entrementes, depois do incêndio de Jebus e algum tempo antes da divisão da terra, os jebuseus assumiram de novo o controle das elevações estratégicas de Jerusalém, que conseguiram manter por 400 anos. — Jos. 15:63.
A cidade de Jebus foi consignada a Benjamim, quando a terra foi distribuída, e situava-se nos limites dos territórios tribais de Judá e Benjamim. (Jos. 15:1-8; 18:11, 15, 16, 25-28) Não obstante, os israelitas não expulsaram os jebuseus, mas, antes, permitiram que tanto seus filhos como suas filhas se casassem com eles, e até mesmo adotaram a adoração dos deuses falsos dos jebuseus. (Juí. 1:21; 3:5, 6) Durante este período, Jebus continuou sendo “uma cidade de estrangeiros”, em que um levita certa vez se recusou a pernoitar. — Juí. 19:10-12.
Por fim, em 1070 AEC, Davi conquistou Sião, a fortaleza dos jebuseus. (2 Sam. 5:6-9; 1 Crô. 11:4-8) Mais tarde, Davi comprou a eira, que se situava mais para o N, de um jebuseu chamado Araúna (Ornã), e ali construiu um altar e ofereceu sacrifícios especiais. (2 Sam. 24:16-25; 1 Crô. 21:15, 18-28) Foi neste local que, anos depois, Salomão construiu o custoso templo. (2 Crô. 3:1) Depois disso, Salomão fez que os descendentes dos jebuseus trabalhassem quais escravos no seu grande programa de edificações. — 1 Reis 9:20, 21; 2 Crô. 8:7, 8.
Na última referência que dispomos sobre os jebuseus, ficamos sabendo que, como grupo étnico, ainda estavam presentes para contaminar a adoração dos israelitas quando da volta destes do cativeiro babilônico. — Esd. 9:1, 2.
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JeconiasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JECONIAS
Veja JOAQUIM.
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JedidiasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JEDIDIAS
Veja SALOMÃO.
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JedutumAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JEDUTUM
[louvador]. Um músico levita. Pelo que parece, Jedutum era antes chamado Etã, pois, antes da chegada da Arca em Jerusalém, “Etã” é relacionado com outros músicos, Hemã e Asafe, ao passo que “Jedutum” é depois usado nessa mesma associação de nomes. (1 Crô. 15:17, 19; 25:1) Não se fornece nenhum ancestral de Jedutum, como acontece no caso de Etã. (1 Crô. 6:44-47) E não se mencionam descendentes de Etã; como acontece no caso de Jedutum. (1 Crô. 9:16) A mudança do nome de Etã [que significa “longevo, permanente, sempre fluente”] para Jedutum [que significa “louvador”] certamente estava de acordo com a designação que lhe foi dada. — 1 Crô. 16:41.
Jedutum (ou Iditum, BJ; CBC) e sua família de músicos participavam de várias celebrações, quando era apropriado “agradecer e louvar a Jeová”. (1 Crô. 16:1, 41, 42; 25:1, 3, 6, 7, 9, 11, 15, 17, 19, 21) Três dos salmos mencionam Jedutum em seus cabeçalhos. Dois deles (39, 62) rezam: “Ao regente de Jedutum” (“segundo o modo de [do coro de] Jedutum”, nota da Rotherham, em inglês, sobre o cabeçalho do Salmo 39; nota dos SLH), ao passo que o terceiro (77) reza: “Ao regente, segundo Jedutum.” (NM; MC; Rotherham [“sobre”, An American Translation (Uma Tradução Americana)] Em cada caso, atribui-se a composição do salmo a outrem — os primeiros dois a Davi e o terceiro a Asafe; assim, não se faz nenhuma sugestão de que Jedutum os compôs, embora seja em outras partes chamado de “visionário do rei”, e se diga também que ele “profetizava com a harpa”. (2 Crô. 35:15; 1 Crô. 25:1, 3) Por conseguinte, os cabeçalhos destes três salmos são, evidentemente, instruções para sua execução, talvez identificando um estilo ou até mesmo um instrumento musical que estava, de algum modo, ligado a Jedutum, ou que ele ou seus filhos talvez tenham inventado, introduzido, aperfeiçoado ou tornado comum, através do uso.
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JeftéAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JEFTÉ
[ele abrirá ou libertará]. Um juiz de Israel, da tribo de Manassés. (Núm. 26:29; Juí. 11:1) Administrava a justiça no território de Gileade durante seis anos, talvez no juizado de Eli e nos primeiros anos de vida de Samuel. (Juí. 12:7) A referência de Jefté aos “trezentos anos” de controle israelita a E do Jordão pareceria situar o início de seu juizado de seis anos por volta de 1173 AEC. — Juí. 11:26; veja CRONOLOGIA (gráfico), p. 389.
JEFTÉ ERA FILHO LEGÍTIMO
A mãe de Jefté era uma “prostituta”, não significando, contudo, que Jefté nascesse como fruto da prostituição ou que fosse ilegítimo. Sua mãe tinha sido prostituta antes de se casar, como esposa secundária, com Gileade, assim como Raabe tinha sido prostituta, mas, depois, casou-se com Salmom. (Juí. 11:1; Jos. 2:1; Mat. 1:5) Que Jefté não era filho ilegítimo é comprovado por ele ter sido expulso por seus meios-irmãos — filhos da esposa primária de Gileade — de modo que não compartilhasse a herança. (Juí. 11:2) Adicionalmente, Jefté veio mais tarde a ser o líder aceito dos homens de Gileade (dentre os quais os meios-irmãos de Jefté parecem ter sido os principais). (Juí. 11:11) Ademais, ele ofereceu sacrifício a Deus no tabernáculo. (Juí. 11:30, 31) Nenhuma destas coisas teria sido possível a um filho ilegítimo, pois a Lei declarava de modo especifico: “Nenhum filho ilegítimo pode entrar na congregação de Jeová. Mesmo até a décima geração não pode entrar ninguém seu na congregação de Jeová.” — Deut. 23:2.
Jefté era evidentemente o primogênito de Gileade. Por conseguinte, teria normalmente herdado duas partes da propriedade de seu pai, Gileade (que, pelo que parece, já estava morto na ocasião em que os meios-irmãos de Jefté o expulsaram), e tornar-se-ia também o cabeça da família. Apenas por expulsá-lo ilegalmente é que os meios-irmãos de Jefté poderiam privá-lo de sua legítima herança, pois, mesmo que o primogênito fosse filho duma esposa secundária, ou de uma esposa menos estimada, ele deveria, ainda assim, gozar dos direitos de primogênito. — Deut. 21:15-17.
“HOMENS OCIOSOS” JUNTAM-SE A JEFTÉ
Quando Jefté foi expulso por seus meios-irmãos, passou a morar na terra de Tobe, região a E de Gileade, pelo que parece fora das fronteiras de Israel. Aqui Jefté estaria na fronteira, exposto aos inimigos estrangeiros de Israel, em especial Amom. “Homens ociosos”, isto é, homens evidentemente ociosos ou desempregados por causa do fustigamento amonita, e que se revoltavam contra a servidão a Amom, dirigiram-se a Jefté e se colocaram sob o seu comando. (Juí. 11:3) As pessoas que viviam no território a E do rio Jordão (as tribos de Manassés, Rubem e Gade), eram mormente criadores de gado, e as pilhagens efetuadas pelos incursores amonitas (que até chegavam por vezes a cruzar o Jordão) haviam, pelo que transparece, removido os bens e os meios de vida de muitos dos habitantes de Gileade. — Juí. 10:6-10.
OS AMONITAS AMEAÇAM COM A GUERRA
Por dezoito anos, continuou a opressão por parte dos amonitas. Deus permitiu-a porque os israelitas se voltaram infielmente para servir os deuses das nações em volta deles. Mas, agora, os filhos de Israel caíram em si, arrependendo-se de sua tolice e invocando a ajuda de Jeová. Começaram a desfazer-se dos seus ídolos e a servir a Jeová. Neste ponto, Amom congregou-se em Gileade para uma guerra em ampla escala. (Juí. 10:7-17; 11:4) Isto indica que era realmente o grande inimigo invisível de Deus, Satanás, o Diabo, que incitava as nações pagãs contra Israel, e que a verdadeira questão em litígio era a adoração do Deus verdadeiro. — Compare com Revelação 12:9; Salmo 96:5; 1 Coríntios 10:20.
Israel juntou suas forças em Mispá. Os meios-irmãos de Jefté destacavam-se, evidentemente, entre os anciãos de Gileade. (Juí. 10:17; 11:7) Viram a necessidade de liderança e de orientação corretas. (Juí. 10:18) Compreenderam que tinham de ter como cabeça um homem designado por Deus, se é que haviam de derrotar Amom. (Juí. 11:5, 6, 10) Sem dúvida Jefté e seus homens tinham realizado alguns feitos em Tobe, o que sugeria que ele era o escolhido por Deus. (Juí. 11:1) Os homens de Gileade decidiram dirigir-se a Jefté, a quem tinham desprezado, para pedir-lhe que se tornasse seu cabeça.
JEFTÉ TORNA-SE O CABEÇA DE GILEADE
Jefté concordou em liderá-los para lutar contra Amom, sob uma condição: Se Jeová lhe concedesse a vitória, ele continuaria como cabeça deles depois de retornarem da luta. Sua insistência nesse ponto não era uma exigência egoísta. Ele se mostrara preocupado com a luta em favor do nome de Deus e de Seu povo. Daí, caso derrotasse Amom, isso provaria que Deus estava com ele. Jefté queria certificar-se de que a norma de Deus não seria abandonada de novo quando passasse a crise. Também, sendo deveras o primogênito de Gileade, somente estava confirmando seu direito legal qual cabeça da casa de Gileade. Tal pacto foi então concluído perante Jeová, em Mispá. Aqui, de novo, Jefté mostrou que se voltava para Jeová como o Deus e Rei de Israel, e seu verdadeiro Libertador. — Juí. 11:8-11.
Jefté, sendo homem de ação, não perdeu tempo em exercer sua vigorosa liderança. Enviou uma mensagem ao rei de Amom, indicando que Amom era o agressor, ao invadir a terra de Israel. O rei replicou que se tratava de terras que Israel tomara de Amom. (Juí. 11:12, 13) Nisso Jefté demonstrou que não era um simples guerreiro rude, sem cultura, mas um estudioso da História e, especialmente, dos modos de Deus lidar com seu povo. Refutou o argumento amonita, demonstrando que: (1) Israel não hostilizou Amom, Moabe ou Edom (Juí. 11:14-18; Deut. 2:9, 19, 37; 2 Crô. 20:10, 11); (2) Amom não possuía a terra disputada na época da conquista israelita, porque ela se achava nas mãos dos amorreus cananeus, cujo rei, Síon, junto com sua terra, Deus entregara nas mãos de Israel; (3) Amom não havia questionado a ocupação de Israel nos últimos 300 anos; por conseguinte, em que base válida poderiam fazê-lo agora? — Juí. 11:19-27.
Jefté atingiu o âmago da questão ao mostrar que o litígio girava em torno do assunto de adoração. Declarou que Jeová Deus tinha dado essa terra a Israel e que, por este motivo, eles não cederiam um milímetro sequer dela aos adoradores dum deus falso. — Veja QUEMÓS.
O VOTO DE JEFTÉ
Jefté discerniu então que um combate com Amom era a vontade de Deus. Com o espírito de Deus energizando-o, ele liderou seu exército ao combate. Similar ao que fizera Jacó, cerca de 600 anos antes, Jefté fez um voto, demonstrando seu profundo desejo de coração de obter a orientação de Jeová, e de atribuir a Jeová qualquer êxito que tivesse. (Juí. 11:30, 31; Gên. 28:20-22) Jeová ouviu com favor o voto dele, e os amonitas foram subjugados. — Juí. 11:32, 33.
Alguns críticos e peritos condenam Jefté por seu voto, nutrindo o conceito de que Jefté seguiu o costume das outras nações, oferecendo sua filha no fogo, como um holocausto humano. (Deut. 18:9-12) Jeová amaldiçoaria, e não abençoaria, uma pessoa assim. As próprias pessoas a quem Jefté combatia, os amonitas, praticavam a oferta de sacrifícios humanos a seu deus, Moloque. — Compare com 2 Reis 17:17; 21:6; 23:10; Jeremias 7:31, 32; 19:5, 6.
Quando Jefté disse: “Terá de dar-se que aquele que sair, quem sair da porta da minha casa ao meu encontro . . . terá de tornar-se então de Jeová”, ele se referia a uma pessoa, e não a um animal, visto que os animais apropriados para sacrifício não eram provavelmente mantidos dentro das casas dos israelitas, para ali ficar à vontade. Ademais, a oferta de um animal não mostraria devoção extraordinária a Deus. Jefté bem sabia que poderia ser sua filha a pessoa que sairia ao seu encontro. Deve-se ter presente que o espírito de Jeová pousava sobre Jefté naquela ocasião; isto impediria qualquer voto precipitado da parte de Jefté. Como, então, a pessoa que sairia ao encontro de Jefté para congratulá-lo por sua vitória ‘tornar-se-ia de Jeová’ e seria oferecida como “oferta queimada”? — Juí. 11:31.
Em conexão com o santuário, era possível devotar pessoas ao serviço exclusivo de Jeová. Era um direito que cabia aos pais. Samuel foi uma de tais pessoas, tendo sido prometido, mediante um voto, por Ana, sua mãe, para o serviço no tabernáculo, antes de ele nascer. Este voto foi aprovado pelo marido dela, Elcana. Logo que Samuel foi desmamado, Ana o ofereceu no santuário. Junto com ele, Ana trouxe um sacrifício animal. (1 Sam. 1:11, 22-28; 2:11) Sansão foi outro filho especialmente devotado ao serviço de Deus como nazireu. — Juí. 13:2-5, 11-14; compare com a autoridade do pai sobre a filha, conforme esboçada em Números 30:3-5, 16.
Assim, quando Jefté levou sua filha ao santuário, que se achava em Silo, naquela época, ele sem dúvida fez acompanhar esta apresentação dela com uma oferta queimada animal. Segundo a Lei, uma oferta queimada era morta, esfolada e cortada em pedaços, sendo lavados os intestinos e as pernas; e seu corpo, com cabeça e tudo, era queimado sobre o altar. (Lev. 1:3-9) A inteireza de tal oferta representava a dedicação plena, sem reservas, de todo o coração, a Jeová, e, quando acompanhada por outra oferta (como, para exemplificar, quando a oferta pelo pecado, no Dia da Expiação, era seguida pela oferta queimada), isso constituía um apelo a Jeová para que aceitasse aquela outra oferta. — Lev. 16:3, 5, 6, 11, 15, 24.
Constituiu um verdadeiro sacrifício da parte tanto de Jefté como de sua filha, pois ele não possuía outros filhos. (Juí. 11:34) Assim, nenhum descendente perpetuaria seu nome e sua herança em Israel. A filha de Jefté era sua única esperança nesse sentido. Ela chorou, não porque tivesse de morrer, mas pela sua “virgindade”, pois todo homem e toda mulher israelita desejava ter filhos e manter vivos o nome e a herança da família. (Juí. 11:37, 38) A esterilidade era uma calamidade. Mas a filha de Jefté “nunca teve relações sexuais com qualquer homem”. Caso tais palavras se aplicassem apenas à época anterior ao cumprimento do voto, teriam sido supérfluas, pois se diz especificamente que ela era virgem. Que tal declaração se refere ao cumprimento do voto é indicado por vir depois dessa expressão: “Ele cumpriu seu voto que fizera referente a ela.” Na realidade, o registro indica que também depois do voto ser cumprido, ela manteve sua virgindade. — Juí. 11:39; compare as traduções feitas em Al; ALA; AV; NM; Young.
Ademais, a filha de Jefté recebia visitas “de ano em ano” de suas companheiras, para ‘elogiá-la’. (Juí. 11:40) (A palavra hebraica tanáh, usada aqui, ocorre também em Juízes 5:11, e naquele texto ela é traduzida, de forma variável, “decantar” [W], “recitar” [AV], “celebram” [BJ; PIB], “repetir” [Revised Standard Version (Versão Normal Revisada)]. O Hebrew and Chaldee Lexicon [Léxico Hebraico e Caldeu] de Davies define tal palavra como “repetir, recitar”. Em Juízes 11:40, a Versão Autorizada traz o termo “lamentar”, mas a leitura marginal reza “falar com”.) Ao servir no santuário, sem dúvida como outros netineus (“os dados”, devotados ao serviço do santuário), havia muita coisa que ela podia fazer. Tais pessoas trabalhavam no ajuntamento de lenha, em retirar água, em consertos, e, sem dúvida, em muitas outras tarefas, como ajudantes dos sacerdotes e dos levitas que ali estavam. — Jos. 9:21, 23, 27; Esd. 7:24; 8:20; Nee. 3:26.
EFRAIMITAS RESISTEM A JEFTÉ
Os efraimitas, que se consideravam a tribo dominante do N de Israel (incluindo Gileade), recusaram-se orgulhosamente a reconhecer a Jefté e procuraram justificar-se. Assim, inventaram uma acusação falsa como desculpa para ficarem ofendidos com ele. Anos antes, haviam demonstrado uma atitude semelhante, no tempo do juiz Gideão. (Juí. 8:1) Afirmaram que Jefté deixara de convocá-los para a luta contra Amom, e ameaçaram queimar a casa de Jefté por sobre a sua cabeça. — Juí. 12:1.
Jefté respondeu que ele os havia convocado, mas que eles se recusaram a responder. Argumentou ele: “Jeová . . . deu [a Amom] na [minha] mão. Portanto, por que viestes neste dia contra mim para lutar contra mim?” (Juí. 12:2, 3) Os efraimitas contenderam sobre as forças de Jefté: “Fugitivos de Efraim é o que sois, ó Gileade, dentro de Efraim, dentro de Manassés.” (Juí. 12:4) Com isso, talvez estivessem enodoando Jefté por se referirem à sua anterior expulsão, e por se terem associado a ele “homens ociosos”, desempregados, como “fugitivos”.
Na luta que se seguiu, os de Efraim foram derrotados e desarraigados. Os homens de Jefté os barraram nos vaus do Jordão. Quando os efraimitas fugitivos tentaram ocultar sua identidade, sua pronúncia os traiu. Ao serem testados por se lhes pedir que dissessem a palavra “Chibolete”, não conseguiam pronunciar o duro “ch” (“sh” hebraico), mas só podiam formar um brando “Sibolete”. Por terem agido com rebeldia para com aquele que Jeová designara para sua salvação, 42.000 efraimitas perderam a vida. — Juí. 12:5, 6.
APROVADO POR DEUS
Em 1 Samuel 12:11, Jefté é citado nominalmente como tendo sido enviado por Jeová como libertador, e, em Hebreus 11:32, ele é alistado entre a fiel “nuvem de testemunhas”. — Heb. 12:1.
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Jegar-saadutaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JEGAR-SAADUTA
Veja GALEEDE.
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JeiraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JEIRA
Conforme usado nas Escrituras, entende-se que o termo “jeira” indica certa extensão de terra que uma junta de touros pode arar num dia, visto que a palavra hebraica assim traduzida (tsémedh) significa literalmente “jugada”. (1 Sam. 14:14; Isa. 5:10) A palavra jugerum, encontrada na Vulgata latina, refere-se a uma área de 0,25 hectare.
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JejumAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JEJUM
Jejuns corretamente motivados visavam mostrar a tristeza e o arrependimento piedosos para com os pecados anteriores. (1 Sam. 7:6; Joel 2:12-15; Jonas 3:5) Eram também apropriados diante de grande perigo, quando em premente necessidade de orientação divina, ao suportar testes e enfrentar tentações, ou ao estudar, meditar, ou concentrar-se nos propósitos divinos. (2 Crô. 20:3; Esd. 8:21; Ester 4:3, 16; Mat. 4:1, 2) Jesus jejuou quarenta dias, como fizeram Moisés e Elias, ambos os quais apareceram dum modo visionário junto com Jesus, em sua transfiguração. — Mat. 17:1-9; Êxo. 34:28; Deut. 9:9; 1 Reis 19:7, 8.
A Lei mosaica não emprega o termo “jejum”, mas, em relação com o Dia da Expiação, ela ordena: “Deveis atribular as vossas almas.” (Lev. 16:29-31; 23:27; Núm. 29:7) Entende-se geralmente que isto significa jejuar, e este conceito é apoiado por Isaías 58:3, 5 e Salmo 35:13.
Para ser aceitável, o jejum tem de ser acompanhado da correção dos pecados anteriores. Mediante seu profeta Isaías, Jeová revelou o que considerava ser o verdadeiro jejum, afirmando: “Não é este o jejum que escolhi? Soltar os grilhões da iniqüidade, desatar as brochas da canga e deixar ir livres os esmagados, e que rompais toda canga? Não é partilhardes o teu pão ao faminto e introduzires na tua casa pessoas atribuladas, sem lar? Que, caso vires alguém nu, tu o tenhas de cobrir, e que não te ocultes da tua própria carne?” — Isa. 58:6, 7.
QUATRO JEJUNS ANUAIS DOS JUDEUS
Os judeus estabeleceram muitos jejuns, e, em certa época, possuíam quatro jejuns anuais, evidentemente para assinalar os eventos calamitosos ligados ao sítio e à desolação de Jerusalém no século VII AEC. (Zac. 8:19) Os quatro jejuns anuais eram: (1) O “jejum do quarto mês” comemorava, pelo que parece, a ruptura dos muros de Jerusalém pelos babilônios, em 9 de tamuz de 607 AEC. (2 Reis 25:2-4; Jer. 52:5-7) (2) Foi no quinto mês judaico, ab, que o templo foi destruído, e, evidentemente, o “jejum do quinto mês” era celebrado como lembrete deste evento. (2 Reis 25:8, 9; Jer. 52:12, 13) (3) O “jejum do sétimo mês” era, pelo que parece, celebrado como triste recordação da morte de Gedalias, ou da completa desolação da terra, que se seguiu ao assassínio de Gedalias, quando os judeus remanescentes, com medo dos babilônios, desceram ao Egito. (2 Reis 25:22-26) (4) O “jejum do décimo mês” pode ter estado ligado aos judeus cativos já em Babilônia, que receberam a triste notícia de que Jerusalém tinha caído (compare com Ezequiel 33:21), ou pode ter comemorado o início do sítio bem-sucedido de Jerusalém, por Nabucodonosor, no décimo dia de tebete (nome pós-exílico do décimo mês lunar judaico do seu calendário sagrado) de 609 AEC. — 2 Reis 25:1; Jer. 39:1; 52:4.
CONSELHO CRISTÃO SOBRE O JEJUM
Quando Jesus estava na terra, deu a seguinte instrução a seus discípulos: “Quando jejuardes, parai de ficar com o rosto triste, como os hipócritas, pois desfiguram os seus rostos para que pareça aos homens que estão jejuando. Deveras, eu vos digo: Eles já têm plenamente a sua recompensa. Mas tu, quando jejuares, unta a tua cabeça e lava o rosto, para que não pareça aos homens que estás jejuando, mas ao teu Pai, que está em secreto; então o teu Pai, que olha em
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