BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • A colheita, um tempo feliz
    A Sentinela — 1967 | 1.° de janeiro
    • a vida interminável àqueles que ouvem as boas novas e se provam ser do tipo correto a ser ceifado e guardado em seu celeiro de bênçãos eternas.

      24. O que sempre acontece antes da colheita ser ajuntada, e que visão antecipada adicional de Revelação podemos esperar?

      24 Mas, junto com cada colheita há a debulha e o pisar. A Revelação descreve isto para nós também e dá uma visão antecipada do que irá acontecer depois de todos os frutos da colheita terem sido ajuntados. Podemos esperar esta visão antecipada nos números subseqüentes de A Sentinela.

  • O juiz Jefté e seu voto
    A Sentinela — 1967 | 1.° de janeiro
    • O juiz Jefté e seu voto

      JEFTÉ era tanto general como juiz. Viveu na última parte do período em que os juízes governavam o antigo Israel. Por causa de um voto seu, que envolvia o curso da vida de sua filha, ele e sua filha se tornaram assunto favorito de autores, poetas e compositores. Para mais de 300 poemas, dramas e novelas se basearam nele e em sua filha, desde o século dezesseis até a presente década. E também mais de 170 composições musicais, entre as quais se acham 100 oratórios, inclusive um composto por Handel.

      Como se dá com tantos outros assuntos bíblicos, há ampla diferença de opinião quanto ao Juiz Jefté e seu voto e o que aconteceu à sua filha. O entendimento correto se mostrará esclarecedor e fortalecedor da fé.

      Jefté viveu num tempo em que os israelitas se tinham de novo afastado da pura adoração de Jeová Deus e ele permitira que seus inimigos, desta vez os amonitas, os oprimissem durante dezoito anos. Como o Juiz Gideão, Jefté era conhecido como “homem poderoso e valente”. Seu pai tinha o nome honroso de Gileade, mas sua mãe fora uma prostituta. Aparentemente, Gileade se casara com tal prostituta quando ela ficou grávida e assim ela se tornou sua esposa legal. De outra forma, Jefté teria sido filho ilegítimo, e, como tal, não teria permissão de entrar na congregação de Israel, para não se mencionar o se tornar ele juiz. — Juí. 11:1; Deu. 23:2.

      Gileade, pai de Jefté, possuía também outra esposa com a qual tivera diversos filhos. Estes se propuseram expulsar a Jefté, sem dúvida depois da morte do pai, e, mui provavelmente, para impedir que Jefté obtivesse a herança dupla de primogênito. Mas, sua desculpa foi: “És filho doutra mulher.” — Juí. 11:2, Al.

      “Então Jefté fugiu de diante de seus irmãos, e habitou na terra de Tobe”, situada além do território de Israel. Ali, vários homens “levianos [desocupados, NM]” se juntaram a ele, assim como muitos anos depois muitos “homens em angústia” se juntaram a Davi, depois de ter fugido da ira do Rei Saul. — Juí. 11:3, Al; 1 Sam. 22:2.

      Parece que pouco depois disto, os amonitas invadiram de novo a terra de Gileade, sendo esta a fértil região a leste do Rio Jordão. Os príncipes e o povo de Gileade proclamaram: “Quem será o varão que começará a pelejar contra os filhos de Amom? ele será por cabeça de todos os moradores de Gileade.” (Juí. 10:18, Al) Aparentemente ninguém estava disponível nem se apresentou. No entanto, quando os amonitas começaram a atacar os israelitas, a situação ficou desesperadora e assim “foram os anciãos de Gileade buscar a Jefté da terra de Tobe”, dizendo-lhe: “Vem, e sê-nos por cabeça: para que combatamos contra os filhos de Amom.” Quando Jefté levantou objeções por causa da maneira que o haviam tratado, prometeram fazer dele o seu chefe. — Juí. 11:4-8, Al.

      JEFTÉ TORNA-SE O CABEÇA

      A resposta de Jefté revelou uma de suas ótimas características, o ‘considerar a Jeová em todos os seus caminhos’. (Pro. 3:6) Assim, respondeu: “Se . . . Jeová realmente abandonar [o inimigo] diante de mim, eu, de minha parte, me tornarei vosso cabeça!” Não contava com a vitória sem Jeová. Os homens de Gileade não fizeram menção de Jeová em suas declarações anteriores, mas, quando viram como Jefté estava orientado, sempre levando em consideração a Jeová, responderam: “Que Jeová se mostre o ouvinte entre nós, se a forma de agirmos não for segundo a tua palavra.” Concordando, Jefté voltou com eles e então “passou a falar todas as suas palavras diante de Jeová em Mispa”. — Juí. 11:9-11.

      Embora Jefté fosse “homem poderoso e valente”, não procurava comprar briga. Antes, primeiro tentou negociar um acordo de paz. Enviou mensagem ao rei de Amom perguntando por que viera lutar contra Israel. O rei de Amom respondeu que tal terra pertencera originalmente a eles e que Israel a tomara quando saíra do Egito. — Juí. 11:12, 13.

      Bem a par da história de seu povo, Jefté relembrou ao rei de Amom que os israelitas tomaram essa terra dos amorreus (não dos amonitas) e que só fizeram isso porque os amorreus começaram a atacar os israelitas, e que Jeová dera a Seu povo a vitória e essa terra. Durante 300 anos então, Israel possuía tal terra, e assim como o rei de Amom gostaria de possuir a terra que seu deus, Camos, lhe deu, assim Israel possuirá a terra que Jeová lhe deu. De novo trazendo a Jeová em cena, Jefté continuou: “Quanto a mim, não pequei contra ti, mas tratas-me mal ao lutar contra mim. Que Jeová, o Juiz, julgue hoje entre os filhos de Israel e os filhos de Amom.” — Juí. 11:14-28.

      Visto que Jefté considerou a Jeová em todos os seus caminhos, não era de menos esperar que Jeová pusesse seu espírito sobre ele, e assim lemos: “O espírito de Jeová veio então sobre Jefté”, após o que percorreu o território de Gileade e de Manassés recrutando seu exército, ao mesmo tempo mandando um pedido de ajuda aos efraimitas. De novo, Jefté mostra que é alguém que ‘considera a Jeová em todos os seus caminhos’, pois agora “fez um voto a Jeová e disse: ‘Se tu, sem falha, entregares os filhos de Amom na minha mão, tem de acontecer também que aquele que sair, que sair das portas de minha casa para encontrar-se comigo quando voltar em paz dentre os filho de Amom, tem também de se tornar de Jeová, e tenho de oferecer a tal pessoa como holocausto.’ — Juí. 11:29-31.

      Depois de fazer tal voto, Jefté e suas forças lutaram contra os amonitas “e Jeová passou a entregá-los na mão dele”. Varreu por completo os invasores estrangeiros, tomando vinte cidades e destruindo o inimigo “com grandíssima matança. Assim os filhos de Amom foram subjugados”. — Juí. 11:32, 33.

      Mas, a luta de Jefté ainda não terminara. Sua vitória suscitou a inveja da tribo orgulhosa e poderosa de Efraim, assim como a vitória de Gideão o fizera anteriormente. Seus homens agora ameaçaram queimar a casa de Jefté, passando por cima de sua cabeça, porque o acusaram de não os ter chamado para ajudá-lo. Mas, mentiam, assim como Jefté lembrou-lhes, e então novamente deu a Jeová o crédito pela vitória: “Quando cheguei a ver que não éreis nenhum salvador, então determinei pôr minha alma em minha própria palma da mão e ir contra os filhos de Amom. Nisso, Jeová os entregou na minha mão. Assim, por que vieram contra mim, neste dia, para lutarem contra mim?” — Juí. 12:1-3.

      Os efraimitas, tendo atravessado o Jordão para lutar contra Jefté, não lhe deram outra escolha senão a de lutar contra eles, com o resultado de que ele e seus homens derrotaram redondamente os efraimitas, matando a 42.000 pessoas. Depois disso, Jefté serviu a Israel como juiz durante seis anos, depois do que morreu e foi sepultado em Mispa. — Juí. 12:4-7.

      O VOTO DE JEFTÉ

      Quando Jefté, antes disso, retornava vitorioso da batalha contra os filhos de Amom para seu lar em Mispa, quem haveria de ser o primeiro a encontrar-se com ele dentre a sua própria casa, senão sua filha “com toque de tamborim e dança!” Conta-se-nos que ela era sua filha única. Quando seu pai a contemplou, exclamou: “Ah, minha filha! Deveras me fizeste curvar . . . abri a boca a Jeová, e não posso voltar atrás.” — Juí. 11:34, 35.

      De forma submissa, respondeu-lhe a filha: “Meu pai, se abriste a boca a Jeová, faze-me conforme o que saiu de tua boca, visto que Jeová executou por ti atos de vingança sobre os teus inimigos.” Como ela era parecida ao pai! Tudo que ela pediu foi um período de dois meses para lamentar sua virgindade sobre as montanhas com suas companheiras, o que lhe foi concedido e, depois do que Jefté cumpriu seu voto a respeito dela. — Juí. 11:36-39.

      O que dizer deste voto? Por que foi que Jefté o fez? O que queria dizer com isso, e será que ofereceu literalmente sua filha como holocausto? A resposta a esta pergunta será mais fácil se primeiro respondermos a outra: Exatamente que tipo de homem era Jefté?

      Muitos críticos falam do voto de Jefté como duro, ímpio, tolo e desconsiderado, e invariàvelmente também sustentam que ofereceu literalmente sua filha como holocausto sobre um altar. Inclinam-se também a representar Jefté como um homem rude e ignorante. Mas estão completamente errados em tudo isso, conforme veremos.

      Em primeiro lugar, seja observado que Jefté recebeu menção honrosa entre outros campeões da fé, tanto da parte do profeta Samuel como do escritor do livro de Hebreus. Caso tivesse sido um homem ignorante e rude que cumprisse um voto tolo, certamente não teria sido mencionado junto com tais outras pessoas. — 1 Sam. 12:11; Heb. 11:32.

      Ademais, vimos como considerava sempre a Jeová. Esta qualidade nos ajuda a entender por que fez tal voto. Por quê? Sem dúvida porque tinha tão grande desejo de que a causa de Jeová fosse vitoriosa que estava disposto a sacrificar tudo por ela, fosse lá o que fosse. Jeová por certo lhe era muito real! Ademais, não lemos que ‘o espírito de Jeová veio sobre Jefté’ pouco antes de ele fazer tal voto? Portanto, é razoável concluir que aquilo que Jefté votou cumprir estava inteiramente em harmonia com o espírito santo de Deus.

      Por conseguinte, não parece razoável concluir que Jefté deveras pretendesse oferecer literalmente a quem quer que saísse para encontrá-lo como holocausto. Tal proceder seria contrário à lei de Deus a respeito da santidade da vida humana e seria o único caso na Bíblia inteira em que uma criatura humana foi realmente sacrificada por outra pessoa que tinha a aprovação de Deus. Antes, parece razoável concluir que a intenção de Jefté, e o que ele fez, era que quem quer que saísse a encontrá-lo fosse dedicado ao serviço de Deus e que ele usou a expressão “holocausto” simplesmente como figura de retórica. — Gên. 9:6.

      Ele não poderia ter pensado que algum animal saísse a encontrá-lo, como alguns afirmam, pois ele disse que “aquele que sair . . . das portas de minha casa para encontrar-se comigo” ele ofereceria, e os israelitas não mantinham os animais inferiores dentro de casa — nem mesmo cachorros, que algumas pessoas hoje em dia têm como bichinhos de estimação! Assim, devia ter presente um servo ou um parente e que este talvez fosse até mesmo sua filha única, sua filha querida. Mas, apesar do custo, estava disposto a pagá-lo, bastando Jeová lhe conceder a vitória!

      Ademais, longe de Jefté ser homem rude e ignorante, podemos ver de seus tratos com os amonitas e efraimitas que era homem razoável, não impetuoso, mas alguém que considera calmamente uma situação difícil. Mais do que isso, mostrou que estava a par da história de Israel e, por conseguinte, tinha também de estar a par das ordens de Deus proibindo o oferecimento como holocausto da descendência de alguém: “Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha.” — Deu. 18:10, CBC; Jer. 7:31.

      Daí, então, a atitude mui submissa de sua filha fala com eloqüência a favor de Jefté. Ela não achou tolo o voto, nem censurou o pai por tê-lo feito. No entanto, se encarasse a morte certa, será que desejaria lamentar apenas sua virgindade? Assim notamos que, depois de o registro declarar que seu pai cumpriu seu voto a respeito dela, diz: “Quanto a ela, jamais teve relações com um homem.” Será que isso seria algo notável a respeito dela se tivesse sido a única criatura humana que foi realmente sacrificada como holocausto sobre um altar, da parte de um dos servos de Deus? Tal comentário não parece ter sentido a menos que entendamos que ela continuou vivendo, mas como virgem. — Juí. 11:39.

      Há também a declaração: “Tornou-se um regulamento em Israel: De ano em ano as filhas de Israel costumavam ir para elogiar a filha de Jefté, o Gileadita, quatro dias no ano.”a Poderiam estas elogiá-la se estivesse morta? Ademais, não se diz nada sobre este regulamento em qualquer outra parte das Escrituras. Por que não? Sem dúvida porque somente durou enquanto ela estava viva, depois do que cessou. — Juí. 11:39, 40.

      PADRÃO PROFÉTICO

      Este entendimento correto do assunto expõe a Jefté na luz correta e é coerente com o restante do registro sobre ele. Também se harmoniza com os fatos a respeito do povo de Deus em nossos dias, sendo padrão profético dos mesmos, pois é parte de todas as coisas escritas para a nossa instrução. — 1 Cor. 10:11.

      Sim, assim como se dá com muitos outros eventos registrados na Bíblia, achamos paralelos em nossos dias. Como foi Jefté, assim a organização de Deus, conforme representada na terra pelos seguidores dedicados e ungidos de Jesus, é maduro lutador pela causa de Deus, os que servem como o “escravo fiel e discreto”. (Mat. 24:45-47) Assim como Jefté devotou sua possessão predileta ao serviço de Deus, assim estes têm uma classe tipo filha, por assim dizer, a “grande multidão” de “outras ovelhas” a quem devotaram ao serviço de Jeová, não desejando nenhuma recompensa para si mesmos, mas apenas que estes sirvam a Jeová assim como eles próprios o fazem. — Rev. 7:9; João 10:16.

      Aqui, então, acha-se a lição de Jefté e seu voto para todos os servos de Jeová Deus, atualmente: Considerem a Jeová em todos os seus caminhos, coloquem o triunfo de suas causas acima de tudo o mais, paguem o que votaram e devotem a Jeová e à sua causa quaisquer frutos que talvez recebam de seu serviço.

      [Nota(s) de rodapé]

      a As traduções que rezam “lamentar” aqui, tais como Al, ou “chorar”, como VB, CBC, So, Fi, equivocam-se, pois a palavra hebraica é tanah, significando “louvar”.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1967 | 1.° de janeiro
    • Perguntas dos Leitores

      ● Quando Jesus Cristo estava na terra, ele declarou: “Comecei a observar Satanás já caído como relâmpago do céu.” (Luc. 10:18) Será que isto significa que por volta daquele tempo Satanás, o Diabo, já tinha sido expulso do céu? — O. B., Austrália.

      Não. Não temos justificativa bíblica para assumir tal conceito da declaração de Jesus, registrada em Lucas 10:18. Cristo evidentemente se referia a um evento futuro, mas foi movido a fazer isso à base de acontecimentos do momento.

      Anteriormente, “o Senhor indicou outros setenta e os enviou, aos dois, na sua frente, a cada cidade e lugar aonde ele mesmo estava para ir”. (Luc. 10:1) Ao terminarem com êxito sua designação, os setenta discípulos retornaram com alegria, dizendo: “Senhor, até mesmo os demônios nos ficam sujeitos pelo uso do teu nome.” (Luc. 10:17) Tratava-se duma maravilhosa demonstração do poder de Deus sobre os demônios! Depois de tal grandioso relatório, Jesus sentiu-se apropriadamente movido a proferir suas significativas palavras a respeito da queda de Satanás, palavras que denotavam o domínio sobre aquele iníquo.

      Que pelas suas palavras registradas em Lucas 10:18 Cristo não se referia a alguma queda literal passada de Satanás desde os céus torna-se evidente ao consideramos o que se diz em outras partes da Bíblia. Em Revelação 12:7-9, fala-se-nos a respeito de Satanás e seus anjos serem lançados do céu para a terra. Mas, isto não ocorreu antes ou durante os dias da vida humana de Jesus sobre a terra. Deve-se notar que todo o livro de Revelação consiste em matéria profética. Não se trata de compilação de história passada. Revelação 1:1 indica isto, ao declarar: “Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu, para mostrar aos seus escravos as coisas que têm de ocorrer em breve. E ele enviou o seu anjo e a apresentou por intermédio dele em sinais ao seu escravo João.” O apóstolo João recebeu a revelação na Ilha de Patmos, perto do fim do primeiro século de nossa Era Comum, terminando a escrita da mesma por volta de 96 E. C. Isso se deu muitos anos depois de Jesus Cristo fazer a declaração registrada em Lucas 10:18.

      O exame cuidadoso de Revelação, capítulo 12, indica que a expulsão do Diabo e de seus anjos iníquos do céu deveria ocorrer depois do nascimento do reino de Deus. (Rev. 12:5, 10) Como amiúde se tem provado biblicamente nas colunas de A Sentinela, o reino celestial, tendo a Cristo qual Rei, foi estabelecido em 1914 E. C, Não muito depois de sua posse, Jesus Cristo, ou Miguel, agiu e “irrompeu uma guerra no céu”. Miguel e seus anjos sob ele batalharam contra Satanás e seus anjos, lançando-os para fora do céu e em direção à terra.

      Parece, por conseguinte, que Jesus tinha presente Satanás ser por fim expulso do céu, quando disse: “Comecei a observar Satanás já caído como relâmpago do céu.” Esta queda foi assegurada pelo fato de que os setenta evangelistas, embora simples homens na terra, expulsaram os demônios no nome de Jesus. Para Jesus, isto era um sinal de que Satanás com certeza cairia do céu no devido tempo de Deus. Para Jesus, era como se já visse Satanás ser expulso do céu e cair de lá. Portanto, mesmo naquele tempo, podia falar deste evento futuro como coisa certa, como se já o tivesse visto ser realizado. O próprio Cristo, por morrer em fidelidade e ser ressuscitado qual poderosa criatura espiritual, receberia o poder de cumprir tal profecia, expulsando do céu a Satanás e aos outros demônios. Em realidade, mais tarde o exaltado Jesus Cristo também lançaria no abismo e por fim destruiria estas criaturas espirituais iníquas. — Rev. 20:1-3, 7-10; Heb. 2:14; Rom. 16:20.

      ● O que significou a lavagem dos pés mencionada em João 13:4-16? Significou que isto deveria ser feito como cerimônia pelos cristãos? — Leitor de Virgínia, EUA.

      No tempo de Cristo, as pessoas usavam sandálias e os pés dos viajantes ficavam empoeirados, de modo que, ao chegarem a seu destino, era necessário lavar os pés. Ao viajante, cansado da jornada, amiúde se mostrava a cortesia de lavar-lhe os pés, o que era feito por um servo, sob a direção do hospedeiro. (Luc. 7:44) Não sendo comuns os servos entre os cristãos, a maioria destes sendo pobres, o serviço era feito pelo hospedeiro ou hospedeira. (1 Tim. 5:10) Era um serviço de muito valor prático nos dias de Jesus. Quando Jesus o executou, não estava estabelecendo qualquer cerimônia religiosa, mas dava um exemplo. “Se eu, embora Senhor e Instrutor, lavei os vossos pés, vós também deveis lavar os pés uns dos outros. Pois estabeleci o modelo para vós, a fim de que, assim como eu vos fiz, vós também o façais.” (João 13:14, 15) Demonstrava humildade e amor por executar um serviço servil a bem do conforto de seus irmãos; pelo exemplo, fez ver a seus discípulos a necessidade de serem servos na organização de Deus, servindo uns aos outros com a água da verdade, a fim de ajudá-los a andar no caminho limpo. (Efé. 5:25, 26) Por isso, os cristãos hodiernos devem imitar o exemplo dele, sendo humildes e prontos a servir a seus irmãos de formas práticas, assim como nos dias de Jesus a lavagem dos pés era prática. As condições mudadas removeram os benefícios práticos da lavagem dos pés sob as mesmas circunstâncias, e isso não deve ser feito como mera cerimônia.

      ● Como se pode dizer que Jesus nasceu em 2 A. E. C. se a era cristã (comum) começou a ser contada a partir de seu nascimento? — Leitor de New Jersey, EUA.

      Quando a cristandade começou a contar os anos desde o nascimento de Jesus, foi feito um erro de cálculo. Isto é geralmente reconhecido, mas o tamanho do erro é controvertido, alguns afirmando que a era começa com um atraso de quatro a oito anos. No entanto, as Escrituras mostram que o nascimento de Jesus se deu em 2 A. E. C. No décimo quinto ano do reinado de Tibério, João Batista começou seu ministério, tendo João nesta ocasião trinta anos (por volta de 1.° de abril). Seis meses depois, Jesus tinha trinta anos. (Núm. 4:3; Luc. 3:1-3, 23; 1:36) Isso seria por volta de 1.o de outubro, no décimo sexto ano de Tibério César. O primeiro ano de Tibério começou em 19 de agosto de 14 E. C.; seu décimo quinto ano terminaria em 18 de agosto de 29 E. C. Por isso, se Jesus tinha trinta anos por volta de 1.° de outubro de 29 E. C., isso significa que seu nascimento, trinta anos antes, deve ter ocorrido por volta de 1.° de outubro de 2 A. E. C.

      ● Terão ressurreição os filhos que não atingiram a idade de responsabilidade e que morrerem no Armagedom? — Leitor de Ohio, EUA.

      Não podemos ser dogmáticos neste assunto, visto que Deus é o juiz. No entanto, se Jeová Deus expressar um julgamento adverso sobre certas pessoas, e fizer isso por meio de seu Rei, Cristo Jesus, no Armagedom, tem de haver um caráter decisivo na decisão de Deus. Se assim for, aqueles que forem destruídos pelo julgamento de Deus na batalha do Armagedom serão realmente destruídos. Ezequiel, capítulo 9, parece referir-se ao Armagedom, e o versículo 6 declara: “Velhos, jovens, moços, mocas, crianças e mulheres, matai tudo até o total extermínio; precavei-vos todavia de tocar em quem estiver assinalado.” (CBC) Aqueles que não foram assinalados com a recepção favorável do aviso de Deus, não recebem misericórdia da parte dele. Não há injustiça alguma da parte de Deus. Se se tratasse de absoluta justiça, não pouparia a ninguém, visto que todos, jovens e idosos, são pecadores imperfeitos. É só por meio do exercício do Seu amor e de Sua misericórdia que alguém é preservado no Armagedom ou é ressuscitado.

      Os filhos sofrem a influência do proceder dos seus pais, e os pais são avisados de que sua iniqüidade cairá sobre sua prole até à terceira e à quarta geração. (Êxo. 20:5, 6) Ordena-se aos pais que instruam os filhos no caminho de Deus, e, se nestes últimos dias os pais deixarem de dar ouvidos à instrução e ao aviso divinos, trarão a destruição sobre si mesmos e sobre seus filhos pequenos no Armagedom. (Deu. 6:6, 7; Efé. 6:4) Segundo a justiça, Deus poderá deixar mortos tais filhos, pois, conforme Ezequiel mostrou, todos morrem em sua iniqüidade. (Eze. 3:17-18; 33:1-6) Os pais devem lembrar-se de que seu proceder errado influi desfavoràvelmente sobre seus filhos e talvez leve sua prole à destruição no Armagedom, assim como o proceder correto da parte dos pais talvez coloque seus filhos pequenos na vereda da preservação durante o Armagedom, e da oportunidade de vida eterna na nova ordem que se seguirá.

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar