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  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1964
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1964
w64 15/12 pp. 761-763

Perguntas dos Leitores

● O Dr. Bruce M. Metzger, membro do corpo docente do Seminário Teológico de Princeton, New Jersey, escreve: “Na Tradução do Nôvo Mundo acha-se declarado (página 9 do volume do Nôvo Testamento [página 5 da edição em português]), ‘A cada palavra principal emprestamos um só significado e temos aderido a êste significado tanto quanto o contexto permitisse.’ A minha pergunta é suscitada pela falha de apegar-se a esta regra auto-imposta, em Filipenses 2:11, onde a palavra kyrios, em outras partes traduzida ‘Jeová’ 237 vêzes, não é traduzida ‘Jeová’, apesar da alusão clara a Isaías 45:23 e ao que segue, onde aparece a palavra Jeová. Poderia ter acontecido que a teologia ariana dos tradutores ultrapassou a sua expressa regra de traduzir?” Consideram que a pergunta dêste inquiridor é merecedora de uma resposta razoável e cabal? — E. U. A.

Um bom número de leitores de A Sentinela, evidentemente não familiarizados com o grego do Novo Testamento, têm-nos escrito perguntas semelhantes, inspirados, aparentemente, pela publicidade que o Dr. Metzger tem dado à consideração deste assunto. O doutor cita do segundo parágrafo, na página nove, do Prefácio, onde lemos:

“A cada palavra principal emprestamos um só significado e temos aderido a êste significado tanto quanto o contexto permitisse. Isto, como sabemos, impôs restrições sôbre nossa dicção, mas, contribui para boa obra de referências em cadeia e para uma comparação mais fidedigna de textos ou versículos relacionados. Ao mesmo temo, de modo a destacar a riqueza e a variedade de linguagem dos escritores inspirados, evitamos traduzir duas ou mais palavras gregas pela mesma palavra inglêsa, pois isto oculta a diferença de nuanças de significado entre as diversas palavras assim traduzidas.”

O doutor em teologia cita parte do acima e deixa o leitor imaginando que os tradutores da Tradução do Nôvo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs foram arbitrários, ou agiram por determinação própria, ao traduzirem a palavra grega ky’rios (sem o artigo definido grego) pelo nome divino, Jeová. Mas, em seu Prefácio mesmo, os tradutores mostram que não agiam arbitràriamente ao traduzirem a palavra grega ky’rios (sem o artigo definido) em inglês como Jehovah (Jeová). Se o Dr. Metzger tiver lido todo o Prefácio do citado volume, então, êle deveria ter aprendido em que base os tradutores do Nôvo Mundo restauraram o nome divino, Jeová, na tradução em inglês das Escrituras Gregas Cristãs. Começando na página 19, êle deveria ter lido o seguinte

“RESTAURANDO O NOME: O que deve fazer o tradutor moderno? Deve-se sentir justificado, sim, autorizado, a pôr o nome divino numa tradução das Escrituras Gregas Cristãs? Todo o leitor do grego tem de confessar que na LXX as palavras gregas ky’rios e the·osʹ têm sido usadas para suplantar o nome distintivo da Deidade Suprema. Todo o dicionário exaustivo greco-inglês declara que estas duas palavras gregas têm sido usadas como equivalentes do nome divino. Por isso, o tradutor moderno é autorizado a usar o nome divino como equivalente dessas duas palavras gregas, isto é, em lugares em que Mateus, etc., citam versículos, passagens e expressões das Escrituras Hebraicas ou da LXX, onde apareça o nome divino.

Daí, àquele parágrafo foi acrescentada uma nota ao pé da página, de três parágrafos, citando de três diferentes léxicons greco-inglêses para mostrar que na versão dos Setenta em grego das Escrituras Hebraicas, as palavras gregas ky’rios e theos’ foram usadas para substituir o nome divino, Jeová.

Então, na página 20 do Prefácio, o primeiro parágrafo diz: “Como é que um tradutor moderno saberá ou determinará quando traduzir as palavras gregas Κύριος e Θεός pelo nome divino em sua versão? Por determinar quando os inspirados escritores cristãos estavam citando as Escrituras Hebraicas. Dai, precisa verificar o original a fim de localizar se ali aparece o nome divino. Desta forma, poderá determinar a identidade a dar a kyʹri·os e the·osʹ e poderá revesti-las de personalidade.”

O Prefácio mostra que, com o passar do tempo, dezenove traduções das Escrituras Gregas Cristãs, ou parte delas, foram feitas do grego para o antigo hebraico bíblico, e que êstes tradutores para o hebraico, inclusive o Professor Franz Delitzch e também o Dr. Isaac Salkinson e o Dr. Christian David Ginsburg, usaram o nome Jeová ou o tetragrama hebraico (com símbolos vocálicos) ao traduzirem os escritos dos apóstolos e dos discípulos de Cristo, conhecidos em geral como o Nôvo Testamento. Destarte, antes de surgir a Tradução do Nôvo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs, êstes tradutores para o hebraico colocaram o nome divino nos escritos cristãos oficialmente chamados de Nôvo Testamento.

Por conseguinte, na página 20 do Prefácio, a Comissão de Tradução da Bíblia do Nôvo Mundo diz, no segundo parágrafo: “A fim de evitarmos ultrapassar os limites de um tradutor, penetrando no campo da exegese, tentamos ser muitíssimo cautelosos quanto a traduzir o nome divino, sempre considerando cuidadosamente as Escrituras Hebraicas. Procuramos ver se havia algum acôrdo conosco por parte de versões em hebraico que consultamos, a fim de confirmarmos a nossa própria tradução. Assim, das 237 vêzes em que traduzimos o nome divino, no corpo de nossa versão, há apenas dois casos em que não temos nenhum apoio ou acôrdo de quaisquer versões em hebraico. Mas, nestes dois casos, a saber, Efésios 6:8 e Colossenses 3:13, achamo-nos fortemente apoiados pelo contexto e por textos relacionados, para traduzir o nome divino. As notas em nossa margem inferior mostram o apoio que temos para nossas traduções, por parte de versões em hebraico e de outras autoridades.”

Em vista do acima, ficamos pensando em qual será a razão de o membro do Seminário Teológico de Princeton ter apenas citado parcialmente da página 9 do Prefácio acima mencionado, sem ter citado, contudo, para o leitor que fêz a pergunta, tôda a informação supra, do Prefácio, a respeito de como os tradutores determinaram se era ou não adequado repor o nome divino nas Escrituras Cristãs. Estas partes, que o teólogo deixa de trazer à sua atenção, mostram qual a razão de ky’rios (sem o artigo definido) não ser sempre traduzido como Jeová na Tradução do Nôvo Mundo.

O teólogo diz que Filipenses 2:11 faz clara alusão a Isaías 45:23, e à matéria que se segue. Vejamos. Êstes versículos, conforme traduzidos pela Tradução Brasileira (grafia atualizada) rezam: “Por mim mesmo jurei da minha bôca, já saiu em justiça a palavra, que não voltará: Diante de mim se dobrará todo o joelho, e jurará tôda a língua. Tão sòmente em Jeová, dir-me-ão, há justiça e fôrça. A êle virão os homens, e serão envergonhados todos os que se indignarem contra êle. Em Jeová será justificada, e se gloriará tôda a semente de Israel.”

No entanto, Filipenses 2:9-11, na Tradução Brasileira (grafia atualizada) reza: “Por isso também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu o nome que é sôbre todo o nome, para que em o nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra, e tôda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor [kyʹri·os] para glória de Deus Pai.”

Não se trata da mesma coisa que a citação de Isaías. Filipenses 2:11 não diz que tôda a língua jurará diante de Jesus. Diz que tôda a língua deve confessar algo a respeito de Jesus para a glória de Deus, o Pai. Portanto, não se trata de alusão a Isaías 45:23 de tal modo que obrigasse Jesus a ser identificado como Jeová.

Lembre-se que “Jeová” é um nome, o nome divino, mas Filipenses 2:9-11 diz que o nome do Filho de Deus é Jesus, não é Jeová; e o nome Jesus significa realmente “Jeová é salvação” ou “a salvação da parte de Jeová”. Portanto, o que Filipenses 2:11 diz é que tôda a língua irá confessar a ocupação, da parte de Jesus, de um certo cargo titular, para a glória de Deus, o Pai, a saber, o de senhor. Êste titulo “Senhor”, no texto grego, é ky’rios (sem o artigo definido).

Qualquer pessoa familiarizada com o grego do Nôvo Testamento sabe que esta palavra ky’rios (sem o artigo definido) é usada em lugares em que se dirige a uma pessoa e, destarte, não, significa Jeová. Significa Senhor ou Sr. É desta maneira que a Tradução do Nôvo Mundo e outras versões traduzem o inarticulado ky’rios nos lugares apropriados. Também, quando ky’rios é usado como título, aparece sem o artigo definido, como nos casos semelhantes ao de Filipenses 2:9-11.

Tôdas as versões em inglês da cristandade, bem como em português, inclusive as em hebraico, mostram que em Filipenses 2:11 o ky’rios sem artigo é usado como título, não como nome próprio. Esta é a razão pela qual a Tradução do Nôvo Mundo verte Filipenses 2:11: “Tôda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai.” Nenhum cristão tem der confessar que Jesus Cristo é Jeová, porque isso não é a verdade. Jesus ensinou-nos a orar para que o nome de seu Pai fôsse santificado, e todo o erudito bíblico sabe que o nome de Deus, o Pai, é Jeová.

O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 8:5, 6, diz: “Pois, embora haja os que se chamem ‘deuses’, quer no céu quer na terra, assim como há muitos ‘deuses’ e muitos ‘senhores’, para nós há realmente’ um só Deus, o Pai, de quem procedem tôdas as coisas, e nós para êle; e há um só Senhor, Jesus Cristo, por intermédio de quem são tôdas as coisas, e nós por intermédio dêle.” Portanto, o que os cristãos devem confessar é que Jesus Cristo é o Senhor, ou ky’rios (sem o artigo definido).

A palavra ky’rios sem o artigo definido é assim usada também em 1 Coríntios 12:3. Ali, no texto grego, ocorre a mesma expressão que em Filipenses 2:11, a saber, KYRIOS YESOUS. Em ambos os textos, a palavra grega ky’rios é um título com o qual se deve dirigir a uma pessoa de certo nome. Por isso, seria errado, de fato, ridículo, traduzir essa expressão KYRIOS YESOUS como “Jeová Jesus”. Nenhum dos tradutores para o hebraico a traduz “Jeová Jesus”, mas reconhecem que a palavra grega ky’rios ali é um título e por isso usam a palavra hebraica Adón que significa Senhor, ao invés do nome Jeová.

Portanto, a Tradução do Nôvo Mundo é coerente, e não viola nenhuma regra geral de ação estabelecida no Prefácio, quando traduz a expressão em 1 Coríntios 12:3, bem como em Filipenses 2:11, “Jesus é Senhor”, e não “Jesus é Jeová”. Portanto, os tradutores não podem ser acusados de ser influenciados pela teologia do antitrinitário Ário, por assim fazerem.

Uma tradução recente intitulada “O Nôvo Testamento Autêntico”, feita por um judeu chamado Hugh J. Schonfield, publicada em 1955, rende a expressão como palavras dirigidas a Jesus, rezando: “E ninguém pode dizer: ‘Senhor Jesus!’ exceto pelo Espírito santo.” (1 Coríntios 12:3) Êste tradutor judaico traduz Filipenses 2:11: “E tôda a língua aclame a Jesus Cristo como Mestre, para a glória de Deus, o Pai.”

E muito fácil um teólogo trinitarista da cristandade fazer reparos a uma tradução da Bíblia que não concorde com sua doutrina da trindade. Mas, quando faz isso por ocultar a base em que a tradução criticada faz a sua tradução coerente, será que está sendo justo e erudito? Ou, tem êle provado o que deseja? Deixamos ao leitor responder à pergunta.

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