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Pode o problema ser resolvido?Despertai! — 1972 | 22 de fevereiro
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egoístas nacionais e individuais, entraria em colapso, como a história mostra que tantos outros entraram.
Não obstante, o fim dos atuais sistemas econômicos não virá simplesmente por causa de sua gula. Seu fim virá devido à intervenção divina! A respeito de nossos tempos, declara a profecia bíblica: “Nos dias daqueles reis, o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempo indefinido.” — Dan. 2:44.
Todos os atuais governos, junto com seus sistemas econômicos, irão assim ser esmagados por completo em breve pelo poder de Deus. Assim, os assuntos do homem não mais serão controlados pelos interesses políticos e financeiros egoístas. Serão controlados por uma administração justa, o governo celeste de Deus, que buscará o benefício duradouro do gênero humano em todas as áreas, inclusive a econômica. Deus promete estabelecer tal administração para a bênção duradoura de todos os que amam a justiça. — Efé. 1:8-10.
Tirará proveito de tal administração? Isso dependerá em grande parte do que fizer agora para aprender sobre ela e harmonizar sua vida aos requisitos de Deus, seu Criador.
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A robustez da vida testifica a sabedoria de DeusDespertai! — 1972 | 22 de fevereiro
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A robustez da vida testifica a sabedoria de Deus
A VIDA animal já existe na terra por muitos milhares de anos, até mesmo antes do aparecimento do homem. Durante esse tempo, incontáveis gerações viveram e morreram. Algumas espécies de variedades se tornaram extintas. Mas, grande número sobrevive até o dia de hoje, provavelmente quase todos dentre as espécies de animais que sobreviveram ao grande Dilúvio.
Neste longo espaço de tempo, cataclismos atingiram amplas áreas e moléstias varreram através da vida vegetal e animal e as populações humanas. Todavia, a vida persiste. Ademais, descobriram-se fósseis praticamente idênticos a formas de vida atual. Apenas pequenas variações aparecem aqui e acolá, assim há leves variações em determinadas espécies de animais e vegetais em existência contemporaneamente.
Como é possível esta surpreendente habilidade de sobreviver, visto que a vida parece tão frágil e visto que o organismo de reprodução depende de células microscópicas e é tão tremendamente complexo? Muito embora seja tão intrincado que é quase impossível de se crer, o processo reprodutivo é realmente tão estável que a maioria das criaturas vivas possuem todas as suas faculdades e funções. Por exemplo, a maioria dos bebês conseguem ver depois de nascer, e quase todos têm olhos, braços, pernas, órgãos internos, e mentalidade normais, e o bom uso de todas estas dádivas.
Tudo isto testifica a sabedoria e a glória do Criador. A robustez e a persistência da vida por todos os séculos do tempo e das circunstâncias também apontam para Seu propósito de fazer com que a terra pulule de contínuo com a vida, por tempo indefinido.
Resistência aos Venenos?
Sabe-se, entre as pessoas informadas, que os insetos e microrganismos com o tempo parecem criar resistência aos venenos usados para combatê-los. Os insetos contra os quais o DDT de início era muito eficaz aparentemente se tornaram imunes a ele, alguns resistindo a substâncias químicas mortíferas tais como o ácido cianídrico. Similarmente, até mesmo as chamadas “drogas miraculosas” perdem sua efetividade contra o que se tornaram micróbios causadores de doenças, em seu efeito sobre o homem. Certas infecções, a sífilis e outras moléstias, exigem cada vez doses mais maciças, e ainda assim resistem. Certas bactérias, segundo relatado, aumentaram 16.000 vezes sua habilidade de resistir à penicilina.
Os evolucionistas concluem que isto é prova da evolução. Mas, será mesmo? Será que a atual imunidade dos insetos e aos microrganismos significa que criaram a imunidade aos venenos? Não. Pois o veneno, ou matava os em quem era usado, ou era ineficaz. Aqueles a quem matava não podiam criar resistência, ou ter descendência imune, pois estavam mortos. A sobrevivência de alguns entre a população significa que havia alguns que já eram imunes desde o início. Esta imunidade era um fator genético colocado na espécie no momento da criação, um fator que podia aparecer em alguns da descendência e não em outros. Isto se dá também na genética humana.
Pode-se fazer uma comparação com respeito ao talento numa linhagem familiar. O pai e a mãe talvez não demonstrem quaisquer talentos musicais, mas seu filho talvez seja um gênio em tal campo. Ao rebuscar os ancestrais da criança, os pais talvez descubram, que o trisavô dela dispunha de incomum talento musical. Não apareceu de novo na linhagem familiar até ser descoberto neste trineto. Alguns talvez prefiram chamar isto de “mutação”, mas, em realidade, a caraterística já estava lá, nos fatores hereditários.
O princípio foi provado há alguns anos por experiências feitas pelo geneticista Milislav Demerec, do Instituto Carnegie, em Cold Spring Harbor, Nova Iorque, EUA. Usou, para sua experiência, as bactérias do cólon, que podem ser cultivadas num caldo nutritivo ou em ágar nutritivo. À temperatura de cerca de 36,7° centígrados, estas células bacteriais se dividem a cerca de cada vinte minutos. Num dia, uma célula talvez dê bilhões de descendentes.
A estreptomicina, um antibiótico, foi usada para fazer cessar o crescimento destas bactérias. No entanto, descobriu-se que, dentre vários bilhões de células, algumas sobreviveram. Os evolucionistas afirmam que ocorreu uma mutação (súbito afastamento do tipo parental), e que este é um passo evolucionário. Mas, esta idéia é refutada pelas descobertas reais destes testes. Mostravam que nenhuma alteração na hereditariedade foi produzida pelo tratamento com estreptomicina. Simplesmente matou as bactérias não imunes e preservou aquelas contra as quais era ineficaz.
Demerec verificou que, em qualquer grande cultura, sempre apareciam bactérias resistentes, mesmo quando a cultura não fora exposta antes à estreptomicina. Cerca de uma célula em cada bilhão era naturalmente resistente, em cada geração. Por conseguinte, a estreptomicina não havia produzido as chamadas “mutações”.
Daí, investigou-se o inverso da situação. Na solução tratada com estreptomicina, as variedades não resistentes morreram, mas as células resistentes viveram e produziram descendência, “assumindo o controle” do crescimento populacional. Sem embargo, entre tal descendência, cerca de 37 células de cada bilhão produzido eram do tipo básico, sensível à estreptomicina. Em seguida, a população sobrevivente foi removida do agente nutritivo tratado com estreptomicina e colocada no caldo não tratado. O que aconteceu? Agora, a variedade não resistente começou a florescer e a “assumir o controle” da população. A variedade resistente não se deu tão bem assim, todavia, continuou a aparecer como de início, cerca de uma vez em um bilhão de vezes.
Terra Sempre Cheia de Coisas Vivas
Tudo isto revela a robustez e a persistência da vida. Explica por que as epidemias podem varrer a maioria da população, todavia, deixam alguns intocáveis, devido a terem resistência natural aos determinados germes envolvidos. Ademais, quanto à humanidade, vemos que, apesar das devastações de quase 6.000 anos de pecado, ainda são produzidos homens e mulheres de boa constituição, de boa aparência, dotados de mentes brilhantes.
Agora, contudo, contemplamos o homem à arruinar seu próprio ambiente. Provocam-se perigos de todos os tipos para a saúde, por meio de aditivos alimentares, pela poluição do alimento, da água e do ar, e aumenta diariamente a ameaça de morte resultante do crime e da guerra. O homem está literalmente arruinando a terra, e é provável que, se lhe dessem tempo, tornaria inabitável a terra.
Mas, o Criador propôs que a terra fosse um lugar perpetuamente habitado pelos homens e mulheres, bem como pelos animais. Deus afirma que agirá neste tempo, quando a desolação global ameaça, e irá “arruinar os que arruínam a terra”. — Rev. 11:18.
Portanto, assim como a vida sempre existiu, no sentido de que Jeová, a Fonte da vida, sempre viveu, ele propõe que a vida sempre existirá neste planeta. — Sal. 90:2; 36:9.
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Por que suas orelhas são enrugadasDespertai! — 1972 | 22 de fevereiro
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Por que suas orelhas são enrugadas
OS ESTUDIOSOS da audição humana certa vez pensavam que os pavilhões auditivos externos do homem eram simples decorações enrugadas em sua cabeça. Achavam que não tinham nenhuma finalidade útil, exceto a de atuar como ineficazes trombetas auditivas. Mas, o Dr. Dwight Batteau, da “United Research, Inc.”, de Cambridge, Massachusetts, verificou que as orelhas externas são enrugadas para servir um propósito bem útil. Tais curvas, ondulações e reentrâncias das orelhas ajudam todas a determinar de que direção provém o som, e até mesmo a distância aproximada de sua fonte. Eis aqui como se crê que fazem isto:
Os complexos canais ou convoluções, sim, tais rugas de suas orelhas, adicionam pequeno som refletido ou eco a qualquer som que ouça. Este leve eco adicional variará com diferentes ângulos em que os sons se originem. Por exemplo, se ouvir um som vindo de cima, o diminuto eco acrescentado pelas rugas de suas orelhas diferirá do que adicionam ao som proveniente de baixo ou do que vem de trás do leitor.
Então, este diminuto eco entrará em seus ouvidos uma fração de segundo depois do som principal. Daí, aquela parte de seu cérebro que cuida de sua audição analisará este som principal e seu eco acompanhante atrasado. E, por tal análise, fica imediatamente cônscio das direções de onde provém o som. Tão rápido acontece tudo isto que nem sequer se dá consciência disso. Ademais, quando ouve um som procedente de sua direita, então seu ouvido direito ouve-o pouco antes de seu ouvido esquerdo, e vice-versa. Isto também tem sua parte em sua habilidade de saber de que direção o som se origina.
Assim, mesmo com os olhos fechados, pode dizer se o som veio de trás ou de sua direita, ou da sua esquerda, ou de cima. Sim, tais rugas em suas orelhas aumentam o sentido de direção de sua audição, e isto aumenta o prazer da vida. Com isto, sabe para onde olhar ao ouvir o agradável canto dum pássaro empoleirado em certa árvore, ou a batida de um pica-pau à procura de larvas de insetos. Aumenta o prazer de ouvir música estereofônica. Pode deleitar-se de ouvir o som sedoso dos violinos por um alto-falante, e o floreado dos pistons por meio de outro.
Sim, suas orelhas são enrugadas para aumentar seu usufruto da vida. Quem as fez? A Bíblia Sagrada, em Provérbios 20:12, diz-nos que ‘Jeová Deus é que fez o ouvido atento’. Que todos agradeçam e louvem a Deus por esta maravilhosa dádiva!
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