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  • g86 22/3 pp. 3-5
  • As muitas faces da Páscoa

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  • As muitas faces da Páscoa
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Despertai! — 1986
g86 22/3 pp. 3-5

As muitas faces da Páscoa

Já está escuro no pequeno povoado grego quando as luzes da igreja subitamente se apagam. Permanecem assim até a meia-noite, quando surge um sacerdote barbudo, com uma vela acesa na mão. “Adiantem-se”, insta ele, “e recebam a luz da inexaurível luz e glorifiquem a Cristo, que ressurgiu dentre os mortos”. Os fiéis se agrupam em volta dele para acender suas velas na chama e então as levam para casa. Há grande regozijo no povoado. É o começo da Páscoa.

DENTRE todos os dias santificados da cristandade, nenhum é considerado mais importante do que a festa outonal chamada de Páscoa. Em outros idiomas, essa festa é chamada Pâques (francês), Pasqua (italiano), Paaske (dinamarquês), Paasch (holandês), e Pasg (galês). Seja qual for o nome que lhe dê, trata-se dum dia santo, prezado por muitos. O arcebispo anglicano da Austrália, John Grindrod, chama a Páscoa de “o centro da fé do cristão e o ponto de apoio da inteira civilização que cresceu em nossa volta”.

Na antiga cidade de Jerusalém, inicia-se uma série de procissões. Na Sexta-feira Santa, milhares de fiéis reconstituem os derradeiros passos de Jesus. Uma senhora arrasta-se de joelhos pelo trajeto de uns 800 metros. Mais tarde, os peregrinos visitam o Santo Sepulcro — o lugar em que Jesus teria sido enterrado, segundo a tradição. Senhoras vestidas de luto ungem de azeite a lápide tumular e choram sobre ela e a beijam. Mas nem tudo é pacífico nesta cidade, cujo nome significa “posse da paz dupla”. Mil policiais mantêm-se a postos para preservar a ordem.

A Páscoa tem diferentes faces em diferentes partes do mundo. Para muitos, a Páscoa é uma ocasião intensamente solene, um tempo de oração, de reuniões de massas, e de peregrinações aos lugares santos.

Para alguns varões filipinos, a Semana Santa (chamada Mahal na Araw) é uma época de dores infligidas a si mesmos. Embora a igreja desaprove tal prática, a autoflagelação ainda é praticada por alguns que desejam fazer expiação pública pelos pecados. Algumas mulheres fazem uma peregrinação a vários santuários e limpam as imagens de Cristo com um lenço. Mais tarde, aplicam tal lenço sobre si mesmas, para serem curadas.

Na Guatemala, um índio quíchua ajoelha-se em oração diante de algumas espigas de milho para semear. O milho é o alimento básico do povo, e os tradicionais ritos de fertilidade coincidem com a Semana Santa da Páscoa. O índio espera que a Páscoa lhe traga uma colheita abundante.

Na cidade do Vaticano, cerca de um quarto de milhão de pessoas apinham-se na Praça de São Pedro para ver o papa presidir uma Missa ao ar livre. Ao badalar dos sinos ao meio-dia, o papa aparece no balcão da basílica, para proferir sua alocução anual da Páscoa — uma condenação das violações dos direitos humanos e da corrida armamentista.

Numa tranqüila colina sul-africana, chamada Moria, há um ajuntamento que ananica a reunião no Vaticano. Comparecem bem mais de um milhão de membros da Igreja Cristã Sionista (uma igreja negra independente). Esta tem sido chamada de “possivelmente a maior assembléia de fiéis da cristandade”.

Em muitas terras, porém, a Páscoa significa festejos, alegria e divertimento!

Nos Estados Unidos e na Alemanha, as crianças vão dormir excitadas, esperando ter um lampejo do coelho de Páscoa. De manhã, saem à cata de ovos lindamente coloridos que o misterioso coelhinho supostamente deixou. Nos Estados Unidos, é popular o famoso “Rolar de Ovos” da Casa Branca, na Segunda-feira da Páscoa. Milhares de crianças descem rolando ovos pelo lindo gramado que adorna a mansão presidencial. Tal rolar supostamente simboliza o rolar da pedra que fechava o túmulo de Cristo. Mas as crianças nem parecem dar-se conta disso. Tudo que sabem é que é muito divertido rolar ovos.

Em outros países, a Páscoa apresenta ainda outra face — uma época de atividades supersticiosas.

A Véspera da Páscoa, na Finlândia, é uma noite em que os lavradores ficam à espreita de duendes travessos — criaturas semelhantes a feiticeiras que causam toda sorte de danos a seus rebanhos e a suas propriedades. Na verdade, contudo, crê-se que os duendes travessos sejam velhas mulheres invejosas que se deleitam maliciosamente em causar infortúnios a seus prósperos vizinhos. A semana da Páscoa é a época perfeita para o vandalismo delas. Os finlandeses supersticiosos crêem que maus espíritos abundam na Sexta-feira Santa e na Véspera da Páscoa.

Diz-se aos casais austríacos que a água corrente é especialmente abençoada na Páscoa. Assim, poupam dessa água para seu dia de núpcias. Antes de se dirigirem para a igreja, borrifam-se mutuamente com ela. Almejam que ela traga boa sorte a seu matrimônio.

Ao badalar dos sinos da igreja na manhã do domingo de Páscoa, os pais filipinos agarram seus filhos pequenos pela cabeça e os erguem do chão. Crêem que isso fará com que seus filhos fiquem altos.

Sim, a Páscoa significa diferentes coisas para diferentes pessoas. Afirma o gerente duma fábrica de chocolates da África do Sul: “A Páscoa representa uma oportunidade de se obter mais lucros.” (Na Páscoa de 1985, sua empresa produziu mais de cinco milhões de ovos de chocolate!) Mesmo os comerciantes judeus, muçulmanos e hindus ali situados aproveitam a onda da Páscoa. Explicou um comerciante indiano que mora na África do Sul: “Os muçulmanos e os hindus não crêem em Jesus, todavia, alguns deles promovem a Páscoa e vendem pãezinhos com a cruz em cima e ovos de Páscoa.” Deveras, um lojista hindu admitiu: “Muçulmanos e hindus também compram ovos de Páscoa.”

Recentemente, a Páscoa até assumiu um aspecto político, como oportunidade para protestos políticos.

Os brasileiros descobriram nova vítima para malhar na Páscoa. Ao passo que, anteriormente, malhava-se um boneco de Judas Iscariotes, que traiu a Cristo, os jovens agora malham bonecos rotulados de “Inflação”.

Inacreditavelmente, porém, todos estes diversificados costumes, tradições e práticas, segundo se crê, têm um objetivo comum — o de glorificar o ressuscitado Cristo Jesus. Mas será que o glorificam mesmo? E de onde vieram, originalmente, tais costumes?

[Foto na página 4]

A celebração em Moria.

[Crédito da foto]

The Star, de Johannesburg, A. do Sul.

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