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  • O Sermão do Monte — a ira prolongada pode ser fatal
    A Sentinela — 1978 | 15 de outubro
    • “sinédrios menores”), situados em toda a terra da Palestina. (Mat. 10:17; Deu. 16:18) A tradição judaica dá o número dos juízes nestes tribunais como tendo sido de 23 nas cidades com uma população masculina, adulta, de 120 ou mais.a Os assassinos condenados sofriam a pena de morte. No tempo de Jesus, porém, os tribunais judaicos tinham de obter permissão das autoridades romanas para aplicar a pena capital. — João 18:31.

      Jesus salientou que Deus pode considerar alguém como merecendo a pena capital embora não cometesse propriamente um assassínio. Falando com autoridade, como alguém diretamente enviado por Deus, Jesus declarou: “No entanto, digo-vos que todo aquele que continuar furioso com seu irmão terá de prestar contas ao tribunal de justiça.” — Mat. 5:22a.

      “Todo aquele que continuar furioso com seu irmão”, segundo Jesus, é tão culpado, perante Deus, como alguém condenado por homicídio. Isto se dá porque, permitir que a ira fique latente no seio significa realmente odiar o próximo, e “todo aquele que odeia seu irmão é homicida”. (1 João 3:15) Embora alguém possa corretamente ficar ocasionalmente irado ou indignado, a ira prolongada contra o irmão ou o próximo pode ser fatal para ambos. — Mar. 3:5; Efé. 4:26; Tia. 1:19, 20.

      “Quem se dirigir a seu irmão com uma palavra imprópria de desprezo”, continuou Jesus, “terá de prestar contas ao Supremo Tribunal”. (Mat. 5:22b) “Uma palavra imprópria de desprezo” é a tradução da palavra grega raca, que se deriva do hebraico e significa “inane”, “cabeça-dura”, “cabeça-de-pau”. O que pensa Deus de alguém que não só nutre ódio e ira assassinos no coração, mas também dá vazão a eles por expressar desprezo?

      Segundo Jesus, tal pessoa leva certa medida de culpa comparável a um condenado e sentenciado à morte pelo “Supremo Tribunal” judaico. Este era o principal Sinédrio em Jerusalém, composto dos “principais sacerdotes [que supervisionavam as funções sacerdotais no templo], com os [anciãos] e os escribas”. (Mar. 15:1) Este corpo legislativo, que supostamente se compunha de 71 juízes, tratava apenas de casos de excepcional gravidade ou complexidade, e acolhia apelações dos tribunais inferiores.b

      Jesus foi então um passo mais além, dizendo: “Quem disser: ‘Tolo desprezível!’, estará sujeito à Geena ardente.” (Mat. 5:22c) A palavra grega vertida aqui por “tolo desprezível” é moré. Um termo hebraico de som similar (moreh) significa “rebelde”, “amotinado”. Ao passo que raca sugere estupidez intelectual, moré designa alguém moralmente imprestável, apóstata e rebelde contra Deus. John Lightfoot salientou na sua obra Exercícios Hebraicos e Talmúdicos (em inglês): “‘Raca’ indica deveras ‘morosidade, e leviandade nos modos e na vida’; mas ‘tolo’ julga amargamente o estado espiritual e eterno, e decreta o homem à destruição certa.”

      Os que denunciariam seu próximo desta maneira ‘estariam sujeitos à Geena ardente’. Jesus referiu-se com isso ao Vale de Hinom (em hebreu Gei Hinnom) perto de Jerusalém, que se tornou depósito de lixo, no qual ardiam continuamente fogos para consumir o lixo e as carcaças lançadas nele. Segundo o léxico grego de Liddell e Scott, naquele vale “cremavam-se os cadáveres dos piores malfeitores”. Se os fogos da Geena não consumiam totalmente esses cadáveres, os vermes e os gusanos acabavam o trabalho. — Isa. 66:24; Mar. 9:47, 48.

      Jesus usou a Geena como símbolo apropriado da destruição eterna. Visto que alguém que condenasse seu próximo como “tolo desprezível”, digno da Geena, desejaria para ele a destruição eterna, do ponto de vista de Deus, quem proferia tal condenação trazia sobre si mesmo essa sentença severa. — Veja Deuteronômio 19:17-19.

  • Por dentro das notícias
    A Sentinela — 1978 | 15 de outubro
    • Por dentro das notícias

      “Sabedoria Instintiva”

      ● “Eu me gabei de poder guardar comida num vasilhame aberto, por toda uma semana, fora do alcance das formigas caseiras”, disse O. A. Battista, presidente do Instituto Americano dos Químicos. Mas “elas me passaram a perna nisso”, escreveu ele em “Science Digest”. Battista havia colocado um pouco de chocolate no topo dum banquinho alto, que ficava no meio duma grande tina de madeira, cheia de água. Em volta da tina, ele havia pintado uma faixa larga de cola de secagem vagarosa. Mas, quando voltou seis dias depois para verificar sua “armadilha para formigas”, “as formigas enxameavam a isca”! Como conseguiram isso?

      Pois bem, as formigas haviam construído uma ponte sobre a cola, com seus próprios corpos (sacrificados). Depois de chegarem à água, contou ele, “haviam ajuntado pedacinhos de grama e lascas de madeira não maiores do que 0,8 milímetros e os haviam colado juntos, com saliva, até que sua ponte” atingiu a perna do banquinho. Não só isso, mas algumas formigas estavam andando pelo teto, e, “quando chegavam a estar diretamente sobre a isca, deixavam-se cair bem no meio de suas animadas confrades”.

      Depois de citar diversas outras façanhas notáveis, Battista maravilhou-se da “sabedoria instintiva” das formigas. Isto também é observado na Bíblia, onde as formigas estão alistadas entre as criaturas que são “instintivamente sábias”. Certamente, tal sabedoria instintiva reflete a obra dum Criador todo-sábio, em vez de o capricho do tempo e do acaso. — Pro. 30:3, 24, 25.

      Lealdade — da Boca ou do Coração?

      ● “Lealdade à Nação: Não por Meras Palavras”, rezava a manchete duma coluna publicada no jornal “Daily Times” de Lagos, Nigéria. O redator, Abel Emiko, comentou nela o caso de dois estudantes, expulsos da escola por não recitarem o juramento de lealdade à nação, por motivos religiosos. Emiko observou que “o argumento atrás da exigência do juramento de lealdade é inculcar nos jovens deste país, já bastante cedo, o instinto da lealdade à pátria”.

      Entretanto, ele pergunta: “Existe alguma garantia de que a mera recitação de palavras realmente inculque um senso de lealdade nos jovens? . . . Palavras proferidas sob coação não constituem prova nenhuma de lealdade. O amor à pátria e a lealdade à nação devem provir do coração voluntário e da mente livre . . .

      “Não possuímos nenhuma evidência, agora, para provar que o Comissário de Educação que ordenou essas últimas exclusões dos dois alunos . . . seja mais leal a esta nação do que os estudantes expulsos.

      “Qualquer centelha de amor por este país, que possa ser gerada numa criança, ou em seus colegas, por obrigá-la a fazer o que para ela é um gesto sem finalidade e recitar palavras vazias de significado, arrancadas dela, contrário às suas crenças religiosas, é sobrepujada pela conveniência de se preservar plenamente a liberdade de consciência.”

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