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  • O Messias — bênção para todas as nações
    Despertai! — 1983 | 22 de setembro
    • O Messias — bênção para todas as nações

      O PROFETA hebreu Isaías falou de uma época futura em que “o lobo morará com o cordeiro, e o leopardo se deitará com o cabrito . . . e o leão comerá palha como o boi”, época em que as pessoas “não ferirão nem destruirão”. — Isaías 11:6-9.a

      Mas, como seriam conseguidas tais condições pacíficas? É interessante que Isaías associou tais condições com um futuro governante a quem chamou de “rebento do tronco de Jessé [pai do antigo Rei Davi, de Israel]”. Esse descendente do Rei Davi seria um governante ideal, um homem que não julgaria as coisas à base de mera aparência externa ou de rumores, mas julgaria com justiça, implantando a justiça e a paz. Ademais, esse futuro governante não seria apenas governante dos judeus, mas, em vez disso, alguém a quem todas as nações pudessem recorrer em busca de direção. Sem dúvida, como Isaías predisse, “as nações o procurarão”. — Isaías 11:1-10; veja também Isaías 9:5, 6.

      Ao passo que nos anos que se seguiram à profecia de Isaías a nação judaica veio a se referir a este aguardado governante como o Messias, ou o ungido, a identificação do Messias há muito tem sido uma questão. A História revela várias pessoas que, ao longo dos séculos, reivindicaram ser o Messias, todas tendo alcançado e perdido a popularidade. O antropólogo judeu Raphael Patai falou da “prontidão das massas em dar crédito a qualquer impostor ou sonhador iludido que afirmasse ser o Messias”. E, como seria de esperar, os que depositaram sua esperança numa falsa reivindicação messiânica por fim foram desapontados amargamente. Isso certamente mostra quão cautelosos devemos ser na identificação do Messias.

      Não obstante, Isaías indicou que teríamos de ‘procurar’ o Messias, se é que haveríamos de compartilhar as bênçãos que ele traria. Felizmente, há muito que podemos aprender da História sobre anteriores reivindicações messiânicas, bem como das próprias Escrituras Hebraicas. Assim, convidamo-lo a considerar os artigos seguintes.

  • O que se objetou quanto a Jesus?
    Despertai! — 1983 | 22 de setembro
    • O que se objetou quanto a Jesus?

      NO PRIMEIRO século da Era Comum, o povo judaico achava-se sob a tirania do Império Romano pagão. Pela primeira vez, as expectativas eram elevadas de que Deus agora suscitaria um libertador para seu povo, o prometido Messias. Como disse o moderno historiador judeu Abba Hillel Silver: “O primeiro século . . . especialmente a geração anterior à destruição [de Jerusalém em 70 EC], presenciou um notável rompante de emocionalismo messiânico.”

      O historiador do primeiro século, Flávio Josefo, também aludiu a esse fenômeno, dizendo sobre um grupo de homens que se manifestou naquele tempo: “Enganadores e impostores, fomentando mudanças revolucionárias sob o pretexto de inspiração divina . . . conduzem [a multidão] ao deserto na crença de que ali Deus lhes dará sinais de libertação.”

      Embora muitos dos que no primeiro século afirmavam ser o Messias conseguissem aglutinar muitos seguidores, apenas Jesus de Nazaré tem hoje qualquer popularidade. E no entanto, lá no primeiro século, a nação judaica não foi capaz de aceitá-lo qual Messias prometido. Assim, estas são perguntas importantes: Por que relativamente poucos judeus creram ser Jesus o Messias? O que achou a maioria ser objetável?

      Segundo o rabino Hyman G. Enelow, “as idéias associadas com o Messias na mentalidade judaica . . . deixaram de ser realizadas por Jesus”. Assim, dito de modo simples, Jesus não foi aceito amplamente porque não atendeu às expectativas populares. Como já vimos, o profeta Isaías descreveu o Messias qual futuro Rei que implantaria duradoura paz, justiça e retidão. Profecias bíblicas como esta contribuíram para moldar as expectativas dos judeus. Visto que o messias havia de ser rei de Israel, seria de esperar que qualquer governo gentio que dominasse Israel na época de seu aparecimento renunciasse à sua soberania.

      Eventualmente, contudo, tornou-se crença comum que o Messias realmente lideraria os judeus na deposição desse governo gentio. Segundo as palavras da Encyclopœdia Judaica, “os judeus do período romano criam que [o Messias] seria suscitado por Deus para quebrar o jugo dos pagãos e reinar sobre um reino restaurado de Israel”.

      Vestígios deste conceito comum se encontram em escritos daquele período. Por exemplo, falando dos judeus que se rebelaram contra Roma em 66 EC, Josefo escreveu: “O que mais de tudo os incitou à guerra foi um ambíguo oráculo, também encontrado em seus escritos sagrados, no sentido de que naquela época alguém de seu país tornar-se-ia governante do mundo.”

      E é também confirmado pelo tipo de indivíduos que receberam o apoio popular às suas reivindicações messiânicas. Historicamente, os que afirmaram ser o Messias naquele período foram, à exceção de Jesus de Nazaré, revolucionários políticos. O Livro do Conhecimento Judaico (em inglês), diz: “A coisa extraordinária respeitante a esses reivindicadores de distinção messiânica no primeiro século foi que cada um deles serviu qual pólo de agrupamento para a revolta Judaica contra o domínio romano. Dessemelhantes de Jesus, . . . os outros ‘messias’ daquele período eram, sem exceção, agitadores e patriotas militantes.” Esse padrão era simplesmente reflexo da prevalecente expectativa popular.

      É evidente, pois, que os judeus do primeiro século não tinham o posterior conceito de um Messias sofredor e morredouro. De fato, o erudito judeu Joseph Klausner concluiu: “A inteira idéia de um Messias que havia de ser morto era, nos dias de Jesus, impossível de compreender . . . por parte dos judeus.” Mesmo os poucos judeus que creram que Jesus era o Messias não esperavam que ele sofresse ou fosse morto. — Mateus 16:21, 22.

      Assim, quem quer que se sentisse atraído pelos ensinos de Jesus por certo teria ficado contrariado pelo fato de que Jesus não depôs o governo romano e não reinou sobre Israel, mas foi, em vez disso, executado por esse governo romano. Como Klausner explicou, “o crucificado Jesus desapontou a maioria dos que o seguiram em vida”. Não surpreende que o primitivo missionário cristão Paulo de Tarso tivesse falado de “Cristo pendurado numa estaca, que é para os judeus causa de tropeço”! — 1 Coríntios 1:23.

      Contudo, não obstante o agudo contraste entre a vida de Jesus e as expectativas judaicas, milhares de judeus que viveram naquele período creram que Jesus era o Messias. O que concorreu para isso?

      [Foto na página 5]

      Expectativas Judaicas: ISTO? ou ISTO?

  • Havia o Messias de sofrer e morrer?
    Despertai! — 1983 | 22 de setembro
    • Havia o Messias de sofrer e morrer?

      COMO JÁ vimos, os judeus do primeiro século esperavam um líder que depusesse o governo romano, estabelecesse um reino judaico sobre Israel e implantasse uma era de paz e bênçãos da parte de Deus. Visto que Jesus de Nazaré nunca fez isso, a nação judaica não queria aceitá-lo qual Messias.

      Contudo, muitos judeus que haviam sido atraídos aos ensinos de Jesus continuaram a crer que ele era o Messias, mesmo após a morte dele. Que base tinham para isso? Se as Escrituras Hebraicas indicavam que o Messias introduziria uma era de grandes bênçãos por meio de um reino sobre Israel, como podiam esses judeus continuar a crer em alguém que

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