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14 de Nisã — dia de recordaçõesA Sentinela — 1985 | 15 de fevereiro
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4. Que questões importantes estavam envolvidas na libertação de Israel do Egito?
4 Aquela espantosa libertação de todo primogênito israelita no Egito, envolvendo tanto homem como animal, ocorreu naquela noite de 14 de nisã. Foi o ponto culminante de nove golpes precedentes contra os deuses demoníacos adorados pelos egípcios, destacando o propósito de Jeová, anteriormente declarado ao orgulhoso Faraó: “De fato, por esta razão te deixei em existência: para mostrar-te meu poder e para que meu nome seja declarado em toda a terra.” Alguns dias mais tarde, o nome e o poder de Jeová ficaram ainda mais manifestos quando ele libertou milhões de israelitas e uma grande mistura de gente, no Mar Vermelho, quando afogou a flor dos exércitos de Faraó. Não é de admirar que Moisés e os filhos de Israel cantassem: “Cante eu a Jeová, porque ficou grandemente enaltecido”! — Êxodo 9:16; 15:1.
5. A que fim servia a celebração da Páscoa?
5 Depois de os israelitas terem tomado posse da terra prometida ao seu antepassado Abraão, a Páscoa devia ser celebrada nacionalmente uma vez por ano, em Jerusalém, em obediência à ordem de Deuteronômio 16:1-8. Jeová providenciou assim que o 14 de nisã se destacasse sempre na mente do seu povo típico. A que fim servia isso? Devia ser um dia para enaltecer o nome de Jeová, para recordar seus grandes atos de libertação. Portanto, séculos mais tarde, o significado da Páscoa teria destaque no coração e nos pensamentos dos pais de Jesus, os quais, conforme somos informados, “de ano em ano . . . costumavam ir a Jerusalém para a festividade da páscoa”. Segundo o costume judaico, seu filho Jesus os acompanhava. — Lucas 2:41, 42.
6. Por que estava Jesus ansioso de celebrar a Páscoa de 33 EC com seus apóstolos fiéis?
6 Depois do batismo de Jesus no Jordão e do começo do seu ministério, é de se supor que continuava a celebrar a Páscoa com Maria, sua mãe terrena, e os filhos dela, seus meios-irmãos. No entanto, para o 14 de nisã de 33 EC, Jesus providenciara celebrar a festividade com seus 12 apóstolos. O relato de Lucas nos conta o que Jesus achava desta ocasião: “Tenho desejado muito comer este jantar da Páscoa com vocês, antes do meu sofrimento!” (Lucas 22:15, A Bíblia na Linguagem de Hoje) Por que este grande desejo da parte de Jesus? Porque ele sabia da importância dos acontecimentos que se desenrolariam dentro em breve, naquele dia memorável, que havia começado com o pôr-do-sol. Jesus sabia também que esses eventos eclipsariam em muito o que acontecera lá em 1513 AEC. Enalteceriam o nome de Jeová mais do que em qualquer tempo anterior e lançariam a base da derradeira bênção para todas as famílias da terra. Também, ele tinha muito a dizer aos seus discípulos, antes de morrer, infundindo neles coragem para permanecerem seus seguidores leais. Os relatos pormenorizados dos Evangelhos nos permitem como que ouvir o que Jesus disse e presenciar o que fez. — João 12:31; 17:26.
O Que Aconteceu? Qual Era o Significado Disso?
7. (a) Que acontecimentos durante a última refeição pascoal de Jesus levaram à instituição da Comemoração de sua morte? (João 13:1-30) (b) Descreva o procedimento seguido por Jesus ao instituir a Refeição Noturna do Senhor.
7 Durante a refeição, Jesus levantou-se e lavou os pés de seus discípulos, dando assim um perfeito exemplo de humildade. Daí, Jesus disse: “Um de vós me trairá.” Pouco depois, virou-se para Judas e disse: “O que fazes, faze-o mais depressa.” A narrativa de João relata: “[Este] saiu imediatamente. E era noite.” (João 13:21, 27, 30) Foi depois disso que Jesus instituiu a Comemoração de sua morte. Leiamos como Mateus, que era testemunha ocular, descreve o que aconteceu: “Ao continuarem a comer, Jesus tomou um pão, e, depois de proferir uma bênção, partiu-o, e, dando-o aos discípulos, disse: ‘Tomai, comei. Isto significa meu corpo.’ Tomou também um copo, e, tendo dado graças, deu-lho, dizendo: ‘Bebei dele, todos vós; pois isto significa meu “sangue do pacto”, que há de ser derramado em benefício de muitos, para o perdão de pecados. Eu vos digo, porém: Doravante, de modo algum beberei deste produto da videira, até o dia em que o beberei novo, convosco, no reino de meu Pai.’ Por fim, depois de cantarem louvores, saíram para o Monte das Oliveiras.” — Mateus 26:26-30; veja também Marcos 14:22-26, Lucas 22:19, 20, e 1 Coríntios 11:23-26.
8. Por que é tão importante que se entenda o significado das palavras e das ações de Jesus ao instituir a Comemoração?
8 Qual era o pleno significado do que Jesus disse e fez naquela ocasião? Paulo salientou quão importante é que todos os seguidores ungidos de Cristo reconheçam isso, dizendo: “Conseqüentemente, quem comer o pão ou beber o copo do Senhor indignamente, será culpado com respeito ao corpo e ao sangue do Senhor.” Certamente, nenhum dos ungidos desejaria ser ‘indigno’ aos olhos de Jeová, o que resultaria num julgamento adverso. Além disso, os da “grande multidão” devem querer ser considerados dignos como companheiros do restante ungido. Portanto, visto que se aproxima outra Comemoração, na quinta-feira, 4 de abril de 1985, é oportuno que todos nós reexaminemos este assunto juntos, em pormenores. — 1 Coríntios 11:27.
9. (a) Por que é mais correta a tradução das palavras de Jesus: “Isto significa meu corpo”, do que: “Isto é o meu corpo”? (Veja a nota ao pé da coluna.) (b) Que significado especial atribuiu Jesus ao pão (c) e ao vinho?
9 Jesus disse: “Isto significa meu corpo.”a Com estas palavras, Jesus atribuiu um significado especial ao pão — era símbolo de seu próprio corpo carnal sem pecado, que ele entregou “a favor da vida do mundo”. (João 6:51) De maneira similar, quando disse com respeito ao copo de vinho: “Isto significa meu ‘sangue do pacto’, . . . derramado . . . para o perdão de pecados”, ele usava o vinho fermentado no copo como símbolo de seu próprio sangue. Este sangue serviria como base para fazer vigorar “um novo pacto”. Seu sangue derramado também seria o meio de prover “o perdão de pecados”. — Mateus 26:28; Jeremias 31:31-33; Hebreus 9:22.
10. O que está subentendido em se tomar do pão e do vinho?
10 Então, o que se subentende da parte daqueles que tomam do pão e do vinho durante a celebração da Comemoração? O próprio ato demonstra aos participantes, bem como aos espectadores, que estes já foram beneficiados pelo sacrifício resgatador de Cristo Jesus, mas de maneira especial e para um fim especial. Como funciona isso? A base da fé que eles têm no sacrifício de Cristo e de sua dedicação a Jeová, este aplica a eles o mérito do sacrifício humano de Jesus. Com que fim? Com o fim de que se lhes possa imputar perfeição humana e assim uma condição justa perante Deus. Jeová então gera a tais pelo seu espírito santo e eles se tornam seus filhos espirituais. Estão assim em condições de sacrificar seu direito de viver na terra em troca duma herança celestial. Tudo isso ocorre antes de participarem da Ceia do Senhor. — Romanos 5:1, 2, 8; 8:15-17; Tiago 1:18.
11, 12. (a) Que duas coisas adicionais são indicadas por se beber o vinho? (b) Explique o pacto que Jesus fez com os que tomam o vinho.
11 Considere agora o que mais está envolvido em beber do vinho. Embora Jeová atribua justiça aos seus filhos espirituais e os adote como filhos, eles ainda estão na carne imperfeita. Ainda estão sujeitos a pecar, e reconhecem isso. Ao beberem o vinho, admitem sua dependência diária do sangue de Cristo Jesus, que foi “derramado em benefício de muitos, para o perdão de pecados”. — 1 João 1:9, 10; 2:1.
12 No entanto, beber o vinho subentende ainda mais uma coisa. Os que o tomam atestam que foram incluídos no “novo pacto” que Jeová há muito predisse por meio do profeta Jeremias. Este pacto tornou-se vigente por meio do sangue de Jesus. Os participantes deste pacto são Jeová Deus e seus filhos espirituais, os quais, coletivamente, constituem o Israel espiritual. Cada membro é escolhido por Deus. Jesus é o Mediador do pacto, por meio do qual ele ajuda esses 144.000 membros no pacto a se tornarem parte do descendente de Abraão. (Jeremias 31:31-34; 2 Tessalonicenses 2:13; Hebreus 8:10, 12; 12:22-24; Gálatas 3:29) São também aqueles que Jesus aceita num ‘pacto para um reino’. Em resultado disso, eles por fim serão usados junto com seu Rei, Jesus Cristo, para canalizar todas as bênçãos de vida, procedentes de Jeová, para todas as famílias da terra. — Lucas 22:28-30; João 6:53; Revelação 5:9, 10; Gênesis 22:15-18.
13. Quais são as coisas que agora devem ser lembradas em 14 de nisã?
13 De fato, ao examinarmos o pleno sentido das palavras de Jesus neste dia a ser lembrado, forçosamente nos relembramos do amor de Jeová, ao fazer a provisão de seu querido Filho. Lembramo-nos também do amor de Jesus, ao prover sua vida como resgate para toda a humanidade crente. (João 3:16; Romanos 5:8; 1 Timóteo 2:5, 6) Entretanto, Jesus considerou naquela noite outras verdades preciosas. Apenas o apóstolo João, dentre os escritores bíblicos, registra esta palestra bem íntima.
Glória, Amor e União
14. (a) Como é Jeová glorificado com cada Comemoração? (b) Que papel desempenha o amor em Jesus ser lembrado, e que exame de si mesmos deve provocar isso na mente de todos os participantes?
14 Jesus disse: “Agora é glorificado o Filho do homem, e Deus é glorificado em conexão com ele.” (João 13:31) Desde que Israel fora libertado do Egito, o dia 14 de nisã ficou associado com a vindicação do nome de Deus, sua soberania e seu poder. Agora, em vista da fidelidade de Jesus até a morte e sua subseqüente gloriosa ressurreição pelo poder de Deus, davam-se ainda maior honra e glória ao nome de Deus. (Veja Provérbios 27:11.) Jesus disse aos seus discípulos que eles provariam o seu discipulado por guardarem “um novo mandamento”, o de ‘se amarem uns aos outros assim como ele os havia amado’. (João 13:34, 35) A profundidade de nosso amor fraternal reflete nosso apreço pelo amor que Jesus expressou a nós naquela época. — 1 João 4:19.
15. (a) Que esperança de vida se oferece a todos os que participam dignamente? (b) Como se prova o amor a Jesus?
15 A esperança de algum dia viverem num lar celestial faz parte da alegria que se apresenta aos escolhidos para serem co-regentes com Cristo. (Revelação 20:6) Jesus apresentou esta esperança, dizendo: ‘Vou embora para vos preparar um lugar. . . . virei novamente e vos acolherei a mim.” (João 14:2-4) Que acolhida aguardará a todos os que permanecerem fiéis até o fim! Por isso, Jesus admoestou: “Se me amardes, observareis os meus mandamentos.” Isto significa todos os seus mandamentos, inclusive a ordem de ensinar e fazer discípulos. — João 14:15, 21; Mateus 28:19, 20.
16. (a) Como salientou Jesus a necessidade de haver união entre os seus seguidores, e por que é esta união tão importante? (b) O que têm de enfrentar com determinação todos os seguidores de Jesus, mas o que os ajuda a fazer isso?
16 Quão importante é que os seguidores de Jesus estejam unidos com ele e entre si! Jesus usou a ilustração duma videira e seus ramos para salientar isso. A união resulta em se produzirem frutos, e isto, por sua vez, glorifica o Pai. (1 Coríntios 1:10; João 15:1, 5, 8) Todos os discípulos de Jesus se vêem confrontados com perseguição e oposição. Mas, quanto fortalece a fé saber que Jesus manteve a sua integridade como vencedor do mundo, apesar de todos os ataques de Satanás! — João 15:18-20; 16:2, 33.
17. Comente alguns dos pedidos de Jesus na sua oração, registrada no capítulo 17 de João.
17 Jesus encerrou a noite com uma oração dirigida a seu Pai e proferida de coração. A glorificação de seu Pai ocupou o primeiro lugar na sua petição. Ele orou para que seus seguidores fossem protegidos contra o iníquo, Satanás, ao passo que se mantivessem separados do mundo. E orou também para que e mesma amorosa união que havia entre ele e seu Pai aumentasse entre o número sempre-crescente dos seguidores de seus passos. — João, capítulo 17.
18. Em vista do número total dos que assistiram à Comemoração em 1984, por que foram tão poucos os que tomaram dos emblemas?
18 Consideramos apenas umas poucas verdades e idéias preciosas, que Jesus compartilhou com seus discípulos naquela noite, há, uns 1.952 anos, mas estas certamente nos ajudam a entender por que o 14 de nisã, é deveras um dia de recordações. Não é de admirar, pois, que no ano passado 7.416.974 Testemunhas de Jeová e seus amigos reconheceram a importância de se reunir para celebrar a Refeição Noturna do Senhor. Todavia, dentre esta vasta multidão, apenas 9.081 tomaram dos emblemas. Por quê? Porque a vasta maioria das Testemunhas de Jeová, hoje em dia, considera-se parte da “grande multidão” que está em pé “diante do trono e diante do Cordeiro”. Esta espera viver no planeta Terra, como seu lar eterno, não viver nos céus, onde os 144.000 “reinarão com [Cristo] durante os mil anos”. — Revelação 7:9; 20:6; Salmo 37:11.
19. Qual será a base do estudo da semana que vem, e por que é importante que todos estejam presentes?
19 Surgiram, porém, algumas dúvidas sobre a relação entre a Refeição Noturna do Senhor e a “grande multidão” de “outras ovelhas”. (João 10:16) Por isso, parece apropriado que esses assuntos sejam, considerados no artigo que segue, para que não haja mal-entendidos por parte de alguém, ao se aproximar mais uma Comemoração. — 1 Tessalonicenses 5:21.
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As “outras ovelhas” e a Refeição Noturna do SenhorA Sentinela — 1985 | 15 de fevereiro
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As “outras ovelhas” e a Refeição Noturna do Senhor
“[Jesus] é um sacrifício propiciatório pelos nossos pecados, contudo, não apenas pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro.” — 1 JOÃO 2:2.
1. Que resultados positivos advieram da ‘pregação das boas novas do reino’?
JESUS disse: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” (Mateus 24:14) Alguns da geração de 1914 ainda estão vivos para atestar que se Testemunhas de Jeová têm cumprido fielmente esta ordem. Em resultado disso, centenas de milhares de pessoas sinceras, desiludidas pelos fracassos deste mundo, reagiram positivamente às boas novas. Dedicaram-se a Jeová Deus e deram sua lealdade ao Reino dele, tornando esta dedicação conhecida pelo batismo em água. Esse proceder sábio foi adotado por 179.421 pessoas durante 1984. Disseram, na realidade, aos do povo do nome de Deus: “Iremos convosco, pois ouvimos que Deus está convosco.” — Zacarias 8:23.
2. Que fator governa o tempo de Jesus ajuntar suas “outras ovelhas”?
2 Os desta sempre-crescente “grande multidão” de adoradores fazem parte dos descritos por Jesus como suas “outras ovelhas”. (Revelação 7:9, 15; João 10:16) Eles têm a grandiosa esperança de viver para sempre na terra paradísica. (Salmo 37:29) Jesus predisse que ele juntaria esses fiéis seguidores dele depois de primeiro dar a sua indivisa atenção de pastor ao recolhimento dum “pequeno rebanho” de pessoas semelhantes a ovelhas, para com as quais ele é mediador do novo pacto. (Lucas 12:32; Hebreus 9:15) Tendo em mente este ajuntamento de duas classes de pessoas semelhantes a ovelhas em “um só rebanho”, podemos entender por que o apóstolo João declarou que Jesus Cristo “é um sacrifício propiciatório pelos nossos pecados, contudo, não apenas pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro”. — 1 João 2:1, 2.
Mudança de Conceitos
3, 4. (a) Que mudança de conceito fizeram muitos quanto à celebração da Refeição Noturna do Senhor? (b) Que queria dizer Paulo com: “Todas as vezes que comerdes ... e beberdes”?
3 Muitos dos recém-ajuntados das “outras ovelhas” costumavam assistir à Missa ou ir à Comunhão, sendo a freqüência e a maneira de tal celebração governadas pelas crenças da respectiva organização religiosa a que pertenciam. Agora, porém, chegaram a reconhecer que a Refeição Noturna do Senhor deve ser celebrada apenas uma vez por ano. Por quê? Ora, a Páscoa judaica era celebrada apenas uma vez por ano, e Jesus instituiu a Comemoração na mesma noite da Páscoa, 14 de nisã. Ele dissera então aos seus discípulos: “Persisti em fazer isso em memória de mim.” Paulo acrescentou: “Pois, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este copo, estais proclamando a morte do Senhor, até que ele chegue.” (1 Coríntios 11:24-26) É evidente que Jesus queria dizer que seus discípulos deviam realizar a celebração de sua morte no dia da Páscoa, que ocorre uma vez por ano. Portanto, tem sido celebrada “todas as vezes” durante a vida da congregação cristã. De fato, a Comemoração já foi realizada 1.952 vezes.
4 Há outra importante diferença no conceito que os da classe das “outras ovelhas” chegaram a reconhecer. Em vez de tomarem o pão e o vinho, como muitos deles faziam anteriormente em alguma igreja, verificam agora que sua situação foi ‘reajustada’ para a de espectadores. Por que se dá isso, e temos algum apoio bíblico para um procedimento que admite tanto espectadores como participantes? — 2 Coríntios 13:11; 2 Timóteo 3:16, 17.
5. (a) Descreva as medidas fundamentais que a pessoa precisa tomar para tirar proveito do sacrifício de Jesus. (b) Por que agiu Deus de modo especial para com 144.000 dos seguidores de Cristo Jesus?
5 Para que alguém possa tirar proveito do “sacrifício propiciatório” de Cristo Jesus, é preciso tomar certas medidas, sem consideração de a pessoa ter a esperança de vida no céu ou ter a esperança de vida no Paraíso terrestre. Essas medidas fundamentais são as seguintes: (1) assimilar conhecimento exato da Palavra de Deus (Romanos 10:13-15); (2) exercer fé (Hebreus 11:6); (3) arrependimento (Mateus 4:17); (4) conversão (Atos 3:19); (5) dedicação (Lucas 9:23); e (6) batismo (Mateus 28:19). É depois de se terem tomado essas medidas que Deus age de modo especial para com aquele a quem escolhe para ser um dos 144.000, ou do “pequeno rebanho”. Para que fim? Para que a pessoa se torne filho espiritual de Deus, com a perspectiva de ser sacerdote e rei junto com Cristo Jesus. (Revelação 20:4, 6) Há apenas um restante de tais filhos espirituais ainda vivos, e estes são os que devidamente tomam os emblemas. Isto explica, então, por que a vasta maioria das Testemunhas de Jeová é de espectadores e não de participantes.
A Páscoa e a Comemoração
6. Por que afirmaram alguns que as “outras ovelhas” deveriam tomar os emblemas, e que pergunta suscita isso?
6 Alguns sugeriram que o crescente número dos das “outras ovelhas” deviam tomar os emblemas. Raciocinam do seguinte modo: Visto que “a Lei tem uma sombra das boas coisas vindouras”, e visto que um dos requisitos da Lei era a guarda da Páscoa tanto pelos israelitas como pelos residentes forasteiros circuncisos, isto daria a entender que ambas as classes de pessoas semelhantes a ovelhas, no “um só rebanho” sob “um só pastor”, deviam tomar os emblemas da Comemoração. (Hebreus 10:1; João 10:16; Números 9:14) Isto suscita uma importante pergunta: Era a Páscoa tipo da Comemoração?
7. Em que sentido era, a Páscoa “uma sombra das boas coisas vindouras”?
7 É verdade que certos aspectos da observância da Páscoa no Egito, sem dúvida, se cumpriram em Jesus. Paulo comparou Jesus ao cordeiro pascoal, dizendo: “Cristo, a nossa páscoa, já tem sido sacrificado.” (1 Coríntios 5:7) A aspersão do sangue do cordeiro pascoal sobre as ombreiras e as vergas das portas assegurava a libertação do primogênito em cada lar israelita. De maneira similar, é por meio da aspersão do sangue de Cristo que a “congregação dos primogênitos que foram alistados nos céus” recebe sua libertação ou seu “livramento por meio de resgate”. (Hebreus 12:23, 24; Efésios 1:3, 7) Além disso, não se devia quebrar nenhum osso do cordeiro pascoal, e isso também teve cumprimento em Cristo Jesus. (Êxodo 12:46; Salmo 34:20; João 19:36) Portanto, pode-se dizer que a Páscoa, em certos aspectos, era uma das muitas particularidades da Lei que fornecia “uma sombra das boas coisas vindouras”. Todas essas particularidades apontavam para Cristo Jesus, “o Cordeiro de Deus”. — João 1:29.
8-10. (a) Em que sentido importante, com relação ao sangue, era a Páscoa diferente da Comemoração? (b] Como é outra diferença destacada pelos pactos, associados com a Comemoração? (c) A que conclusão nos leva isso?
8 Não obstante, a Páscoa não era estritamente tipo da Refeição Noturna do Senhor. Por que não? Quando se instituiu a Páscoa no Egito, consumia-se a carne dum cordeiro assado, mas não se consumia nada do sangue do cordeiro pascoal. Em contraste, porém, quando Jesus instituiu a Comemoração de sua morte, ele mandou especificamente que os então presentes comessem sua carne e bebessem seu sangue, simbolizados pelo pão e pelo vinho. (Êxodo 12:7, 8; Mateus 26:27, 28) Neste aspecto muito importante — o sangue — a Páscoa não era tipo da Refeição Noturna do Senhor.
9 Há algo mais que não deve ser despercebido. Jesus considerou com seus discípulos dois pactos relacionados, “o novo pacto” e ‘um pacto para um reino’. (Lucas 22:20, 28-30) Ambos os pactos tinham que ver com os participantes se tornarem compartilhadores com Cristo Jesus quais sacerdotes e reis. Mas em Israel, nenhum residente forasteiro circunciso jamais podia tornar-se sacerdote ou rei. Neste respeito, também, encontramos uma diferença entre a festividade da Páscoa, em Israel, e a Refeição Noturna do Senhor.
10 Portanto, a que conclusão nos leva isso? O fato de que o residente forasteiro circunciso comia o pão não levedado, as ervas amargas e o cordeiro da Páscoa não determina hoje que os que são das “outras ovelhas” do Senhor e que estão presentes à Comemoração devam tomar o pão e o vinho.
A Importância de se Estar Presente à Comemoração
11. Por que motivos importantes devem os das “outras ovelhas” comparecer à Comemoração?
11 Indica isso, porém, que não é importante que os das “outras ovelhas” estejam presentes à Comemoração? Certamente que não! Esta é a ocasião em que todos os seguidores de Jesus, semelhantes a ovelhas, devem lembrar-se de Jesus num sentido todo especial. Os das “outras ovelhas”, nesta ocasião, lembram-se de que já foram beneficiados por causa de sua fé no sangue derramado de Cristo, a ponto de agora serem encarados por Jeová como os que “lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro”. É por isso que podem prestar “serviço sagrado, dia e noite, no . . . templo” de Deus. (Revelação 7:14, 15) Podem também recordar que precisam persistir em ‘procurar a Jeová, a justiça e a mansidão’ na esperança de serem poupados no “dia da ira de Jeová”, e depois usufruírem a alegria de alcançar a perfeição humana. Por fim, poderão ser realmente declarados justos por Jeová, o que se dará após Jesus entregar o Reino ao seu Pai. — Sofonias 2:2, 3; 1 Coríntios 15:24; Revelação 20:5.
12. Que benefícios resultam de se escutar o discurso da Comemoração?
12 Outro motivo importante para se estar presente é que as verdades consideradas durante o discurso da Comemoração estão entre “as coisas profundas de Deus”, ‘alimento sólido para pessoas maduras’, não apenas o leite de “doutrina primária”. (1 Coríntios 2:10; Hebreus 5:13-6:1) O discurso bíblico aprofundará o apreço pelo amor que Jeová demonstrou ao instituir tal maravilhoso arranjo do Reino para a bênção da família humana. É também uma oportunidade para se ‘olhar mais atentamente para o Agente Principal e Aperfeiçoador da nossa fé, Jesus’. Nunca devemos presumir como garantido o amor de Jesus em nosso favor, nem os sofrimentos pelos quais passou. (Hebreus 12:2, 3) Além disso, todos podemos concordar que muitos dos pontos preciosos considerados por Jesus com seus apóstolos, quando instituiu a Comemoração — pontos a respeito da união, do amor e da glorificação do nome de Jeová — podem ser compartilhados pelos das “outras ovelhas”, bem como pelos do “pequeno rebanho”.
Interesse Amoroso em Todos
13. Por que é importante que se passem os emblemas a todos os presentes?
13 É importante que todos os presentes à Refeição Noturna do Senhor sejam lembrados do procedimento instituído por Jesus. Mesmo já passarem-se o pão e o vinho de um para outro ajuda a profundar o apreço pelas coisas sagradas que se acabam de considerar naquela noite. Habilita também a cada um tornar patente qual é a sua esperança de vida: celestial ou terrestre.a A adoção do procedimento correto harmoniza a congregação com o que se faz em toda a terra, naquela noite. — 1 Coríntios 14:40.
14. Como podem os anciãos mostrar interesse amoroso em um dos ungidos que estiver doente na noite da Comemoração?
14 Suponhamos que um dos ungidos na congregação adoeça e não possa comparecer à Comemoração. O que se faz então? Deve-se fazer todo empenho para que um dos anciãos leve os emblemas a esse cristão doente, e, se for conveniente, o ancião poderá fazer uns poucos comentários apropriados antes de oferecer os emblemas, e terminar com uma oração apropriada. Isso será muito animador para a pessoa doente! Tais atos de interesse amoroso nos outros promovem o espírito de amor na congregação. — Salmo 133:1.
15. Descreva outras maneiras pelas quais se pode mostrar respeito pela Refeição Noturna do Senhor.
15 Outras perguntas interessantes foram suscitadas com respeito ao procedimento e ao tipo de emblemas, a serem usados na Comemoração. As respostas a essas perguntas serão encontradas na página 19, sob “Respeito Pela Refeição Noturna do Senhor”. Os anciãos, responsáveis farão bem em seguir de perto o que se delineia ali.
16, 17. (a) Que pergunta fizeram alguns com respeito à participação dos emblemas na Comemoração, e quem somente pode dar a resposta? (b) Como provê Deus evidência convincente aos gerados pelo seu espírito?
16 Há alguns afligidos por dúvidas sobre se devem tomar os emblemas. Esta pergunta às vezes surge nas semanas que precedem à celebração da Refeição Noturna do Senhor. Freqüentemente, tais indagações são feitas por um recém-associado com as Testemunhas de Jeová. É você alguém que tem este tipo de dúvidas na mente? Como poderá saber qual o proceder correto a adotar?
A Necessidade de se Examinar a si Mesmo
17 Paulo recomendou o seguinte com respeito à Refeição Noturna do Senhor: “Primeiro, aprove-se o homem depois de escrutínio, e deste modo coma do pão e beba do copo.” (1 Coríntios 11:28, 29) Notou que Paulo disse que você é quem deve ‘aprovar-se depois de escrutínio’? Naturalmente, não é errado falar sobre assuntos tão sérios com um cristão maduro, mas só você é que deve determinar sua relação pessoal com Jeová e seu Filho. Deus não deixa nenhum dos 144.000 em dúvida. Assegura-se-nos: “O próprio espírito dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus.” É o espírito de Deus que desperta no coração do membro do corpo de Cristo a convicção de que ele é um dos filhos espirituais de Deus. O escolhido sabe disso e não precisa perguntar a outro na congregação para obter a confirmação. — Romanos 8:15, 16.
18. Que fatos históricos a respeito das “outras ovelhas” são de interesse para nós?
18 A história moderna das Testemunhas de Jeová mostra que desde 1931 passou a dar-se mais atenção às “outras ovelhas”, por meio da mensagem do Reino. Daí, em 31 de maio de 1935, com o proferimento do discurso “A Grande Multidão”,b multidão que o apóstolo João viu em visão, foi claramente identificada como as “outras ovelhas”. O que indicava esta nova ênfase? Indicava certamente que o ajuntamento do “pequeno rebanho” estava chegando ao fim e que havia chegado o tempo para Jesus, por meio da administração do “escravo fiel e discreto”, voltar sua atenção para o ajuntamento das “outras ovelhas”. — Mateus 24:45-47.
19. Que exame pessoal talvez seja aconselhável para os mais novos que afirmam ser dos ungidos?
19 Tendo isso em mente, dizemos a todos os que recentemente passaram a associar-se com o povo de Jeová e que talvez tenham feito algumas afirmações no sentido de ser da classe dos ungidos: Examine cuidadosamente sua relação com Jeová. Pergunte-se: É a esperança celestial que professo ter algum resíduo do anterior ensino religioso que eu professava, de que todos os membros da igreja vão para o céu? Relaciona-se a minha esperança de algum modo com um desejo egoísta ou com sentimentos emocionais? Paulo disse: “É impossível que Deus minta.” (Hebreus 6:18) Tampouco pode mentir o espírito santo de adoção. Portanto, alguém que foi genuinamente gerado pelo espírito de Deus não fica constantemente perturbado por dúvidas, mas pode atestar com toda a boa consciência de que é um dos filhos de Deus.
A Celebração em 1985
20. De que importância é a Comemoração para as Testemunhas de Jeová?
20 A Refeição Noturna do Senhor, sem dúvida, é a maior celebração do ano para todos os verdadeiros cristãos. Não há outra ocasião que se iguale a ela em importância, objetivo e procedimento. Portanto, ao passo que a terra gira sobre o seu eixo, fazendo o sol pôr-se progressivamente abaixo do horizonte, em volta da terra, toda congregação das Testemunhas de Jeová, grande ou pequena, e todo grupo isolado reunir-se-ão em obediência à ordem do Amo.
21. Que atitude e expectativa deve a Comemoração de 1985 criar no coração dos do povo de Deus?
21 Portanto, todos os discípulos semelhantes a ovelhas alegram-se muito com a perspectiva de compartilhar outra celebração da Comemoração. Que o acontecimento deste ano mostre ser um tempo de encorajamento edificante para todos os servos de Jeová. Que incuta neles o mesmo espírito de confiança de seu Exemplo, Jesus Cristo, que disse: “Coragem! eu venci o mundo.” — João 16:33.
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