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AltarAjuda ao Entendimento da Bíblia
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apresentação. (Compare com Êxodo 30:6, 8; 40:5; Revelação 8:3.) Este altar tinha três côvados (155 cm) de altura e, evidentemente, dois côvados (104 cm) de cada lado.
OUTROS ALTARES
Visto que a população pós-diluviana não continuou com Noé na adoração pura, segue-se que foram erguidos muitos altares falsos, e as escavações em Canaã, na Mesopotâmia e em outros locais, indicam que estes já existiam desde os períodos mais primitivos. Balaão mandou erigir sete altares sucessivamente, em três locais diferentes, em suas vãs tentativas de invocar uma maldição sobre Israel. — Núm. 22:40, 41; 23:4, 14, 29, 30.
Instruiu-se aos israelitas que derrubassem todos os altares pagãos e destruíssem as colunas e os postes sagrados costumeiramente erguidos junto deles. (Êxo. 34:13; Deut. 7:5, 6; 12:1-3) Nunca deveriam imitar a estes, nem oferecer seus filhos pelo fogo, como faziam os cananeus. (Deut. 12:30, 31; 16:21) Ao invés de uma multiplicidade de altares, Israel deveria ter um só altar para a adoração do único Deus verdadeiro, e este estaria localizado no lugar que Jeová escolhesse. (Deut. 12:2-6, 13, 14, 27; contraste isto com Babilônia, onde havia 180 altares apenas para a deusa Istar.) Foram, de início, instruídos a construir um altar de pedras brutas, depois de cruzarem o rio Jordão (Deut. 27:4-8), e este foi construído por Josué no monte Ebal. (Jos. 8:30-32) Depois da divisão da terra conquistada, as tribos de Rubem e de Gade, e a meia-tribo de Manassés, construíram conspícuo altar junto ao Jordão, o que provocou uma crise temporária entre as demais tribos, até que foi determinado que o altar não era sinal de apostasia, mas apenas um marco comemorativo de fidelidade a Jeová como o Deus verdadeiro. — Jos. 22:10-34.
Outros altares foram construídos, mas parece que estes foram erguidos para ocasiões específicas, e não para uso contínuo, e usualmente foram construídos em conexão com aparições angélicas, ou segundo instruções angélicas. O em Boquim, e os de Gideão e Manoá foram assim. (Juí. 2:1-5; 6:24-32; 13:15-23) O registro a respeito do altar erguido em Betel pelo povo, quando considerava como impedir o desaparecimento da tribo de Benjamim, não indica se teve a aprovação divina ou se era simplesmente um caso de ‘fazerem o que era direito aos seus próprios olhos’. (Juí. 21:4, 25) Como representante de Deus, Samuel ofereceu sacrifício em Mispá e também construiu um altar em Ramá. (1 Sam. 7:5, 9, 10, 17) Isto talvez fosse devido a que a presença de Jeová não mais se evidenciava no tabernáculo em Silo, após a remoção da Arca. — 1 Sam. 4:4, 11; 6:19-21; 7:1, 2; compare com o Salmo 78:59-64.
CONSTRUÇÃO E USO REAIS DE ALTARES
Saul ofereceu sacrifício em Gilgal e construiu um altar em Aijalom. (1 Sam. 13:7-12; 14:33-35) No primeiro caso, foi condenado por não esperar Samuel, mas não se considera se eram corretos tais locais como lugares para sacrifício, embora a declaração a respeito desse último altar, de que ‘com isso ele principiou a construir altares a Jeová’, poderia indicar incorreta multiplicação de altares para adoração. — Compare com Gênesis 4:26.
Davi instruiu Jonatã a explicar sua ausência à mesa de Saul, no dia da lua nova, por dizer que Davi comparecia ao sacrifício familiar anual em Belém; no entanto, visto que isto era um subterfúgio, não se pode saber definitivamente se este era realmente celebrado. (1 Sam. 20:6, 28, 29) Mais tarde, como rei, Davi construiu um altar na eira de Araúna (Ornã), e isto foi feito por ordem divina. (2 Sam. 24:18-25; 1 Crô. 21:18-26; 22:1) A declaração em 1 Reis 9:25, com respeito a Salomão ‘oferecer sacrifícios sobre o altar’, refere-se claramente a ele fazer com que isso se realizasse através do sacerdócio autorizado. — Compare com 2 Crônicas 8:12-15.
Com a ereção do templo em Jerusalém, parece que o altar estava agora definitivamente no “lugar que Jeová, vosso Deus, escolher . . . e para lá vos chegareis”. (Deut. 12:5) Além do altar usado por Elias no monte Carmelo, na prova de fogo com os sacerdotes de Baal (1 Reis 18:26-35), apenas a apostasia fez então que se estabelecessem outros altares. O próprio Salomão foi o primeiro culpado de tal apostasia, devido à influência de suas esposas estrangeiras. (1 Reis 11:3-8) Jeroboão, do recém-formado reino setentrional, empenhou-se em desviar seus súditos do templo em Jerusalém por estabelecer altares em Betel e em Dã. (1 Reis 12:28-33) Um profeta então predisse que, no reino do Rei Josias, de Judá, os sacerdotes que oficiavam no altar em Betel seriam mortos, e os ossos de homens mortos seriam queimados sobre ele. O altar foi destroçado como sinal disso, e a profecia foi mais tarde inteiramente cumprida. — 1 Reis 13:1-5; 2 Reis 23:15-20; compare com Amós 3:14.
Durante a regência do Rei Acabe em Israel, floresceram os altares pagãos. (1 Reis 16:31-33) No tempo do Rei Acaz, de Judá, havia altares “em cada esquina de Jerusalém”, bem como em muitos “altos”. (2 Crô. 28:24, 25) Manassés chegou ao ponto de construir altares dentro da casa de Jeová, e altares para astrologia no pátio do templo. — 2 Reis 21:3-5.
Embora os reis fiéis destruíssem periodicamente estes altares falsos (2 Reis 11:18; 23:12, 20; 2 Crô. 14:3; 30:14; 31:1; 34:4-7), antes da queda de Jerusalém, Jeremias podia ainda dizer: “Teus deuses tornaram-se tantos quantas as tuas cidades, ó Judá; e colocastes tantos altares para a coisa vergonhosa quantas são as ruas de Jerusalém, altares para fazer fumaça sacrificial a Baal.” — Jer. 11:13.
DURANTE O EXÍLIO E NO PERÍODO APOSTÓLICO
Durante o período do exílio, os judeus que fugiram para Elefantina, no Alto Egito, estabeleceram um templo e um altar, segundo o papiro elefantino; e, séculos mais tarde, os judeus perto de Leontópolis fizeram o mesmo. [Josefo, Antiguidades Judaicas, em inglês, Livro XIII, cap. III, par. 1; Guerras Judaicas, em inglês, Livro VII, cap. X, pars. 2 e 3] Este último templo e altar foram construídos pelo sacerdote Onias, na tentativa de cumprir Isaías 19:19, 20.
Na Era Comum, o apóstolo Paulo, ao falar aos atenienses, referiu-se ao altar onde estava inscrito “A um Deus Desconhecido”. (Atos 17:23) Há amplas informações históricas que corroboram isto. Apolônio de Tiana, que visitou Atenas algum tempo depois de Paulo, escreveu: “É muito maior prova de sabedoria e de sobriedade falar bem de todos os deuses, especialmente em Atenas, onde se erguem altares em honra até mesmo de deuses desconhecidos.” O geógrafo Pausânias, em sua Description of Greece (Descrição da Grécia), no segundo século E.C., relatou que, na estrada que vai do porto da baía de Falero até a cidade de Atenas, observara “altares dos deuses chamados Desconhecidos, e de heróis”. Também falou de “um altar de Deuses Desconhecidos” em Olímpia. Similar altar foi descoberto em 1909, em Pérgamo, no recinto do templo de Demétrio. E, em Roma, no monte Palatino, acha-se um altar que data de cerca de 100 A.E.C., com a inscrição “Consagrado a um deus ou a uma deusa”.
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AltéiaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ALTÉIA
O termo hebraico hhallamúth, encontrado somente em Jó 6:6, tem sido traduzido de forma variada como “clara do ovo” (Al, ALA), “malva” (PIB), e, conforme definido num léxico hebraico e aramaico de Koehler e Baumgartner, “altéia” (NM). A altéia é uma planta perene intimamente aparentada à malva-rosa. Seus caules lenhosos medem comumente de 60 cm a 1,20 m de altura. As folhas grandes e amplas da planta são entalhadas e terminam numa ponta aguçada. Tanto os caules como as folhas são recobertas de macia penugem. As flores, de cinco pétalas, de cor rosa-pálida, têm cerca de 2,5 cm de lado a lado. Em épocas de fome, a raiz branca, semelhante à cenoura, da altéia tem sido usada como alimento. A única referência bíblica à “altéia” faz alusão à sua insipidez.
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AltercaçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ALTERCAÇÃO
Uma disputa (Deut. 17:8), controvérsia (Jer. 25:31), ou um processo jurídico. (Jer. 11:20) As Escrituras nos aconselham a não ficarmos envolvidos em altercações ou disputas sem motivo, rotulando isto como ação tomada por alguém néscio. (Pro. 3:30; 18:6; 20:3) Afirma o provérbio: “Como alguém que agarra as orelhas de um cão é aquele que, estando de passagem, fica furioso com uma altercação que não é dele.” (Pro. 26:17) Visto que “premer a ira” resulta em altercação (Pro. 30:33), a vagarosidade em irar-se produz o efeito oposto. — Pro. 15:18.
A altercação destrói uma atmosfera pacífica (Pro. 17:1) e pode até mesmo fazer com que a mais mansa das pessoas perca o domínio de si. À guisa de exemplo: A altercação de Israel por não haver água em Cades moveu Moisés e Arão a agir precipitadamente, destarte perdendo o privilégio de entrarem na Terra Prometida. A altercação injustificada de Israel com os representantes de Jeová constituiu realmente uma altercação com Jeová. (Núm. 20:2, 3, 10-13; 27:14; Sal. 106:32) Aqueles que ficam similarmente envolvidos em altercações ou em controvérsias violentas com os servos de Deus se colocam numa situação muito séria, uma situação que pode levá-los à morte. — Compare com Isaías 41:8, 11, 12; 54:17.
Devido ao efeito prejudicial da altercação, o provérbio aconselha: “Retira-te antes de estourar a altercação.” (Pro. 17:14) Abrão (Abraão) deu bom exemplo neste sentido. Preocupado de que não houvesse disputas entre seus pastores de gado e os de seu sobrinho, Ló, Abrão sugeriu que se separassem. Altruistamente, concedeu a Ló a oportunidade de escolher a área em que poria seus animais a pastar. (Gên. 13:7-11) Por outro lado, os israelitas infiéis no tempo de Isaías não agiram como seu antepassado Abraão. A respeito deles, diz-se: “Jejuáveis para altercação e para rixa.” Jejuavam somente para altercarem mais, depois disso. — Isa. 58:4.
A lei mosaica abrangia casos de altercação que resultassem em danos físicos. Prescrevia uma compensação à parte lesada pelo tempo de trabalho perdido. — Êxo. 21:18, 19.
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AltíssimoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ALTÍSSIMO
A palavra hebraica ‘elyóhn (Altíssimo), usada com referência a Jeová, também é aplicada a outras pessoas ou coisas: ao Rei Davi, como estando acima dos outros reis terrestres (Sal. 89:20, 27), ao lugar acima das nações, prometido a Israel (Deut. 26:18, 19), ao cesto de cima (Gên. 40:17), ao portão superior (2 Reis 15:35), ao reservatório de água superior (2 Reis 18:17), ao pátio superior (Jer 36:10), ao andar superior (Eze. 41:7), aos refeitórios de cima (Eze. 42:5), a Bete-Horom Alta (Jos. 16:5), e à nascente superior das águas do Giom. (2 Crô. 32:30) Tais usos ilustram que ‘elyóhn denota posição ao invés de poder.
Quando aplicado a Jeová, o termo “Altíssimo” sublinha sua posição suprema, acima de todos os demais. (Sal. 83:18) Tal título aparece pela primeira vez em Gênesis 14:18-20, junto com ’El (Deus), onde Melquisedeque é chamado de “sacerdote do Deus Altíssimo”, e, nessa posição, abençoa Abraão, bem como ao Deus Altíssimo. “Altíssimo” é usado em combinação com o nome divino, Jeová (Gên. 14:22; Sal. 7:17), e com o plural de excelência ’Elohím (Deus) (Sal. 78:56), e também aparece isoladamente. — Deut. 32:8; Sal. 9:2; Isa. 14:14.
A forma plural aramaica ‘elyohnín ocorre em Daniel 7:18, 22, 25, 27, onde pode ser traduzida “Supremo” (NM), o plural sendo o plural de excelência, majestade. A forma aramaica no singular, ‘illay (Altíssimo) é usada em Daniel 7:25.
A palavra grega hypsistos (Altíssimo), conforme se aplica a Jeová, é empregada mormente por Lucas em seu Evangelho (duas vezes no anúncio feito por Gabriel a Maria sobre o nascimento de Jesus) e nos Atos. (Luc. 1:32, 35, 76; 6:35; 8:28; Atos 7:48; 16:17) As outras ocorrências acham-se em Marcos 5:7 e Hebreus 7:1.
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FornoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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FORNO
Câmara aquecida para cozer ou assar alimentos. O forno (Heb. , tannúr; gr. , Klíbanos) dos hebreus e de outros era de vários tipos.
Fornos de considerável tamanho, consistindo em um buraco redondo no chão, têm sido usados no Oriente Médio até os tempos modernos, alguns tendo até c. 1, 50 ou 1, 80 m de fundo, e c.1 m de diâmetro. Num forno deste tamanho, era possível assar uma ovelha inteira, por suspendê-la sobre pedras quentes ou brasas.
O forno em forma de tigela era usado nos tempos bíblicos e era provavelmente similar ao empregado pelos campônios palestinos nos tempos modernos. Grande taça ou tigela de barro é colocada em posição invertida sobre pequenas pedras, o pão sendo colocado e assado sobre elas. A taça é aquecida pela combustão de algo ajuntado sobre ela e ao redor dela.
Cada casa hebréia provavelmente possuía um portátil forno de jarra, tipo ainda usado na Palestina. Tratava-se de grande jarra de barro, com c. 90 cm de altura, tendo uma abertura no topo e alargando-se em direção ao fundo. Para aquecê-lo, queimava-se dentro dele algum combustível, tal como lenha ou mato, as cinzas
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