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Corre perigo a sua privacidade?Despertai! — 1988 | 22 de fevereiro
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descreve isto como “o aspecto tradicional da privacidade, o direito de ser deixado em paz”.
Hoje em dia até mesmo este “aspecto tradicional” corre perigo. Talvez você tenha tido a experiência de querer “ser deixado em paz” e, ainda assim, havia outros que violavam sua privacidade. Como encara sua privacidade? Acredita que deveria ser zelosamente preservada, mesmo às custas da maioria das outras coisas? Primeiro, contudo, vamos considerar exatamente o que se quer dizer com o termo privacidade.
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O que é privacidade?Despertai! — 1988 | 22 de fevereiro
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O que é privacidade?
O DIREITO à privacidade não é entendido com facilidade”, explica The Guide to American Law. (Guia à Lei Americana), “porque não pode ser descrita com precisão”. David F. Linowes, professor de economia política e de normas públicas, acrescenta: “Não existe uma definição, aceita por todos, de privacidade.”
Falando-se no aspecto legal, o direito à privacidade é uma idéia comparativamente nova, arraigada num artigo de cunho jurídico escrito por Louis D. Brandeis e Samuel Warren, em 1890. Este artigo normativo foi suscitado pela indignação deles perante o inescrupuloso sensacionalismo jornalístico conhecido como “imprensa marrom”.
A privacidade foi assim definida como “o direito de ser deixado em paz”. No entanto, o Professor Masanari Sakamoto, da Universidade de Hiroxima, escreveu que tal definição “foi infeliz para a posterior ampliação desse direito”. Ele considera a privacidade como um conceito positivo que inclui tanto a distância de outros como o envolvimento com eles.
Os conceitos do Professor Sakamoto se coadunam com a definição de privacidade que consta de The Encyclopedia Americana. Ali, define-se privacidade como “a afirmação, feita por indivíduos, por grupos, ou por instituições, de que lhes seja permitido determinar por si mesmos quando, como e até que ponto as informações sobre eles sejam transmitidas a outros”.
Assim, aquilo que uma pessoa talvez considere uma questão de privacidade, outra talvez não considere. Comparemos vários conceitos.
Atitudes Para com a Privacidade
“A proteção da vida privada não tem sequer uma palavra precisa em português para defini-la. Os dicionários não registram a palavra privacidade”, informava o jornal O Estado de S.Paulo. Isto se deu em 1979. Apenas recentemente, em 1986, um dicionário no Brasil alistou a palavra privacidade, que foi emprestada do inglês. Na língua coreana, não existe palavra que, de per si, seja equivalente à palavra inglesa privacy.
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