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Poderá melhorar sua leituraDespertai! — 1976 | 22 de maio
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o número de paradas visuais ou de fixações por linha. Por que não pratica um pouco? Esforce-se de ler frases ou grupos de palavras. Veja se isso não aumenta sua velocidade de leitura e a compreensão das idéias expressas pelo escritor.
A regressão também merece consideração. Este é o mau hábito de reler muitas palavras, ao invés de fazer com que os seus olhos se movimentem adiante de forma contínua. As regressões o freiam, cansam seus olhos e impedem a compreensão. Se perder algo, não volte atrás. É melhor (e provavelmente não levará mais tempo) ler de novo um artigo. Se tiver senso de urgência, o desejo de fazer o melhor uso de seu tempo, a regressão será desencorajada.
Ocasionalmente, os leitores mais peritos voltam atrás porque a linha de raciocínio do escritor os engana, ou a mensagem recebida pelo cérebro parece truncada ou irreal. “Certa vez, numa viagem de avião, eu lia um artigo de revista de Pearl Buck”, escreveu Cornelia Otis Skinner. “Num momento, uma daquelas sentenças encantadas captou minha vista. Ela rezava: ‘Ao amanhecer, partimos em cadeiras de liteiras cujos suportes se apoiavam nos ombros de castores (beavers) chineses de costas nuas.’ Que extraordinário!, pensei eu. O castor chinês deve ser bem maior do que o nosso, e é obviamente capaz de ser domesticado. Nesse ponto, o avião passou a dar uma daquelas inexplicáveis sacudidelas, que me fez perder o lugar. Quando o encontrei de novo, compreendi que a Sra. Buck e seu grupo tinham sido transportados por carregadores (bearers) chineses.” — The Reader’s Digest, maio de 1972.
Vocalização — Boa ou Má?
Em geral, não deseja regredir. Mas, há algo mais a evitar, se tenta ler rápido. Certas pessoas lêem para si mesmas um tanto vagarosamente porque vocalizam as palavras. Talvez sussurrem ou movam seus lábios, língua, cordas vocais ou músculos da garganta, realmente proferindo cada palavra para si mesmas. Outros não fazem estes sons audíveis ou movimentos físicos, mas ainda assim proferem cada palavra para si mesmos, “ouvindo” cada palavra de per si na mente. Com persistente esforço e por ler grupos de palavras, pode-se eliminar a vocalização e assim aumentar a velocidade de leitura.
Todavia, a vocalização nem sempre é despropositada quando se lê em particular. Josué, do antigo Israel, ordenou: “Este livro da lei [de Deus] não se deve afastar da tua boca e tu o tens de ler em voz baixa dia e noite, para cuidar em fazer segundo tudo o que está escrito nele; pois então farás bem sucedido o teu caminho e então agirás sabiamente.” (Jos. 1:8) Ler em voz baixa significa proferir as palavras para si mesmo em volume reduzido. Isto inculca mais indelevelmente na mente a matéria lida, pois vê e ouve as palavras.
Que Tal um Curso de Leitura Rápida?
Neste ponto, talvez fique imaginando se deve estudar um livro sobre leitura rápida. Trata-se de assunto pessoal. É provável que tal publicação inste com o leitor a eliminar as regressões e a vocalização, e a captar várias palavras em cada fixação dos olhos. Talvez também sugira que não permita que seus olhos pousem nas terminações das palavras longas (tais como “mente” em “fundamentalmente”). Talvez lhe diga que palavras como “e”, “em” e “ela” dificilmente existem para leitores peritos. Tais leitores simplesmente correm adiante, presumindo certas palavras e terminações de palavras.
Na leitura silenciosa, contudo, não permita que a idéia de velocidade o domine. Nem sempre é vital nem apropriado. Se planejou gastar uma noite lendo um bom livro, talvez deseje ler com calma. Talvez esteja estudando, com o objetivo de lembrar-se de pontos significativos. E não deve tentar ler tudo com leitura rápida. Pode-se ler rapidamente uma novela, mas um comprido memorando no seu trabalho talvez exija concentração e um passo diferente.
Quando Ler, Pense Ativamente
Em qualquer caso, lembre-se de que ler não deve ser atividade passiva. O autor W. Somerset Maugham, basicamente leitor vagaroso, escreveu com desprezo sobre as pessoas que “lêem com os olhos e não com sua sensibilidade. É um exercício mecânico como o de tibetanos girando sua roda de orações”.
Pense ativamente ao ler. Analise as declarações do autor, concordando ou discordando. Pergunte a si mesmo: Qual é o tema do escritor? Como esse parágrafo o apóia? Espera-se que faça algo com tais informações? Que deveria eu fazer?
Tome tempo para pausar e meditar na matéria que lê. Os cristãos dedicados apropriadamente fazem isto quando lêem as Escrituras Sagradas. Por quê? Por que desejam lembrar os relatos bíblicos. Desejam aplicar os princípios bíblicos em sua vida. E desejam poder responder a indagadores sineiros. Afirma um provérbio divinamente inspirado; “coração do justo medita a fim de responder.” — Pro. 15:28.
Quando possível, visualize o que ocorre. Mentalmente veja o terreno, as estradas, o povo. Observe como os homens e as mulheres estão vestidos. Ouça a voz das crianças felizes que brincam. Sinta o cheirinho de pão sendo assado no forno. Reviva as cenas. Daí, sua leitura será uma aventura, pois conseguirá ver uma cidade antiga, subir majestosa montanha, admirar-se diante das maravilhas da criação ou associar-se com homens de grande fé em Deus. Com efeito, por que não abre sua Bíblia logo e começa a ler seu primeiro livro, Gênesis? Ali testemunhará os poderosos atos de criação de Jeová Deus e poderá andar com piedosos patriarcas de antanho.
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Que dizer das febres?Despertai! — 1976 | 22 de maio
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Que dizer das febres?
AS FEBRES se acham entre as coisas que amiúde fazem com que as mães carinhosas de bebês e crianças pequenas fiquem muito preocupadas. Mas, como veremos, é provável que a preocupação das mães seja maior do que a situação o exige.
Segundo a história médica “tem-se conhecido a febre como sinal de doença desde . . . as observações de Hipócrates”, o chamado “pai da medicina”. Mas, a Bíblia mostra que mais de mil anos antes, Moisés tinha algo a dizer sobre a “febre ardente” na legislação divina que foi inspirado a dar à nação de Israel. (Lev. 26:16; Deu. 28:22) Muitos séculos depois de Moisés, os escritores dos Evangelhos falam de Jesus Cristo, o Filho de Deus, curar a sogra do apóstolo Pedro de “febre alta” e do náufrago, o apóstolo Paulo, curar a febre do pai de Públio, “homem de destaque” na ilha de Malta. — Luc. 4:38, 39; Atos 28:7, 8.
Progresso na Compreensão da Febre
Desde o tempo de Hipócrates, os homens
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