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A linguagem humana — dádiva ímparDespertai! — 1977 | 22 de agosto
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Com efeito, continua Lyons: “A linguagem é radicalmente diferente de todas as formas conhecidas de comunicação animal, e ‘apesar do vasto acúmulo de conhecimento, os peritos ainda não conseguiram propor uma teoria biológica da linguagem’ (P. 241).” Similarmente, o Professor Pei observa que “não é de admirar que os lingüistas, à parte dos filósofos, tenham renunciado ao tópico da origem da linguagem, ao ponto em que a Société de Linguistique de Paris proscreveu esse assunto como tópico de trabalhos literários”. — Voices of Man, p. 22.
Por que o assunto das origens da linguagem é tão frustrador para os lingüistas? Não será porque toda a evidência sólida aponta numa direção que não desejam ir — para longe da teoria da evolução? Assim, afirma Pei: “Esta parte do problema, pelo que parece, é insolúvel. . . . Se [a linguagem] surgiu pela ‘natureza’, o que queremos dizer com ‘natureza’? O acaso cego? Um Ser Supremo inteligente?” — Ibidem.
Será que sua resposta a tal pergunta também será manietada pelo preconceito evolucionário? Ou aceitará a linguagem como aquilo que realmente é — dádiva maravilhosa e ímpar do Ser Supremo o único cujo nome é Jeová?
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Ajuda ao Entendimento da BíbliaDespertai! — 1977 | 22 de agosto
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Ajuda ao Entendimento da Bíblia
[Matéria selecionada de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]
SUPERINTENDENTE (Continuação)
Autoridade relativa
Serem tais superintendentes ou anciãos também descritos como ‘pastores do rebanho de Deus’ e ‘mordomos de Deus’ elimina qualquer idéia de regência ou de autoridade como a exercida pelos reis, senhores ou amos (donos ou patrões). (Atos 20:28; 1 Ped. 5:1-3) Os discípulos de Jesus talvez tivessem entretido a idéia de tal grau de autoridade, mas ele deixou claro para eles que não existiria nenhum arranjo ou relação assim entre seus seguidores, o princípio básico para eles sendo o de amoroso serviço prestado a outros. (Mat. 20:25-27; compare com 2 Coríntios 1:24.) Qualquer autoridade que os superintendentes congregacionais tivessem era para a edificação espiritual dos irmãos e para a proteção da pureza da congregação. (Compare com 2 Coríntios 13:10.) A fonte de seu poder e o peso de sua palavra derivavam do seu uso das Escrituras, inclusive dos ensinos do Filho de Deus, e do poder do espírito santo de Deus. (1 Cor. 2:1-10; 4:19-21; 14:37; 2 Cor. 3:1-6; 10:1-11) O exemplo de Cristo Jesus, e o dos seus apóstolos, em mostrar interesse e cuidado sinceros pelas ovelhas de Deus estabelece o padrão e o modelo para todos os superintendentes congregacionais. — João 10:10-15; 17:11-19; 2 Cor. 11:28, 29; Fil. 2:12-21.
A consideração das Escrituras Gregas Cristãs indica que os superintendentes ou anciãos em qualquer congregação dispunham de igual autoridade. Pode-se observar que, em suas cartas congregacionais, Paulo não destaca nenhum indivíduo como sendo o superintendente, nem são tais cartas dirigidas a qualquer indivíduo como tal. Isto não elimina que tenham existido alguns de maior influência, sendo reconhecidos e respeitados pelos demais como principais, talvez até mesmo sendo designados para presidir as palestras, servindo quer contínua quer periodicamente. Paulo relata que, quando foi a Jerusalém para apresentar a questão da circuncisão, primeiro apresentou um relato de seu ministério, em particular, aos “que eram homens de destaque”, embora, como ele diz, estes “não transmitiram nada de novo” a ele. Paulo inclui, evidentemente, entre os homens de destaque, Tiago, Pedro (Cefas) e João, “que pareciam ser colunas”. A palavra aqui traduzida “pareciam” tem o sentido de ser “reputado” ou “considerado” como sendo algo. Assim, parece não ser subentendido qualquer sentido de categoria ou posição oficial. (Gál. 2:1-9) Pode-se notar que Paulo mais tarde ‘resistiu face a face a Pedro’, devido a Pedro ‘não andar direito segundo a verdade das boas novas’ no assunto da associação com os não-judeus. — Gál. 2:11-14.
Antes dos relatos da atividade missionária de Paulo, o livro de Atos menciona com destaque a Pedro e João (Atos 1:13-22; 3:1-11; 4:1, 13, 23), especialmente a Pedro, em alguns casos mostrando que ele ocupava o papel de porta-voz dos apóstolos. (Atos 1:14-22; 2:14, 37, 38; 5:1-11, 15, 29; 9:32-43; 10:1-48; 11:1-3, 18; 12:5-16; 15:6-11) Também Tiago (o meio-irmão de Jesus, e não o apóstolo), é mencionado, e Pedro, ao ser miraculosamente solto da prisão, preocupou-se de transmitir a nova a “Tiago e aos irmãos”. (Atos 12:17) Na assembléia realizada pelos “apóstolos e os [anciãos]” em Jerusalém, para decidir a questão da circuncisão, Tiago assumiu parte destacada, pois parece ter resumido o assunto, depois de considerável discussão e testemunho, inclusive o de Pedro. (Atos 15:7-21) Dar sua “decisão”, outrossim, não significa que decidiu unilateralmente a questão ou que sua voz sobrepujasse a dos outros presentes — certamente não a dos apóstolos de Jesus. Que Tiago simplesmente expressou seu julgamento pessoal e, com efeito, apresentou uma resolução para ser adotada, é depreendido de que Atos 16:4 se refere a Paulo e seus companheiros como entregando, mais tarde, às congregações “para a sua observância, os decretos decididos pelos apóstolos e [anciãos], que estavam em Jerusalém”. (Atos 15:22-29) Pode-se notar
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