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  • g83 22/10 pp. 4-5
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  • Dinheiro — como é criado?
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Despertai! — 1983
g83 22/10 pp. 4-5

Dinheiro — como é criado?

“A FESTA nos deixa alegres, a bebida nos deixa felizes”, disse certa vez um sábio, “e o dinheiro compra qualquer coisa!” (Eclesiastes 10:19, A Bíblia Viva) Mas, exatamente o que é essa coisa misteriosa — o dinheiro? De onde se origina?

Há muito o homem entendeu que nem permutar nem transportar metal eram meios práticos de comerciar. Assim, os engenhosos chineses inventaram o papel-moeda. E com o tempo outras nações, também, optaram pela conveniência do papel impresso que, pelo menos teoricamente, era resgatável em metal precioso — em geral ouro.

O padrão-ouro, porém, teve uma falha inerente. Diz-se que o valor de todo o ouro já minerado é de apenas uns 85 bilhões de dólares (usando o antigo preço do ouro de 35 dólares a onça). Em lugar nenhum existe o suficiente desse material brilhoso para acompanhar o passo do frenético aumento da população e dos negócios.

Para ilustrar, após a Segunda Guerra Mundial o dólar norte-americano se tornou a moeda do comércio internacional. Bilhões de dólares norte-americanos passaram assim às mãos de governos estrangeiros. Certo escritor disse: “Já por volta de 1965 havia mais dólares nas mãos de bancos estrangeiros do que valia o ouro em Forte Knox.” (O grifo é nosso.) Que dizer se as nações de repente exigissem seu ouro? Assim, em 1971 os Estados Unidos “fecharam o seu ‘guichê’ do ouro”. As nações estrangeiras não podiam resgatar seus dólares em ouro, embora os Estados Unidos ainda mantivessem enormes reservas de ouro. Para todos os fins práticos, pois, o dinheiro era lastreado apenas pela boa fé do governo dos Estados Unidos. Isso lançou o sistema monetário internacional no caos.

O dinheiro, portanto, vale apenas o quanto as pessoas pensam que vale. Quanto mais dinheiro os governos imprimirem, tanto menos valor as pessoas lhe atribuirão. Mas as impressoras não são a única fonte de dinheiro.

Tirado do Nada

“Devias ter depositado meu dinheiro de prata junto aos banqueiros”, disse um homem numa das parábolas de Jesus, “e, na minha chegada, eu estaria recebendo o meu com juros”. (Mateus 25:27) Mesmo nos tempos bíblicos, os banqueiros conheciam a arte de emprestar dinheiro com bom lucro e partilhar parte desse ganho com o depositante em forma de “juros”. Ao assim fazer, porém, os banqueiros engenhosamente criam dinheiro.

Para exemplificar, imagine-se depositando Cr$ 70.000.000,00 no banco. Daí, um cliente toma emprestado Cr$ 10.000.000,00 para iniciar um negócio. Talvez você conclua que seu depósito, menos esse empréstimo, aumenta o ativo do banco em apenas Cr$ 60.000.000,00. Mas não é o que pensam os banqueiros. Em vez de dar ao tomador do empréstimo os Cr$ 10.000.000,00 em dinheiro vivo, este em geral é creditado na conta corrente dele para ser sacado gradativamente. Assim, em vez de diminuir o ativo do banco, os registros dele indicam um total de Cr$ 80.000.000,00 — Cr$ 10.000.000,00 criados do nada!

Esse jogo de números talvez lhe dê dor de cabeça, mas faz o banqueiro sorrir. Desse modo os bancos podem emprestar mais dinheiro do que realmente têm. ‘Não é perigoso isso?’, você pergunta. Pode ser. Especialmente se um banco empresta dinheiro de modo irresponsável. No entanto, é raro que todos os depositantes e os que tomam emprestado venham simultaneamente exigir seu dinheiro. Assim, os bancos mantêm suficiente dinheiro em caixa para os negócios do dia-a-dia.

Os governos, também, criam enormes quantidades de fundos sem necessariamente rodar suas impressoras. Por exemplo, segundo o livro O Balão de Dinheiro, em inglês, o Federal Reserve Bank [banco central americano], “recorre a uma escandalosamente complicada série de lançamentos — joga com números, compra e vende títulos do governo, faz empréstimos, compra títulos e os vende logo de novo, vende títulos e os compra logo de novo . . . mas, quando toda essa atividade é analisada, verifica-se que o Federal Reserve System cria dinheiro do nada”.

Você também pode, inconscientemente, criar dinheiro. Os cartões de crédito lhe facultam tomar dinheiro emprestado cada vez que são usados. Contas correntes muitas vezes lhe permitem emitir cheques superiores ao valor depositado. Desse modo, a disponibilidade de dinheiro aumenta — e se alimenta a inflação.

O sistema financeiro é, pois, uma bolha que facilmente pode estourar se as pessoas perderem a confiança nele. Não obstante, se é tão fácil criar dinheiro, para onde vai ele?

[Foto na página 5]

A moeda mundial não mais é lastreada em ouro.

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