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LuzAjuda ao Entendimento da Bíblia
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com más intenções, ela se acha em grande escuridão espiritual. Conforme Jesus se expressou: “Se o teu olho for iníquo, todo o teu corpo será escuro. Se, na realidade, a luz que está em ti é escuridão, quão grande é essa escuridão!” — Mat. 6:23; compare com Deuteronômio 15:9; 28:54-57; Provérbios 28:22; 2 Pedro 2:14.
A LUZ E O FILHO DE DEUS
Desde sua ressurreição e ascensão ao céu, Cristo Jesus, “o Rei dos que reinam e Senhor dos que dominam”, “mora em luz inacessível”. Essa luz é tão gloriosa que se torna impossível que débeis olhos humanos o contemplem. (1 Tim. 6:15, 16) Com efeito, certo homem, Saulo (Paulo) de Tarso, foi cegado pela luz provinda do céu, vista por ele na ocasião em que o glorificado Filho de Deus se revelou a este perseguidor de seus seguidores. — Atos 9:3-8; 22:6-11.
Durante seu ministério terrestre, Jesus Cristo foi uma luz, fornecendo esclarecimento espiritual sobre os propósitos e a vontade de Deus àqueles que gostariam de obter o favor divino. (João 9:5; compare com Isaías 42:6, 7; 61:1, 2; Lucas 4:18-21.) Inicialmente, apenas as “ovelhas perdidas da casa de Israel” obtiveram benefícios daquela “grande luz”. (Isa. 9:1, 2; Mat. 4:13-16; 15:24) Mas o esclarecimento espiritual não se devia limitar apenas aos judeus naturais e aos prosélitos. (João 1:4-9; compare com Atos 13:46, 47.) Quando o menino Jesus foi apresentado no templo, o idoso Simeão se referiu a ele como sendo “uma luz para remover das nações o véu”. (Luc. 2:32) Conforme Paulo explicou aos efésios, os incircuncisos não-judeus tinham estado nas trevas com respeito a Deus e seus propósitos: “Anteriormente éreis pessoas das nações quanto à carne; fostes chamados ‘incircuncisão’ por aquilo que é chamado ‘circuncisão’, feita na carne, por mãos — que naquele tempo especifico estáveis sem Cristo, apartados do estado de Israel e estranhos aos pactos da promessa, e não tínheis esperança e estáveis sem Deus no mundo.” (Efé. 2:11, 12) No entanto, quando as boas novas sobre o Cristo alcançaram os não judeus, aqueles que as receberam favoravelmente foram ‘chamados da escuridão para a maravilhosa luz de Deus’. (1 Ped. 2:9) Outros, porém, continuaram a permitir que aquele que se transforma em “anjo de luz”, ou de esclarecimento (2 Cor. 11:14), o “deus deste sistema de coisas”, os cegasse, de modo ‘que não penetrasse a iluminação das gloriosas boas novas a respeito do Cristo’. (2 Cor. 4:4) Preferiam a escuridão, pois desejavam continuar a praticar suas obras vis. — Compare com João 3:19, 20.
OS SEGUIDORES DE CRISTO SE TORNAM LUZES
Aqueles que exerceram fé em Cristo Jesus como a “luz do mundo” e se tornaram seus seguidores vieram, eles mesmos, a tornar-se “filhos da luz”. (João 3:21; 8:12; 12:35, 36, 46) Tornaram conhecidos a outros os requisitos para se ganhar o favor e a vida da parte de Deus, fazendo-o “na luz”, isto é, abertamente. (Mat. 10:27) Similarmente, João, o Batizador, servira qual luz quando ‘pregava o batismo em símbolo de arrependimento’ e apontava para a vinda do Messias. (Luc. 3:3, 15-17; João 5:35) Também, por suas obras excelentes, pelas suas palavras e por seu exemplo, os seguidores de Cristo deixam brilhar a sua luz. (Mat. 5:14, 16; compare com Romanos 2:17-24.) “Os frutos da luz consistem em toda sorte de bondade, e justiça, e verdade.” Por conseguinte, expõe a baixeza das obras vergonhosas que pertencem à escuridão (a fornicação, a imundície de toda espécie, a cobiça, e coisas semelhantes) praticadas pelos “filhos da desobediência”. Como resultado disso, estas obras vergonhosas são vistas em sua verdadeira luz, e, no sentido de serem manifestadas como coisas condenadas por Deus, elas mesmas se tornam luz. (Efé. 5:3-18; compare com 1 Tessalonicenses 5:4-9.) Equipados com as “armas da luz”, a armadura espiritual de Deus, os cristãos travam uma pugna “contra os governos, contra as autoridades, contra os governantes mundiais desta escuridão, contra as forças espirituais iníquas nos lugares celestiais” e conseguem, destarte, ficar firmes como servos aprovados de Deus. — Rom. 13:12-14; Efé. 6:11-18.
OUTROS EMPREGOS FIGURADOS
As Escrituras contêm muitas referências figuradas à luz. A capacidade de ver é o que se tem presente com as palavras “a luz dos meus próprios olhos”. (Sal. 38:10) Quando Deus ‘dá luz’ a alguém, isto significa que Ele lhe dá vida, ou lhe permite continuar vivendo. (Jó 3:20, 23; compare com Salmo 56:13.) ‘Filhos que não viram a luz’ são os que nascem mortos. (Jó 3:16; compare com Salmo 49:19.) “É bom para os olhos verem o sol” pode ser entendido como significando “é bom estar vivo”. — Ecl. 11:7.
A luz matutina é descrita de forma pitoresca como ‘segurando as extremidades da terra e sacudindo os iníquos dela’, porque o alvorecer dispersa os malfeitores. A escuridão é a “luz” deles, pois estão acostumados a realizar suas más ações sob o seu manto e esta “luz” figurada é tirada deles pela luz literal da alvorada. — Jó 38:12-15; compare com Jó 24:15-17.
Assim como a luz solar é claramente perceptível, assim também são óbvios os julgamentos adversos de Jeová. Faz-se alusão a isto em Oséias 6:5: “Os julgamentos sobre ti serão como a luz que sai.”
A ‘luz da face de Deus’ significa o favor divino. (Sal. 44:3; 89:15) “Levanta sobre nós a luz da tua face” é uma expressão que significa ‘mostre-nos favor’. (Sal. 4:6) Similarmente, o favor dum governante é mencionado como a “luz da face do rei”. — Pro. 16:15.
A luz pode indicar animação ou júbilo, o oposto de tristeza. (Jó 30:26) Isto talvez explique as palavras de Jó (29:24): “E não lançavam de si a luz da minha face.” Embora outros estivessem sombrios e desalentados, isto não fez com que Jó demonstrasse igual disposição.
Uma perspectiva brilhante, tal como a salvação ou a libertação, às vezes é mencionada sob a figura da luz. (Ester 8:16; Sal. 97: 11; Isa. 30:26; Miq. 7:8, 9) Fazer Jeová com que sua glória brilhasse sobre Sião apontava para a libertação que ela teria de uma condição cativa. Em resultado, Sião se tornaria uma fonte de esclarecimento para as nações. (Isa. 60:1-3, 19, 20; compare com Revelação 21:24; 22:5.) Por outro lado, não darem luz o sol, a lua e as estrelas, significaria a calamidade. — Isa. 13:10, 11; Jer. 4:23; Eze. 32: 7, 8; Mat. 24:29.
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LuzeiroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LUZEIRO
[Heb. , ma’óhr, significando fonte de luz, luminar]. O relato de Gênesis menciona que, durante o quarto “dia” criativo, Deus fez com que luzeiros ou luminares (Al; IBB) ‘viessem a existir na expansão dos céus’. (Gên. 1:14) Isto não indica a vinda à existência da própria luz (Heb. , ’óhr), uma vez que se mostra que já existia antes. (Gên. 1:3) Nem se declara com isso que o sol, a lua, e as estrelas fossem criados nessa ocasião. O versículo inicial da Bíblia declara: “No princípio Deus criou os céus e a terra.” (Gên. 1:1) Assim, os céus, com seus corpos celestes, inclusive o sol, já existiam por um período indeterminado de tempo, antes de surgirem os processos e os eventos que se declara que ocorreram nos seis períodos criativos descritos nos seguintes versículos do primeiro capítulo de Gênesis.
Deve-se observar que, ao passo que Gênesis 1:1 declara que Deus “criou” (Heb. , bará’) os céus e a terra no princípio, os versículos 16 e 17 declaram que, no quarto “dia” criativo: “Deus passou a fazer [Heb. , uma forma de ‘asáh] os dois grandes luzeiros, o luzeiro maior para dominar o dia e o luzeiro menor para dominar a noite, e também as estrelas. Assim, Deus os pôs na expansão dos céus para iluminarem a terra.“ A palavra hebraica ‘asáh, com freqüência traduzida “fazer”, pode significar simplesmente estabelecer (2 Sam. 7:11), designar (Deut. 15:1), formar (Jer. 18:4), ou preparar (Gên. 21:8).
Assim, o registro aqui somente declara que relação o sol, a lua e as estrelas já existentes passaram então a ter com o planeta Terra. Por conseguinte, parece que a luz destes corpos celestes, antes bloqueada por alguma causa, possivelmente o pó cósmico, alcançou as ‘águas acima da expansão’ no primeiro “dia” criativo. Estas águas, por sua vez, impediram que a luz penetrasse na expansão, até o quarto “dia”. A declaração de que “Deus os pôs na expansão dos céus” naquele “dia” apenas expressa o fato de que, nesta ocasião, Deus fez com que eles se tornassem perceptíveis mediante a penetração de seus raios de luz na atmosfera terrestre, alcançando a superfície da terra. A finalidade deles era “fazerem separação entre o dia e a noite”, e para servirem como “sinais, e para épocas, e para dias, e para anos”. Além de serem sinais da existência e da majestade de Deus, tais luzeiros, por seus movimentos, habilitam o homem a assinalar com exatidão as estações naturais, os dias e os anos. — Gên. 1:14-18; Sal. 74:16; 148:3.
O mesmo vocábulo hebraico (ma’óhr) é usado com referência ao equipamento luminoso no tabernáculo, que utilizava o azeite queimado como meio para se produzir iluminação artificial. (Êxo. 25:6; 27:20; 35:8, 14, 28; Lev. 24:2; Núm. 4:9) Em Provérbios 15:30, é usado em sentido figurado na expressão “luminosidade dos olhos”. Avisa-se profeticamente o Egito de que ficará privado de toda luz por meio de Jeová escurecer e enuviar todos os “luzeiros [forma de ma’óhr] de luz [’ohr] nos céus”. — Eze. 32:2, 7, 8.
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MaanaimAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MAANAIM
[dois acampamentos].Local situado a E do Jordão, onde Jacó, depois de deixar Labão, encontrou-se com uma companhia de anjos. Jacó então chamou esse local de “Maanaim”. (Gên. 32:1, 2) O significado do nome (“dois acampamentos”) talvez faça alusão à companhia de Jacó tornar-se dois acampamentos, ou ao acampamento dos anjos e ao acampamento de Jacó. (Gên. 32:7, 10) Pelo que parece, algum tempo depois, construiu-se uma cidade naquele sítio. No século XV AEC, esta cidade foi primeiramente designada aos gaditas e, então, aos meraritas levitas. — Jos. 13:24, 26; 21: 34, 38.
Enquanto Davi governava em Hébron, Maanaim servia como capital do reino rival do filho e sucessor de Saul, Is-Bosete. Isto sugere que ela era fortificada e ocupava uma posição estratégica. ( 2 Sam. 2:8-11, 29) Evidentemente foi nesta cidade que Is-Bosete foi assassinado. (2 Sam. 4:5-7) Mais tarde, quando Davi fugiu de Absalão, seu filho rebelde, para Gileade, ele foi bondosamente recebido em Maanaim. Permaneceu ali conforme a solicitação de seus apoiadores e não compartilhou da batalha que frustrou por completo a tentativa de Absalão de apoderar-se do trono. (2 Sam. 17:24 a 18:16; 19:32; 1 Reis 2:8) Durante o reinado de Salomão, filho de Davi, Maanaim estava sob jurisdição do preposto Ainadabe. — 1 Reis 4:7, 14.
Em O Cântico de Salomão 6:13, a expressão “a dança de dois acampamentos” pode também ser traduzida “a dança de Maanaim” (ALA; 7:1, CBC; IBB; VB). A referência talvez seja à dança associada com certa festa
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